Olha, a minha cara lendo o seu conto deveria ter sido filmada. Quando você disse que era um conto curtinho, confesso que não pensei que fossem apenas 3 parágrafos, mas em essas escassas palavras você conseguiu descrever maravilhosamente drama, ação e terror. Estou positivamente em espanto! :D
Confesso também que não estava à espera de algo tão profundo quanto um assassinato em série. Minhas primeiras perguntas após a leitura foi "O que fez Mya se lembrar de um tema desses e o que fez ela o desenvolver em escrita num conto tão pequeno?" Não é muito comum encontrarmos esse tema por aqui, mas é sempre, infelizmente, bastante atual e é ainda um dilema extremamente controverso.
Gostei da simplicidade com que apresentou todo o enredo em tão poucas palavras, gostei da forma como desenvolveu as duas reviravoltas inesperadas (o sonho e depois a concretização desse sonho) e também adorei os pormenores inclusos, como a indicação das horas.
Você conseguiu abordar em poucas palavras o "síndrome de burnout/depressão", assassinato em série e sonhos premonitórios com inteligência e inovação.
Mais uma vez, você conseguiu surpreender de uma forma extremamente positiva! :D
Oi, amiga ♥ Como está hoje? Espero que esteja animada para ler, pesquisar e se estimular mais com esta fase de volta à escrita * - * (FORÇA NISSO! ♥ )
Oh, sim, acredito que se sua cara fosse filmada durante a leitura obteríamos suas expressões genuínas de espanto. E eu confesso que ri ao ler isto. :P Contudo, entendo muito bem que uma narrativa contendo algo tão forte como assassinato em série assusta realmente. Em minha opinião assusta sempre, sendo um conto ou um enredo amplo, pois fala sobre esta capacidade humana de regressar ao instinto mais primitivo, que é matar os semelhantes por justificativas quaisquer, ou pior, simplesmente por entregar-se ao mal interior e descontar nos outros a própria frustração. Isso é muito assustador!
A ideia surgiu de repente e eu apenas deixei fluir tal como a inspiração me veio. Certo dia, quando eu vagava pelo Facebook, eu vi uma montagem que brincava com luz e escuridão incidindo sobre o rosto de um amigo, então eu achei a expressão dele algo sinistra. Um pensamento puxou outro e bum! Logo as cenas tomaram forma de conto.
O fato de ser um funcionário aleatório repleto de sentimentos negativos, perturbadores, é mesmo uma triste realidade atual, na qual muitos indivíduos se sentem aprisionados a uma existência lastimosa de tarefas desagradáveis num emprego que também não lhes dá real alegria, mas pressiona, incentiva à competitividade. Junte-se isto a uma personalidade predisposta à depressão, transtornos de alguma ordem, uma bomba-relógio está acionada e pronta a explodir a qualquer momento. O mundo está lotado de potenciais assassinos formados a partir deste mesmo modelo.
Pois sim, quando se busca saber o que é e os sintomas mais frequentes da síndrome de burnout tem-se um mapa feio de como um ser humano pode atingir verdadeira falência física e emocional, justamente por não estar feliz com seu trabalho e consigo mesmo. É triste :(
Sobre estes pormenores como a menção da hora exata e do lusco-fusco, eu imaginei uma circunstância que fizesse referência a um método, um sistema, e também esta analogia que vem pela expressão "lusco-fusco", que é o instante de transição do dia e da noite, como passagem de algo "bom" (adequado, normal) para algo "não-bom" (inadequado, incomum, fora da "ordem").
Fico imensamente feliz que tenha gostado! É importante para mim ♥
Nossa Mya, um conto super curto mas com uma reviravolta impactante. Como sempre, suas narrativas sempre conduzem a gente a pensar que vai terminar de um jeito, e termina de outro, o que significa que você consegue conduzir tudo com maestria. Seu português nem preciso dizer que está impecável, e o pobre Heitor (ah, estes "Heitores" da vida haha) que deveria ter tomado uma atitude, acabou virando mais uma pobre vítima (ou não, depende da interpretação do leitor, ele pode ter conseguido fugir, ou algo assim). A história é um verdadeiro espelho da nossa sociedade, cada um de nós sentimos vergonha dos nossos pensamentos mais insanos e doentios, achando que somos um pontinho problemático diante dos que nos "perfeitos" que nos rodeiam, quando na verdade muitos destes são mais problemáticos que nós. Nos seguramos o tempo todo para não surtarmos com medo das consequências, e no fim... Isso pode ser prejudicial, alguém pode acabar surtando no nosso lugar e acabamos saindo prejudicados nisto. Honestamente, espero que o Heitor tenha conseguido fugir e que isto lhe sirva de lição. Não que ele deva sair atirando em todo mundo por aí, mas procurar algo novo que lhe dê ânimo, e extravasar suas loucuras de um jeito que ninguém saia prejudicado. Excelente conto, Mya! Um beijo!
