Comentários em “Imperium”: “XVIII - Grace Cartwright”

H
Destacado pelo autor

Adoro cada capítulo, pq são sempre novas informações a serem somadas e novas conjecturas q são formadas, e não foi diferente com esse capítulo.

Foi interessante conhecer a história de amor entre o Gideon e a Sophie, como o Lightwood deixou de ocupar seu lugar na corte espanhola para continuar ao lado de sua amada. Contudo, ficou claro q Sophie fez jus à posição q hoje ocupa, mas também ficou claro q foi Gideon quem a salvou e conseguiu o trabalho ocupado pela Sta. Collins, já q a levou à propriedade do primo e os apresentou. Não sei desde quando esse longo caso acabou, mas ficou claro q Sophie acabou justamente entender q, mesmo q se casassem, sua união com o irmão de Tatiana nunca seria realmente reconhecida. Para ser sincera, eu entendo e apoio a decisão da Sta. Colins, o casamento entre eles nunca seria realizado na Inglaterra, pq não receberia a benção do rei e, mesmo q fosse realizado na surdina, seria passível de anulação. E ainda q o Lightwood levasse sua amada à Espanha, convenhamos, Gabriel NUNCA aceitaria o casamento, e não apenas isso, tenho certeza de q o rei espanhol encurralaria o próprio irmão para q fizesse um casamento vantajoso para a coroa e para q mantivesse Sophie ao seu lado como criada. Honestamente, Gideon não me parece do tipo q insurgiria contra o próprio irmão, ainda q fosse por amor e acredito q acataria a imposição do irmão e desposaria alguma candidata escolhida pelo rei enquanto diria à pobre Sophie q eles continuariam juntos, mesmo q não fosse perante as leis do Estado e de Deus. Enfim, a Sta. Collins foi sensata e só vou acreditar realmente em todo esse amor do irmão do Gabriel caso ele não admita nenhum casamento imposto à sua pessoa.

Quanto à carta de Clarissa ao pai, foi um ato bastante importante por evidenciar novamente o caráter de nossa protagonista assim como sua lealdade a seu pai. Eu não deveria me surpreender com o fato de q Valentim conhecesse as intenções de Sebastian, afinal de contas o filho sempre deu amostras de sua falta de caráter, então sua intenção de destronar o próprio pai não surpreende quem realmente o conhece. E aqui vemos mais uma vez a preferência do imperador pela filha, deixando clara sua preferência por qualquer rebento de Seraphina em detrimento da prole de Sebastian. Mas isso me deixou questionando se o direito de progenitura de Sebastian poderia ser simplesmente ignorado pelo imperador e se ele poderia determinar em testamento q o primeiro filho do sexo masculino de Seraphina seria o herdeiro do império austríaco. A meu ver isso causaria uma guerra, até mesmo com a Espanha, a qual reivindicaria o direito de quaisquer filhos de Tatiana. A meu ver, a infanta espanhola morrerá com o filho no parto sem deixar qualquer descendente vivo e nenhum possível filho do atual herdeiro com sua amante Seelie seria reconhecido como herdeiro legítimo. Mas entendi q haverá uma grande guerra e q o segundo filho de Seraphina e futuro herdeiro nasceria nesse contexto. Só consigo pensar q a guerra seja entre a Espanha e a Áustria, mas por qual razão? Será q o loiro será responsável pela morte da esposa tal como Dom Pedro I foi considerado responsável pela morte da imperatriz Leopoldina? Na época nenhuma medida foi tomada, mas acredito q Gabriel agiria caso sentisse culpa por ter enviado a irmã para morrer em terra estrangeira.

Estou muito curiosa para saber o q anda rolando na corte espanhola, como q Gabriel irá se livrar da Cristina, embora esteja muito claro pra mim q ela continua a esquentar a cama dele numa clara tentativa de fazê-lo esquecer da esposa. Continuo achando q o rei espanhol foi muito burro ao se envolver com uma nobre q pode muito bem criar uma guerra para q seu bastardo espanhol ocupe o trono. Se pararmos para pensar, Gabriel é 50% inglês, tendo nascido na Inglaterra e casou-se com uma princesa inglesa, de forma q qualquer filho do casal real pode ser considerado quase q completamente inglês. Ao passo q os Rosales podem alegar q qualquer filho de Cristina com o atual rei, ainda q bastardo, é mais espanhol do q qualquer criança com a esposa legítima. Acho q Gabriel entrou em uma grande enrascada, indigna de sua posição, e não faço ideia como q ele se livrará da ameaça q esse filho ilegítimo representa e tampouco como irá obter o perdão da esposa, afinal de contas a Cecely foi traída de forma vil e o marido enfiou a amante debaixo do mesmo teto q dita esposa. Confiança é algo frágil e uma vez rompida, é MUITO difícil de ser restaurada. Convenhamos q essa traição de Gabriel de enfiar Cristina no mesmo palácio em q ele e a esposa viviam foi atroz e eu, no lugar de Cecely, não conseguiria perdoar.

