Edward literalmente parecendo mãe/pai só esperando as crianças aprontarem ou pedirem alguma coisa com aquela mentira "nunca mais te peço nada" KKKKKKKKKK Não posso com eles, simplesmente não posso. Não imagina o quanto achei lindo Gus e Adel discutindo sobre tempero. A cena inteira me aqueceu o coração. Apesar de aqui e ali eu fiquei preocupada com eles, claro. Edward é inegavelmente alguém que engana muito a própria família, independentemente da razão. Então é. Sempre um misto de alegria e tristeza.
O tanto que eu acredito que o Edward alcança o objetivo dele e isso vai destruí-lo, e aos irmãos, pela descoberta do quanto que ele fez escondido... Se o pior acontecer eu acho que fico mais estável do que se algo bom vier, então eu choro emocionada xD E cada vez mais o texto traz revelações. Antes ele parecia misterioso, agora sabemos que Ed pode ir até o limite, rir e continuar em frente ♥ Continua misterioso, porque ainda não sabemos quais limites ele vai passar exatamente e o que fará.
Essa parte da magia, criação e destruição, termina com essa indireta de que quem fique no caminho será aniquilado. Não sei se foi uma mistura do narrador com os pensamentos do Edward ainda, ou se era de um ou do outro. Independentemente do que seja, parece que a Ordem foi sentenciada. E acho muito interessante quando a magia aparece na história! Principalmente porque não é apenas lançar o feitiço ali e tudo certo. Tem um preparo e até a execução tem toda uma linha ali para explorar.
Aprecio o Leonard. Ele literalmente está o tempo todo maquinando e parece que poderia soltar veneno do nada, quando menos se espera. E não poderia ser ninguém menos do que ele para ser anfitrião de um evento que promete caos. Acho que em algum momento da festa ele vai simplesmente sentar em uma mesa, pegar uma taça de vinho e apreciar tudo o que acontece a sua volta na maior tranquilidade.
E ele realmente pensou na decoração apropriada para o evento. Sério. Adoro ele. Leonard também tem o ar de mistério, mas ainda não sabemos se ele vai ultrapassar limites e se também pode fechar os olhos para a própria integridade. Estarei observando de longe com minha taça de suquinho de morango, mas por enquanto parece que pode ter freios.
Surge então a oportunidade de ir em uma festinha e a Cecily já está pensando em quem ela vai pegar KKKKKKKKKKKKKKKKKK Só penso no quanto a menina é destruidora de corações. No entanto... pelo menos já colocou as cartas na mesa e a Polly sabe que a relação delas é temporária. Mas mesmo assim tenho empatia maior pela Polly kkkkkkkkkkk
O último parágrafo deixando a dica de que vai dar ruim :)
Eu acho uma gracinha como os Waldford tem essa dinâmica familiar diferenciada na qual o Edward virou uma figura parental que eventualmente faz bullying com o Gus e a Adel rsrs! Eles são fofos demais, quase derreto escrevendo eles interagindo.
Esse capítulo teve uma epifania tanto pro Ed quanto para o narrador e nós leitores de que ele definitivamente está disposto a tomar decisões questionáveis para alcançar seus objetivos. Se antes tava dúbio, agora tá bem explícito que a Ordem aprontou algo ruim o suficiente pro lado dele, e que ele também não vai ter misericórdia de volta.
Eu também acho bem interessante quando a magia necessita de algum tipo de preparação ou ritual! Limita o poder ofensivo em um cenário de batalha, assim como deixa claro que alguns feitos são bem complicados de alcançar. Mas também existem feitiços mais intuitivos no universo de AL, que não necessitam de rituais ou preparações, apenas de conhecimento e poder.
Agora eu tô imaginando um monte de convidado em roupas vitorianas chiques caindo no soco e o Leonard observando tranquilamente kkkkk! Definitivamente é a estética dele, não vou negar. Mas vejamos se os planos dele irão obter o sucesso de causar o barraco que ele almeja.
Por enquanto eu vejo tanto o Leonard quanto o Edward como sendo bem cinzentos moralmente em geral, com uma parte bem escura da personalidade deles direcionada a um objetivo específico. Mas eu diria que o Leonard tem um grande potencial para ultrapassar limites também. Vejamos quais são os limites dele.
