Comentários em “Arsonist's Lullaby- Interativa”: “IX- Everyone has Ghosts”

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saturno

Olá!

Hoje serei breve. Breve na medida do possível, somente não irei divagar tanto como de costume.

Devo começar destacando algo de grande importância, não defendi Joel em vão. O homem é bonito, minha gente, crush. Aparentemente um péssimo pai, assim como fez coisas questionáveis pelo dinheiro. Ninguém é perfeito -_- Não que eu ignore o fato dele parecer ser um pai bem ruim (então parte do desespero que passou foi até merecido), mas enfim. Vou apenas apreciar a beleza dele e focar no ódio pela Charlotte, que começava bem antes do que fez a ele com o discurso lá.

Aliás, atenta nesse trabalho que ele fez e a Zoe contou. Por um momento cheguei a pensar que essa criança poderia ser o Incendiário que atualmente anda causando problemas. Como os objetivos dele são desconhecidos e não temos nenhuma pista, a não ser que ataca qualquer pessoa que saiba da magia ou a usa, a pista mais próxima seria a origem caso fosse apresentada. E a descrição dele pode ser comparada com o que a Zoe disse sobre a criança quando nasceu.

Aprecio em como o Digory se atrasou para o trabalho porque não deu conta de conciliar duas responsabilidades e o Augustus saiu com 10% da culpa desse atraso. A melhor parte é Charlotte saiu como culpada principal e não vejo erro algum! Seria muito, mas muito, interessante ver como Dig e Mihai reagiriam ao descobrirem que são inimigos. A narração já deu a entender que serão leais a si mesmos, então talvez eles larguem os princípios desses lados opostos para ficarem juntos. Principalmente porque o Dig deve ter conhecimento, agora, de que o Ron era um feiticeiro. E sendo amigo dele, sabia que o rapaz não fazia nada de mal e a Ordem deve ter informação de que o Ron realmente nunca fez nada (isso se nunca fez mesmo, mas acredito que era do bem).

Atenta na Antigone, estava curiosa sobre o passado dela e sabia que teria coisa triste para descobrir. Agora curiosa sobre o Everard, aparentemente é um ponto fraco dela.

Se eu esperava Antigone gótica e usando maquiagem para esconder as olheiras desse jeito? Não. Esse finalzinho me foi a melhor parte, embora também a mais reveladora de um jeito impactante. Parece que a Henrietta sofreu bastante com o marido. Aliás, um marido vivo, mas que podemos considerar morto já que o Edward é o novo pretendente KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK quem tem limite é município. Se a própria narração em foco sobre a Henrietta diz que o homem deveria estar morto e a própria personagem sorriu sugestivamente para o Ed, não uma, mas duas vezes e ainda sonhou com ele depois do primeiro date (era encontro profissional, mas whatever)... apoiar o ship faz mais do que sentido.

Sinceramente, imaginei que Henrietta e Antigone apenas tinham um atrito entre colegas de trabalho que era intenso... mas não pensei que chegaria ao ponto de uma desconfiar da outra. Se a história é antiga, então com certeza aconteceu coisa importante aí para descobrirmos. Aparentemente a Antigone vai jogar tudo pro alto se a Henrietta cometer o mínimo erro, então aguardo pela disputa que deve surgir em algum momento.

See you soon, Venus ♥

Venus
Venus Autor

Hello, saturno!

Não posso discordar, foi uma tragédia a Charlie ter nos privado de ter esse rostinho bonito transitando entre os personagens por mais tempo rsrs! Mas você tem um ponto, ele realmente foi um pai ruim, e fez coisas questionáveis. Embora sem dúvidas ele não seja propriamente uma pessoa perversa

É uma excelente teoria sobre a possível origem do Incendiário, muito bem observado. Mas isso é o máximo que posso dizer no momento rsrs

Dig representando todo jovem moderno que tenta conciliar duas responsabilidades e falha miseravelmente rsrs! Hmm, é uma análise interessante. Realmente, o Digory tem razões para crer que nem todo usuário de magia é uma pessoa perversa, embora ele tenha tido uma experiência extremamente traumática com o Incendiário. Mas talvez o Mihai não tenha nenhum motivo para ser tolerante com a Ordem. Vejamos como eles vão reagir quando inevitavelmente descobrirem a verdadeira identidade um do outro.

Pior que eu realmente tenho o headcanon que a Antigone tem uma preferência forte por cores escuras e uma estética fashion mais trevosa, e que ela era ainda pior quando adolescente kkkkk! Mas fico feliz que tenha gostado dessa parte do capítulo, realmente foi um trecho revelador. Para a alegria do Brasil e de todos os envolvidos no ship, o Duque Raycraft está morto (como deveria). Nossa amada Henrietta é uma bela viúva. E nosso querido Edward, apesar de questionável, ainda não ultrapassou a barreira moral da talaricagem KKKKKKK!

