Único Prazer
12 11º Capítulo
Notas iniciais
A semana seguiu chuvosa e fria, juntamente com o clima desagradável, minha menstruação também se fez presente.
Mas eu não podia reclamar, afinal, tinha tido momentos ótimos ao lado de Edward, mesmo estando impossibilitada de transar.
Como prometido, eu tive meu carro de volta na terça-feira à tarde e isso foi ótimo, pois não precisei que ninguém me levasse até a casa de Edward.
Sem dúvidas, aquela fora uma das noites mais agradáveis que eu já tive com ele.
Comemos pizza, jogamos videogame —eu tentei jogar, no caso— e depois de uma longa sessão de beijos, eu dormi ao seu lado, com seus braços em minha volta e seu corpo quente junto do meu.
Claro que isso complicou minha ida a faculdade na quarta-feira. Como eu não tinha me preparado para dormir em seu apartamento, tive de entrar na segunda aula para poder ir até a minha casa e me arrumar.
Minha chegada na faculdade, fora banhada pelas perguntas e mais perguntas, de Lauren que não escondia —nem um pouco— o interesse em Edward.
Estava absurdamente feliz e quando Edward me chamou para ir ao pub, aceitei de imediato. E dei o maior azar ao encontrar Rosalie na roda de amigos dele.
Como sempre, ela fechou a cara quando me viu, porém diferente dela, os outros amigos de Edward me receberam super bem.
Jasper, Maria, Pater, Charlotte —os dois que me surpreenderam ao contar que eram namorados—, acabei conhecendo Liam e Benjamin, outros dois amigos de Edward.
A noite fora muito boa, eles eram muito animados, até Rosalie.
Acabei descobrindo que ela não era aquela vadia ordinária, quando gostava de uma pessoa. O modo como ela tratava Maria e Charlotte, era bem diferente do modo como ela agia comigo e isso só me fez ter certeza da paixão que ela nutria por Edward.
Quinta-feira chegou trazendo consigo, uma prova absurdamente difícil e uma Jéssica chorosa. Após descobrir minha fracassada nota na avaliação, ouvi durante o dia todo, as reclamações seguidas por soluços dela.
Mike havia sido um idiota. Mais uma vez.
Segundo Jéssica, ele tinha dito que não a amava do modo mais frio e rígido possível. Obviamente as palavras serviram para destruí-la, deixando-a a poder do choro o dia todo.
E é claro que o choro só se manteve durante do dia, pois assim que Mike ligou para ela, dizendo que queria conversar, não havia mais nenhum resquício de lágrimas em seus olhos.
Eu até queria discutir com ela, mas o fato de já estar livre daquele tormento chamado menstruação, me impediu de tentar convencê-la que qualquer coisa que Mike dissesse seria uma enorme mentira.
Queria sair com Edward e saciar aquele desejo maluco que me consumia, porém ele não podia me encontrar.
Era noite de reunir a kappa e ele não podia fugir dos quase seiscentos garotos.
Dormi frustrada, tentando me convencer de que toda aquela espera agoniante iria valer a pena, afinal, o final de semana tinha chegado.
Sexta-feira de manhã, descobri através de uma empregada que Charlie tinha ido viajar e ficaria bons dias longe de casa.
Isso era bom, visto que ele não ficaria ciente caso eu faltasse a faculdade novamente.
As aulas passaram em uma velocidade impressionantemente lenta, talvez o fato de ficar olhando a cada três segundos para o relógio, tenha piorado tudo.
Jéssica fez questão de me deixar a par de cada acontecimento que ocorrera na noite anterior entre ela e Mike, obviamente senti vontade de socá-la a cada suspiro que ela soltava.
Mas o que eu podia fazer?
Ela estava feliz, sorridente, apaixonada.... Não queria e nem ia tirar isso dela.
Lauren novamente me encheu de perguntas sobre Edward, as quais eu respondi a contragosto.
Quando a aula finalmente acabou, eu quase gritei em comemoração.
Era sexta-feira, eu tinha o final de semana todo pela frente para ficar com Edward, não estava mais menstruada e minha vida estava linda novamente.
