Comentários em “Uma Casa de Estrelas”: “Realeza Negada”

P
Princesa Mestiça

Oiiii,nossa partiu meu coração pobre Regulo,bem continue estou amando.

Bjjs



O que mais gostei: Tudinho
O que acho que pode melhorar: Nadinha,esta perfeito
Lyn Black
Lyn Black Autor

Oiii! Tudo bem?

Fico mt feliz de saber que vc tá amando ♥ obrigada pelo apoio!

Bjnhs e até o próximo,

Lyn

Siaht

Olá, flor!!! ;D

Tudo bom?

Realmente foi um pouco triste, mas a vida do Regulus foi bem triste, então, meio inevitável, né? Falando nele, ah Regulus Black, tá pra existir um personagem que me intrigue mais do que ele dentro do universo de Harry Potter. Seria emu sonho realmente compreender suas motivações? Seria. Mas o que nos resta é imaginar, não é mesmo? E gostei muito de para onde esse capítulo levou minha imaginação.

Estou amando muito essa história e as reflexões que tem me causado. Vou ficar esperando mais! ♥

Beijinhos...

Thaís

Lyn Black
Lyn Black Autor

Olá olá, td sim, e vc?

Pois é, Régulus fica tão na surdina, mas teve um papel super importante. Eu quero MUITO abordar a individualidade dele, e espero que você goste dos lugares que essa história ainda vai te levar sobre o Reggie.

Fico feliz de verdade por saber que você está aproveitando tanto!

Hoje saí mais ;)

Bjnhs,

Lyn

Scya

Adorei!

Lyn Black
Lyn Black Autor

Obrigada pelo carinho e por comentar, beijos!

RyuJin

Prezada Lyn,

Pobre Regulus injustiçado. Só queria seu lugar às estrelas, o que custava?

Que palavras duras essas de Sirius para ele, não? Dizer que não são irmãos unicamente porque desprezava o resto da família. Mas talvez hajam motivos implícitos aí, aguardemos!

Eita, pera. Blackzinho morreu?

SAD, porém gosto!

Até já...

Lyn Black
Lyn Black Autor

Olá, minha consagrada,

Custou muito se as estrelas estavam encharcadas de sangue alheio e ele mesmo estava se desfazendo em pó...

Às vezes é difícil não conter a dureza e mágoa nas palavras, elas são mais letais que adagas. Vamos aguardar, sem dúvidas.

Não é cronológico, então bem, no canon ele morre e eu sigo as linhas do canon por alto aqui (me dou liberdade com as personagens).

QUEM NÃO AMA UM ANGST MINHA GENTE

Até loguinho ;D

Taquari

Tô achando incrível como você consegue escrever contos tão bonitos em textos tão pequenos!

Adoro fics que falam de personagens que não foram tão bem explorados nos livros originais.

Lyn Black
Lyn Black Autor

Awn, fiquei boba com seu coment ♥

Com contos pequenos, descobri que consigo ir escrevendo sem pressão e com amor, fico alegre de saber que está aproveitando os contos!

Ai, que bom então porque aqui os ignorados são explorados!

Bjooos e até o próximo

Luna

"afundou no mar" foi uma alusão ao fato que ele morreu naquela caverna? Pq se sim vc sabe onde apertar na ferida.

Já vi tantas fanarts sobre esses dois e todas são tristes, acho que não tem como não ser considerando como as coisas acabam. Mas realmente imagino o Regulus se sentindo pequeno diante do Sirius e abandonado levando em consideração a relação dele com James.

Lyn Black
Lyn Black Autor

pegou a alusão certinho, flor! bem, se eu sei onde as feridas moram, preciso lidar com elas, certo?

agora que vc falou, quero mostrar alguma fofura alegre da infância dos dois! mas me conhecendo, vou concluir o conto com uma frase angst dgajhsa

completamente preterido, né?

beijocas!

Lari Teefey

Ai, nossa, ai. Mil vezes ai.

Isso foi tão triste e tão tão lindo. Regulus... nunca o conhecemos de verdade, mas a maioria de nós o admira.

Lyn Black
Lyn Black Autor

Esse e tristinho mesmo, mas fico feliz que cê gostou ❤

Pois não é? A gente mal conheceu o menino...

