O conjunto de poemas, a fanfic "Fragmentos", se despede com a mesma intensidade em que se iniciou.
Não, equivoco-me ao chamar de final. É uma história que não se termina, que mantêm-se contínua para sempre. Não me refiro aos poemas em si, mas à trajetória da própria escritora. À medida em que a Camila (vulgo Kurage) amadurecia e mudava, os versos, transcritos diretamente de seu coração, evoluiam juntamente a ela. É muito bonito acompanhar um autor em suas fases.
Ler o primeiro poema, postado há quase dois anos (Não acredito! Já faz tanto tempo assim?! Impressionante como as coisas mudaram desde então) e reler o último me fez sentir uma nostalgia imensurável. É tão bom me deliciar com tais serendipidades. A descoberta dos textos dessa escritora talentosa foi, sem dúvidas, a maior de todas.
Me recordo até hoje: eu estava em um dia de muita tristeza. Como acreditava ser reconfortante ler nesses momentos, fui encontrar refúgio nas palavras de outrem. "Branco" foi o primeiro poema da lista naquele dia. Se tornou a primeira e única fanfic até hoje que me levou a chorar copiosamente. Eu comentei algumas poucas palavras e dentre elas devo até mesmo ter mencionado o fato de ter chorado, o que foi um pouco embaraçoso e vergonhoso. Talvez não se lembre mais disso, mas cheguei até mesmo a lhe agradecer, pois aquele conto foi muito especial para mim... E confesso que tive que criar muita coragem para escrever aquele review, mas valeu a pena.
Acho que meu comentário está se assemelhando muito a uma despedida, então acho que é melhor consertar as coisas, pois abomino despedidas - elas são demasiadamente melancólicas e isso não faz nada bem para o meu coração.
A última coisa que quero ressaltar é algo que há muito eu pensava, mas nunca achei achei que fosse o momento apropriado de comentar a respeito. Por mais que os seus contos e poemas sejam, em sua maioria, profundos e tristes, sempre me trouxeram conforto e esperança. Escrever sobre temas como a morte e as mais diversas obscuridades às vezes é um alívio para a alma - isso é algo que eu sei bem -, mas para você, ao contrário de muitos, escrever não é apenas descarrego mental, e eu sinto uma conexão especial com você por isso. Você dá valor à relação autor-leitor e consegue cumprir a principal regra do acordo invisível que se estabelece entre ambos: não escrever apenas para si própria. Eu percebi isso no momento em que li "Branco" e, algum tempo depois, sua resposta. Muitos escritores que publicam poemas em sites como o Nyah!, apenas os escrevem para si mesmos. Isso é totalmente perspícuo ao decorrer dos versos. Mas você os endereça cuidadosamente à algum desconhecido, seja quem for. Em muitos casos, essa leitora fui eu.
Sei que meus agradecimentos cansam, mas você ainda terá que os tolerar por muito tempo se pretende continuar a ser minha amiga.
...Bom. Esse foi o melhor coment?rio que j? recebi na minha vida, s?rio. Por que voc? quer me fazer chorar? Hahah. voc? me fez refletir sobre muitas coisas: ser? que em dois anos, eu mudei tanto, mesmo? ~ e... O porqu? dessa rela??o autor-leitor, acho que eu postava todos esses poemas na esperan?a de encontrar algu?m que pudesse me entender, absorver todos os sentimentos que flu?am de mim. Por fora
Sabe por que insistia tanto para que voltasse a escrever e postar seus textos? Porque voc? tamb?m escreve com a alma. N?o sei explicar bem ao certo o que ? isso, nem sei se ? algo que possa ser explicado,? algo que voc? apenas sente quando l? todas aquelas frases, aqueles versos, e percebe que s?o muito mais do que um emaranhado de palavras. Talvez seja um mundo que s? escritores dram?ticos conhecem, hah. Ou ainda, pode ser um mundo que s? n?s compartilhamos.
Então, o fim.