Cecily está de olho em um casamento vantajoso, a jovenzinha tem interesse em golpes que lhe deem muito dinheiro e um título alto kkkkk! Eu também sinto muita pena da Polly, por mais que a Cecily tenha sido honesta, isso não a exime de ter o mínimo de responsabilidade emocional. O que certamente não é algo que ela está demonstrando para com a pobre Polly.
Muito obrigada pelo comentário, até a próxima!
XOXO
—Venus ♥
A
Arrogante
Sempre achei engraçado como, pelo menos pra mim, personagens têm dois níveis de reconhecimento dentro da história em que existem: o primeiro é o inicial, a impressão superficial que ele me causa, e o segundo é o que vem com a certeza de quem o conheço, que sei o que ele faria em certas situações e qual é o seu norte ideológico. Edward me ganhou desde a primeira cena dele, mas eu ainda não tinha motivos para gostar do cara realmente – eles surgiram aqui.
Já disse isso antes, mas não faz mal repetir: você se sai muito melhor em cenas de pequenos stakes, pouca ação e muito pensamento. Diria que essa cena de abertura com os três irmãos de bobeira, curtindo o tempo juntos, foi a melhor que você já compôs até agora justamente porque traz à tona suas melhores características como escritora. A descrição do sol de Londres ao pôr do sol foi... De tirar o fôlego. Eu suspirei enquanto lia.
Meu ponto de contato com o Edward foi a sensação de voltar ao lar depois de muito tempo ausente e tentar se reconectar com membros da família que, em tese, deveriam ser as pessoas mais próximas na sua vida. Depois que me mudei de casa, toda visita à minha mãe e aos meus irmãos é assim, e estou explicando tudo desse jeito porque nunca vi essa sensação tão bem transportada para as letras antes. A paciência para ouvir, a vontade de ser útil, a felicidade nas interações mais bobas, a saudade de algo que está bem à sua frente... Perfeito.
Aprendemos muito sobre o Edward nesse capítulo. Adorei o modo como tu narrou a leitura de pensamentos do Gus (o que, em si mesma, revela muito sobre o próprio Augustus), a dualidade de influências entre a mãe o pai dele e, o mais importante, o modo como ele parece devoto a uma causa e seria capaz de qualquer coisa para tornar seus objetivos realidade. Acho que, de tudo, o que mais gostei nesse capítulo foi esse lado do Ed. A cortesia e a gentileza demonstradas por ele fazem reflexão a um lado escondido de brutalidade pura, cirúrgica, de alguém que não hesitaria em matar uma testemunha que poderia prejudicá-lo com a mesma facilidade com que diz as horas a alguém que pergunta. Que personagem mais interessante ele se revelou ser!
Para além de minhas felações para com o Edward, esse capítulo foi muito interessante de se ler. A cena da cura da Eliza foi muito impactante, principalmente pela sua descrição criativa do ritual, e "Purgar e destruir. Mesmo a magia mais gentil sabia que a cura jamais poderia vir sem uma dose de violência." é uma frase do caralho. Diria que ela sintetiza bem como o Edward se vê, como ele vê seus próprios objetivos.
Só consigo imaginar as consequências dessa cura...
Esse final estabelecendo a conexão entre o Leonard e a Cecily me pegou de surpresa, e com sucesso me deixou imaginando o tipo de poção que você vem cozinhando nesse caldeirão com ambos.
PS.: Quando me referi à Anne no comentário passado, percebi que estava, na realidade, lembrando-me errado do nome da Eliza. Só para você saber.
Eu concordo com o que você disse, eu não conseguiria expressar tão bem quanto você expressou. A impressão superficial pode até ser cativante, mas é esse lado mais humano e emocional que dá realismo aos personagens. E que consequentemente nos tornam capazes de gostar de verdade deles. Fiquei bem feliz com sua reação a essa face do Ed, uma cena mais íntima e familiar com o Waldford é algo que eu estava animada para escrever há um bom tempo, então fico bem contente que tenha funcionado!