Finalmente a rainha mãe da Prússia chegou à Inglaterra e não sei como Jonathan irá lidar com ela. A sobrinha parece uma animalzinho assustado e, pelos trajes, a Prússia devia ser realmente bastante pobre para nem ao menos dar trajes dignos para a rainha e nem para a princesa do país deles. Não é possível q nem babás e nem brinquedos a menina tivesse, pq aí é o cúmulo do paupérrimo! E por mais q sejam irmãos, é muita clara a distância e falta de entrosamento entre o novo rei e a irmã mais velha. E, nossa, a descrição de Ella já mostra q ela é a cara da derrota, triste e amargurada, o q me parece q só reforça o comportamento da filha! E essa conversa já falando no trono indo parar nas mãos de Jonathan Wayland me pareceu muito ensaiado e cheio de más intenções. Achei q ela tocou no assunto como uma forma indireta de reclamar por Wilhelmina não estar na linha de sucessão ao trono e q aquelas palavras de "apenas se for o desejo do Senhor" apenas mascararam sua ambição pelo trono inglês. É até engraçado, pq eu construí uma imagem de Ella e esse encontro desconstrui a imagem q criei, pq achei q ela se abriu mais ao irmão depois q ele falou em restaurar seus direitos ao trono. Não digo q Ella não tenha afeição por Jonathan, mas a achei interesseira e q ela rapidamente quis se fazer insubstituível no reinado do atual rei inglês. Não sei, apenas posso dizer q passei a ver Ella com desconfiança e embora restaurar os direitos da rainha mãe sejam uma forma de blindar o trono para q Jonathan Wayland não ascenda, também abre espaço para q Ella ou futuramente sua filha traiam o Herondale para ocuparem o trono. Além do mais, ao fazer isso, o loiro abre espaço para q Frederick possa futuramente vir a reclamar o trono. Apenas acho q não se pode fazer uma promessa dessas sem pesar os prós e os contras, até pq o caçula do falecido Stephen não conhece a irmã direito para conhecer seu caráter e, embora possa parecer q Ella apenas quer ajudar, mais me parece q a mais velha está se aproveitando da fragilidade emocional e da ingenuidade de Jonathan para ocupar um lugar de destaque na corte.

Estou só vendo q ambas as irmãs do Herondale querem se aproveitar de Clarissa e de sua posição para fazerem as filhas terem os casamentos mais vantajosos. Contudo, as futuras filhas de Clarissa deveriam ter preferência em detrimento de sobrinhas por casamento! Apenas acho q qualquer filha da atual rainha da Inglaterra e futura imperatriz da Áustria seria vista como muito mais valiosa do q uma princesa de um reino pobre e a outra certamente conseguirá uma união arranjada pelo próprio pai ou pelo futuro irmão.

Outra coisa q me chamou a atenção foi a mágoa de Jonathan para com o falecido pai. Acho q o falecido rei Stephen foi um bom governante, mas um péssimo pai, quanto a isso não existem dúvidas. Contudo, William era o herdeiro do trono e ainda por cima possuía uma conduta impecável, então é claro q o moreno seria herdeiro ideal aos olhos de Stephen, ainda mais quando o caçula sempre teve comportamento rebelde e promíscuo, então é claro q o loiro não seria visto com bons olhos pelo pai. Mas Stephen está morto, então seria benéfico q o rei passasse a olhar mais o futuro do q o passado, até mesmo para sua paz de espírito.

Outra coisa q eu gostaria de saber é o q anda aprontando Jessamine e como q ela anda fingindo a progressão dessa gravidez e como q ela está lidando com o óbvio fim de seu caso com o atual rei. Quando q a Lovelace será desmascarada e o ex-amante descobrirá q não há nenhuma criança? Estou doida para ver Jessamine expulsa do palácio e voltando para seu antigo prostíbulo.

E, por fim, eu não poderia deixar de falar sobre a jogada de Jonathan Wayland em casar com outra possível herdeira ao trono. A meu ver, com o olhar de uma leiga, nenhum descendente do Wayland teria qualquer chance enquanto existirem Herondales. Então espero q o marido de Clarissa blinde o palácio de pessoas corruptas e leais do duque de Buckingham.

Pandizzy
Pandizzy Autor

Então, vamos começar.

O Gideon é, obviamente, alguém de sua própria classe. Ele acha que tudo ficará bem com ele e a Sophie, enquanto a Sophie é muito mais pragmática. Isso é algo que eu tirei dos livros: o Gideon ama tanto a Sophie enquanto a Sophie só pensa no trabalho dela, e como a Charlotte poderia ficar irritada se descobrisse sobre o semi-romance deles. Nada de novo sobre o sol. Eu ainda não decidi se vou dar um final feliz para eles, hahahahaha, mas veremos. Vale lembrar que nessa época, para um casamento ser reconhecido, ambos precisariam ser da mesma classe social. Muitos nobres europeus faziam o chamado de casamento morganático, quando o casamento não é reconhecido exatamente, nenhum dos filhos nascidos seria elegível para o trono, ou título da pessoa mais nobre. O Luís XIV teve um casamento assim, o segundo dele, em que era meio que um segredo aberto. Todos sabiam que ela era a segunda esposa do Rei, mas ninguém tratava ela como Rainha. Entende?

