Comentários em “Paralelas”: “Capítulo 6 - Arcade”

A
Arrogante
Destacado pelo autor

Quando li "uma figura de ação que peguei por ter achado bonita, porque o jogo não era um de meus favoritos" só consegui pensar "literalmente eu". A Max é literalmente eu.

Brincadeiras à parte, voltamos à forma no assunto de angst adolescente. Ver o Peter chorando daquele jeito me trouxe lembranças fortes, e a sua prosa conseguiu transmitir muito bem aquela sensação de ver um amigo chorando pela primeira vez. Muito do passeio entre os três me deu essa sensação, especialmente a conversa sobre futuro sendo bem constrangedora e o momento em que a Max falou sobre preferir assuntos nerds porque falar do mundo real acaba com a vibe dela. De novo, Max é literalmente eu. Minha adolescência foi falar de gibi pra não ter que entrar em detalhes de minha vida pessoal.

Ainda na seção "adoro a Max", preciso dizer que a atitude dela em não forçar a barra pra o Peter participar da comemoração foi extremamente maduro, especialmente indo contra uma amiga que não se importava tanto. Best girl.

O teor pessoal do POV da Max continua forte, de modo que me sinto mais lendo um diário do que acompanhando à história até agora. Isso não é ruim, nem de longe, e permite que o peso emocional de cenas menores seja mais forte sem a pressão de eventos tendo de acontecer mais rápido.

Gostei de como você costurou os eventos contatos pela Max com os que a Riley relatou. Toda a sequência de cenas no arcade foi prazerosa de se ler lembrando, e senti como se algumas coisas estivessem sendo "explicadas" até certo ponto. Como imagino que o próximo capítulo já vá ser mais independente, é legal aproveitar o quanto você interligou bem ambas as narrativas.

[Músicas da vez: "I Would Hate You if I Could", "The Charming Man", "Coming Up Short", "I Could Die for You", "I'm Outta Time", "End of Beginning", "TV" e "Bitter Taste". A melhor pra mim foi "Coming Up Short", mas foi difícil escolher com tantos fucking classics na playlist. Delícia de playlist. Mesmo tendo acabado, vai ficar tocando aqui durante a leitura dos próximos capítulos.]



O que mais gostei: Angst adolescente
Louie Bee
Louie Bee Autor

Hahaha amei a forma como você começou nesse comentário e só posso dizer que esse trecho da "figura de ação", foi literalmente eu gastando dinheiro com uma action figure de Cyberpunk 2077. Eu amei os detalhes e o acabamento da Dark Horse com a CD Red Projekt, mas não consigo avançar muito no jogo, pq algo me bloqueia demais.

No ponto de respeitar a amizade, é algo interessante na Max. Apesar do lado dela muito descaralhado e até agressivo - dependendo do ponto de vista - ela é uma personagem que sabe dosar bem as relações, diferente da Riley que sempre trocou farpas com os amigos, como da pra notar logo no prólogo e a lembrança dela com a Sophie. Mas, talvez isso fique um pouco mais claro lá pra frente, não que seja algo relevante, é só uma curiosidade da persona mesmo.

PS: como você é uma pessoa que lê ouvindo as músicas, vou colocar nas notas iniciais dos capítulos as músicas da playlist que imagino pra cena ou que me inspirou a escrever.