Nossa muito bom. É tão estranho lembrar de certas coisas e sentir essa melancolia automática, é só tocar no passado e já era. Essas tirinhas fizeram parte da minha infância e eu lembrei de muita coisa lendo isso. É uma saudade muito bonita, apesar daquela dorzinha no fundo da mente, e também é chato não saber como todos essas coisas vão fazer falta um dia. Sua escrita é muito boa, nada muito repetitivo, os elementos se dispõem muito bem, não deixando nada clichê. E acima de tudo, a ideia central da carta ao amigo imaginário me tocou bastante, é muito semelhante ao que já aconteceu comigo há bastante tempo. Enfim... Muito bom mesmo e você merece todas as congratulações.
Obrigada, que bom que gostou. Pelo menos pra mim, entrar em contato com o passado é uma coisa estranha, em si; eu não faço muito isso, mas quando acontece ele acaba deixando um impacto considerável, que geralmente é um gosto amargo, no máximo agridoce... Essas tirinhas tiveram participação especial na minha infância também, gosto de refletir sobre elas e sobre os sentimentos que acabam se desencadeando.
Cara, eu sinceramente me surpreendi com os retornos positivos, porque tanto a ideia, como o desenvolvimento dessa carta, vieram de uma vontade tão súbita que eu nem tive tempo pra pensar criticamente sobre. Significa muito pra mim um elogio vindo de alguém como você — e por falar nisso, eu já fui ler o capítulo extra de "A primeira vez que rimos juntos".
Me fez chorar. Vi um pouco de mim no seu conto. Eu tinha, quando criança uma pantera de pelúcia (sim, é a cor de rosa). Por anos foi meu único amigo. Nunca me encaixei na escola. Hoje faço faculdade e sinto-me deslocada do mundo. Tenho, posso dizer, apenas 2 amigos reais, humanos. Infelizmente um é formado e o outro meio louco. Os vejo muito pouco.
Ainda sinto falta de minha infância, tinha apenas amigos imaginarios, mesmo no ensino médio ainda me perdia em meu próprio mundo (há vezes que me vejo fazendo isso na faculdade). Sou a Esquisitona, sempre fui e acho que sempre serei.
Ao contrário de seu conto, ainda tenho minha pantera de pelúcia, está um pouco surrado, mas me pego conversando com ele, mentalmente, as vezes.
Crescer é uma droga!
P.S. :Estou com meus olhos marejados até agora e acho que ainda ficaram por um tempo.
Olá. Entendo, eu também não me encaixo na família ou na sociedade; sei lá qual foi o último amigo de verdade que eu tive. Quando criança eu tinha um cachorro de plástico, um acessório de piscina que eu carregava para todo canto; um dia eu o perdi (ou alguém da minha sala roubou, mas não deu em nada) :/
Mundos imaginários são uma coisa que me acompanharão enquanto eu tiver vida; com um pouco de boa vontade posso transformar alguns em ficção. Não sei se sinto falta da minha infância (já que ela não foi lá grandes coisas), mas eu gosto da simplicidade daquela época, da capacidade de construir todo um futuro a partir do início. Ainda sim, concordo que crescer é uma droga.
senhor, quantos feels, to chorando demais agora :/ nossa! Adorei, muito bem escrita e cheia de feels, odiei o que vc fez com a história, os remédios e tals, pq faz muito sentido e é foda, pq adoro essa parte dos quadrinhos e faz muito sentido ele ser tratado. To bem triste, mas tudo bem, valeu a pena. Só uma dica, tu podia colocar as questões escolares pro sistema dos E.U.A., pq eles são dela e faria mais sentido, até porque a linha que separa o autor do personagem fica muito tênue nessas questões. Bjos e espero ter ajudado, vou compartilhar no meu face pra geral ver :3
Olá, Rutta! Primeiramente, preciso te dizer que sou eu quem está quase chorando com o seu comentário; realmente me alegra muito ter uma opinião sobre algo que eu escrevi, de verdade (especialmente quando ela é positiva).