Nossa, foi uma surpresa encontrar seu comentário para este conto curtinho que veio à minha mente num momento bastante inusitado. Eu estava zanzando à toa no Facebook quando me deparei com uma montagem de vídeo de um amigo, que exibia somente a imagem do rosto dele, ora iluminado por uma luz quase ofuscante ora em moderado breu. No exato instante bateu-me a inspiração!
Bom, acredita que só depois percebi que havia posto o nome do personagem (Heitor) igual ao seu? Pois sim. Destacando que prefiro mil vezes mil o seu a este meu, que é uma figura brochante. :P hahahah...
Sim, apesar de isto não ter ficado explícito, confesso que torci que os leitores captassem a informação de que Heitor se uniria às vítimas da fúria insana do colega de trabalho. De todo modo, exatamente por não ter deixado isso claro, abre-se um precedente para outra análise, não? Se preferir imaginar que Heitor escapou do ataque, que assim seja, senão, também estará tudo bem.
Sobre o português, ai, Di, que nada! A verdade é que se escrevermos algo no mero furor no momento o risco de deixarmos escapar erros por cima de erros é uma realidade muito provável. Por isso, nunca me iludo, tento fazer mais de uma edição antes de me dar por satisfeita. ;)
Ah, é verdade, nossos monstros interiores existem e, às vezes, os julgamos mais abomináveis que os dos outros. Talvez isso seja tão prejudicial quanto o contrário, ou seja, julgar que os monstros que habitam nos outros são mais terríveis do que os nossos. O mais perto do ideal, a meu ver, seria, julgar palavras e ações, simplesmente assim; ficar atento. Desta forma, tentar ser imparcial ao máximo na hora de observar as pessoas que nos rodeiam. Afinal, sobretudo num mundo de pressões malucas, os "inimigos" podem surgir de onde menos esperamos (assim como a mão benevolente estendida).
Gostei do que você mencionou e concordo. Se possível, devemos extravasar nossos desejos íntimos "reprováveis" de uma forma que não prejudique os demais.
Olá Mya, como está?
Olha, a minha cara lendo o seu conto deveria ter sido filmada. Quando você disse que era um conto curtinho, confesso que não pensei que fossem apenas 3 parágrafos, mas em essas escassas palavras você conseguiu descrever maravilhosamente drama, ação e terror. Estou positivamente em espanto! :D
Confesso também que não estava à espera de algo tão profundo quanto um assassinato em série. Minhas primeiras perguntas após a leitura foi "O que fez Mya se lembrar de um tema desses e o que fez ela o desenvolver em escrita num conto tão pequeno?" Não é muito comum encontrarmos esse tema por aqui, mas é sempre, infelizmente, bastante atual e é ainda um dilema extremamente controverso.
Gostei da simplicidade com que apresentou todo o enredo em tão poucas palavras, gostei da forma como desenvolveu as duas reviravoltas inesperadas (o sonho e depois a concretização desse sonho) e também adorei os pormenores inclusos, como a indicação das horas.
Você conseguiu abordar em poucas palavras o "síndrome de burnout/depressão", assassinato em série e sonhos premonitórios com inteligência e inovação.
Mais uma vez, você conseguiu surpreender de uma forma extremamente positiva! :D
Parabéns, Mya! Você é incrível! ♥
Oi, amiga ♥ Como está hoje? Espero que esteja animada para ler, pesquisar e se estimular mais com esta fase de volta à escrita * - * (FORÇA NISSO! ♥ )
Oh, sim, acredito que se sua cara fosse filmada durante a leitura obteríamos suas expressões genuínas de espanto. E eu confesso que ri ao ler isto. :P Contudo, entendo muito bem que uma narrativa contendo algo tão forte como assassinato em série assusta realmente. Em minha opinião assusta sempre, sendo um conto ou um enredo amplo, pois fala sobre esta capacidade humana de regressar ao instinto mais primitivo, que é matar os semelhantes por justificativas quaisquer, ou pior, simplesmente por entregar-se ao mal interior e descontar nos outros a própria frustração. Isso é muito assustador!
A ideia surgiu de repente e eu apenas deixei fluir tal como a inspiração me veio. Certo dia, quando eu vagava pelo Facebook, eu vi uma montagem que brincava com luz e escuridão incidindo sobre o rosto de um amigo, então eu achei a expressão dele algo sinistra. Um pensamento puxou outro e bum! Logo as cenas tomaram forma de conto.
