Comentários em “Violeta”: “I - Apesar das Consequências”

Naol
Destacado pelo autor

O capítulo se inicia terno, mas com uma sombra desagradável pairando sobre ele. Há algo de ruim chegando, apresentado sob uma luz pior do que o conflito já resolvido na infância dos meninos. E logo essa suspeita se confirma.

É terrível e cruel ler a interação dos nossos meninos com seus colegas de classe. É um lembrete do que é frequentemente deixado de lado em histórias desse gênero, do ódio injusto que Charlie e Pete enfrentariam no mundo real com uma frequência alarmante.

No entanto, fico feliz que eles tenham um ao outro. Parecem funcionar como uma entidade interligada, apesar de suas divergências, entendendo-se com poucas palavras e dividindo tantos momentos de carinho e fofura.

Meu coração e a sinopse dizem que não, mas eu queria tanto um final feliz pra eles. Eles merecem.

Espero ansiosa pelo próximo capítulo!

(Aliás, tenho uma crítica de última hora pra fazer: idiotas como os colegas de classe do Charles e do Peter não saberiam o significado da palavra "pederasta". O cérebro dessa galera é atrofiado. Ademais, ótimo capítulo!)

Ludwik Boyko
Ludwik Boyko Autor

Esse sombra que permeia o capítulo me foi uma surpresa também. Foi algo espontâneo, talvez vindo como gesto subconsciente do que já tinha planejado para o seu decorrer. Havia apenas rabiscado cenas mais doces envolvendo os dois antes de escrever esse início definitivo, então foi um contraste interessante.

É bom vê-la se relacionar tão profundamente com os dois garotos, pois me traz um sentimento de dever cumprido enquanto escritor. Temo, no entanto, que o engodo lhe será letal pela mesma justa razão; essa história não tem um final feliz.

(Devemos levar em conta que estamos falando de alunos do penúltimo ano do colegial, que estudam em tempo integral em uma época em que a educação era mais valorizada. Além disso, devemos levar em conta também que o termo "pederasta", assim como o "pedófilo", foi por muito tempo utilizado, mesmo academicamente, para justificar a homossexualidade enquanto doença psicológica. Certamente não se espera que um brigão do ensino médio atualmente o conheça, mas considerando as circunstâncias da história, eu acho possível. O quão provável é discutível, é claro. Sinceramente, obrigado pela crítica)

Fico muito feliz que esteja animada com os capítulos, Naol. Seus comentários são uma verdadeira lisonja para alguém que te admira tanto.