Eu acho que é uma coisa pela qual uma parcela considerável das pessoas passa, e é um sentimento tão… difícil. Tanto de descrever quanto de lidar. Eu sei que faz parte da vida adulta ir embora de casa, de um jeito ou de outro. Mas ninguém nunca tinha avisado que voltar ia ser tão difícil quanto ir embora. E que depois que você vai embora nunca mais é a mesma coisa. Enfim, que bom que eu consegui passar esse sentimento, foi a intenção. Eu gosto do poder que a ficção tem de espelhar os sentimentos da realidade, eu sempre fico impactada quando leio uma história e consigo me conectar a um personagem ou sentimento.
O Ed é todo cheio de dualidades e contradições, e isso o que o torna tão interessante (pelo menos pra mim)! Ele tem uma linha muito tênue entre ser movido a amor e altruísmo e ódio e vingança o tempo todo. Essa frase que você citou foi uma que eu gostei bastante de escrever, justamente porque junta esses dois lados dele. Não em oposição, mas em confluência. Como dizem, amor e ódio andam lado a lado. Um não seria nada sem o outro.
Vejamos o que Cecily e Leonard aprontarão :v
Ah, e obrigada por avisar! Eu já respondi seu outro comentário com isso em mente. A Anne, esposa do Gus, na verdade tem a idade dele (em torno de 30), a Eliza realmente tem uma idade próxima à da Polly e a da Cecily, vinte e poucos.
Obrigada pelo comentário! Fiquei muito feliz de saber que você gostou desse capítulo em específico, foi um dos que eu mais gostei de escrever.
Pode parecer drama meu, mas está fisicamente desafiador ler as cenas dos irmãos Waldford. Eu sei que disse que Edward não teria mais minha simpatia, mas, na condição de uma irmã mais velha, eu não consigo não me imaginar na situação dele. Eu real fico meio enjoada de ansiedade. Não consigo imaginar como seria ter que fazer coisas que eu não pudesse compartilhar com meus irmãos com orgulho, às vezes acho que eles são minha bússola moral mais do que minha própria consciência kkkkkk
Eu tinha lido essa parte do capítulo no início da semana, aí hoje eu pulei direto para a parte do Leonard kkkk Mas devo dizer que o feitiço usado pelo Edward me fez pensar no Hierofante, especificamente as partes "nada tão perdido que não possa ser encontrado/nada tão secreto que não se possa conhecer" e "nada tão estático que não possa ser transformado." Porque o cara era quase um deus e ainda assim foi banido da realidade pela antepassada da Sofia Rodaki, e mesmo "excluído" da realidade, tem gente fuçando atrás dele.
Eu sinto que não sou inteligente o bastante para acompanhar a trama do Leonard, mas admiro o estilo dele. É o cara que eu olho de longe e penso "inteligente, elegante, gostei". O narrador estava realmente se adiantando quando começou a falar do baile, hein? kkkkkk
Vou admitir que algumas cenas também me deram esse mal-estar físico. Ter a noção de onde os temas e o foreshadowing estão direcionando os personagens me faz me sentir particularmente cruel às vezes por colocá-los nessa dinâmica. Mas ao mesmo tempo me dá um prazer sádico saber que estou conseguindo descompensar minhas queridas leitoras, então fiquei estranhamente feliz com seu comentário kkkkk! No caso do Ed, também vejo o Gus e a Adel como sendo o compasso moral dele. Então definitivamente é um sacrifício incomensurável para ele ter de esconder tantas partes dele mesmo e da vida que ele está levando dos seus irmãos.
Eu estou amando ver suas especulações e teorias! Definitivamente está esquentando nos palpites, mas ainda não posso comentar muito sobre isso kkkkk! Mas como já foi confirmado nos capítulos futuros sobre a relação do Ed e das relíquias, acho que dá pra perceber que muitos dos temas que cercam tanto ele quanto o Hierofante são consonantes de modo proposital :,)
O narrador ama soltar uns quase spoilers, para sorte de vocês ele tem a língua mais solta que a minha kkkkkk! E concordo sobre o Leonard: ele tem estilo, e é a pura esperteza. Seria lindo de se ver se ele usasse seus talentos para algo mais altruísta kkkkk! Obrigada pelo comentário, e até o próximo ♥
hi.