Também não gosto desse rumo para a história dos dois, mas faz mesmo sentido que um dia o Calvin se separe do Hobbes por motivos desta espécie, e queria fazer algo fiel à obra. Fico muito contente que tenha gostado, moço :)
Poxa, muito obrigada pelo toque. O pior é que eu detesto cometer erros idiotas como esse que citou (daquele tipo que eu saberia identificar mas deixei passar batido), tanto que eu estou imediatamente o consertando, e vou agradecer a você nas notas finais pelo aviso, Rutta.
Compartilhou no Facebook? :O Estou indo ali infartar um pouco, Bjos.
Eu adorei, ficou muito feliz, quem sabe você não faz um fanfic do Calvin e da Susie adolescentes namorando?? Eu iria adorar é so mandar o link hahahaha parabéns!
Eu realmente não sei bem como elogiar. Eu fiquei bastante triste, sim, mas tive que segurar o choro já que estava no meio da aula de biologia quando li (não me culpe, estava chata, fungos não me interessam); apenas digo que me vi muito em Calvin no meio da carta - querer a infância de volta, os amigos imaginários - é uma pena que eu nunca tenha tido afinidade o bastante para escrever uma carta para nenhum deles. Foi lindo, e na minha opinião o mais importante... Foi muito real. Os sentimentos me pareceram reais. Se não fosse assim provavelmente eu não teria me arrepiado.
Está de parabéns pelo texto, pelos detalhes, pelos sentimentos e pelas palavras. Continue assim~
Sabe, eu escrevi esse texto faz anos; foi um dos poucos que conseguiram driblar a minha autocrítica implacável e viajar para fora da minha mente. Me deixa contente saber que os sentimentos nele também foram reais para ti. Digo que pus bastante de mim e dos meus pesares na carta, embora eu tenha de admitir que me identifico mais com o Hobbes, em personalidade e até no sentido de não ser "real o suficiente" (céus, isso pode ser interpretado de muitas maneiras...).
Poxa, eu já acho os fungos legais — protozoários e plantas que não me descem direito :/
Muito obrigada por suas palavras também, e novamente, lhe agradeço por ter lido! Até mais!
N
Noah
Isso é... crescer. Amadurecer. Senti algo de ruim quando descobri, aqui, que os pais de Calvin se separaram, e que ele se afastara do pai e parece que através das piores discussões possíveis, brigas que todo adolescente confuso e que anseia por autonomia conhece bem. O sentimento ruim, creio, veio do fato de que a inocência foi extinta. Hobbes não existe mais. As aventuras, agora, não passam de meras memórias a serem recordadas. Problemas de socialização, incompreensão, solidão, ansiedade. Indecisão sobre quais são os meios de se construir uma vida significativa e realizada em meio à pressão de escolha da faculdade. Esse é o Calvin sendo nós nessa fase esquisita da vida - e quando é que a vida não fica esquisita, e quando é que essa fase passa, não é mesmo? Provavelmente não sou o mesmo com seis anos de idade, mas ainda procuro conservar aquela curiosidade íntima e sincera. Todos nós temos que preservar aquele Hobbes interior hahaha.
Falando nele, essa foi uma excelente carta de despedida. Valeu um favorito. Parabéns por essa demonstração sincera e de qualidade do seu carinho pela obra!
Pois é, dar esse final alternativo aos dois não foi nada agradável. O Calvin das tirinhas é um personagem incrível, mas há probabilidade também de que o mundo sem Hobbes tenha perdido um pouco do brilho. Pelo menos nas condições dessa história, seria algo traumatizante (aí entramos no que você disse sobre como seria lidar com isso nessa fase tão esquisita).
O ponto alto dos quadrinhos é como o pensamento é explorado e de uma forma bem humorada ― sem que fique maçante, como algumas obras com foco em críticas sociais se tornam, aliás. Calvin e seu melhor amigo Hobbes podiam discutir livremente sobre tudo, ambos se acompanhavam intelectualmente e se adicionavam em um nível que não vemos nas relações do garoto com os pais ou com os colegas da escola... Mas Hobbes em algum momento teria o fim comum aos amigos imaginários. Quão fácil seria para o Calvin conseguir aquilo com outra pessoa mais tarde (ou se acostumar, no caso de não conseguir)? Sendo um menino tão criativo, fantasioso e hedonista, é provável que o mundo normal e a vida padrão não lhe pareçam suficientes.