O fato de ser um funcionário aleatório repleto de sentimentos negativos, perturbadores, é mesmo uma triste realidade atual, na qual muitos indivíduos se sentem aprisionados a uma existência lastimosa de tarefas desagradáveis num emprego que também não lhes dá real alegria, mas pressiona, incentiva à competitividade. Junte-se isto a uma personalidade predisposta à depressão, transtornos de alguma ordem, uma bomba-relógio está acionada e pronta a explodir a qualquer momento. O mundo está lotado de potenciais assassinos formados a partir deste mesmo modelo.
Pois sim, quando se busca saber o que é e os sintomas mais frequentes da síndrome de burnout tem-se um mapa feio de como um ser humano pode atingir verdadeira falência física e emocional, justamente por não estar feliz com seu trabalho e consigo mesmo. É triste :(
Sobre estes pormenores como a menção da hora exata e do lusco-fusco, eu imaginei uma circunstância que fizesse referência a um método, um sistema, e também esta analogia que vem pela expressão "lusco-fusco", que é o instante de transição do dia e da noite, como passagem de algo "bom" (adequado, normal) para algo "não-bom" (inadequado, incomum, fora da "ordem").
Fico imensamente feliz que tenha gostado! É importante para mim ♥
Obrigada, amiga, por ler e comentar.
Até loguinho. Beijinhos ♥
Nossa Mya, um conto super curto mas com uma reviravolta impactante. Como sempre, suas narrativas sempre conduzem a gente a pensar que vai terminar de um jeito, e termina de outro, o que significa que você consegue conduzir tudo com maestria. Seu português nem preciso dizer que está impecável, e o pobre Heitor (ah, estes "Heitores" da vida haha) que deveria ter tomado uma atitude, acabou virando mais uma pobre vítima (ou não, depende da interpretação do leitor, ele pode ter conseguido fugir, ou algo assim). A história é um verdadeiro espelho da nossa sociedade, cada um de nós sentimos vergonha dos nossos pensamentos mais insanos e doentios, achando que somos um pontinho problemático diante dos que nos "perfeitos" que nos rodeiam, quando na verdade muitos destes são mais problemáticos que nós. Nos seguramos o tempo todo para não surtarmos com medo das consequências, e no fim... Isso pode ser prejudicial, alguém pode acabar surtando no nosso lugar e acabamos saindo prejudicados nisto. Honestamente, espero que o Heitor tenha conseguido fugir e que isto lhe sirva de lição. Não que ele deva sair atirando em todo mundo por aí, mas procurar algo novo que lhe dê ânimo, e extravasar suas loucuras de um jeito que ninguém saia prejudicado. Excelente conto, Mya! Um beijo!
O que mais gostei: O Plot Twist
Oi, lindão! ♥
Nossa, foi uma surpresa encontrar seu comentário para este conto curtinho que veio à minha mente num momento bastante inusitado. Eu estava zanzando à toa no Facebook quando me deparei com uma montagem de vídeo de um amigo, que exibia somente a imagem do rosto dele, ora iluminado por uma luz quase ofuscante ora em moderado breu. No exato instante bateu-me a inspiração!
Bom, acredita que só depois percebi que havia posto o nome do personagem (Heitor) igual ao seu? Pois sim. Destacando que prefiro mil vezes mil o seu a este meu, que é uma figura brochante. :P hahahah...
Sim, apesar de isto não ter ficado explícito, confesso que torci que os leitores captassem a informação de que Heitor se uniria às vítimas da fúria insana do colega de trabalho. De todo modo, exatamente por não ter deixado isso claro, abre-se um precedente para outra análise, não? Se preferir imaginar que Heitor escapou do ataque, que assim seja, senão, também estará tudo bem.
Sobre o português, ai, Di, que nada! A verdade é que se escrevermos algo no mero furor no momento o risco de deixarmos escapar erros por cima de erros é uma realidade muito provável. Por isso, nunca me iludo, tento fazer mais de uma edição antes de me dar por satisfeita. ;)
Ah, é verdade, nossos monstros interiores existem e, às vezes, os julgamos mais abomináveis que os dos outros. Talvez isso seja tão prejudicial quanto o contrário, ou seja, julgar que os monstros que habitam nos outros são mais terríveis do que os nossos. O mais perto do ideal, a meu ver, seria, julgar palavras e ações, simplesmente assim; ficar atento. Desta forma, tentar ser imparcial ao máximo na hora de observar as pessoas que nos rodeiam. Afinal, sobretudo num mundo de pressões malucas, os "inimigos" podem surgir de onde menos esperamos (assim como a mão benevolente estendida).
Gostei do que você mencionou e concordo. Se possível, devemos extravasar nossos desejos íntimos "reprováveis" de uma forma que não prejudique os demais.
Obrigada por ler e comentar, Di.
Beijinhos! ♥
OBS.: Estou com saudade das suas histórias!