Edward literalmente parecendo mãe/pai só esperando as crianças aprontarem ou pedirem alguma coisa com aquela mentira "nunca mais te peço nada" KKKKKKKKKK Não posso com eles, simplesmente não posso. Não imagina o quanto achei lindo Gus e Adel discutindo sobre tempero. A cena inteira me aqueceu o coração. Apesar de aqui e ali eu fiquei preocupada com eles, claro. Edward é inegavelmente alguém que engana muito a própria família, independentemente da razão. Então é. Sempre um misto de alegria e tristeza.
O tanto que eu acredito que o Edward alcança o objetivo dele e isso vai destruí-lo, e aos irmãos, pela descoberta do quanto que ele fez escondido... Se o pior acontecer eu acho que fico mais estável do que se algo bom vier, então eu choro emocionada xD E cada vez mais o texto traz revelações. Antes ele parecia misterioso, agora sabemos que Ed pode ir até o limite, rir e continuar em frente ♥ Continua misterioso, porque ainda não sabemos quais limites ele vai passar exatamente e o que fará.
Essa parte da magia, criação e destruição, termina com essa indireta de que quem fique no caminho será aniquilado. Não sei se foi uma mistura do narrador com os pensamentos do Edward ainda, ou se era de um ou do outro. Independentemente do que seja, parece que a Ordem foi sentenciada. E acho muito interessante quando a magia aparece na história! Principalmente porque não é apenas lançar o feitiço ali e tudo certo. Tem um preparo e até a execução tem toda uma linha ali para explorar.
Aprecio o Leonard. Ele literalmente está o tempo todo maquinando e parece que poderia soltar veneno do nada, quando menos se espera. E não poderia ser ninguém menos do que ele para ser anfitrião de um evento que promete caos. Acho que em algum momento da festa ele vai simplesmente sentar em uma mesa, pegar uma taça de vinho e apreciar tudo o que acontece a sua volta na maior tranquilidade.
E ele realmente pensou na decoração apropriada para o evento. Sério. Adoro ele. Leonard também tem o ar de mistério, mas ainda não sabemos se ele vai ultrapassar limites e se também pode fechar os olhos para a própria integridade. Estarei observando de longe com minha taça de suquinho de morango, mas por enquanto parece que pode ter freios.
Surge então a oportunidade de ir em uma festinha e a Cecily já está pensando em quem ela vai pegar KKKKKKKKKKKKKKKKKK Só penso no quanto a menina é destruidora de corações. No entanto... pelo menos já colocou as cartas na mesa e a Polly sabe que a relação delas é temporária. Mas mesmo assim tenho empatia maior pela Polly kkkkkkkkkkk
O último parágrafo deixando a dica de que vai dar ruim :)
see ya.
Hello, saturno ♥
Eu acho uma gracinha como os Waldford tem essa dinâmica familiar diferenciada na qual o Edward virou uma figura parental que eventualmente faz bullying com o Gus e a Adel rsrs! Eles são fofos demais, quase derreto escrevendo eles interagindo.
Esse capítulo teve uma epifania tanto pro Ed quanto para o narrador e nós leitores de que ele definitivamente está disposto a tomar decisões questionáveis para alcançar seus objetivos. Se antes tava dúbio, agora tá bem explícito que a Ordem aprontou algo ruim o suficiente pro lado dele, e que ele também não vai ter misericórdia de volta.
Eu também acho bem interessante quando a magia necessita de algum tipo de preparação ou ritual! Limita o poder ofensivo em um cenário de batalha, assim como deixa claro que alguns feitos são bem complicados de alcançar. Mas também existem feitiços mais intuitivos no universo de AL, que não necessitam de rituais ou preparações, apenas de conhecimento e poder.
Agora eu tô imaginando um monte de convidado em roupas vitorianas chiques caindo no soco e o Leonard observando tranquilamente kkkkk! Definitivamente é a estética dele, não vou negar. Mas vejamos se os planos dele irão obter o sucesso de causar o barraco que ele almeja.
Por enquanto eu vejo tanto o Leonard quanto o Edward como sendo bem cinzentos moralmente em geral, com uma parte bem escura da personalidade deles direcionada a um objetivo específico. Mas eu diria que o Leonard tem um grande potencial para ultrapassar limites também. Vejamos quais são os limites dele.
