Cara... Eu fiquei chocada... Sem palavras mesmo... A primeira foi carregada de melancolia, uma tristeza profunda que, de certo modo, contagia quem lê, passa o exato sentimento de tristeza e medo da garotinha. Cria-se aquela expectativa ruim de que algo não vai demorar a acontecer... E agora esse. Frio? Cruel? Sangrento? Não, acho que não... Traumático, eu diria. Continua espirituoso, você continua escrevendo muito bem e, não sei se por sorte ou puro azar, continua passando os sentimentos da estória para quem a lê. A guria gaguejar perante uma cena chocante, hesitar, criticar é... É simplesmente e estranhamente fabuloso. De uma forma bizarra (me sinto sádica dizendo isso) você consegue transformar algo trágico em uma boa obra literária como Tolos de Abril e agora este, Elegia a Abril... Será que eu devia me sentir pior por admirar isso ou devo continuar reverenciado? continue escrevendo, você é ótimo no que faz, Anon.
Bem, achei um pouco confuso. A narradora é uma garota de 14 anos dando seu depoimento para a polícia. OK. Mas tem algo no modo dela falar que é diferente, ou melhor, que foge do léxico normal. "Eu havia as desligado uma vez e ligado outra", não soaria melhor: "eu as havia desligado uma vez e ligado outra"? Não me parece compreensível alguém, tenha 7, 14 ou 21 anos falando desse modo. Mas tudo bem. Ao contrário da Tolos de Abril, essa possui uma intensidade maior, e sim, tem riqueza detalhes, acabando por fazer os leitores acharem a narradora uma monstra, para não dizer outra coisa. É mais convincente, também. De forma igualmente simples, mas mais convincente.
A problemática do texto, pra mim, está no léxico da garotinha mesmo (um pouco excêntrico), e, vagamente, no fato de que uma elegia normalmente exalta a morte de alguém, de forma lirica, triste, mas que normalmente lamenta... Não vi muito sentimento da narradora em relação à menininha que morre, nem lamentação, o que me faz suspeitar do merecimento do título. No mais, está de bom tamanho. Continue assim.
beijos.
Bem, achei um pouco confuso. A narradora é uma garota de 14 anos dando seu depoimento para a polícia. OK. Mas tem algo no modo dela falar que é diferente, ou melhor, que foge do léxico normal. "Eu havia as desligado uma vez e ligado outra", não soaria melhor: "eu as havia desligado uma vez e ligado outra"? Não me parece compreensível alguém, tenha 7, 14 ou 21 anos falando desse modo.
Mas tudo bem. Ao contrário da Tolos de Abril, essa possui uma intensidade maior, e sim, tem riqueza detalhes, acabando por fazer os leitores acharem a narradora uma monstra, para não dizer outra coisa. É mais convincente, também. De forma igualmente simples, mas mais convincente.
A problemática do texto, pra mim, está no léxico da garotinha mesmo (um pouco excêntrico), e, vagamente, no fato de que uma elegia normalmente exalta a morte de alguém, de forma lirica, triste, mas que normalmente lamenta... Não vi muito sentimento da narradora em relação à menininha que morre, nem lamentação, o que me faz suspeitar do merecimento do título.
No mais, está de bom tamanho. Continue assim.