Único Prazer
6 5º Capítulo
Notas iniciais
Seria só isso? Só uma noite.... E fim?
Não, definitivamente, não seria apenas isso.
Transar no primeiro encontro, era algo normal para mim. Já tinha feito isso várias vezes, mas é claro, com Edward fora completamente diferente.
Nosso sexo fora incrível, cheio de desejo, tesão e vontade.... Nunca tinha encontrado isso, nem nos meus desastrosos namoros.
E foi levando todo o meu —nada animador— histórico de sexo, em conta, que decidi prolongar isso.
Que mal haveria dar mais umas trepadinhas?
Foi tudo tão bom, tão prazeroso.... Transar mais umas vezes, não iria matar ninguém.
É claro que Edward não ia saber sobre meus planos, na verdade seria bom não contar a ninguém sobre isso —menos Jéssica, é claro—.
Um caso em segredo é bastante excitante!
Soltei um suspiro animado, esse que foi gentilmente abafado por um trovão. Olhei para a janela ao lado, o dia já tinha amanhecido, mas estava tão escuro que dava a sensação de ainda estar de madrugada.
As horas no despertador apontavam ser quase oito da manhã, ainda era cedo, porém já passara da hora de Edward acordar e me proporcionar mais uma rodada boa de foda.
Virei na cama com cuidado, seu corpo estava bem próximo ao meu e o calor que ele emanava, era quase viciante.
Ele estava deitado de barriga para cima e eu tinha uma bela visão da sua barriga definida. Tive de me apoiar nos cotovelos, para olhar em seu rosto. Virado para o lado contrário ao meu, estava bem relaxado.
Reparei em como Edward era lindo. O maxilar quadrado coberto pela barbinha por fazer que era excepcionalmente sexy, a boca carnuda e levemente rosada sendo bastante convidativa e claro, o melhor de tudo, seu corpo delicioso, inteiramente disponível a mim.
Mordi os lábios prendendo o sorriso enquanto corria meus dedos por seu peito.
Sua pele macia, subia e descia em meio sua respiração calma.
Puxei o ar pela boca, com cuidado empurrei o edredom que o cobria deixando-o na altura de suas coxas.
Edward e eu nos arrepiamos juntos, ele de frio e eu de excitação ao vê-lo apenas de cueca.
Tão entregue a mim!
Eu sorri, minha mão se espalmou em sua barriga e me debruçando deixei minha boca correr por seu ombro.
Seu suspiro foi alto, sorri contra a pele de seu pescoço, meus dedos tocaram sua cueca.
Sem me importar em estar sendo muito atrevida, pousei minha mão sobre seu pau acariciando-o por cima do pano.
Chupei sua garganta sentindo ele começar a se animar, seu pênis começava a ficar ereto.
Deixando beijos pelo maxilar de Edward, finalmente infiltrei a mão em sua cueca. Envolvi seu membro com meus dedos, percebendo como ele estava quente.
Ele não demorou a ficar rijo, foram precisos poucas investidas e algumas carícias em sua cabeça gostosa.
—Uh... Bella, o que...?
A voz de Edward saiu rouca e meio falha, consequências do sono.
O olhei, ele estava tão fofo. Me olhava meio perdido, ainda não tinha entendido o que estava acontecendo.
Sorri, beijei seus lábios e com um impulso, sentei na cama.
Mordi a boca abaixando sua cueca e deixando seu delicioso pau para fora, logo me coloquei sobre ele.
Uma perna de cada lado, minhas mãos em seu peito e minha buceta toda aberta esperando para ser penetrada por aquele membro grosso.
—Sexo de manhã é o melhor, não é?
Ondulei meu quadril, ambos gememos quando nossos sexos roçaram.
Mordi o lábio inferior, os olhos de Edward brilharam feito chama de fogo, suas mãos se apossaram em minhas pernas subindo por dentro da camiseta.
Eu me abaixei e nossas bocas se encontraram com uma ferocidade fora do comum. Ele me mordia e eu o arranhava, nenhum de nós dois demonstrávamos delicadeza.
Mexi o quadril, seu pau voltou a roçar em minha vagina arrancando mais lamúrias de nós dois. Já estava queimando, o desejo dentro de mim inflava com uma urgência inexplicável.
—Caralho, Bella... – Edward estava ofegante, me olhava com uma intensidade palpável. —A camisinha.
Lembrou quando estava prestes a afundar seu pau em mim. Apertei os olhos gemendo de frustração.
—Vai sem mesmo.
Minhas palavras saíram fracas, tentei curvar o quadril e firmar a penetração, mas ele me parou.