—Está sorrindo feito o gato de Cheshire. – Jéssica comentou me seguindo pelo estacionamento.
Ela riu quando lhe mostrei o dedo do meio.
—Estava querendo ir as compras hoje, preciso refazer meu estoque de lingeries. – Jéssica destravou seu carro e deixou sua bolsa lá dentro. —Vamos?
Mordendo meu lábio inferior, apenas neguei com a cabeça.
Não estava afim de ir comprar, queria me preparar para o delicioso fim de semana que me esperava.
—Acho que vou deixar para próxima, Jéss...
—Espere aí. – pediu me interrompendo. —Está recusando ir fazer compras?
—Sim.
Eu não entendia o porquê de ela estar tão surpresa.
—Ok, a menstruação está abalando seus neurônios... Desde quando você se nega a ir comprar?
—Não estou mais menstruada, só para constar. – aleguei abrindo a porta do meu carro. —E eu não estou com vontade.
—Caralho... O que anda acontecendo com você, hein? – Jéssica questionou cruzando os braços em frente aos seus peitos. —Nunca se negou a ir as lojas comigo. Na verdade, era você que me arrastava na maioria das vezes.
—Só não estou afim, Jéss.
Tive de rir, seu semblante assustado era cômico.
—Bella, Bela... – soltou o ar pela boca. —Está mudando e nem percebe.
Cerrei os olhos com suas palavras. O que ela quis dizer com isso?
—O que? – lhe indaguei, Jéssica se aproximou e deixou um rápido beijo em meu rosto.
—Não adianta eu falar, já falei muito até.... É você que tem de perceber. – apertando meu nariz, me lançou uma piscadela. —Vou lembrar que não quis ir fazer compras comigo, viu sua filha da puta do caralho?
Ainda sem compreender o que ela havia dito, apenas a observei entrar dentro de seu carro, ela ria enquanto acenava e saia com o carro da vaga.
Está mudando e nem percebe.
Suas palavras ecoaram em minha cabeça novamente.
É você que tem de perceber.
Pegando meu lábio inferior com os dentes eu me sentia absurdamente curiosa. O que Jéssica quis dizer com aquilo? Eu não conseguia entender.
Maneando a cabeça, terminei de contornar meus olhos com o lápis preto. Era melhor me concentrar na maquiagem que estava fazendo, antes que cometesse algum erro e fosse preciso lavar o rosto todo.
Em frente ao espelho do meu closet, tratei de dar os últimos ajustes em minha pele, retirando os leves borrões que a sombra havia deixado.
Assim que passei o batom rosado por minha boca, eu me afastei um passo para poder me ver.
Sorri abertamente.
Estava bem para caralho.
Usava um conjunto Valentino de cropped e short azul marinho. O cós alto afinava minha cintura, e o modo como o top realçava meus seios, valoriza bastante meu corpo.
Meus cabelos estavam completamente lisos, nada de ondas ou cachos e eu gostei, ficou mais natural.
Apoiei o pé no pufe ao meu lado, para poder abotoar os sapatos de bico fino bege, Christian Louboutin.
Pondo o cabelo atrás da orelha, peguei minha bolsa e tratei de verificar se tinha posto tudo o que era necessário ali.
—Tudo certo.
Murmurei pegando meu celular, saí do quarto com passos lentos, verificando que Edward não havia me mandado mais nenhuma mensagem.
Dentro do meu carro, liguei o som deixando na música Shake It Off de Taylor Swift.
O som animado me contagiou e eu soltei a voz, cantando —ou tentando— enquanto dirigia pelas ruas movimentadas de Beverly Hills.
Taylor, foi seguida por Ed Sheeran, Ariana Grande e quando estacionei o carro em frente ao prédio de Edward, Katy Perry tocava Teenage Dream.
Sorri quando vi que apesar de estar frio, já não chovia mais. Ainda cantarolava à musica quando passei pela recepção, haviam várias rodas de garotos ali, mas eu os ignorei completamente seguindo até o elevador.
—My missing puzzle piece... – soltei baixo, usando a câmera frontal do iPhone para arrumar meus cabelos com os dedos.
