Comentários em “Hatsukoi”: “O Primeiro encontro”

E
EriKa
Destacado pelo autor

Aviso
aproximadamente 1500 palavras.


Coragem, brava guerreira!

Larguei Boruto: The Next Generation logo no primeiro contacto que tive com ele. Não gostei. Apesar disso, sempre procuro me manter informada a respeito, de maneira a evitar confusões e dúvidas durante a leitura de alguma fanfic sobre (ainda estou rindo do “também sou formada em gif de Tumblr” ahah).

E os autores do Nyah são incríveis! Têm-me surpreendido com cada fanfic maravilhosa, contagiando-me com cada shipp que nunca me havia passado pela cabeça, mas que nas respetivas histórias realmente funcionam!

Nem sei como cheguei a Hatsukoi. Geralmente começo nos Recentes, clico numa história que me chama a atenção mas da qual desisto de imediato, passando da história para o perfil de um usuário que nela comentou, depois para um autor cuja história o tal usuário recomendou ou favoritou, e por aí adiante, até finalmente encontrar uma história para ler e comentar. Técnica estranha, mas tem funcionado xD

A apresentação de Hatsukoi funcionou: a capa primeiramente conquistou a minha atenção. Que arte lindíssima que você encontrou. A sinopse concisa e direta agradou-me, a proposta interessou-me. Nunca havia lido ShikadaiXInojin, então ainda bem que a experiência não foi traumatizante ahah

Capítulo 1 – Conselhos Yamanaka


A leitura começou de uma maneira muito divertida, revelando sem qualquer rodeio as dúvidas que martelavam a cabeça do pequeno Yamanaka. E a solução que o mesmo encontrou para saná-las é inusitada, e por isso ainda mais divertida: pesquisar a fundo e anotar informações. É mesmo filho do seu pai!

E que pai é esse que fala com tamanha naturalidade e abertura com o filho sobre o relacionamento amoroso e aqueles tabus que cobrem o tema? E mais, que entrega sem dificuldade alguma o seu diário para o filho, para que o mesmo se possa esclarecer? Reconheci muito o Sai! Essa faceta dele sempre rende diversão e, pelo visto, uma relação peculiar entre pai e filho interessante de ser abordada e lida.

Mesmo trabalhando com a homossexualidade, a fanfic conseguiu manter o tom divertido e descomprometido e a leveza iniciais até ao final, proporcionando uma leitura revigorante, ditada por um ritmo de leitura fluido e viciante.

Inojin não parece mesmo ser do tipo que, sofrendo por antecedência, se limita a sofrer. Ao mesmo tempo que se vê cada vez mais ansioso, também pesquisa, procura informar-se, esclarecer-se, e eu me identifico muito com ele neste sentido. Eu pesquiso por tudo, principalmente explicações e causas de sintomas e sensações, mas longe da forma doentia ahah

Mesmo se fazendo presente nesta fase em que o pequeno Yamanaka se apercebe destas sensações e pensamentos que lhe vêm suscitando várias incertezas, estando recetivo às dúvidas do filho e respondendo-lhe com auxílio quando solicitado, Sai também concede margem para que Inojin faça as suas descobertas sozinho – e, convenhamos, Sai também não percebe muito sobre pessoas, né XD

Eu acho isso importante: não instruir a pessoa, mas antes esclarecê-la, permitindo-lhe ao mesmo tempo espaço para que possa desvendar de forma autónoma os significados, descobrir como responder às situações, o que melhor funciona ou não consigo, pela experiência própria. Não existe resposta única ante a diversidade que é o ser humano.

Da mesma forma, também gostei de ler que Ino, mesmo que ocupada, é uma mãe atenta ao filho, não lhe tendo passado despercebidos os comportamentos atípicos do filho. Mas mais do que ter estado atenta, é não ter sido demasiado intrusiva, mesmo que preocupada e curiosa por natureza, ainda mais sendo mãe, tendo sabido escolher uma postura e um momento bons para abordar o filho.