Claro que também existe a versão alternativa em que o Calvin passa por isso muito bem, cresce feliz e a memória de Hobbes se torna uma nostalgia saudável, algo para ser compartilhado com os filhos; mas a respeito desta perspectiva eu não poderia escrever muita coisa.
(Admito que se fosse hoje, eu teria escrito uma carta menos dramática, porque considero Calvin resiliente a ponto de passar relativamente bem por tudo ― no máximo reclamando sobre os amigos não levarem suas grandes sacadas e indagações a sério, aí teria que encaixá-la na categoria comédia também.)
Sem dúvidas, precisamos melhorar mas mantendo o que temos de bom, haha
Muito obrigada por ler, Noah! Fico feliz que tenha gostado!
Você já deve ter escrito isso anos atrás, mas eu ouvi falar do Calvin e alguma coisa me fez clicar na categoria dele aqui no Nyah e me deparei com sua one. Não me arrependo mesmo. Meu Deus... meus feelings...! Quase chorei aqui! Parabéns, ficou muito bom mesmo. Crescer é uma inevitabilidade ingrata. Saudades de minha amiguinha imaginária... só tenho uma lembrança dela. Os quadrinhos do Calvin eram realmente genias. Entre os da Mafalda, do Snoopy e do Charles Brown nos livros de estudo, eu sempre procurava para ver se tinha uma dele porque independente da matéria eram as únicas que eram sempre boas.
Lembro que também descobri a categoria por acaso, no dia em que escrevi essa oneshot; só não me recordo de qual foi a ordem dos fatos, haha
Só sei que já tive amigos imaginários, mas mal me lembro :/
Pois é, foi com os livros escolares que conheci muitas dessas obras; Calvin and Hobbes já foi em uma revistinha própria... Acho que esses eram tão bons porque transmitiam a mensagem sem empurrá-la garganta abaixo do leitor, a interpretação daquilo era mais livre (ou era porque eu adoro o Hobbes mesmo xD).
Desculpe a demora em te responder, e obrigada por ter lido e gostado!
Até mais!
T
T Sam
Eu nem chorei, só fiquei me tremendo toda! rsrs
Que linda carta! E minha maior tristeza com Calvin, Bob, e Toy Story é quando as crianças crescem e perdem seus amigos imaginários ou brinquedos. É triste demais para o meu coraçãozinho de pedra haha.
Você conseguiu captar a essência do Calvin e eu dou os parabéns por isso, porque ele é um amor e merece ser retratado fielmente. Gostei demais! ♥
Eu também, só fiquei tremendo enquanto escrevia (e isso já faz uns 84 anos hehe)
Essas obras são do tipo que conhecemos na infância mas só entendemos mesmo depois de crescidos, não tem coração de pedra que aguente hahaha
Já eu fiquei receosa por ter "despersonalizado" o Calvin, uma vez que nos quadrinhos ele é tão cheio de resiliência; fiquei com medo de ter se tornado depressivo demais nessa carta, mesmo para um adolescente. Então obrigada pelo feedback positivo ;)
E desculpe pela demora na resposta! Posso até tardar, mas nunca deixarei de responder!
Novamente, muito obrigada por ter lido e gostado!!
Eu já comentei aqui antes quando estava com quatorze anos. Eu esqueci dessa one shot desde então, mas, bom, agora eu tenho 17. E eu chorei, agora, porque estou em casa a essa hora da noite tentando terminar meu trabalho sobre Maquiavel. E eu usei uma tirinha de Calvin e Haroldo pra exemplificar um tópico, olha só que conveniente!
Bom, eu estou enrolando. A verdade é que voltar aqui me doeu o triplo, porque eu sinto que com quatorze anos eu não entendi de verdade a situação de Calvin. Eu estava me achando crescida, e não que eu seja crescida agora, mas à beira da Fuvest de Artes Visuais e depois de ter passado por mais perdas do que a eu daquela época podia sequer imaginar... eu sinto ainda mais falta da minha imaginação concreta agora do que antes. Da minha capacidade de ser ridícula e de falar sozinha. De acreditar de verdade no que eu crio, e não apenas olhar para aquilo e pensar como ficção.
