Olá! Você não me conhece e eu não te conheço, marbem, eu gostei da sua fic, então vou me forçar a comentá-la da mesma forma que você se forçou a escrevê-la. :3
Antes de tudo, do título: mano, que pisão, hahaha! Adorei as referências latinas, ainda mais as explicações que vieram depois! A única sugestão que eu faria é que você coloque os significados dessas coisas no disclaimer, porque aí ficaria mais direcionado ao título da história e talz. :3
Não sou o maior especialista na arte de analisar a morte alheia (talvez existencial, mas não é dessa morte que o texto trata xD), porém não entendi a associação direta em "rede violácea na pele pálida": se a pele está pálida, como uma rede da cor violeta foi criada nela? o.O Talvez seja uma descrição mais metafórica, daí eu tô comendo bola, mas eu realmente não entendi. ^^"
Sobre o parágrafo final do texto, confesso que eu esperava um soco bem mais forte sobre lidar com a morte grosseira, hahaha! Não que tenha sido ruim a forma como você abordou a situação — a naturalidade pra se abordar a naturalidade com que os peritos, por exemplo, lidam com esse pulo da ponte da Vida —, só achei ele um pouco diferente do tom do resto do texto. :P
Da dúvida do terceiro parágrafo desse review, eu entendi melhor o que você quis dizer com a "rede violácea" no último parágrafo. ^o^ Acho que você, para evitar essa confusão, poderia colocar uma descrição ao estilo da feita no último parágrafo (a saber, "a mancha violeta avermelhada [interpretada] como a posição do morto nas primeiras horas") logo após aquela antítese que eu citei antes (entre o "violácea" e o "pálida"), que tal? ♥
Depois de tudo isso que eu falei, por incrível que pareça, eu gostei desse soco realístico sobre a morte, haha! Não ligue, por favor, eu gosto de fazer reviews que falem bastante sobre pontos que eu acho confusos ou mal explicados porque procuro ao máximo ser útil ao autor, sim? Mas não deixo de admitir, quando uma obra é boa, os pontos positivos da sua escrita. Parabéns, mantenha-os assim, por favor! :D
É (só) isso, mesmo. ^o^
Até depois!
Felipe
O que mais gostei: A secura mortífera.
O que acho que pode melhorar: Algumas confusões, mas nada demais. ^-^
Mas reviews discutindo o texto e o plot são os melhores mesmo! Hehehe.
Eu tenho essa mania de colocar as traduções/explicações nas notas finais, pra mim parece que é como... A chave pra fechar qualquer dúvida que fique? Não sei explicar.
Sobre a "rede violácea na pele pálida": isso é um fenômeno cadavérico chamado marmoreamento pós-morte (em inglês "postmortem marbling") [tentei mandar fotos que não mostrem muito do corpo como um todo porque não sei se você se sente confortável com isso, então é só um close na pele mesmo], que acontece pela quebra da hemoglobina nos capilares superficiais da pele e forma... bem, uma rede violácea/avermelhada sobre a pele pálida. Ele é diferente do livor mortis no quesito de que o livor é a deposição do sangue, pela gravidade, nos capilares em posição mais baixa que acaba formando uma mancha uniforme violácea/avermelhada. Nos vivos, tem uma variação do marbling que seria o livedo reticular.
Confesso que não sabia como terminar? Kkkk. Eu queria falar sobre a "secura mortífera", como você colocou, mas cheguei no final e fiquei me sentindo mal por não falar que até mesmo isso, essa morte não romântica e crua, pode ser bonita se você souber como olhar para ela. A morte, como a vida, é um processo complexo e cada sinal deixado por ela é lindo se você souber olhar para ele e ver mais que um corpo apodrecendo. Esses dias vi dois ensaios fotográficos feitos dentro de fazendas de corpos (centros onde corpos doados são colocados em diferentes ambientes para estudar o processo de putrefação), um feito pela Sally Mann na fazenda de corpos da University of Tennessee Anthropological Research Facility e outro do Robert Schults, no Forensic Anthropology Center at Texas State University e... são lindos? Grotescos, em algumas fotos, e bem crus, mas são bonitos. E como alguém que está começando a trabalhar com isso, eu me senti muito mal de não falar que a morte não é apenas grotesca... O que assusta é a diferença entre o que vemos em filmes e o que é de verdade, é a imagem higienizada que temos da morte causada pelo distanciamento que tivemos da morte no último século (não sei se tens interesse nisso, mas super indico o livro Confissões do Crematório, da Caitlin Doughty que fala bastante sobre isso, e o canal dela no YouTube).
... Eu desandei a falar, não é? Mil desculpas.
Mas, como disse lá no começo, eu adorei o review. Porque reviews assim, que mostram que a pessoa leu e analisou e quer discutir sobre o assunto, são as coisas mais motivacionais do mundo.