—Tomo anticoncepcional, Edward. – Mordi meu lábio inferior, tirei o cabelo do rosto e novamente o beijei. —Eu confio em você.... Você confia em mim, não confia?
Nunca, em toda minha vida, tinha transado sem camisinha sabia que isso era uma puta de uma irresponsabilidade, mas Edward não parecia ter nenhuma doença e as pílulas do dia seguinte, eram fáceis de serem encontradas.
Seus olhos ficaram ardentes, ele não pronunciou nenhuma palavra, apenas quebrara a distância torturante entre nós.
Fechei os olhos, o gemido que saiu por minha boca foi longo, meu corpo todo ficou arrepiado e eu me deliciei com aquela sensação.
O pau de Edward entrou facilmente em mim, sua pele contra a minha me preencheu por completo e naquela posição, eu podia senti-lo mais fundo.
Com os joelhos apoiados no colchão e as mãos no tórax de Edward, eu controlei cada movimento, cada investida.
Meus gemidos se misturavam com os deles, lancei a cabeça para trás e me deixei vibrar em meio ao orgasmo.
Foi intenso e viciante como o mais doce pecado.
Ainda estava tremula quando Edward nos virou na cama, me deixando de quatro sobre o colchão.
Abri um sorriso ao me relembrar das palavras de Jéssica.
Imagina a pegada que ele tem? Deve ser forte para cacete. Transar de quatro com ele deve ser uma delícia...
Oh, sim.... Ela estava fodidamente certa.
Edward tinha uma pegada capaz de enlouquecer qualquer mulher.
Ele embrenhou uma mão em meus cabelos e com a livre, guiou meu quadril em meio as estocadas fortes e firmes que seu pau dava em mim.
Eu sentia seu membro grosso sair e entrar em mim. Suas bolas colidiam contra meu clitóris, Edward deixava tapas em minha bunda e eu achava isso deliciosamente picante.
Nossos corpos convulsionaram juntos, soltei um grito enquanto atingia a mais um orgasmo, dessa vez, sendo acompanhada por Edward.
Foi um momento incrível, perda de sentidos totais. Não enxergava, não ouvia, não falava.... O mundo praticamente ficou estacionado esperando que eu me recuperasse.
Edward e eu desfalecemos na cama juntos.
Por longos minutos os únicos sons do quarto eram os das nossas respirações errôneas.
—Caramba, isso só fica melhor!
Edward exclamou com o timbre afetado, eu ri rolei na cama e parei sobre seu peito forte.
—Concordo com você. – Murmurei beijando seus lábios estaladamente. —A primeira vez foi incrível, a segunda foi maravilhosa e agora... Ual, dispensa comentários!
Edward riu divertido, seus cabelos estavam ainda mais revoltos. O típico cabelo pós-foda.
Ele tirou os cabelos do meu rosto e me fitou mais sério.
—A prática leva a perfeição, não é?
Mordi meu lábio inferior para conter o sorriso, apenas assenti com a cabeça antes de beijá-lo novamente.
Eu não queria sair dali, estava tudo maravilhoso, tudo perfeito!
Mas é claro que isso durou pouco, logo o telefone de Edward tocou informando que ele tinha uma urgência na oficina e mesmo não sendo dia de trabalho, teve de ir.
Com isso tive de caçar o rumo de casa também.
Eu não queria ir, queria ficar o fim de semana com ele e transar a cada oportunidade disponível, e o fato de isso não ter se consumado, me deixou aborrecida.
—Sua biscate!
A voz de Jéssica me sobressaltou, desviei os olhos do teto de gesso para ela.
—O que?
—Como o que? – Ela rolou os olhos deixando um tapa em minha coxa. —Estou morrendo de inveja de você. Quatro orgasmos, isso é sério?
Seus olhos mostravam como ela estava impressionada.
Mordi meu lábio inferior e não deixei de me sentir um pouco.
—Sério mesmo.
Me gabei —e eu podia— enquanto narrava mais detalhes das minhas quentes trepadas com Edward.
—Oh, sua vadia!
Ela gritou tapando o rosto com as mãos.
—Sexo contra a parede? – Concordei com a cabeça enquanto ria. —Eu nunca transei contra a parede quem dirá então gozar... Porra Bella, que inveja de você.
—E pensar que eu te aconselhei a pegar ele, não é? – Sentei na cama tirando os cabelos do meu rosto. —Ainda bem que você não o pegou e passou para mim.
Jessica bufou, mas logo me abriu um sorriso.
—Vadia eu sou a melhor, das melhores amigas, do mundo. – Ela arqueou o dedo enquanto empinava o queixo.