O conjunto de poemas, a fanfic "Fragmentos", se despede com a mesma intensidade em que se iniciou.
Não, equivoco-me ao chamar de final. É uma história que não se termina, que mantêm-se contínua para sempre. Não me refiro aos poemas em si, mas à trajetória da própria escritora. À medida em que a Camila (vulgo Kurage) amadurecia e mudava, os versos, transcritos diretamente de seu coração, evoluiam juntamente a ela. É muito bonito acompanhar um autor em suas fases.
Ler o primeiro poema, postado há quase dois anos (Não acredito! Já faz tanto tempo assim?! Impressionante como as coisas mudaram desde então) e reler o último me fez sentir uma nostalgia imensurável. É tão bom me deliciar com tais serendipidades. A descoberta dos textos dessa escritora talentosa foi, sem dúvidas, a maior de todas.
Me recordo até hoje: eu estava em um dia de muita tristeza. Como acreditava ser reconfortante ler nesses momentos, fui encontrar refúgio nas palavras de outrem. "Branco" foi o primeiro poema da lista naquele dia. Se tornou a primeira e única fanfic até hoje que me levou a chorar copiosamente. Eu comentei algumas poucas palavras e dentre elas devo até mesmo ter mencionado o fato de ter chorado, o que foi um pouco embaraçoso e vergonhoso. Talvez não se lembre mais disso, mas cheguei até mesmo a lhe agradecer, pois aquele conto foi muito especial para mim... E confesso que tive que criar muita coragem para escrever aquele review, mas valeu a pena.
Acho que meu comentário está se assemelhando muito a uma despedida, então acho que é melhor consertar as coisas, pois abomino despedidas - elas são demasiadamente melancólicas e isso não faz nada bem para o meu coração.
A última coisa que quero ressaltar é algo que há muito eu pensava, mas nunca achei achei que fosse o momento apropriado de comentar a respeito. Por mais que os seus contos e poemas sejam, em sua maioria, profundos e tristes, sempre me trouxeram conforto e esperança. Escrever sobre temas como a morte e as mais diversas obscuridades às vezes é um alívio para a alma - isso é algo que eu sei bem -, mas para você, ao contrário de muitos, escrever não é apenas descarrego mental, e eu sinto uma conexão especial com você por isso. Você dá valor à relação autor-leitor e consegue cumprir a principal regra do acordo invisível que se estabelece entre ambos: não escrever apenas para si própria. Eu percebi isso no momento em que li "Branco" e, algum tempo depois, sua resposta. Muitos escritores que publicam poemas em sites como o Nyah!, apenas os escrevem para si mesmos. Isso é totalmente perspícuo ao decorrer dos versos. Mas você os endereça cuidadosamente à algum desconhecido, seja quem for. Em muitos casos, essa leitora fui eu.
Sei que meus agradecimentos cansam, mas você ainda terá que os tolerar por muito tempo se pretende continuar a ser minha amiga.
Obrigada mais uma vez, querida amiga!
Com carinho,
Lola~ ♡
...Bom. Esse foi o melhor coment?rio que j? recebi na minha vida, s?rio. Por que voc? quer me fazer chorar? Hahah. voc? me fez refletir sobre muitas coisas: ser? que em dois anos, eu mudei tanto, mesmo? ~ e... O porqu? dessa rela??o autor-leitor, acho que eu postava todos esses poemas na esperan?a de encontrar algu?m que pudesse me entender, absorver todos os sentimentos que flu?am de mim. Por fora
Sabe por que insistia tanto para que voltasse a escrever e postar seus textos? Porque voc? tamb?m escreve com a alma. N?o sei explicar bem ao certo o que ? isso, nem sei se ? algo que possa ser explicado,? algo que voc? apenas sente quando l? todas aquelas frases, aqueles versos, e percebe que s?o muito mais do que um emaranhado de palavras. Talvez seja um mundo que s? escritores dram?ticos conhecem, hah. Ou ainda, pode ser um mundo que s? n?s compartilhamos.