Por alguma razão que ainda não sei explicar, comecei a entender e visualizar com mais clareza os elementos presentes na história. O que me chamou atenção nesse capítulo, também, foi a tecnologia de troca de informações presente nos trajes, se é que entendi corretamente (se estiver errado me corrija). Tirei muito proveito do capítulo, sempre mostrando não somente o conceito do protagonista, mas também o conceito e ponto de vista dos demais a sua volta. Só me deixou uma dúvida. Ao teleportar a pessoa é duplicada e sua versão anterior desaparece? Como se dá isso? Isso é mesmo um teletransporte, ou recriador de seres e objetos? o_O
O que mais gostei:
A diversificação de raças e gêneros de seres sencientes.
O processo quântico de teletransporte (uma ideia que aproveitei de Lúcio Marassi) foi concebido como uma alternativa teoricamente mais viável que o teletransporte "clássico" à la Star Trek, com toda sua problemática de logística: escanear todos os dados das partículas atômicas e subatômicas de um indivíduo ou objeto de forma precisa (e armazená-los), "desmontá-lo", enviar tudo através do espaço e "remontá-lo" exatamente como ele era antes de ser teleportado - com Princípio de Incerteza de Heisenberg e tudo. Com o "teletransporte quântico", nada disso é necessário: o ser ou o objeto é teleportado como um todo ao seu destino, graças justamente ao processo de replicação tal como já se conhece, a nível atômico, na Mecânica Quântica. Foi em 1996 que os físicos americanos Monroe e Wineland, com suas experiências, mostraram que subpartículas (prótons, elétrons etc) e até um átomo inteiro podia ficar em dois lugares ao mesmo tempo. Ou seja, já é possível teleportar átomos a uma distância de mais de 80 vezes seu próprio tamanho, usando de processos quânticos - mas isto implica NECESSARIAMENTE em duplicá-lo, qual seja, por uma fração infinitesimal de tempo ele "existe" simultaneamente em dois lugares ao mesmo tempo! Entendeu? Movê-lo quanticamente de A para B implica forçosamente em duplicá-lo no ponto B, sendo o original no ponto A instantaneamente apagado assim que a existência de sua "cópia" se consolida no ponto B. Eu sei, é de dar nó no cérebro de qualquer um, mas é assim que a Física Quântica funciona, tem a ver com probabilidades e com tornar tais probabilidades em realidades. Digamos que você, enquanto está sendo teletransportado de Petrolina para o Rio de Janeiro, "existe" como probabilidade tanto no ponto de partida quanto no de chegada (o que nos lembra aquela "parábola científica" do Gato de Schrödinger, que quanticamente estaria vivo e morto simultaneamente dentro de uma caixa), mas, tão logo "você" se consolida e passa a existir no Rio, ponto de chegada, o "você" em Petrolina, ponto de partida, automaticamente deixa de existir - tudo numa fração de segundo.
Espero ter contribuído pra esclarecer alguma coisa (como eu mesmo não sou versado em física quântica, só posso recomendar uma consulta a alguém ou alguma publicação ou site especializado). No mais, muitíssimo obrigado por ler e comentar!
Demorei, mas finalmente li. XD
Por alguma razão que ainda não sei explicar, comecei a entender e visualizar com mais clareza os elementos presentes na história. O que me chamou atenção nesse capítulo, também, foi a tecnologia de troca de informações presente nos trajes, se é que entendi corretamente (se estiver errado me corrija). Tirei muito proveito do capítulo, sempre mostrando não somente o conceito do protagonista, mas também o conceito e ponto de vista dos demais a sua volta. Só me deixou uma dúvida. Ao teleportar a pessoa é duplicada e sua versão anterior desaparece? Como se dá isso? Isso é mesmo um teletransporte, ou recriador de seres e objetos? o_O
O que mais gostei:
A diversificação de raças e gêneros de seres sencientes.
O processo quântico de teletransporte (uma ideia que aproveitei de Lúcio Marassi) foi concebido como uma alternativa teoricamente mais viável que o teletransporte "clássico" à la Star Trek, com toda sua problemática de logística: escanear todos os dados das partículas atômicas e subatômicas de um indivíduo ou objeto de forma precisa (e armazená-los), "desmontá-lo", enviar tudo através do espaço e "remontá-lo" exatamente como ele era antes de ser teleportado - com Princípio de Incerteza de Heisenberg e tudo. Com o "teletransporte quântico", nada disso é necessário: o ser ou o objeto é teleportado como um todo ao seu destino, graças justamente ao processo de replicação tal como já se conhece, a nível atômico, na Mecânica Quântica. Foi em 1996 que os físicos americanos Monroe e Wineland, com suas experiências, mostraram que subpartículas (prótons, elétrons etc) e até um átomo inteiro podia ficar em dois lugares ao mesmo tempo. Ou seja, já é possível teleportar átomos a uma distância de mais de 80 vezes seu próprio tamanho, usando de processos quânticos - mas isto implica NECESSARIAMENTE em duplicá-lo, qual seja, por uma fração infinitesimal de tempo ele "existe" simultaneamente em dois lugares ao mesmo tempo! Entendeu? Movê-lo quanticamente de A para B implica forçosamente em duplicá-lo no ponto B, sendo o original no ponto A instantaneamente apagado assim que a existência de sua "cópia" se consolida no ponto B. Eu sei, é de dar nó no cérebro de qualquer um, mas é assim que a Física Quântica funciona, tem a ver com probabilidades e com tornar tais probabilidades em realidades. Digamos que você, enquanto está sendo teletransportado de Petrolina para o Rio de Janeiro, "existe" como probabilidade tanto no ponto de partida quanto no de chegada (o que nos lembra aquela "parábola científica" do Gato de Schrödinger, que quanticamente estaria vivo e morto simultaneamente dentro de uma caixa), mas, tão logo "você" se consolida e passa a existir no Rio, ponto de chegada, o "você" em Petrolina, ponto de partida, automaticamente deixa de existir - tudo numa fração de segundo.
Espero ter contribuído pra esclarecer alguma coisa (como eu mesmo não sou versado em física quântica, só posso recomendar uma consulta a alguém ou alguma publicação ou site especializado). No mais, muitíssimo obrigado por ler e comentar!