Deixei três batidas na porta, esperando com aflição, ela ser aberta.
—I'm complete...
Minha voz desapareceu, quando a figura feminina surgiu pela porta aberta.
Eu praticamente estanquei, correndo meus olhos pela garota que me fitava atenta. Engoli seco, recuando o corpo.
Quem era aquela mulher?
A pergunta surgiu em minha cabeça, o ciúme já corria por minhas veias.
—Pois não?
Sua voz era doce, delicada, assim como seus traços faciais. Ela era branca, o rosto fino, tinha os olhos perfeitamente redondos e o tom azulado era tão intenso quanto o de Edward.
O nariz arrebitado era charmoso e elegante, os lábios eram perfeitos. Pareciam ser desenhados.
Ela sorria, os dentes branquíssimos e retos.
Seu pigarro chamou minha atenção. Arrumei a postura empinando meu queixo.
—Edward está?
Minha voz deixou transparecer o quão surpresa eu estava, quis me socar por ser tão imbecil.
—Está no banho. – sorriu brevemente. —Desculpe a pergunta, mas você é..?
—Isabela. – disse mais firme. —Namorada dele. – completei observando com prazer seu semblante sorridente se transformar em incredulidade. —E você?
Maneando a cabeça, ela estendeu a mão em minha direção. Suas unhas eram muito bem-feitas, um anel enfeitava seu dedo indicador e uma pulseira cheia de adereços repousava seu pulso.
—Alice. – ela voltou a sorrir, eu até a acharia simpática se não a tivesse encontrado na casa do meu namorado. —Entre Isabela. – liberou minha passagem assim que minha mão apertou a sua.
Mordendo meus lábios, controlei a vontade que sentia de lhe encher de perguntas —tapas—, indo me sentar no sofá.
—Não sabia que Edward estava namorando... – Alice comentou passando as mãos nos longos cabelos ondulados, eles tinham um tom de mel diferenciado e eu podia reconhecer um ombré hair em suas pontas. —E eu pensando que nós fossemos próximos.
Completou mais baixo, acho que ela não queria que eu ouvisse, mas eu ouvi e quis soca-la.
Como assim ela se achava próxima do meu namorado? Edward ia ter que me explicar e muito bem aquela situação.
—Alice, onde você deixou meu carregador? – surgindo na sala, Edward pareceu não me notar ao primeiro instante, mas assim que pigarreei ele voltou seus olhos para mim.
Ele sorriu e mesmo não querendo, eu retribuí.
—Já ia te ligar. – seu sorriso se abriu ainda mais, quando ele me puxou pela mão. Ficando de pé, pousei minhas mãos em seu peito nu que ainda estava meio húmido.
Queria fechar a cara, me recusar a beijar ou simplesmente tocá-lo, enquanto ele não me explicasse quem era aquela garota e o que ela estava fazendo em seu apartamento, mas não consegui recusar seu beijo.
—Que gracinha, vocês dois! – a voz de Alice saiu um pouco mais alta. Respirei fundo afastando minha boca da sua, Edward riu passando o braço por minha cintura.
—Pelo visto já conheceu minha irmã. – ergui os olhos surpresa.
—Irmã? – não consegui conter a pergunta, Edward sorriu ao concordar enquanto Alice se aproximava de nós.
Prendi o ar por breves segundos, olhando-os intercaladamente. Que porra, como eu era estúpida!
Eles eram muito parecidos. A cor dos olhos, os traços no rosto, o sorriso charmoso.... Novamente eu quis me socar.
Dessa vez por ter sentido ciúmes da minha própria cunhada, que era realmente encantadora.
Ela me fez companhia enquanto Edward terminava de se trocar, contando como estava contente pelo irmão e que os pais amariam saber sobre mim.
—Faz tempo que estão juntos? – perguntou parecendo verdadeiramente interessada.
—Bom, estamos juntos a quase um mês, mas namorando mesmo faz uma semana. – seu sorriso foi doce.