E que momento fofo foi esse, com palavras tão inspiradoras ❤ É reconfortante deparar-me com esta abertura, quando o que muito sinto ao meu redor é intolerância e fobia pelo novo e pela diversidade. Da mesma forma que leituras como esta moldaram a minha mente e o meu coração, tornando-os recetivos à diferença, a novas perspetivas, são elas que me enchem de esperança e novo fôlego.

Hatsukoi não se limitou a uma breve cena romântica entre o shipp, como poderia ter acontecido. Incluiu também os acontecimentos antecedentes e subsequentes, enriquecendo a história com mais conteúdo significativo e envolvente, concretizado através de uma narração equilibrada (descrições pertinentes e expressivas), límpida e impecável (eu lembro-me de ter avistado um errozinho insignificante ou outro ao longo do texto, mas não vou sentenciar a escrita só por causa deles, né?).

E então, eis que o momento mais aguardado pelo leitor se aproxima: o encontro. Aquele momento em que qualquer coisa traduz significado, apresentando toda uma importância! O momento em que tudo em alvo poderá ser um sinal em potencial, em que os sentidos estão em alerta para tudo e para nada. Tanto para os personagens como para o leitor, como se se tratasse de um jogo.

Adoro esses momentos, quando estou totalmente mergulhada na história que passa a ser a minha realidade. Lembro-me de que só quando terminei a leitura deste primeiro capítulo é que me dei conta de que já não estava ouvindo o som do maresia da praia onde estava lendo Hatsukoi.

A troca de presentes derreteu o meu coração! Que lindo! ❤ Tão bonito os meninos não terem descartado os presentes a meio do caminho para o encontro, ou inventando uma desculpa esfarrapada na tentativa de justificar o objeto que trouxeram consigo a mando da respetiva mãe.

Inojin e Shikadai são crianças ainda, mas já se comunicam bem, têm um discurso fluido e organizado, sem soar forçado. Isso me deixa com um tiquinho de inveja rsrs Eu domino bem a escrita, mas de tão tímida que sou, quando se trata de falar cara a cara, as palavras embaralham-se na minha boca e dela saem sem serem capazes de transmitir exatamente o meu pensamento, para além dos erros básicos que eu cometo verbalmente por me sentir aflita com a situação.

De um contacto social eu sempre saio sentido uma tamanha vergonha e vontade de me trancar em casa. Depois eu sinto falta de vida social, saio de casa e me arrependo mais uma vez, novamente, sempre ahah

Hatsukoi— comentário 1 de 2

Capítulo 2 – O primeiro encontro

O Capítulo se inicia com a pergunta mental “Como seria um encontro entre esses dois?”. Eu não conseguia pensar em nada, afinal, é nada mais que Shikadai e Inojin, mas os autores são seres incríveis: forçam a situação, fazendo-a acontecer quando no material original nunca nem esteve perto de acontecer, criam uma maravilhosa história por base disso e ainda conseguem convencer o leitor com credibilidade e coerência! E é desta forma que acontece o encontro entre Shikadai e Inojin.

É interessante acompanhar os pensamentos de Inojin a respeito de Shikadai, porque, ao mesmo tempo que o Yamanaka vai organizando as suas impressões e opiniões pessoais sobre Shikadai, tecendo uma linha de raciocínio que fundamente o seu interesse romântico pelo outro, o leitor subtilmente adere ao magnetismo do shipp que pouco a pouco lhe vai fazendo mais sentido.

Eu diria que explorar o interior dos personagens torna-se, por isso, relevante, para além de, obviamente, acrescentar conteúdo à obra, facilitar a conexão e identificação do leitor com os personagens e dar espaço para que os acontecimentos não aconteçam a um ritmo apressado.

E esses selinhos e beijos logo no primeiro encontro, hein? Ahah É compreensível, afinal, como a própria história diz, os dois partilham anos de trabalho ninja, para além de interesses em comum. Achei bem a história ter destacado isso, rematando a coerência da boa interação entre ambos.