A história entre Antigone e Henrietta realmente é antiga e complicada, e ainda vai ter impacto no enredo. Vejamos se afinal as desconfianças tem fundamento ou não.

Obrigada pelo comentário, e até o próximo!

XOXO

—Venus ♥

A
Arrogante

Esse diálogo do início foi um dos primeiros que me desagradou em toda a história. Não sei explicar exatamente o porquê, já que sua escrita tava on point e as frases em si foram enunciadas com fluidez pelos personagens. Acho que senti... Forçado. Dois garotos normais não conversariam sobre o rosto um do outro, sobre rubores, com tão pouca interação prévia quanto ambos (a menos que estejam rolando altas conversas off-screen, o que não foi indicado). A intimidade de ambos me pareceu antinatural, e o que foi uma cena fofa foi rapidamente se tornando pandering. Muito pouco foi dito ou desenvolvido.

Por outro lado, a outra parte do capítulo foi muito maneira. Sinto que estou me tornando um Antigone stan sempre que ela aparece em cena, e aqui não foi diferente; já me animei só de ver que passaríamos um tempo com ela.

Gostei muito de como a família da Zoe foi apresentada e a história dela explicada. Você foi de nacionalidade a aparência com perfeita naturalidade, sem me fazer sentir como se estivesse recebendo um infodump, e considero isso uma das muitas vantagens de se narrar capítulos com a Gone Girl de POV: ela é técnica, detalhada, e na minha cabeça imagino a mente dela como um gigantesco acervo de arquivos engavetados por categoria.

A própria Zoe me assombrou com a aparência dela, e todo o lance de viver numa casa queimada e conversar com fantasmas foi de arrepiar. Senti exatamente a vibe que, imagino, você queria passar: uma cena de olhares e diálogos, de detalhes decadentes e passados distantes. Uma pergunta: o pai dela não deveria ter dito quem era o verdadeiro assassino, ou ao menos dar uma descrição. Realmente achei que íamos pela rota "fantasmas como testemunha" assim que você introduziu o conceito.

Revelações, revelações: agora já sabemos quem é o incendiador original – ou, pelo menos, como ele nasceu. Minhas apostas recaem na Polly, já que ela é a única personagem com idade para caber no time-frame do nascimento e não tem família (a posição de criada funciona bem pacas). Digo, poderia ser a Anne com toda a questão da doença, mas não sinto que você seria sacana a ponto de me dar uma vilã com zero desenvolvimento (e ela tem família viva, obviamente). Isso deixa minhas declarações de ela ser inofensiva ainda mais engraçadas, não?

Gostei e como a história do nascimento do incendiário foi contada. Parecia uma lenda urbana, uma história de terror que só alguém tão danificado quanto a Zoe poderia contar. A relação entre as mortes também é interessante, pra dizer o mínimo, e tenho muitas perguntas quanto ao passado da Antigone depois dessa conversa horripilante sobre irmãos mortos.

E esse final... Henrietta tá nervosa. Guerra civil! Guerra civil!



O que mais gostei: Zoe e a casa queimada
O que acho que pode melhorar: Digory e Mihai
Venus
Venus Autor

Hello!

Eu realmente deveria ter indicado uma convivência mais regular off-screen no texto, por que foi a intencionalidade. Vou me atentar para isso das próximas vezes, mas também tem o fator de serem dois meninos meio socially awkward. Tanto o Mihai quanto o Digory. Principalmente o Digory. O coitado é o tipo de pessoa que fala sem pensar quando está nervoso, e acaba ficando meio desajeitado. Mas vou trabalhar melhor nisso nos próximos diálogos deles no futuro.

A Antigone é tudo pra mim. Eu admiro muito também esse jeito super detalhista dela, é bem legal de escrever! Fico feliz que também esteja gostando tanto da personagem quanto da escrita que uso para retratá-la.

Foi bem divertido apresentar a Zoe, ela é um bom exemplo de como a magia pode mexer com a cabeça das pessoas. A coisa de fantasmas como testemunhas ainda é uma possibilidade! Mas dentro de alguns capítulos você vai entender o porquê nem sempre é possível extrair informações objetivas dos mortos. Digamos apenas que seria bom demais para ser verdade poder obter tão facilmente uma informação tão crucial, e nenhuma magia vem sem preços e falhas.

Hmm, são duas teorias interessantes. E você está certo, qualquer pessoa com 20 e poucos anos teoricamente poderia ter uma idade compatível com a criança dessa história, fazendo uma matemática complacente. A Polly está na faixa etária, a Eliza também. Vejamos se realmente todas as pessoas que parecem inofensivas realmente são inofensivas kkkk!

Antigone e seu passado conturbado ainda terão seu momento sob os holofotes do narrador. Como diriam as blogueirinhas: vem aí kkkkkk!

Obrigada pelo comentário, e até o próximo!

—Venus ♥

Cosmic Madness

Olá, querida Venus ♥

Como prometido, estou voltando aos eixos no quesito leituras. Estou de muito bom-humor porque hoje participei da minha primeira sessão de RPG! É isso, sou oficialmente uma rpgista! Embora eu ache que fiz minha personagem toda errada, eu tinha uma ideia em mente e na hora do vamo ver foi a minha personalidade que decidiu. Bom, ao menos é uma galera "novatos-friendly". Isso não importa, mas é um contexto para que você leia meu comentário sabendo que eu estou digitando toda sorridente e boba XD

Vamos de trás para a frente. Eu já dei uma lida no capítulo mais recente, óbvio, antes de retomar a leitura na ordem natural das coisas, e a trégua da Antigone e da Henrietta foi muito linda, melhor ainda porque aqui nesse cap aqui teve uma ênfase na rivalidade que elas tiveram, sobre talvez não terem sido feitas para serem amigas. Eu não vou falar muito sobre isso que é para ter assunto quando chegar lá, mas saiba que adorei!

Eu amo o Mihai, mas meus olhos brilham mesmo é quando a Antigone aparece, essa mulher é minha patroa. Gostei da menção ao Everard, meu bebê injustiçado, imagino que ela sentiu como se a Zoe tivesse espetado ela com uma agulha. E a Zoe é uma daquelas secundárias com potencial de virar a querida do público, porque eu se tem duas coisas que eu amo no mundo da magia são: videntes atormentados pelo destino e gente louca com seus fantasmas. Se eu fosse uma feiticeira das Sombras, eu seria a Zoe. Me perderia total e ainda acharia bom.

Eu não sei porque, mas lembro que eu pensava que o Incendiário pudesse ser esse tal bebê maldito que o pai dela criou. Acho que eu não lembrava que ele tinha matado o bebê depois. Vejo agora que a pista verdadeira era o feitiço, não o bebê.

Eu também tinha algo a dizer sobre Mihai e Digory conectado ao capítulo 22, mas não lembro o quê no momento. Acho que tinha a ver com a frase aqui em que o Digory meio que deseja ser o motivo da insônia dele kkkkk É, o pensamento se perdeu. Se eu lembrar daqui até lá, falo no 23. Eles são muito adoráveis. E dramáticos, essa frase da insônia eu carrego comigo desde que li, porque achei o auge.

Até breve,
Cosmic Madness ♥

Venus
Venus Autor

Hello, my dear Cosmic!

Eu li seu comentário com um sorriso no rosto. Fiquei feliz de te ver feliz, é sempre bom ver um amigo realizando um sonho! Ainda vamos tentar jogar juntas algum dia, nem que seja uma one-shot kkkkk!

Antigone e Henrietta são pessoas muito diferentes, e acho que, mesmo com todo o esforço delas, nunca haverá uma confiança plena ali. Mas no capítulo mais recente, eu achei importante demarcar que, apesar disso, ambas têm nobreza e força de caráter o suficiente para se esforçarem. Nesse momento da história, seria muita imaturidade elas sequer tentarem cooperar, tendo em vista a bagunça que tá acontecendo. E, apesar dos defeitos de ambas, elas pelo menos tentaram. Eu aprecio muito a relação delas, foi complexo, mas muito gratificante de escrever!

Menina, toda vez que eu posso introduzir a Antigone sendo badass em um capítulo, meus olhos brilham kkkk! Ela é uma personagem muito bem construída, escrevê-la é sempre um prazer, ainda mais que não escondo que amo uma personagem feminina forte. Como você disse sobre o Leif em Cem Mil Anos Luz vendo o massacre no laboratório: essas foram as minhas mais sinceras boas vindas pra Antigone kkkkkkk! Você sabe que ama um personagem quando ama explorar os traumas dele no enredo :,) Mas, para ser justa, eu só cutuquei a querida Antigone no capítulo 10, que já é um terço da história. Você deu uma porrada no meu menino no capítulo 4 :,)

Eu AMO a Zoe. Foi muito divertido poder escrever essa adolescente maluca que sofreu todas as tragédias possíveis nesse universo. Ela sinceramente tem uma vibe fortíssima de protagonista de fanfic de Crepúsculo, ou de um livro de romance de procedência duvidosa. E eu amo ela! Realmente ela veio como um símbolo da narrativa para exemplificar todos os perigos e males da magia sem regulação. Admito que talvez eu também ia ser igual ela, coitada kkkkk!

Tô tendo que segurar para não dar spoiler. Mas achei esperta sua observação, essa foi uma pista bem ambivalente, até porque a narradora (a Zoe, no caso) que a repassou não é nada confiável. Logo o que esse pequeno mistério representa na narrativa vai ficar mais claro.

Eles são MUITO dramáticos e eu amo eles! Apenas dois adolescentes vivendo intensamente uma historinha de amor fofa em meio ao caos, sangue e fogo kkkkk! Também achei essa coisa da insônia o auge, fofo e awkward e exagerado ao mesmo tempo :v

Muito obrigada pelo comentário, te vejo no próximo ♥

—Venus ♥