—Ah, que gracinha! – cruzou as pernas tomando o devido cuidado de ajustar seu vestido longo sobre elas. —Eu estou atrapalhando vocês, não é? – indagou mudando sua feição, o fato parecia deixa-la bastante incomodada. —Ai meu Deus, se Edward tivesse me contado eu não teria vindo...
—Alice! – a chamei prendendo o riso, ela tinha um jeito fofo e eufórico de ser. —Você não está atrapalhando e não precisa deixar de vir ver seu irmão por minha causa. – mexendo em seus cabelos exibiu o balanço e o brilho incrível dos fios.
Ela ainda pareceu meio sem jeito, contudo não disse mais nada. Edward também não demorou a voltar para a sala, dessa vez estava completamente arrumado.
Uma camisa caramelo de botões, estava por baixo de uma jaqueta jeans bastante clara, que se uniam a calça escura e ao vans para deixa-lo fodidamente lindo.
Ele me olhou sorrindo enquanto passava a mão nos cabelos acobreados.
—Você se arruma todo, só esquece do cabelo.
Alice provocou me fazendo rir, Edward apenas rolou os olhos sem deixar de sorrir, com poucos passos ele se aproximou e sentou ao meu lado.
—Já tentei arrumar o cabelo várias vezes... – ele começou, sua mão pousou em minha perna. O toque quente resultou em um arrepio. —Mas além de levar muito tempo, ele nunca para.
Me inclinando, eu passei os dedos por seus fios acobreados. Edward logo voltou seus olhos para mim, eu sorri, ele me acompanhou.
—Eu gosto do seu cabelo assim. – minha voz saiu um pouco mais baixa.
Eu gosto de você todinho.
Tive de morder a língua para controlar as palavras. O suspiro de Alice me fez recuar o corpo, eu não queria que ela se sentisse mal perto de nós dois.
—Que gracinha vocês dois! – seus olhos azuis pareciam brilhar. Eu ri olhando de soslaio para Edward, que parecia meio envergonhado.
Eu amava seu jeito meio tímido de ser.
—Vamos amor?
Chamou entrelaçando seus dedos nos meus. Mordendo o lábio inferior, apenas assenti com a cabeça.
—Vem com a gente Alice. – chamei puxando minha bolsa, ficando de pé ela maneou a cabeça em negação.
—Agradeço o convite Bella, mas eu não quero atrapalhar vocês.
—Não vai nos atrapalhar. – mesmo querendo ficar a sós com Edward eu também queria que ela viesse conosco. —Não é, amor?
—É sim. – Edward concordou, contudo eu estava atônita demais para prestar atenção na conversa.
Eu havia mesmo o chamado de amor?
Caralho.
Um calafrio subiu por minha espinha. A palavra saiu tão naturalmente de mim, pareceu tão certo... O que tinha demais em eu o chamar de amor? Ele era meu namorado. Meu amor.
Engoli seco, sendo arrebatada pelo prazer que dizer aquela palavra, me proporcionou.
Aquela palavrinha mexia comigo e eu sabia que não era —somente— por ter dito-a. Era —também— todo o sentimento que ela englobava e significava.
Amor....
—Eu juro que amanhã eu saio com vocês, mas hoje eu não vou! – a voz de Alice me puxou para a realidade. —Estou cansada da viajem, quero tomar um banho, comer alguma coisa e ainda vou ligar para o Emmet. – voltei meus olhos para ela ainda meio desconexa. —Podem sair e curtir à vontade. – seu sorriso aberto e sincero, encerrou a discussão.
—Sua irmã é ótima. – eu murmurei sentindo seus lábios pressionarem beijos por meu pescoço. Estávamos no elevador —infelizmente— rodeado por mais cinco pessoas, mas era como se elas nem existissem.
Era Edward e eu apenas, nada mais.
—Alice é meio doidinha. – disse erguendo o rosto para me encarar. —Mas ela é legal.
Minha mão afagou seu rosto, mesmo de salto, precisei me esticar para poder beijá-lo. Era incrível como ele sempre despertava nossas sensações em mim, a cada toque, a cada beijo.
—Vocês parecem muito próximos. – meu indicador, contornava sua boca com calma.
—Nós somos.