E quando a Temari entra no quarto, sabendo-se lá se bateu à porta ou não, já que o casal estava destraido com outra coisa, eu buguei. É aquela coisa, qual o limite entre a privacidade dos filhos e o dever e direito dos pais de vigiarem a vida dos filhos? :x Felizmente, eu posso reclamar com todos cá de casa pelo respeito da minha privacidade xD

O discurso de Temari é páreo do de Ino: algo profundo, que nos toca, sem se tornar exagerado ao ponto de enfadar (ou pior, traumatizar). Não é o perfeito, porque não há um perfeito, nem completo, porque é impossível conseguí-lo, mas é profundamente sincero, demonstra real preocupação e interesse em ajudar, e é o necessário para transmitir a mensagem “Eu estou aqui para ti.”.

E graças à iniciativa de ambas as partes, quebrou-se aquele ambiente constrangedor na casa dos Nara. O diálogo previne e soluciona muitos problemas quando ambas as partes estão dispostas a tal e sabem dialogar. Não tem segredo.

Essa inocência toda de um primeiro encontro, de um primeiro namoro, de um primeiro beijo, é contagiante. É algo sobre o qual nunca canso de ler, mesmo que muita coisa se repita, porque da diversidade oferecida pelos personagens, pelos shipps, pelos universos e pelas variadas conjunturas resultam múltiplas possibilidades. Se bem trabalhadas estas variáveis, esta mesma temática é capaz de reacender a mesma chama, as mesmas boas sensações e sentimentos, o mesmo “owwwn”.

Com um leve sorriso, e um coração tranquilo, eu terminei a leitura de uma fanfic toda adorável ❤ Foi a minha primeira experiência Kori Hime, que venham outras! Provavelmente nos encontraremos em Hanasu, já a tenho lida, mas comentar que é bom, ainda nada. Mas logo logo eu pago a dívida.

Hatsukoi— comentário 2 de 2

Continue escrevendo o/
~Diamara Passarinho



O que mais gostei: "Mesmo envergonhado, ele sentia o amor e apoio dos pais." ❤
O que acho que pode melhorar: WANTED
Kori Hime
Kori Hime Autor

Olá, tudo bem? ʕ•ᴥ•ʔ

Eu nem cheguei acompanhar o mangá nenhum anime depois de um tempo eu vi alguns vídeos no YouTube e umas pessoas que acompanhavam contaram pra mim o que acontecia mas eu não sei que nem uma linha cronológica e só gif no tumblr kk

Eu queria que tivesse mais histórias com casas diferentes na verdade são poucas que eu vejo e eu sinto falta disso lá em 2008 2009 era Uma época que tinha muita fã fique com casas diferentes

Eu sei que por causa do final do mangá os casais se estabeleceram então acaba que fica as pessoas se limitando a isso aí eu não consigo.

Agora unir os dois garotos nessa história foi muito divertido porque eles são bastante diferentes mas também se completam já que estão no mesmo time e tem traços e semelhanças dos pais deles

Eu não gosto do Sai, nunca gostei mas eu acho que essa parte ia ficar divertida e ele explicando pro filho a partir dos livros acho que combina com ele ia ficar engraçado por isso eu fiz

Eu acho que ele realmente ansioso o Inojin então ele pensou em todas as possibilidades todos os cenários pra não fazer efeito feio na frente de uma pessoa que ele sabe que é super inteligente e vai pensar também não em vários cenários com os dois juntos

Eu gostei muito de escrever a partir dos pais nas duas histórias que eu fiz lá com o Shikamaru e Temari e agora ainda na Ino e Sai, eu acho que combina bastante é esse momento de pais e filhos e eu queria colocar isso na história

Aqui na história são dois adolescentes fofinhos 15 anos aprendendo coisas da vida então eu acho que é o momento de namoro no portão muito fofinho e aí eu repetir essa palavra fofinho várias vezes

Mas também não sou fofinho né Safadinha também e é natural dele se quererem se conhecer e explorar vou pra pro corpo enfim eu acho que ficou divertido escrever isso também já fazia tempo que eu não escrevia sobre adolescentes então eu acho que foi uma coisa nova a fazer