Mesmo depois de uns anos, me fez chorar de novo. Eu curto chorar por essas coisas, então, obrigada, eu acho.
Nossa, eu fico lisonjeada por você ter vindo relê-la depois de tanto tempo, haha! ♥
Mas é isso mesmo, sempre achamos que já amadurecemos o bastante, até que algum tempo passa e olhamos para trás. Isso vai acontecer pela vida inteira, e é algo bom.
Me identifico com o que diz sobre não acreditar de verdade na sua arte. Anos atrás eu não conseguiria me ver sem os meus desenhos, pinturas e escritos, até que em algum momento aquilo perdeu o sentido; parecia que eu estava me esforçando para por pra fora uma coisa que não existia dentro de mim, e então eu parei com tudo... Esse "mundo pós-Haroldo" é algo que não se deseja a ninguém.
Você provavelmente está em um momento decisivo da sua vida e cheia de preocupações e estresse. Conseguindo entrar para essa faculdade, vai ser avaliada por coisas que no final tem um valor subjetivo, e podem vir mais frustrações... Mas, independente do que aconteça, cada um de nós deve lutar para manter vivo aquilo que torna o nosso mundo colorido. Pode não ser possível manter o Haroldo por perto pela vida inteira, mas isso não significa que não há mais jeito. Talvez você precise de um tempo, ou de novas inspirações, ou de algo de fora de você, ou algo que só saberá o que é ao encontrar.
Sofrer (e chorar) por essas coisas é bom mesmo haha, mas garanta que isso está abrindo o seu coração, e não o contrário.
Te desejo sorte na Fuvest ou para aonde você vá. E novamente agradeço por ter voltado; o seu comentário fez o meu dia ♥
Nossa muito bom. É tão estranho lembrar de certas coisas e sentir essa melancolia automática, é só tocar no passado e já era. Essas tirinhas fizeram parte da minha infância e eu lembrei de muita coisa lendo isso. É uma saudade muito bonita, apesar daquela dorzinha no fundo da mente, e também é chato não saber como todos essas coisas vão fazer falta um dia. Sua escrita é muito boa, nada muito repetitivo, os elementos se dispõem muito bem, não deixando nada clichê. E acima de tudo, a ideia central da carta ao amigo imaginário me tocou bastante, é muito semelhante ao que já aconteceu comigo há bastante tempo. Enfim... Muito bom mesmo e você merece todas as congratulações.
Obrigada, que bom que gostou. Pelo menos pra mim, entrar em contato com o passado é uma coisa estranha, em si; eu não faço muito isso, mas quando acontece ele acaba deixando um impacto considerável, que geralmente é um gosto amargo, no máximo agridoce... Essas tirinhas tiveram participação especial na minha infância também, gosto de refletir sobre elas e sobre os sentimentos que acabam se desencadeando.
Cara, eu sinceramente me surpreendi com os retornos positivos, porque tanto a ideia, como o desenvolvimento dessa carta, vieram de uma vontade tão súbita que eu nem tive tempo pra pensar criticamente sobre. Significa muito pra mim um elogio vindo de alguém como você — e por falar nisso, eu já fui ler o capítulo extra de "A primeira vez que rimos juntos".
Muito obrigada por dividir sua opinião comigo!
Me fez chorar. Vi um pouco de mim no seu conto. Eu tinha, quando criança uma pantera de pelúcia (sim, é a cor de rosa). Por anos foi meu único amigo. Nunca me encaixei na escola. Hoje faço faculdade e sinto-me deslocada do mundo. Tenho, posso dizer, apenas 2 amigos reais, humanos. Infelizmente um é formado e o outro meio louco. Os vejo muito pouco.
Ainda sinto falta de minha infância, tinha apenas amigos imaginarios, mesmo no ensino médio ainda me perdia em meu próprio mundo (há vezes que me vejo fazendo isso na faculdade). Sou a Esquisitona, sempre fui e acho que sempre serei.
Ao contrário de seu conto, ainda tenho minha pantera de pelúcia, está um pouco surrado, mas me pego conversando com ele, mentalmente, as vezes.
Crescer é uma droga!
P.S. :Estou com meus olhos marejados até agora e acho que ainda ficaram por um tempo.