Sua voz arrastada me fez engolir seco, assim como a mordidinha que ele deixou em meu dedo.
As portas do elevador se abriram liberando assim, nossa passagem para uma recepção praticamente vazia.
Também, era sexta-feira à noite, que porra de pessoa escrota ficaria em um hall de entrada?
—A gente podia ir até Sunset Strip, que tal? – Edward perguntou me olhando, ele sorria e eu estanquei diante suas palavras.
Sunset Strip.
Aquilo parecia o título do mais tenebroso filme de terror. De modo algum eu queria ir com Edward até lá, podia ser bobagem minha, mas eu tinha medo —muito medo— de que Edward descobrisse o que eu fiz, que descobrisse minha mentira.
Engoli seco enquanto negava com a cabeça, meu coração batia freneticamente em meu peito.
—Não... – meu timbre estava tremulo, na verdade, todo meu corpo estava. —Quero dizer... – pigarrei quando ele estreitou os olhos. —Queria ir em um lugar mais tranquilo.
Mentalmente eu rezava para que ele acreditasse em minha voz falha, meus olhos opacos e minha explicação nada convincente.
Foi impossível prender o suspiro de alívio quando ele concordou, contudo —mesmo Edward não demonstrando nenhum sinal de que havia notado minha reação estranha— não consegui relaxar completamente.
Estava apreensiva, temerosa. O medo de que Edward descobrisse sobre minha ida a Purple Lounge, ou pior ainda, descobrisse que eu tinha transado com um desconhecido sem camisinha, me atordoava.
—O que você tem? – a voz dele foi doce, fechei os olhos sentindo a brisa fria chacoalhar meus cabelos enquanto meu coração disparava em meu peito. —Está muito quieta.
Seu dedo segurou meu queixo, com delicadeza ergueu minha cabeça permitindo assim que nossos olhos se encontrassem.
Eu sorri e mesmo sabendo que ele tinha razão, neguei com a cabeça.
—Não tenho nada, amor. – minha mão pousou em seu rosto, a barba cerrada, pinicava minha palma.
Era incrível a cada vez que eu o chamava de amor, era arrebatada por uma onda de prazer de satisfação.
—É impressão sua.
Virando o rosto, Edward deixou um beijo em meu pulso.
—Você mente muito mal. – rolei os olhos diante seu riso.
—Não estou mentindo! – tentei soar o mais verdadeira possível, mas eu não conseguia mentir para ele mais. Isso era estranho e muito perturbador. —Aqui é tão lindo!
Virando o rosto, eu mudei de assunto, focando os olhos no mar a minha frente. Estávamos no píer de Santa Barbara, a noite —fria— estava bonita, o céu estrelado e a lua brilhante.
O mar estava agitado, as ondas altas pareciam agressivas ao se quebrarem abaixo da passarela de madeira, mas isso surtia um som maravilhoso.
Era estranho estar ali e sentir como se fosse a primeira vez. Já havia passado dias, tardes e noites no píer, rodeada de pessoas, bebida, música alta e mais um pouco de bebida.
Ficar ali com Edward, me fez perceber o quão vago foram aqueles momentos.
No entanto, estando ali com Edward, em meio ao seu abraço protetor, com a cabeça recostada em seu peito eu soube o que era perfeito.
A bebida me deixava em êxtase, mas Edward me embriagava mais que qualquer teor alcoólico.
As pessoas me animavam, mas só ele me fazia realmente feliz.
E nenhuma música fora capaz de me tocar, como ele me tocara.
Uma brisa fria e espessa correu pelo píer, fechei os olhos me apertando mais em Edward.
Ele segurou meu rosto e me beijou, sua boca macia se encaixava entre a minha enquanto sua língua quente me enchia de toques ousados.
Os beijos mais longos, as mordidas provocantes, mãos bobas e mais três dias sem sexo, foram o bastante para me deixar completamente excitada. E Edward, não ficara diferente de mim.
Estávamos urgentes, aflitos. Um aguando de desejo pelo outro, então sem mais paciência paramos no primeiro motel que encontramos.