—Menos Jéss, menos.
Ri alto ao ver sua careta.
—Você deveria ao menos me agradecer por isso.... Quantas amigas arrumam fodas tão boas para as outras, hein? – Ela fez um biquinho sentido e então a puxei para um abraço.
—Own sua puta, você sabe que eu te amo. – Jéssica rolou os olhos enquanto eu beijava sua bochecha, logo ela me empurrou limpando o rosto com a mão.
—Ok, ok, ok sua vadia melosa. – Minha risada saiu alta, o que a fez estreitar os olhos. —A senhorita está tão sorridente e contente...
—O fato de ter tido uma deliciosa e longa noite de sexo, onde eu gozei quatro vezes, explica bem o meu bom humor, não é?
—É explica sim. – Concordou enquanto se acomodava sobre os travesseiros. —Por favor me diga que irá se encontrar com ele novamente.
Os olhos negros de Jéssica permaneceram em mim. Abri um sorriso safado ao concordar com a cabeça.
—É claro que vou. – Afirmei empinando o queixo. Jéssica me lançou uma piscadela ao mesmo tempo que tive a ideia de mandar uma mensagem a Edward.
Tateei as mãos no colchão a procura do iPhone.
—Falando nisso.... Vou mandar uma mensagem para ele. – Expliquei enquanto procurava nossa conversa no whats. —Acho que já deu tempo de ele resolver seus problemas na oficina, não deu?
A olhei, Jéssica apenas deu de ombros infiltrando os dedos nos cabelos cor de mel.
—Me fale.... Quais são seus... – ela parou de falar assim que viu minhas palavras digitadas. —O que vai mandar para ele?
—Apenas um ‘Hey, sumido’! – Murmurei e enviei enfim, a mensagem. —O que estava falando? – A olhei para perguntar.
Jéssica se arrumou sobre a cama, cruzou as pernas debaixo do corpo, colocou uma almofada sobre o colo e suspirou profundamente.
—Quais são seus planos em relação a Edward?
Seus olhos eram atenciosos, estudiosos, estavam fixos em mim.
Mordi meu lábio inferior, maneei os ombros.
—Meus planos envolvem sexo, prazer... Orgasmos. – Fiz questão de deixar claro cada intensão.
Eu não queria nada mais do que aquelas palavras refletiam.
—Não quer nada sério com ele? – Arqueou as sobrancelhas e me encarou. Recuei o corpo, fiz minha melhor cara de desdenho enquanto negava com a cabeça.
—Claro que não. – Falei ao mesmo tempo que meu celular vibrou. Tentei disfarçar a expectativa e ansiedade enquanto o desbloqueava. —Só quero sexo sem compromisso, Jéss.... E não precisa ser só com o Edward, pode ser com qualquer um.
Mas é claro que eu queria que fosse com ele. Edward havida dado horas intermináveis de prazer, esse que eu nunca tinha sentido.... Claro que eu poderia continuar procurando por algo mais intenso e era isso que eu iria fazer.
—Entendi... – soltou se deitando em minha cama. —Bom, acho que podemos dar uma volta hoje...
Suas palavras começaram a se perder assim que li a mensagem de Edward.
Hey, pequena!
Mordi os lábios para esconder o sorriso, ele tinha gostado mesmo de me chamar assim.
—Ou sua vaca, dá para me responder? – Jéssica estalou os dedos em frente ao meu rosto e só aí, eu prestei atenção no que ela dizia.
—O que?
Rolou os olhos, bufou e depois sorriu desconfiada.
—Estava te chamando para dar um role mais tarde e quem sabe arrumar uns gatinhos... – Arqueei as sobrancelhas a ela. —Gatinhos para você. – Completou rapidamente. —Mas pelo visto o gostosão já está desocupado.
Sua mão deixou um tapinha em minha perna, mantive meu lábio inferior entre os dentes para o sorriso não brotar por meus lábios.
—Está sim, vou chama-lo para ver um filme.... Na casa dele, é claro.
Ela riu alto tacando os cabelos para trás do ombro.
—Acho que você quer é protagonizar o filme. – Ela me olhava maliciosa. —Algo como Último Tango em Paris, Cinquenta Tons de Cinza...
—Passar manteiga na minha buceta não rola. – Empinei o queixo e tive de rir quando sua gargalhada ecoou pelo quarto. —Também não sou muito chegada a sadomasoquismo, porém um chicotinho, uma algema e alguns tapinhas são bem quentes.
Jéssica continuou a rir enquanto eu digitava minha nova mensagem a Edward.