Olá. Entendo, eu também não me encaixo na família ou na sociedade; sei lá qual foi o último amigo de verdade que eu tive. Quando criança eu tinha um cachorro de plástico, um acessório de piscina que eu carregava para todo canto; um dia eu o perdi (ou alguém da minha sala roubou, mas não deu em nada) :/
Mundos imaginários são uma coisa que me acompanharão enquanto eu tiver vida; com um pouco de boa vontade posso transformar alguns em ficção. Não sei se sinto falta da minha infância (já que ela não foi lá grandes coisas), mas eu gosto da simplicidade daquela época, da capacidade de construir todo um futuro a partir do início. Ainda sim, concordo que crescer é uma droga.
Obrigada por comentar! o/
senhor, quantos feels, to chorando demais agora :/ nossa! Adorei, muito bem escrita e cheia de feels, odiei o que vc fez com a história, os remédios e tals, pq faz muito sentido e é foda, pq adoro essa parte dos quadrinhos e faz muito sentido ele ser tratado. To bem triste, mas tudo bem, valeu a pena. Só uma dica, tu podia colocar as questões escolares pro sistema dos E.U.A., pq eles são dela e faria mais sentido, até porque a linha que separa o autor do personagem fica muito tênue nessas questões. Bjos e espero ter ajudado, vou compartilhar no meu face pra geral ver :3
Olá, Rutta! Primeiramente, preciso te dizer que sou eu quem está quase chorando com o seu comentário; realmente me alegra muito ter uma opinião sobre algo que eu escrevi, de verdade (especialmente quando ela é positiva).
Também não gosto desse rumo para a história dos dois, mas faz mesmo sentido que um dia o Calvin se separe do Hobbes por motivos desta espécie, e queria fazer algo fiel à obra. Fico muito contente que tenha gostado, moço :)
Poxa, muito obrigada pelo toque. O pior é que eu detesto cometer erros idiotas como esse que citou (daquele tipo que eu saberia identificar mas deixei passar batido), tanto que eu estou imediatamente o consertando, e vou agradecer a você nas notas finais pelo aviso, Rutta.
Compartilhou no Facebook? :O Estou indo ali infartar um pouco, Bjos.
Gente, eu não estou bem. Que incrível! Acho que estou chorando.
Parabéns ♥
Eu fico feliz que tenha gostado, moça. Muito obrigada por ler! (^‿^)
Eu adorei, ficou muito feliz, quem sabe você não faz um fanfic do Calvin e da Susie adolescentes namorando?? Eu iria adorar é so mandar o link hahahaha parabéns!
Muito obrigada, e MIL PERDÕES pela demora!!! Também fico bastante feliz quando alguém diz que gostou!
Poxa, romance não é comigo, hahah, mas se por algum acaso eu fizer, te mando o link sim ;)
Obrigada por ler!
Muito bom
Que bom que gostou, e obrigada por ler!
Eu realmente não sei bem como elogiar. Eu fiquei bastante triste, sim, mas tive que segurar o choro já que estava no meio da aula de biologia quando li (não me culpe, estava chata, fungos não me interessam); apenas digo que me vi muito em Calvin no meio da carta - querer a infância de volta, os amigos imaginários - é uma pena que eu nunca tenha tido afinidade o bastante para escrever uma carta para nenhum deles. Foi lindo, e na minha opinião o mais importante... Foi muito real. Os sentimentos me pareceram reais. Se não fosse assim provavelmente eu não teria me arrepiado.
Está de parabéns pelo texto, pelos detalhes, pelos sentimentos e pelas palavras. Continue assim~
Olá, fico feliz que tenha lido e gostado!
Sabe, eu escrevi esse texto faz anos; foi um dos poucos que conseguiram driblar a minha autocrítica implacável e viajar para fora da minha mente. Me deixa contente saber que os sentimentos nele também foram reais para ti. Digo que pus bastante de mim e dos meus pesares na carta, embora eu tenha de admitir que me identifico mais com o Hobbes, em personalidade e até no sentido de não ser "real o suficiente" (céus, isso pode ser interpretado de muitas maneiras...).
Poxa, eu já acho os fungos legais — protozoários e plantas que não me descem direito :/
Muito obrigada por suas palavras também, e novamente, lhe agradeço por ter lido! Até mais!