Bijus

Marília dos Anjos

Outro bom capítulo , o Regulus infelizmente teve um destino trágico e muito precoce. As pessoas muitas vezes julgam ele no fandom, dizendo que ele tomou a decisão certa tarde demais. Mas creio que deve ser terrível crescer num ambiente tão rígido, atrasado, ´preconceituoso e pouco caloroso como o que ele vivenciou toda a sua vida. E dessa forma, acho compreensível ele ter tanto receio de ir contra o que ele aprendeu como certo desde sempre. Você-sabe quem também era muito violento e poderoso, especialmente cruel com traidores, isso também conta pontas para que ele sentisse medo. O medo aliás nos faz agir como seres desprovidos de bom-senso. Só ver os grandes regimes totalitários, que se aproveitaram da miséria e ignorância para subir ao poder.Ademais, apesar de não parecer ser uma mãe carinhosa, de uma maneira meio torpe creio que ela amava os filhos. O caçula especialmente, por ser tudo que ela esperava. Também tem o fato do Sirius ter se afastado do irmãozinho depois de encontrar uma família amorosa de verdade. Não julgo o Six, nem mesmo pelas palavras duras para o Reg nesse capítulo. As vezes falamos coisas cruéis quando estamos com raiva. Mesmo assim, acho que os dois se amavam de verdade. Mas por estarem de lados separados em um conflito mortal, isso impossibilitou uma reconciliação.Outra coisa que deve ter contribuído também, o Sirius era corajoso, popular e teve culhões de desafiar os princípios torpes da família desde cedo.Ou seja, era uma sobra que dificultava o brilho do irmão. Diante disso, o Regulus ficou com a carga de sustentar o legado dos Black por conta própria. Dessa forma, acho que toda essa pressão, abandono e medo levaram o Regulus a sua morte numa idade tão tenra. O mais triste, é que a tia Rowling nunca disse (eu acho) que a bruxandade conheceu o ato heroico do Reg. Por isso, possivelmente apesar de tudo a fama dele ainda deve ser de um ser submisso e covarde.

Acabei de ver "Os crimes de Grindelwald" com meu pai (depois de passar a tarde fazendo faxina eu mereço) e apesar de ser uma ideologia grotesca, a perseguição e sacrifícios que a comunidade bruxa tem que fazer para sobreviver tem seu lado injusto. Por isso, tanta gente seguiu o Geraldinho naquela época. Ainda mais depois da guerra mostrada por ele com aquele narguilé demoníaco( Mesmo os ideais puristas e eugenistas dele sendo o espelho mágico para o Fascismo,mas creio que ele camufla bem, como um bom manipulador que ele é). O estranho é que mesmo bruxos sem pureza genética seguiram algo que consequentemente pode acabar com eles próprios. Infelizmente, esse foi um plot subaproveitado nesse segundo filme. O desenvolvimento da Queenie é o maior exemplo disso. Suas motivações são fortes, o entanto, creio que faltou mais tempo de tela para que ficassem bem explicados o suficiente para convencer o espectador. Mas o discurso do Grindelwald realmente me pareceu muito bem calculado e persuasivo. Todo aquele lenga-lenga de amor, mas ao mesmo tempo as palavras que ele usa para esconder o que ele quer para os trouxas. Pra quem ta desesperado ou sofreu com os excessos de um estado opressor, como o Macusa americano e mesmo o Ministério britânico, pode ser bem perigoso. E ainda tem aqueles que tem medo de perder os privilégios, como a parte privilegiada da sociedade mágica.