Olha, enquanto eu escrevia o último capítulo, aquele narrado pelo Gabriel, eu até pensei em abordar o que você falou, que o Gabriel e a filha são mais ingleses do que espanhóis, mas acabei retirando essa conversa porque achei que iria dificultar a reconciliação entre ele e a Cecily. Devo falar sobre isso mais tarde, talvez em alguma carta do Sebastian.

Sobre essa imagem que você formou da Ella: foi completamente acidental. Hhaha. Quando eu escrevo, eu faço meio que assim. Escrevo a cena por completo, meio que um rascunho básico e depois eu vou adicionando conversas mais detalhadas, alguma coisa que eu queria abordar e acabei esquecendo. Eu faço isso aleatoriamente, adicionando coisas onde eu acho que iria funcionar e fazia sentido, além de deixar o capítulo mais polido. Se a Ella fosse realmente essa pessoa meio conspiradora e pensativa, eu estaria agindo de maneira mais misteriosa, falando veremos... como todo mundo já sabe, mas ela não é. Isso foi simplesmente um acidente meu durante a escrita.

Sim. A Ella e a Cecily tentarem tirar vantagem das conexões da Clarissa é normal. Todos querem ter o melhor noivo para suas filhas, alguém que irá lhe dar ainda mais poder e garantir que seu sangue reine em vários países da Europa. Vale lembrar que a Clarissa ainda não tem filhas, então, para todos os efeitos, a noiva-mirim mais desejada é a pequena Anna. Quando a Clarissa der a luz a sua primeira filha, as coisas irão mudar!

Acho que o Jonathan precisa superar o passado e acabar com esse senso de inferioridade que ele tem para com o William, algo que eu tenho tentado fazer aos poucos nos últimos capítulos, afinal ninguém muda do dia para a noite!

A Jessamine deve aparecer em algum capítulo próximo. Infelizmente, ela acabou se tornando um personagem chato para mim, não é mais a mulher divertida do começo da história, então eu estou colocando ela em menos cenas em prol da minha própria paciência hahahahaha

Então. Eu vou te explicar aqui o pensamento do Jonathan Wayland: ele tem uma reivindicação básica ao trono. Em qualquer reino do século 18 na Europa, o que mais importa é a linha masculina, ou seja pai para filho. Uma mulher só herda o trono se ela não tiver irmãos sobreviventes, mesmo se forem mais novos, explicando o porquê do Jonathan ser rei no lugar da Ella, que é mais velha. O Jonathan Herondale é filho de Stephen Herondale, que era rei, e filho de dois co-monarcas, a Imogen I e o Marcus I, que eu me baseei no William & Mary da Inglaterra de verdade. Tanto o Jonathan Wayland quanto a Grace são bisnetos de Imogen e Marcus pelas filhas deles, duas princesas não nomeadas, enquanto que o Jonathan é neto deles pelo filho deles. O Jonathan tem uma reivindicação maior ao trono, portanto ele é rei. O Duque de Buckingham tem sangue real por meio da linhagem feminina, a avó dele, assim como a Grace. A reivindicação deles sozinhos é mínima, mas, caso eles gerem um filho juntos, essa criança terá uma reivindicação maior, pois é descendente de Imogen e Marcus tanto pelo lado maternal quanto pelo lado paternal. Entendeu?

Caso não tenha, sinta-se livre para me mandar uma MP, e eu te explicarei melhor!

Beijosss

Pandizzy
Pandizzy Autor

Isso me deixa muito feliz!!

Marilu

Aaaaaaa meu coração acabou de ficar mais quentinho nessa quarentena! Amei a Ella, achei incrível, e estou com esperanças no Jonathan kkkkkkkkk vou quebrar a cara será?
Capítulo incrível, como sempre. Espero poder ler mais alguns nas próximas semanas kkkkkkkk.

Pandizzy
Pandizzy Autor

Aaaaaaaaaaaah eu não sei se vai quebrar a cara, hahahahaha ! Tem que ver se eu e você não estamos pensando na mesma coisa!

O próximo capítulo já saiu, vai lá ver!

Bolinho Magico

Fico impressionada com o cuidado que você tem na hora de fazer suas pesquisas, vejo isso em como seu texto é rico em detalhes e referências. Amando a fanfic!!!!

Pandizzy
Pandizzy Autor

Aaaaaaah obrigada ♥ ♥ ♥ Eu faço porque pra mim, se não tiver certo, incomoda hahaha

C
Charlie

ah meu deusssssssss e agora!!!! o joanthan wayland está colocando todas as cartas dele na mesa, como que o jonathan vai responder!!! ai gente eu to nervosa e vão descobrir que foi ele quem matou o rei ein????