O primeiro encontro deles eu queria que fosse algo super simples que pudesse ser qualquer coisa que eles faziam no dia dia mesmo deles só que ali o sentimento é completamente diferente né não é como no mesmo num dia dia

Eu fico feliz que tenha gostado da história muito obrigada pelo seu comentário demorei pra responder porque eu já estou algum tempo acumulando os comentários pra responder fora com dor no braço pra poder digitar aí eu penso eu digito comentário ou eu digito história eu respondi o comentário

Uma hora eu consigo fazer tudo ao mesmo tempo então a gente se vê numa próxima e eu espero que não demore muito um beijo (ㆁωㆁ*)

Ariane Munhoz

Owwwn, como eles são fofinhos juntos. Deu aquela sensação de namoro de colegial, o primeiro namoro que a gente nal sabe se beija e anda de mãos dadas, mas que é o mais gostoso da vida.

Adorei a interação dos dois, foi bem natural como as coisas aconteceram. Acho que o mais bonito foi a reação de Temari e como ela lidou tão bem com tudo e apoiou o namoro deles, foi bem fofinho.

Mais pra frente você podia fazer uma fic do time Asuma com essa comemoração do aniversário da morte dele nesse universo, acho que ia ser bem legal.

Adorei também como os dois ficaram todo timidos para se despedirem, mas não ficou aquela coisa forçada. Imagino que no meio disso a Chocho seria super cupido falando que sempre soube da relação dos dois bocós kkk

Fiquei apaixonada por essa fic linda, penso que o Sai deve ser um ótimo pai para Inojin.

Esse final foi fofinho com um toque de comédia, pena que acabou.

Parabéns por outra fic concluída, lindona!

Kori Hime
Kori Hime Autor

Oi, tudo bem? ʕ•ᴥ•ʔ

Esse clima de namoro no portão é muito fofinha e essa coisa de estar se descobrindo as de se conhecer eu achei muito legal escrever essa história e eu acho que os pais deles tiveram um momento importante em cada uma das histórias que eu escrevi

Eu estou até hoje pensando nessa história da comemoração do aniversário de morte do sensei dele

Eles são super novinho da história então eu acho que combina bastante com eles com a personalidade dos personagens e nessa despedida

Ai todo mundo fofinha nessa história né, um beijo e obrigada por ler!

Deby Costa

Devo dizer que simplesmente adorei!!! Na verdade amei as duas histórias, o pov de Shikadai e está do Inojin. Ainda não tive a oportunidade de ver Boruto, mas já vi fanarts, alguma coisinha aqui , outra ali dos personagens, e me encantei ppor alguns.

Sobre a fanfic, amei como apresentou o relacionamento do Inojin com os pais, as suas preocupações tipicas da idade, as ibseguranças( até senti saudades da minha época... Faz tanto tempo)

Amei d+ a conclusão, na verdade ja imagino a primeira vez dos dois, tem tantas coisas ainda pra viverem e descobrir juntos, tantas primeiras vezes, que daria uma long...

Linda amei, parabéns e obrigada por dividir conosco a inspiração.

Bjs.

Kori Hime
Kori Hime Autor

ʕ•ᴥ•ʔ Oi, tudo bem?

Eu amei escrever essa história porque é muito fofinha forma como ela se desenvolve eles são jovens estão aprendendo ainda coisa sobre namoro então acho que é combina bastante com eles dois

Os personagens também sou uma gracinha né eles tem personalidades que combinou com os pais mas também sou completamente diferente deles em alguns aspectos

Obrigada por ler e comentar fico feliz que você tenha gostado um beijão

fran_silva

Gostei muito e fic, foi bem fofo o encontro.

Toda alegria do primeiro amor.

Muito amorzinho.

Bjs.

Kori Hime
Kori Hime Autor

Era bem o que eu queria falar, sobre como é sentir essa euforia, esse sentimento gostoso de amar e ser correspondido ♥

Beijos, obrigada por ler!