Nisso voltamos a sua história, acho que a falta de amor que as famílias puras tanto enfatizam em suas relações podem confundir crianças, como o caso do Regulus que precisava de amor, compreensão e paciência. Sem isso, não tem como uma pessoa constituir uma estrutura psicológica saudável.Penso também na Leta, que aparentemente era uma pessoa inescrupulosa e "malvada" como ela mesma diz. Contudo, olha o contexto em que ela foi gerada e o peso que sua condição de nascer mulher lhe trouxe. Infelizmente isso só reforça o que eu disse no primeiro comentário, de que o patriarcado domina a mundo bruxo. As meninas bem mesmo tem nome na árvore genealógica dos Lestrange. E acho que nosso nome é uma das formas que constroem nossa individualidade e por isso tem um valor simbólico muito grande. Ao menos na década de 20 em que se passa o filme( creio infelizmente que isso não mudou na época dos livros originais) O que é irônico, considerando que a magia, o misticismo e divino estão diretamente ligado ao gênero feminino. Dessa forma, apesar de suas peculiaridades e diferenças, acho que o Reg e a Leta sofreram destinos tristes por conta da mesmo mal. Os dois nasceram em lares abusivos, experimentaram a rejeição por familiares e pessoas proxímas, e ainda estiveram cercados a vida toda por valores errados e preconceituosos. Por isso, acabaram tomando a decisão certa de forma afobada e sem ajuda necessária. O único resultado possível era a morte ou algo igualmente terrível (e olha que eu achei que a Lestrange devia ter tido mais desenvolvimento). E por fim , acho que me expressei mal, eu sei que o machismo e a misoginia não devem ser incentivadas, especialmente por quem sofre com esses aparatos de opressão. Mas acho que ninguém prestar atenção em mulheres, podemos usar esse desprezo para enganar os opressores, como a Cissy faz ao usar seu ar virginal para persuadir e alcançar seus objetivos.Outra coisa que deve discordar de você( me perdoa por isso) é que muitas vezes minas mais delicadas e com uma feminilidade mais tradicional muitas vezes são desvalorizadas em algumas partes do movimento feminista. Por exemplo, mães muitas vezes são excluídas de discussões feministas mainstream na internet e olha que nem quero ser mãe. Eu fiz parte de algumas comunidades feministas, e quando uma mana dizia que queria ser mãe, ou mesmo procurava as outras para desabafar sobre os desafios da maternidade eram rejeitadas. Já vi muita mana dizendo que "lá não é creche" e outras coisas pouco empáticas com essas meninas.Um total desproposito em um lugar que devia ajudar as mulheres. E mesmo sem querer, só reforçavam que o feminino é fraco, é algo que indesejável e menos importante que outras qualidades. Sendo assim, acho que devíamos ampliar a visão sobre o que significa ser mulher,e não valorizar apenas uma nova cartilha sobre feminilidade.

Resumindo criou um novo padrão de "mulher forte" que é aquela que participa da luta armada, é agressiva e tudo mais.Isso acontece mesmo entre fãs de Harry Potter. Por exemplo, a Narcisa e a Andrômeda são muitas vezes esquecidas por quase todo mundo.A Fleur também, ela sofre com o misoginia das próprias mulheres da série. Olha só como a Ginny,a Mione e a Molly tratam a menina. E essa visão de "patricinha" assombra uma parcela considerável do fandom potteriano. E de uma parte grandinha até de minas. Os homens vem a Fleur como objeto quase sempre. E algumas mulheres a enxergam apenas como uma fraca que só serviu pra casar com o Weasley mais velho. E esquecem que ela foi campeã da escola dela no Torneio Tribuxo. Do que ela fez depois que o Bill foi mordido pelo Greyback. De ter se alistado na ordem. Nada disso parece ser algo para mudar a imagem dela de apenas uma mina bonitinha.O pior que a comparam sempre com a nossa maravilhosa Tonks. Como se ela fosse o único modelo a ser admirado. E ainda voltam a reforçar o mito de rivalidade feminina com isso, mesmo sem intenção. Nessa linha, mesmo a própria Sra Weasley muitas vezes tem sua "força" lembrada quase sempre ligada a seu duelo com a Bellatrix. Contudo, toda a desenvoltura dela em criar 7 filhos, ser uma esposa amorosa e leal, e ainda lidar com a morte de sua família e seu filho quase nunca são vistos como atitudes de uma mulher de fibra. Veja bem , não estou dizendo que a "bela e recatada e dor lar" deve ser algo imposto a nós. Mas acho que alguns traços geralmente associados ao gênero feminino são poderosos quanto a outros aspectos de personalidade . Me refiro a compreensão, o amor, a empatia. a inteligência emocional para lidar com sentimentos. isso ainda é algo ligado apenas a mulheres, e quase sempre apenas como sinal de submissão e fragilidade. Esse é um dos motivos que prejudica o gênero masculino atualmente. Homens não são ensinados a sentir, demonstrar emoção e ser carinhoso são vistos como fraqueza, tantos em meninos quanto em meninas. E pior, isso ainda prejudica os homens e mulheres LGBT, porque meninos assim são considerados "viados". Como se todo homem homossexual fosse seguisse essa linha. E pior, como se ser gay fosse algo indesejável e símbolo de novamente fraqueza.