Ainda quero escrever mais sobre a morte e ver se consigo fazer algo que saia... melhor. Por enquanto, deixo também a indicação do poema "Pathology of Colours". (:
Olá! Você não me conhece e eu não te conheço, marbem, eu gostei da sua fic, então vou me forçar a comentá-la da mesma forma que você se forçou a escrevê-la. :3
Antes de tudo, do título: mano, que pisão, hahaha! Adorei as referências latinas, ainda mais as explicações que vieram depois! A única sugestão que eu faria é que você coloque os significados dessas coisas no disclaimer, porque aí ficaria mais direcionado ao título da história e talz. :3
Não sou o maior especialista na arte de analisar a morte alheia (talvez existencial, mas não é dessa morte que o texto trata xD), porém não entendi a associação direta em "rede violácea na pele pálida": se a pele está pálida, como uma rede da cor violeta foi criada nela? o.O Talvez seja uma descrição mais metafórica, daí eu tô comendo bola, mas eu realmente não entendi. ^^"
Sobre o parágrafo final do texto, confesso que eu esperava um soco bem mais forte sobre lidar com a morte grosseira, hahaha! Não que tenha sido ruim a forma como você abordou a situação — a naturalidade pra se abordar a naturalidade com que os peritos, por exemplo, lidam com esse pulo da ponte da Vida —, só achei ele um pouco diferente do tom do resto do texto. :P
Da dúvida do terceiro parágrafo desse review, eu entendi melhor o que você quis dizer com a "rede violácea" no último parágrafo. ^o^ Acho que você, para evitar essa confusão, poderia colocar uma descrição ao estilo da feita no último parágrafo (a saber, "a mancha violeta avermelhada [interpretada] como a posição do morto nas primeiras horas") logo após aquela antítese que eu citei antes (entre o "violácea" e o "pálida"), que tal? ♥
Depois de tudo isso que eu falei, por incrível que pareça, eu gostei desse soco realístico sobre a morte, haha! Não ligue, por favor, eu gosto de fazer reviews que falem bastante sobre pontos que eu acho confusos ou mal explicados porque procuro ao máximo ser útil ao autor, sim? Mas não deixo de admitir, quando uma obra é boa, os pontos positivos da sua escrita. Parabéns, mantenha-os assim, por favor! :D
É (só) isso, mesmo. ^o^
Até depois!
Felipe
O que mais gostei: A secura mortífera.
O que acho que pode melhorar: Algumas confusões, mas nada demais. ^-^
Mas reviews discutindo o texto e o plot são os melhores mesmo! Hehehe.
Eu tenho essa mania de colocar as traduções/explicações nas notas finais, pra mim parece que é como... A chave pra fechar qualquer dúvida que fique? Não sei explicar.
Sobre a "rede violácea na pele pálida": isso é um fenômeno cadavérico chamado marmoreamento pós-morte (em inglês "postmortem marbling") [tentei mandar fotos que não mostrem muito do corpo como um todo porque não sei se você se sente confortável com isso, então é só um close na pele mesmo], que acontece pela quebra da hemoglobina nos capilares superficiais da pele e forma... bem, uma rede violácea/avermelhada sobre a pele pálida. Ele é diferente do livor mortis no quesito de que o livor é a deposição do sangue, pela gravidade, nos capilares em posição mais baixa que acaba formando uma mancha uniforme violácea/avermelhada. Nos vivos, tem uma variação do marbling que seria o livedo reticular.
Confesso que não sabia como terminar? Kkkk. Eu queria falar sobre a "secura mortífera", como você colocou, mas cheguei no final e fiquei me sentindo mal por não falar que até mesmo isso, essa morte não romântica e crua, pode ser bonita se você souber como olhar para ela. A morte, como a vida, é um processo complexo e cada sinal deixado por ela é lindo se você souber olhar para ele e ver mais que um corpo apodrecendo. Esses dias vi dois ensaios fotográficos feitos dentro de fazendas de corpos (centros onde corpos doados são colocados em diferentes ambientes para estudar o processo de putrefação), um feito pela Sally Mann na fazenda de corpos da University of Tennessee Anthropological Research Facility e outro do Robert Schults, no Forensic Anthropology Center at Texas State University e... são lindos? Grotescos, em algumas fotos, e bem crus, mas são bonitos. E como alguém que está começando a trabalhar com isso, eu me senti muito mal de não falar que a morte não é apenas grotesca... O que assusta é a diferença entre o que vemos em filmes e o que é de verdade, é a imagem higienizada que temos da morte causada pelo distanciamento que tivemos da morte no último século (não sei se tens interesse nisso, mas super indico o livro Confissões do Crematório, da Caitlin Doughty que fala bastante sobre isso, e o canal dela no YouTube).
... Eu desandei a falar, não é? Mil desculpas.
Mas, como disse lá no começo, eu adorei o review. Porque reviews assim, que mostram que a pessoa leu e analisou e quer discutir sobre o assunto, são as coisas mais motivacionais do mundo.
Ainda quero escrever mais sobre a morte e ver se consigo fazer algo que saia... melhor. Por enquanto, deixo também a indicação do poema "Pathology of Colours". (: