Comentários em “Paralelas”: “Capítulo 1 - Viagem”

M
Mandy
Destacado pelo autor

Então tá marcado, eu não desisto de você e você não desiste de mim.

~dancinha

Oi oi oi oi Lou. Chegay, com um certo atraso, mas com comentários quentinhos. E este capítulo foi um deleite de ser lido, especialmente porque ele tem um gostinho... Hmm... Maravilhoso. Uma mistura de tempero com queijo, tipo uma fatia de pizza que você come e quando vê, já acabou.

Um prazer ler um texto tão bem escrito. A composição, de modo geral, foi extremamente prazerosa, foi como piscar os olhos e pah!, não tem mais nada pra ler.

Pensando nisso, hoje eu venho aqui com uma proposta de review diferente. Calma, me escuta. Não vai embora ainda. Pensa comigo, esse capítulo foi gostoso demais, igual pizza. E diante disso, rufem os tambores, vou seccionar este review em pizza: Top 3 Pizzas da Mandy que representam este capítulo.

[Eu não prometo nada além de liberdade criativa, se ficar ruim a gente finge que esse review nunca existiu].

Meu Top 1 é a pizza de calabresa. Por quê? Porque é o básico que funciona. Molho, queijo, calabresa. Um deleite. Você fez o básico aqui, Lou. Você deu entrada pra mistérios, pra relações, pra eventos, passados e presentes distantes e próximos e foi extremamente bem feito. Você fez o básico e conseguiu me proporcionar uma leitura tão fluida e suave que eu só posso dizer a você duas palavras singelas, porém significativas: para. béns. A forma como você explora os sentimentos dentro da cabeça de Riley, como os eventos vão se conectando, a tua narrativa é impecável nesse ponto. É sério, quando eu crescer, eu quero ser igual a você.

Meu top 2 é a pizza de alho e óleo [famigerada alho e olho em algumas cidades brasileiras. Um pouco canibal? Sim, mas tem quem goste '-']. Ela vem associada a essa ideia de simplicidade que surpreende, que abala, que te agarra com as duas mãos e dá com os dois pés nos seu peito. Eu diria que a soma da tua narração com a ambientação e o estabelecimento dos personagens e situações é exatamente isso, uma voadora com os dois pés no meu peito.

Estou impactada.

Meu top 3 é pizza de salmão. Ela parece não prometer nada, parece que é só nome, mas uma vez que você de uma mordida, fica impossível parar. Parallels tem o aspecto pizza de salmão na minha vida. Parallels é minha pizza de salmão literária. Lou, todo o capítulo é muito bem pensando e ambientado e eu espero de coração que você saiba que você fez um excelente trabalho narrativo.

Então, foi menos maluco do que soou, né mesmo? Hahahhaa tá, tudo bem, eu sinto muito. Mas não prometo não voltar com outros reviews mirabolantes.

Eu tô louca pra saber o restante. Acho que essa é uma aventura promissora e eu vou adorar trilhar estes caminhos contigo.

Um beso enorme, eu te vejo no próximo review.



O que mais gostei: Estabelecimento
O que acho que pode melhorar: -
Louie Bee
Louie Bee Autor

Espero que eu possa continuar te surpreendendo ao longo dos capítulos e que a entrega seja sempre desse nível para cima (apesar dos meus bloqueios criativos e a insatisfação profunda que eu tenho com um ou outro capítulo que não julgo ser bom o bastante e.e).

Adorei a ideia de usar pizza como a pauta desse comentário e posso dizer que entendo COMPLETAMENTE o que você quis dizer com a pizza de salmão, porque parece que você descreveu a primeira vez que eu experimentei esse sabor. Ele realmente não promete nada demais, mas entrega um paraíso de sabores.

Um dos pontos que me preocupa na narrativa é a parte da calabresa e do alho e óleo, justamente porque tenho medo de não saber dosar bem as divagações da Riley, com descrições de cenário e afins e deixar muito sobrecarregado algo que poderia ser mais objetivo e fluido. Porém, com seu feedback maravilhoso posso ficar mais tranquila quanto a isso ♥

Sinta-se completamente livre para voltar com os reviews mais malucos desse mundo, porque eu amo! Aliás, que aquariano não gosta de uma coisa diferentona no dia a dia, né?

Espero muito te ver em breve dnv por aqui, pq estou ansiosa pra ver como você irá reagir com o decorrer da história e as reviravoltas da trama.

Obg dnv por ter dedicado um tempo tão especial para deixar seu comentário aqui e por me divertir com sua liberdade criativa impecável.

Também espero termos um longo caminho pra trilhar!