Cecily está de olho em um casamento vantajoso, a jovenzinha tem interesse em golpes que lhe deem muito dinheiro e um título alto kkkkk! Eu também sinto muita pena da Polly, por mais que a Cecily tenha sido honesta, isso não a exime de ter o mínimo de responsabilidade emocional. O que certamente não é algo que ela está demonstrando para com a pobre Polly.
Muito obrigada pelo comentário, até a próxima!
XOXO
—Venus ♥
Sempre achei engraçado como, pelo menos pra mim, personagens têm dois níveis de reconhecimento dentro da história em que existem: o primeiro é o inicial, a impressão superficial que ele me causa, e o segundo é o que vem com a certeza de quem o conheço, que sei o que ele faria em certas situações e qual é o seu norte ideológico. Edward me ganhou desde a primeira cena dele, mas eu ainda não tinha motivos para gostar do cara realmente – eles surgiram aqui.
Já disse isso antes, mas não faz mal repetir: você se sai muito melhor em cenas de pequenos stakes, pouca ação e muito pensamento. Diria que essa cena de abertura com os três irmãos de bobeira, curtindo o tempo juntos, foi a melhor que você já compôs até agora justamente porque traz à tona suas melhores características como escritora. A descrição do sol de Londres ao pôr do sol foi... De tirar o fôlego. Eu suspirei enquanto lia.
Meu ponto de contato com o Edward foi a sensação de voltar ao lar depois de muito tempo ausente e tentar se reconectar com membros da família que, em tese, deveriam ser as pessoas mais próximas na sua vida. Depois que me mudei de casa, toda visita à minha mãe e aos meus irmãos é assim, e estou explicando tudo desse jeito porque nunca vi essa sensação tão bem transportada para as letras antes. A paciência para ouvir, a vontade de ser útil, a felicidade nas interações mais bobas, a saudade de algo que está bem à sua frente... Perfeito.
Aprendemos muito sobre o Edward nesse capítulo. Adorei o modo como tu narrou a leitura de pensamentos do Gus (o que, em si mesma, revela muito sobre o próprio Augustus), a dualidade de influências entre a mãe o pai dele e, o mais importante, o modo como ele parece devoto a uma causa e seria capaz de qualquer coisa para tornar seus objetivos realidade. Acho que, de tudo, o que mais gostei nesse capítulo foi esse lado do Ed. A cortesia e a gentileza demonstradas por ele fazem reflexão a um lado escondido de brutalidade pura, cirúrgica, de alguém que não hesitaria em matar uma testemunha que poderia prejudicá-lo com a mesma facilidade com que diz as horas a alguém que pergunta. Que personagem mais interessante ele se revelou ser!
Para além de minhas felações para com o Edward, esse capítulo foi muito interessante de se ler. A cena da cura da Eliza foi muito impactante, principalmente pela sua descrição criativa do ritual, e "Purgar e destruir. Mesmo a magia mais gentil sabia que a cura jamais poderia vir sem uma dose de violência." é uma frase do caralho. Diria que ela sintetiza bem como o Edward se vê, como ele vê seus próprios objetivos.
Só consigo imaginar as consequências dessa cura...
Esse final estabelecendo a conexão entre o Leonard e a Cecily me pegou de surpresa, e com sucesso me deixou imaginando o tipo de poção que você vem cozinhando nesse caldeirão com ambos.
PS.: Quando me referi à Anne no comentário passado, percebi que estava, na realidade, lembrando-me errado do nome da Eliza. Só para você saber.
O que mais gostei: Os Wardford
Hello!
Eu concordo com o que você disse, eu não conseguiria expressar tão bem quanto você expressou. A impressão superficial pode até ser cativante, mas é esse lado mais humano e emocional que dá realismo aos personagens. E que consequentemente nos tornam capazes de gostar de verdade deles. Fiquei bem feliz com sua reação a essa face do Ed, uma cena mais íntima e familiar com o Waldford é algo que eu estava animada para escrever há um bom tempo, então fico bem contente que tenha funcionado!