Ainda está trabalhando?
Ele visualizou no mesmo instante, a palavra escrevendo apareceu no alto do celular.
Não, já estou em casa.
O assobio veio acompanhado de uma rápida vibração.
—O que estão falando? – Ela se acomodou ao meu lado, apoiou o queixo em meu ombro, seus olhos focalizaram a tela fina do iPhone.
—Perguntei se ele ainda estava trabalhando, acabou de responder que já está em casa.
A informei, parando por um instante e pensando em como oferecer minha companhia a ele.
—Vou perguntar se eu posso ir para casa dele. – Murmurei, meus olhos se mantiveram em Jéssica. —Acha isso atirado?
Ela me olhou e riu alto.
—Ai amiga, por favor, não me fale que está com medo de parecer atirada!
Empinei o queixo enquanto ela ainda ria. Parecia que eu tinha contado a piada mais engraçada do mundo.
—Medo não, apenas receio. – Respirei fundo, arrumei a postura. —Qual a graça, Jéssica?
—Você meu amor. – Fez uma pausa para tomar fôlego. —Pegou o número do cara com a atendente de onde ele trabalha, transou com ele, tomou banho com ele e ainda dormiu na casa dele.. Isso em apenas um dia! – Exclamou enfática. —Ai vadia, acho que é um pouco tarde para se preocupar em ser atirada, hein?
Rolei os olhos.
—Só para deixar claro, foi você quem pegou o número dele com a ruiva lá. – Fiz questão de lembrá-la desse detalhe.
—Mas o gostosão não sabe disso. – Me encarou vitoriosa e eu não discuti, afinal ela tinha razão. —Deixe de bobagens, está perdendo tempo.... Diga logo que está indo para casa dele e quando chegar lá, trate de gozar ainda mais.
Eu a olhei com as sobrancelhas arqueadas, antes de desbloquear meu celular.
—Tem quanto tempo que Mike não te faz gozar? – Jéssica bufou e eu tive de rir de sua careta.
—Mike sempre me faz gozar. – Afirmou pondo a franja atrás da orelha. —Diferente de Jacob. – Rolei os olhos com sua acusatória.
—Que caralho Jéss, não pode esquecer Jacob? Ele já é passado para mim, ok?
Ela ergueu as mãos demonstrando um sinal de paz.
—Ok, ok! – Concordou com um longo suspiro. —Só quero que você aproveite e curte bastante.... Afinal, não é tão fácil achar um homem que lhe dê quatro orgasmos em uma só noite. – Mordi meu lábio sabendo que mais uma vez, ela tinha razão. —Fora que Edward não vai ficar na sua para sempre. – Ergui meus olhos para Jéssica.
—Como assim? – Eu não sabia explicar, mas aquelas palavras dela me incomodaram.
—Digamos que ele queira o mesmo que você: Sexo sem compromisso. – Ela começou a falar, seu semblante era bem sério. —Quem garante que ele vai querer ficar apenas com você? Porque vamos combinar, ele é lindo, deve chover mulher gostosa na horta dele.
Arrumei a postura, ponderei em silencio.
—Sim...
—Agora vamos supor que ele seja um cara mais decente e veja que você possa ser uma futura namorada. – Jéssica me cortou, parou por breves segundos para tomar fôlego. —Uma hora ele vai querer dar um passo a diante e quando você disser que não quer nada sério com ele, obvio que Edward vai dar um basta nisso.
—Você está certa. – Concordei soltando o ar pela boca.
—É claro que eu estou. – Abaixei o olhar e tratei logo de mandar uma mensagem a Edward.
Eu precisava aproveitar cada segundo com ele, porque Jéssica estava terminantemente correta.
Apesar de pobre, Edward era muito educado, gentil, lindo e fodidamente gostoso.... Deveria ter uma fila de mulheres atrás dele.
E ele também poderia querer algo mais sério, o que estava fora de cogitação para mim.
Aceitaria minha visita ou eu seria indesejada?
Reli as palavras enquanto ele escrevia a resposta.
Estou esperando você ;)
Sua mensagem me deixou no auge da expectativa e ansiedade. Iria vê-lo e certamente teríamos mais uma ou melhor, várias rodadas de sexo.
Me levantei animada da cama, Jéssica me seguiu até o banheiro e enquanto eu tomava um rápido banho, ela não parou de falar sobre sexo e novas posições.
Dentro do closet eu me perdi —não sabia o que vestir—, mas graças a Jéssica consegui encontrar um vestido bege estampado e um casaco marrom.
Ambos Elie Saab.