Até mais ;)

A
Arrogante

Tô ficando velho, mesmo. Houve uma época em que ficar trancado em casa, detestar reuniões familiares, passar vergonha com amigos em transporte particular, ir andando pra um lugar tarde da noite porque achei que seria melhor e fingir não estar encarando alguém que estou a fim era tudo pra mim – minha personalidade. Lendo esse capítulo eu percebi que isso já não é verdade há muito tempo, mas queria te parabenizar por conseguir conservar e transmitir tanto do awkward feeling da minha adolescência tão bem. Não sei quantos anos tu tem, mas é preciso algum talento artístico pra poder sintetizar a atmosfera hormonal e ansiosa dos jovens dessa forma. O jeito como você inclui menções a certas situações (em especial o início, com a Riley falando de como dissociou através de jogos, livros e filmes/séries e o final, com a Riley encarando Max escondido) realmente fala comigo. Ou o adolescente que eu costumava ser, pelo menos.

Nick é um mistério pra mim. Penso que Riley acha o cuidado dele irritante, mas ao mesmo tempo penso que ele é a única coisa impedindo a Riley de ir full school shooter. Ele tem um jeito de mãe foda, e o modo como ele "obriga" Riley a se comportar e ignora a agressividade dela parece tão terapêutico.

Não esperava que tu cortasse direto pro aftermath do acontecido no prólogo dessa forma. Foi bem intrigante.

A crítica da vez é o modo como você estrutura certas frase e como usa pronomes de tratamento nelas. Em alguns pontos, como o diálogo com o motorista preconceituoso caricato, é difícil entender quem está falando e foi preciso reler algumas vezes pra pegar o sentido. É uma coisa que tu fez em quase todos os diálogos, mas fica mais perceptível quando tem mais de duas pessoas falando.

Dúvida: Riley diz "uma nova cena de crime protagonizada pela garota ao meu lado", ela quer dizer uma nova cena de crime só que com a Max ou uma nova cena de crime causada pela Max? Sei que provavelmente é a primeira opção, mas a Max me pareceu perigosa.

Foi um bom capítulo overall. Gostei de como a primeira interação com a Max foi um prelúdio de como a relação das duas vai florescer e gostei de termos um pouco de ação em Seatlle. Linda cidade, adequada à atmosfera da história.

[Músicas ouvidas durante este capítulo/escritura do review: "BLUE", "watch you sleep.", "California", "Old Wounds", "Wildflower Wildfire" "Ghostride", "I Wanna Be Sedated" e "Blitzkrieg Bop".

Favorita: "Old Wounds" (ia ser "California" porque qualquer competição com Lana del Rey quer dizer que Lana del Rey vence, mas essa banda, PVRIS, é realmente muito boa. Obrigado pela recomendação)]



O que mais gostei: Nostalgia e Imersão
O que acho que pode melhorar: Pronomes, Sintaxe
Louie Bee
Louie Bee Autor

Acho que uma das piores partes de envelhecer e deixar a adolescência de lado é perder essas pequenas nuances da vida, a ingenuidade e a simplicidade. Eu estou caminhando para os 25 anos agora e sinto uma nostalgia enorme de coisas que vivi e deixei de viver quando estava no colegial, mas acredito que estamos suscetíveis aos mesmos sentimentos conforme vamos encerrando os ciclos da vida.

Adorei a forma como você captou a energia do Nick e faço de suas palavras as minhas. O Nick é a gravidade que mantem a Riley no chão e a impede de fazer inúmeras coisas, tanto as boas quanto as ruins. Talvez isso se torne um problema no futuro, quando ela começar a encarar o mundo sob um ângulo diferente e perceber que está deixando experiências relevantes de lado enquanto é fiel ao seu melhor amigo.

Sobre a sintaxe e conexão, percebo que tem alguns detalhes que preciso arrumar, de fato. E agradeço muito pelo seu feedback, é algo que vou ter mais atenção quando entrar na fase de revisão final.

Quanto a pergunta, a melhor forma de interpretar é que Max seria responsável por mais uma cena de crime, levando em consideração que ela é a principal suspeita pela noite da campina e a Riley está cheia de paranoias e pilhada com tudo o que espalharam sobre a garota.

Escrever sobre a campina e avançar bastante na história, como se esse fato não fosse tão relevante, é uma conveniência sutil para o ápice e o desfecho da trama. Como se fosse um paralelo – pequena dica.

Estendendo um pouco mais a resposta, quando comecei a escrever esse livro eu o imaginava muito mais como uma reviravolta de paranoias e suspense, mas quanto mais avanço nesse universo e me aprofundo nos personagens, mais me dou conta que ele é uma narrativa de descobertas, nostalgia e uma homenagem às pequenas coisas da vida que só damos valor quando temos tempo de sobra para apreciar os detalhes.

Fico feliz que a playlist te ajude a acompanhar a história e entrar um pouco mais nesse universo e também pelas novas descobertas musicais.

PS: não saberia escolher entre California e Old Wounds, ambas tem um pedacinho de mim.