O título me chamou a atenção já que não faz muito tempo que eu estava pesquisando sobre fogo fátuo. Foi interessante? Muito. Mas meio triste também. Eu não conhecia a história de ser uma luz representando uma esperança ou desejo e que é inalcançável :') Enfim.
O dia é essencialmente para o presente e futuro. Trabalho, estudo, outras atividades, relações sociais... Quem vai ter tempo de pensar sobre o passado e feridas quando cada minuto do dia precisa ser dedicado ao que se está fazendo naquele momento? Surge tanto problema e estresse de hora em hora. É só quando deitamos e fechamos e olhos que finalmente "temos" tempo pra refletir sobre o passado ou finalmente permitir os medos de tomarem seu espaço. A noite é muito tranquila, perfeita pra descansar, mas acaba sendo responsável pelo passado que o dia descarta.
A segunda linha foi muito real. Obrigada, estarei ansiosa pra saber qual medo vai me acompanhar hoje xD O dia vai gerando tantos medos, vai tudo acumulando, e tudo que sobra é esperar mesmo qual deles vai ganhar e pesar mais no travesseiro.
Dessa coletânea já posso dizer que esse foi meu favorito. Eu senti que havia um significado meio diferente/além do que pensei e refleti, mas inevitavelmente fui adequando as minhas próprias experiências e percepções. Por hoje é isso, até!!
À época, quando escrevi esse poema, a ideia do "Fogo Fátuo" também estava rodeando a minha cabeça. Muito pelas imagens, que são pequenas amostras de um fogo azul em paisagens, que se forma de maneira química, criada pela liberação de metano, dando uma impressão de que é fogo, mas se configura como algo "falso". E, claro, tem essa questão mais conotativa de falsa esperança, que torna a dicotomia da palavra muito formosa para uma poesia.
Basicamente, é o que dissertou. Enquanto estamos atarefados e com coisas na cabeça, pouco há de se pensar em passado; tudo que vislumbramos é o presente e/ou o futuro quando temos compromissos. Isso só nos acompanha, singelamente, como medos quando nos deitamos para finalmente adormecer. Ou quando estamos na solitude de pensamento e, talvez, essas coisas retornem à nossa mente. E os medos e receios findam nas ilações da noite, quando deitamos no travesseiro. Eu acho que também a noite é responsável por aflorar esse lado; pode ser pela sua melancolia ou estranha e curiosa vontade que ele libera em nós seres diurnos.
Fico feliz que tenha gostado desse poema. Sobre a sua interpretação, ela não foge ao tema e, como já disse, acho que a magia da leitura está em ler algo e conseguir adequar à sua própria perspectiva. Essa identificação é o que torna a escrita e leitura tão única, e tão bela ao ser difundida com outras pessoas; por isso, lisonjea-me ter alcançado tal objetivo ^^'.
Enfim, creio que isso seja tudo. Muito obrigado pelos comentários e elogios, é-me gratificante poder lê-los. Bem, então, até a próxima~
Olá!
O título me chamou a atenção já que não faz muito tempo que eu estava pesquisando sobre fogo fátuo. Foi interessante? Muito. Mas meio triste também. Eu não conhecia a história de ser uma luz representando uma esperança ou desejo e que é inalcançável :') Enfim.
O dia é essencialmente para o presente e futuro. Trabalho, estudo, outras atividades, relações sociais... Quem vai ter tempo de pensar sobre o passado e feridas quando cada minuto do dia precisa ser dedicado ao que se está fazendo naquele momento? Surge tanto problema e estresse de hora em hora. É só quando deitamos e fechamos e olhos que finalmente "temos" tempo pra refletir sobre o passado ou finalmente permitir os medos de tomarem seu espaço. A noite é muito tranquila, perfeita pra descansar, mas acaba sendo responsável pelo passado que o dia descarta.
A segunda linha foi muito real. Obrigada, estarei ansiosa pra saber qual medo vai me acompanhar hoje xD O dia vai gerando tantos medos, vai tudo acumulando, e tudo que sobra é esperar mesmo qual deles vai ganhar e pesar mais no travesseiro.
Dessa coletânea já posso dizer que esse foi meu favorito. Eu senti que havia um significado meio diferente/além do que pensei e refleti, mas inevitavelmente fui adequando as minhas próprias experiências e percepções. Por hoje é isso, até!!
Heey,
À época, quando escrevi esse poema, a ideia do "Fogo Fátuo" também estava rodeando a minha cabeça. Muito pelas imagens, que são pequenas amostras de um fogo azul em paisagens, que se forma de maneira química, criada pela liberação de metano, dando uma impressão de que é fogo, mas se configura como algo "falso". E, claro, tem essa questão mais conotativa de falsa esperança, que torna a dicotomia da palavra muito formosa para uma poesia.
Basicamente, é o que dissertou. Enquanto estamos atarefados e com coisas na cabeça, pouco há de se pensar em passado; tudo que vislumbramos é o presente e/ou o futuro quando temos compromissos. Isso só nos acompanha, singelamente, como medos quando nos deitamos para finalmente adormecer. Ou quando estamos na solitude de pensamento e, talvez, essas coisas retornem à nossa mente. E os medos e receios findam nas ilações da noite, quando deitamos no travesseiro. Eu acho que também a noite é responsável por aflorar esse lado; pode ser pela sua melancolia ou estranha e curiosa vontade que ele libera em nós seres diurnos.
Fico feliz que tenha gostado desse poema. Sobre a sua interpretação, ela não foge ao tema e, como já disse, acho que a magia da leitura está em ler algo e conseguir adequar à sua própria perspectiva. Essa identificação é o que torna a escrita e leitura tão única, e tão bela ao ser difundida com outras pessoas; por isso, lisonjea-me ter alcançado tal objetivo ^^'.
Enfim, creio que isso seja tudo. Muito obrigado pelos comentários e elogios, é-me gratificante poder lê-los. Bem, então, até a próxima~