Isso é... crescer. Amadurecer. Senti algo de ruim quando descobri, aqui, que os pais de Calvin se separaram, e que ele se afastara do pai e parece que através das piores discussões possíveis, brigas que todo adolescente confuso e que anseia por autonomia conhece bem. O sentimento ruim, creio, veio do fato de que a inocência foi extinta. Hobbes não existe mais. As aventuras, agora, não passam de meras memórias a serem recordadas. Problemas de socialização, incompreensão, solidão, ansiedade. Indecisão sobre quais são os meios de se construir uma vida significativa e realizada em meio à pressão de escolha da faculdade. Esse é o Calvin sendo nós nessa fase esquisita da vida - e quando é que a vida não fica esquisita, e quando é que essa fase passa, não é mesmo? Provavelmente não sou o mesmo com seis anos de idade, mas ainda procuro conservar aquela curiosidade íntima e sincera. Todos nós temos que preservar aquele Hobbes interior hahaha.
Falando nele, essa foi uma excelente carta de despedida. Valeu um favorito. Parabéns por essa demonstração sincera e de qualidade do seu carinho pela obra!
Olá. Primeiramente, desculpe pela demora!
Pois é, dar esse final alternativo aos dois não foi nada agradável. O Calvin das tirinhas é um personagem incrível, mas há probabilidade também de que o mundo sem Hobbes tenha perdido um pouco do brilho. Pelo menos nas condições dessa história, seria algo traumatizante (aí entramos no que você disse sobre como seria lidar com isso nessa fase tão esquisita).
O ponto alto dos quadrinhos é como o pensamento é explorado e de uma forma bem humorada ― sem que fique maçante, como algumas obras com foco em críticas sociais se tornam, aliás. Calvin e seu melhor amigo Hobbes podiam discutir livremente sobre tudo, ambos se acompanhavam intelectualmente e se adicionavam em um nível que não vemos nas relações do garoto com os pais ou com os colegas da escola... Mas Hobbes em algum momento teria o fim comum aos amigos imaginários. Quão fácil seria para o Calvin conseguir aquilo com outra pessoa mais tarde (ou se acostumar, no caso de não conseguir)? Sendo um menino tão criativo, fantasioso e hedonista, é provável que o mundo normal e a vida padrão não lhe pareçam suficientes.
Claro que também existe a versão alternativa em que o Calvin passa por isso muito bem, cresce feliz e a memória de Hobbes se torna uma nostalgia saudável, algo para ser compartilhado com os filhos; mas a respeito desta perspectiva eu não poderia escrever muita coisa.
(Admito que se fosse hoje, eu teria escrito uma carta menos dramática, porque considero Calvin resiliente a ponto de passar relativamente bem por tudo ― no máximo reclamando sobre os amigos não levarem suas grandes sacadas e indagações a sério, aí teria que encaixá-la na categoria comédia também.)
Sem dúvidas, precisamos melhorar mas mantendo o que temos de bom, haha
Muito obrigada por ler, Noah! Fico feliz que tenha gostado!
Até uma próxima!
Oh My God! Que fofura!
Você já deve ter escrito isso anos atrás, mas eu ouvi falar do Calvin e alguma coisa me fez clicar na categoria dele aqui no Nyah e me deparei com sua one. Não me arrependo mesmo. Meu Deus... meus feelings...! Quase chorei aqui! Parabéns, ficou muito bom mesmo. Crescer é uma inevitabilidade ingrata. Saudades de minha amiguinha imaginária... só tenho uma lembrança dela. Os quadrinhos do Calvin eram realmente genias. Entre os da Mafalda, do Snoopy e do Charles Brown nos livros de estudo, eu sempre procurava para ver se tinha uma dele porque independente da matéria eram as únicas que eram sempre boas.
Até a próxima, ;)!
Ah, obrigada!
Lembro que também descobri a categoria por acaso, no dia em que escrevi essa oneshot; só não me recordo de qual foi a ordem dos fatos, haha
Só sei que já tive amigos imaginários, mas mal me lembro :/
Pois é, foi com os livros escolares que conheci muitas dessas obras; Calvin and Hobbes já foi em uma revistinha própria... Acho que esses eram tão bons porque transmitiam a mensagem sem empurrá-la garganta abaixo do leitor, a interpretação daquilo era mais livre (ou era porque eu adoro o Hobbes mesmo xD).