Com isso, acho que o machismo se beneficia dessa desprezo velado a qualidades mais delicadas, do mesmo jeito que sofre com outras formas de misoginia mais aparentes, como a violência sexual e a objetificação feminina. E ai a gente não amplia as possibilidades para as vivências das mulheres. O que pode acontecer é que podemos criar uma nova amarra feminina, que dita regras também excludente para nós meninas. Sei que a agressividade é algo que faz parte do processo de mudança, que isso é consequência da opressão milenar que sempre sofremos pelo machismo estrutural. Contudo, para concluir meu pensamento temos que lembrar que esse ódio deve ser uma zona de transição para superar a dor que o patriarcado provocou.Temos sim, que vivenciar isso sim e nos indignar, e não deixar que a mulher seja relegada apenas ao papel de coadjuvante para a narrativa de um homem. E acho que temos ser que recorrer a forma mais diretas de luta, porque ainda não temos equiparação salarial, direito sobre nossos corpos e nem mesmo sobre nossa própria identidade. E todas essas coisas não serão conquistadas com beijos e abraços. Mas não devimos reduzir o movimento como única forma de lutar pela emancipação feminina. Ser mais incisiva é necessário em certos momentos e em outros deve prevalecer o debate e diálogo. Senão estamos apenas reproduzindo a violência que o patriarcado e nos tornando apenas algozes. Por isso, gosto tanto de histórias como a sua, que dão voz para mulheres pouco vistas pelo fandom. Que mostram que existem vários tipos de coragem , de demonstrar seu valor como mulheres e seres humanos. Desculpa se fui chata agora, mas sou lufana e as vezes acho que o diálogo e compreensão fazem muita diferença nesse mundo polarizado que vivemos. Obrigado por me ensinar tanto, com suas histórias e essa conversa edificante e tão instrutiva e estimulante nos comentários.

Lyn Black
Lyn Black Autor

Olá querida, que comentário rico em discussões! Irei respondê-lo por partes, okay?

Sobre o capítulo em si:

Bem, concordo, ele foi assassinado aos 17-18 anos, difícil julgar como um desertor tardio, ainda mais para suas condições. Além disso, de fato, o ambiente em que ele cresceu influenciou muito na construção de suas ideias, ainda mais após Sirius ir embora, a pressão sobre ele ficou ainda maior.

Quanto a Walburga, ela era, pelo menos aqui, calorosa da sua maneira, em um casamento arranjado entre primos, com um primogênito que fugia dos seus moldes e um caçula que não demonstrava o vigor para liderar a família. A relação dos dois (Rege Six) era complicada, eles construíram uma relação de afeto por muito tempo, mas se deparar com a realidade de que poderiam ter que lutar e machucar um ao outro dentro do conflito vai ser uma questão que estará bem presente no fim da relação deles.

É real que o sacrífico de Régulus não foi divulgado, e provavelmente para ele mais interessava que o Sirius soubesse das condições de seu assassinato do que qualquer outra pessoa, e isso é o mais trágico.

Quanto ao paralelo Leta e Régulus, não tenho muita familiaridade com a narrativa dela, mas pelo que você apontou, eles realmente têm vários pontos de convergência.

Entendi melhor o que você quis dizer com a Cissy, sem problemas, flor! Infelizmente, ela tem que se valer de como a interpretam para poder fazer algo de fato.

Sobre Grindewald:

Sem dúvidas, especialmente na história bruxa da Europa, ao menos a retratada por Rowling, a retórica de Gellert terá muita adesão e até mesmo um nível de coerência em razão da sombra da perseguição às bruxas (o Estatuto do Sigilo, por exemplo, é fincado no mesmo ano da queima das bruxas de Salém). É claro que seus interesses de genocídio e subjugação de outro grupo são habilmente disfarçados em seu discurso, o que leva a maior adesão de seguidores. Novamente, como já lhe é característico, JK tenta estabelecer paralelos entre suas figuras "das trevas" e figuras do nazifascismo do século XX. Hitler, por exemplo, era extremamente conhecido pela sua oratória, coisa que não falta em Gellert.

Sobre questões do feminismo:

Tenho alguns comentários sobre o que você escreveu :)

• Sobre maternidade

Lamento muito que você tenha escutado o que você relatou sobre questões que tangenciam esse assunto de colegas do movimento, assim como do feminismo mainstream, também conhecido como feminismo liberal.

É preciso, entretanto, ressaltar que existem várias, muitas e extensas correntes, grupos e integrantes do movimento que abordam a maternidade de uma forma acolhedora, e ainda sim crítica. Mais do que isso, um feminismo que não escuta e faz a intersecção com a vivência das mães, e suas pautas e direitos, é essencialmente falho. Os feminismos que me cercam, entretanto, infelizmente diferente dos seus, tratam de maternagem, violência obstétrica, reprodução social, entre outro temas que circundam a maternidade, flor, e espero que você possa entrar em contato com eles.