As peças perfeitas.
A bota bege era Christian Louboutin e eu amava seu modelo mais despojado.
Deixei os cabelos soltos, uma leve e básica maquiagem serviu para completar meu look.
—Está levando camisinha?
Jéssica indagou enquanto descíamos a escadas. Pigarrei sem jeito e a cutuquei, quando notei a presença de Renée no hall de entrada.
Estava muito bem. Muito bonita e elegante.
Trajava um macacão de cintura alta, o tom era pastel. Os cabelos estavam caídos até o ombro e diferente das costumeiras ondas, eles estavam lisos.
Ela nos olhou por breves segundos, levantou os óculos escuros e os deixou sobre a cabeça.
—Oh, Madeleine mon cher! – Exclamou e então percebi que ela estava falando ao celular. Seus olhos saíram de minha direção, com a mão vaga ela entregou o casaco rosa a uma de nossas empregas e então, nos deu as costas.
—Amiga, sua mãe arrasa! – Jéssica murmurou baixo assim que terminamos de descer o vão de escadas. —Quanto anos ela tem?
Dei de ombros após pensar bastante.
—Não mais do que quarenta. – Falei sem ter certeza. —Eu acho. – Completei a ela que riu baixo. —Hey!
Estalei os dedos chamando a atenção de uma empregada que lustrava os objetos de decoração no aparador.
Ela me olhou, arrumou o corpo e manteve uma postura bastante profissional.
—Senhorita?
—Estou saindo, vou precisar do meu carro. – Limpei a voz com um rápido pigarro. —Peça para alguém trazê-lo para frente da casa.
—Claro, só um momento.
Acenei com a cabeça, ela pediu licença e se retirou para os fundos de casa.
—Está levando camisinha? – Jéssica repetiu a pergunta e eu concordei com a cabeça, sem tempo de falar nada pois seu celular começou a tocar. —Mike. – Seu tom mudou, ficou mais animado e contente.
Rolei os olhos enquanto ela se derretia ao atender a ligação do namorado.
Eu não entendia —e acho que nunca iria entender— o porquê de Jéssica ser tão apaixonada por um cara tão idiota como Mike.
Ela fazia tudo por ele, se ele pedisse para ela latir, ela latia. Se ele pedisse para ela rolar, ela rolava.... Parecia mais uma cachorrinha treinada do que uma garota forte e moderna.
Ele mandava nela e ela, obedecia sem pestanejar.
Mas o maior problema era ele não saber retribuir isso. Mike não era o namorado mais carinhoso, atencioso, romântico e presente do mundo.
Na verdade, ele estava bem longe disso.
Era um babaca, metido a galã, que se sentia o fodão.
Desliguei o som do carro assim que parei em frente ao prédio de Edward. A rua estava muito bem transitada, nem a chuva atrapalhava a grande movimentação.
Saltei do carro e ativei o alarme. Tive de firmar e apressar os passos para atravessar o largo passeio e não ser mais atingida pelo fino sereno.
Como na madrugada anterior, o porteiro não estava e eu apenas sorri agradecida por poder subir mais rápido.
O caminho do elevador foi mais longo do que o costume, já estava impaciente quando as portas de metal se abriram.
Duas garotas me olharam fixamente assim que sai do ascensor. Empinei o queixo e deixei meu cabelo cair sobre meu ombro enquanto caminhava até a porta do apartamento de Edward.
Deixei três batidas na madeira branca percebendo que as duas já não estavam mais presentes.
Voltei a dar atenção a porta quando o trinco fez um rangido, a porta se entreabriu e então tive a imagem mais sexy da vida.
Um Edward vestindo apenas uma boxer preta me olhava atentamente.
Em seus lábios um sorriso torto, com um teor satisfatório de safadeza. Os cabelos estavam uma bagunça, mas de um modo incrivelmente charmoso.
Mordi o canto da boca antes de sorrir.
—Então é assim que você recebe suas visitas?
Seus olhos estavam nos meus, ele riu, infiltrou os dedos nos cabelos e sugou o lábio inferior.
—Uh, só quando as visitantes são morenas tão atraentes. – Me lançou uma piscadela, esticou o braço e segurou minha mão.
Mal tive tempo de reagir pois no segundo seguinte, ele me puxou para dentro de seu apartamento e já me prensou contra a parede.
A porta se fechou com uma batida forte, passei os braços pelo pescoço de Edward que me impulsionou para cima.
Minhas pernas se enlaçaram em sua cintura e eu já estava ardendo.
Já estava fodidamente pronta, para ter uma tarde de sexo, regada a orgasmos.
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