Desculpe a demora em te responder, e obrigada por ter lido e gostado!
Até mais!
Eu nem chorei, só fiquei me tremendo toda! rsrs
Que linda carta! E minha maior tristeza com Calvin, Bob, e Toy Story é quando as crianças crescem e perdem seus amigos imaginários ou brinquedos. É triste demais para o meu coraçãozinho de pedra haha.
Você conseguiu captar a essência do Calvin e eu dou os parabéns por isso, porque ele é um amor e merece ser retratado fielmente. Gostei demais! ♥
Oi, Tainan!
Eu também, só fiquei tremendo enquanto escrevia (e isso já faz uns 84 anos hehe)
Essas obras são do tipo que conhecemos na infância mas só entendemos mesmo depois de crescidos, não tem coração de pedra que aguente hahaha
Já eu fiquei receosa por ter "despersonalizado" o Calvin, uma vez que nos quadrinhos ele é tão cheio de resiliência; fiquei com medo de ter se tornado depressivo demais nessa carta, mesmo para um adolescente. Então obrigada pelo feedback positivo ;)
E desculpe pela demora na resposta! Posso até tardar, mas nunca deixarei de responder!
Novamente, muito obrigada por ter lido e gostado!!
Eu já comentei aqui antes quando estava com quatorze anos. Eu esqueci dessa one shot desde então, mas, bom, agora eu tenho 17. E eu chorei, agora, porque estou em casa a essa hora da noite tentando terminar meu trabalho sobre Maquiavel. E eu usei uma tirinha de Calvin e Haroldo pra exemplificar um tópico, olha só que conveniente!
Bom, eu estou enrolando. A verdade é que voltar aqui me doeu o triplo, porque eu sinto que com quatorze anos eu não entendi de verdade a situação de Calvin. Eu estava me achando crescida, e não que eu seja crescida agora, mas à beira da Fuvest de Artes Visuais e depois de ter passado por mais perdas do que a eu daquela época podia sequer imaginar... eu sinto ainda mais falta da minha imaginação concreta agora do que antes. Da minha capacidade de ser ridícula e de falar sozinha. De acreditar de verdade no que eu crio, e não apenas olhar para aquilo e pensar como ficção.
Mesmo depois de uns anos, me fez chorar de novo. Eu curto chorar por essas coisas, então, obrigada, eu acho.
E Parabéns, de novo. ♥
Nossa, eu fico lisonjeada por você ter vindo relê-la depois de tanto tempo, haha! ♥
Mas é isso mesmo, sempre achamos que já amadurecemos o bastante, até que algum tempo passa e olhamos para trás. Isso vai acontecer pela vida inteira, e é algo bom.
Me identifico com o que diz sobre não acreditar de verdade na sua arte. Anos atrás eu não conseguiria me ver sem os meus desenhos, pinturas e escritos, até que em algum momento aquilo perdeu o sentido; parecia que eu estava me esforçando para por pra fora uma coisa que não existia dentro de mim, e então eu parei com tudo... Esse "mundo pós-Haroldo" é algo que não se deseja a ninguém.
Você provavelmente está em um momento decisivo da sua vida e cheia de preocupações e estresse. Conseguindo entrar para essa faculdade, vai ser avaliada por coisas que no final tem um valor subjetivo, e podem vir mais frustrações... Mas, independente do que aconteça, cada um de nós deve lutar para manter vivo aquilo que torna o nosso mundo colorido. Pode não ser possível manter o Haroldo por perto pela vida inteira, mas isso não significa que não há mais jeito. Talvez você precise de um tempo, ou de novas inspirações, ou de algo de fora de você, ou algo que só saberá o que é ao encontrar.
Sofrer (e chorar) por essas coisas é bom mesmo haha, mas garanta que isso está abrindo o seu coração, e não o contrário.
Te desejo sorte na Fuvest ou para aonde você vá. E novamente agradeço por ter voltado; o seu comentário fez o meu dia ♥