A desconstrução da romantização da maternidade, por exemplo, ou da ideia de um "instinto maternal" em nada ataca as mães, mas tem como objetivo possibilitar que elas exerçam maternidades mais saudáveis e reais. Uma moça chamada Hel, por exemplo, possui um canal chamado Hel Mother, onde ela trata de maternidade de verdade, sem adocicamento e com diálogo real dos problemas e questões enfrentados a partir de suas vivências, indico bastante.

Entendo que você provavelmente deparou-se com muita advocacia pelos direitos reprodutivos e pela escolha sobre ser mãe, o que é uma questão enorme que precisa ser debatida, afinal, não é um "instinto" de toda mulher, como ainda se prega culturalmente.

• Sobre feminilidade

Bem, tivemos experiências bem distintas sobre o "ser mulher, ser feminino" dentro do feminismo, Marília. É importante evidenciar que a existência de diversas e plurais formas de "ser mulher" não invalidam o feminino estabelecido, mas expandem-o. É um tanto problemático, então, apontar o "sofrimento das patricinhas", sendo que o modelo de performance de feminino delas é o status quo do que se é denominado feminino, ao haver a pauta de inclusão e expansão de outras mulheres: gordas, com estrias, com pelos, com roupas e estilos que não se encaixam no padrão de beleza proposto. Vale lembrar, também, que a construção de "feminino" delicado que Narcisa, por exemplo, no qual é muito enquadrada, possui historicamente um viés racial da branquitude.

No fundo, as minas são criticadas independente da sua performance de feminino, pois ele é sempre colocado como insuficiente, ou é patricinha demais, ou é "masculina" demais. E reincidentemente ouvi de outras feministas e redes de divulgação do movimento a importância de abraçar as variadas formas do feminino. Dessa forma, não vejo "enfraquecimento" do feminino, mas seu questionamento, desdobramento e reformulação. As feministas não estão apontando o dedo pras minas que usam maquiagem, perfume e salto alto, flor. Muito menos pras garotas que são empáticas ou amorosas. Sim, há um questionamento sobre até que ponto somos ensinadas a incorporar esses elementos estéticos e de passividade no dia-a-dia, porém, não é por aí, não.

E, mais do que isso, essa inclusão não ataca a "feminilidade" ou atributos a ela relacionados, como inteligência emocional, que você citou. Compreensão, o amor, a empatia. a inteligência emocional para lidar com sentimentos são coisas positivas que não vejo o movimento rechaçando, mas impulsionando a criação de redes de apoio e solidariedade entre mulheres. O direito a sentir raiva, entretanto, é nosso, e precisamos abraçá-lo também, porque faz parte da nossa natureza humana e ele foi um sentimento do qual fomos privadas por muito tempo. Mas não há uma nova "cartilha de ser mulher" onde só vale a agressividade e murro na mesa, muito pelo contrário.

No caso dos homens gays, como associa-se a homossexualidade masculina a uma aproximação do feminino, afinal, pela heteronormatividade assume-se que "gostar de homem é coisa de mulher", a misoginia alia-se a homofobia na discriminação, profundamente lamentável.

Agora, concordamos bastante que o fandom reproduz muita misoginia no seu tratamento das personagens, e isso que você falou da Fleur é super real. Ela é uma personagem múltipla, rica e interessante reduzida a "esposa francesa e bonita do Bill" e isso é profundamente errado. Aliás, obrigada viu, pois me deu inspiração para escrever sobre ela. A Molly, também, como reflexo da desvalorização do trabalho exercido pelas mães e pelas donas de casa, tem um tratamento que não chega aos pés do que ela merecia. Isso sem contar a objetificação profunda de praticamente todas as personagens femininas que aparecem na trama. Lembra do ensaio que fizeram com a Emma quando ela tinha uns 14-15 anos? Super problemático.

Concluindo...

Acho que me alonguei aqui também, flor haha!

Que isso, sem problemas, se preferir podemos transferir esse papo mais extenso para as Mensagens Privadas, mas adoro o espírito lufano de diálogo ♥ (inclusive, alerta merchan que eu tenho um conto sobre a Hufflepuff também hein).

Beijos,

Lyn