Eu acho que é uma coisa pela qual uma parcela considerável das pessoas passa, e é um sentimento tão… difícil. Tanto de descrever quanto de lidar. Eu sei que faz parte da vida adulta ir embora de casa, de um jeito ou de outro. Mas ninguém nunca tinha avisado que voltar ia ser tão difícil quanto ir embora. E que depois que você vai embora nunca mais é a mesma coisa. Enfim, que bom que eu consegui passar esse sentimento, foi a intenção. Eu gosto do poder que a ficção tem de espelhar os sentimentos da realidade, eu sempre fico impactada quando leio uma história e consigo me conectar a um personagem ou sentimento.
O Ed é todo cheio de dualidades e contradições, e isso o que o torna tão interessante (pelo menos pra mim)! Ele tem uma linha muito tênue entre ser movido a amor e altruísmo e ódio e vingança o tempo todo. Essa frase que você citou foi uma que eu gostei bastante de escrever, justamente porque junta esses dois lados dele. Não em oposição, mas em confluência. Como dizem, amor e ódio andam lado a lado. Um não seria nada sem o outro.
Vejamos o que Cecily e Leonard aprontarão :v
Ah, e obrigada por avisar! Eu já respondi seu outro comentário com isso em mente. A Anne, esposa do Gus, na verdade tem a idade dele (em torno de 30), a Eliza realmente tem uma idade próxima à da Polly e a da Cecily, vinte e poucos.
Obrigada pelo comentário! Fiquei muito feliz de saber que você gostou desse capítulo em específico, foi um dos que eu mais gostei de escrever.
—Venus ♥
Olá, Venus ♥
Pode parecer drama meu, mas está fisicamente desafiador ler as cenas dos irmãos Waldford. Eu sei que disse que Edward não teria mais minha simpatia, mas, na condição de uma irmã mais velha, eu não consigo não me imaginar na situação dele. Eu real fico meio enjoada de ansiedade. Não consigo imaginar como seria ter que fazer coisas que eu não pudesse compartilhar com meus irmãos com orgulho, às vezes acho que eles são minha bússola moral mais do que minha própria consciência kkkkkk
Eu tinha lido essa parte do capítulo no início da semana, aí hoje eu pulei direto para a parte do Leonard kkkk Mas devo dizer que o feitiço usado pelo Edward me fez pensar no Hierofante, especificamente as partes "nada tão perdido que não possa ser encontrado/nada tão secreto que não se possa conhecer" e "nada tão estático que não possa ser transformado." Porque o cara era quase um deus e ainda assim foi banido da realidade pela antepassada da Sofia Rodaki, e mesmo "excluído" da realidade, tem gente fuçando atrás dele.
Eu sinto que não sou inteligente o bastante para acompanhar a trama do Leonard, mas admiro o estilo dele. É o cara que eu olho de longe e penso "inteligente, elegante, gostei". O narrador estava realmente se adiantando quando começou a falar do baile, hein? kkkkkk
Até a próxima,
Cosmic Madness ♥
Hello, my dear Cosmic!
Vou admitir que algumas cenas também me deram esse mal-estar físico. Ter a noção de onde os temas e o foreshadowing estão direcionando os personagens me faz me sentir particularmente cruel às vezes por colocá-los nessa dinâmica. Mas ao mesmo tempo me dá um prazer sádico saber que estou conseguindo descompensar minhas queridas leitoras, então fiquei estranhamente feliz com seu comentário kkkkk! No caso do Ed, também vejo o Gus e a Adel como sendo o compasso moral dele. Então definitivamente é um sacrifício incomensurável para ele ter de esconder tantas partes dele mesmo e da vida que ele está levando dos seus irmãos.
Eu estou amando ver suas especulações e teorias! Definitivamente está esquentando nos palpites, mas ainda não posso comentar muito sobre isso kkkkk! Mas como já foi confirmado nos capítulos futuros sobre a relação do Ed e das relíquias, acho que dá pra perceber que muitos dos temas que cercam tanto ele quanto o Hierofante são consonantes de modo proposital :,)
O narrador ama soltar uns quase spoilers, para sorte de vocês ele tem a língua mais solta que a minha kkkkkk! E concordo sobre o Leonard: ele tem estilo, e é a pura esperteza. Seria lindo de se ver se ele usasse seus talentos para algo mais altruísta kkkkk! Obrigada pelo comentário, e até o próximo ♥
—Venus ♥