Sua língua passou por minha pele, antecedendo a presença dos seus dentes. A mordida me fez respirar fundo, arqueei o quadril colidindo com seu pau duro, já pronto para me penetrar.
A mão firme deslizou pela lateral do meu corpo até se encaixar na volta do meu joelho, afastando a cabeça, ele me fitou.
Os olhos cerrados, um sorrisinho safado no canto dos lábios, os cabelos mais bagunçados que o normal.
Mordi o lábio inferior. Porra, ele era gostoso para caralho.
Meus dedos se embolaram no lençol de cetim, curvei o corpo revirando os olhos quando Edward pressionou seu pau em minha buceta.
Eu estava escorrendo por ele, já começava a suar de excitação e Edward sabia disso.
Abaixando a cabeça, ele sugou meu lábio inferior mordendo-o lentamente, seus olhos presos nos meus. Eu ofeguei subindo as mãos para suas costas e o puxando mais para mim.
Eu precisava dele dentro de mim, indo e vindo, fazendo e conseguindo coisas que só ele era capaz.
Com um puxão, ele se acomodou entre minhas pernas —e eu as enlacei em sua cintura—, suas mãos capturaram as minhas e as prenderam no colchão macio.
Nos olhamos brevemente, meu coração pulou uma batida e então ele começou a me penetrar.
Fechei os olhos sentindo seu pau adentrar em mim. Pouco a pouco, lentamente, arrancando gemidos de mim.
Mantendo os joelhos fixos na cama, Edward aumentou o ritmo das estocadas, sua boca pressionou a minha em um beijo delicioso, esse que só aumentou meu tesão.
Eu gemia enlouquecida, ele me acompanhava.
Sabia que estávamos partilhando aquela sensação única. Era um prazer indescritível, viciante como o pecado.
Apertando os olhos, eu fui a primeira a gozar, Edward veio instantes depois. Nossos corpos ainda se convulsionavam na cama, eu podia sentir nossos gozos se misturando.
Por segundos —deliciosos segundos— tive a sensação de sermos um só.
Controlei minha respiração, ainda estava tremula quando segurei seu rosto e o puxei para beijá-lo.
Meu coração saltitava em meu peito, estava feliz, completa.
—Porra, isso foi...
—Foda. – Edward completou minhas palavras me lançando um sorriso torto. Suspirei antes de concordar, meus braços se enlaçaram em seu pescoço, os orbes azuis não saiam dos meus.
—Uma foda muito boa.
Ele riu com minhas palavras deixando mordidinhas por meu queixo.
—Me deu fome. – murmurei passando minhas unhas por suas costas. —Acho que eu vou querer aqueles morangos com chocolate agora...
Espalmando as mãos em seu peito, eu o empurrei para o lado para poder me levantar. De pé, estiquei meu corpo, me espreguiçando antes de vestir a camisa de Edward que estava abandonada no chão.
—Mandaram apenas isso?
Por cima do ombro, eu encarei Edward. Ele já estava sentado na cama, os braços cruzados em frente ao peitoral forte.
Porra de homem lindo!
—Camisinhas e champanhe também. – seus olhos se estreitaram e nós dois rimos juntos. Pegando a bandeja, eu voltei para a cama.
—Tudo útil. – Edward comentou levando um morando até os lábios. Engoli seco vendo sua boca gostosa, receber aquela fruta com tanta receptividade.
Percebendo meu fascínio, ele mergulhou a mesma fruta no chocolate antes de estende-la a mim.
Hipnotizada eu a mordi, sendo domada pela sensualidade de seu gesto.
Tomei folego, um arrepio passou por meu corpo e eu soube que o queria novamente. Aquela fome, aquele desejo, não acabavam. Eram insaciáveis.
—Muito uteis. – o gosto do chocolate ainda dominava meu paladar.
Fixando o olhar em minha boca, ele se aproximou, os olhos fixos nos meus. Sua língua contornou minha boca e então Edward me beijou.
—Tinha um pouquinho de chocolate. – explicou quando se afastou, sorria torto, meu sorriso preferido.
Tive de tomar folego para me acalmar, mais um pouco e eu gozaria ali mesmo. Edward estava me provocando, mas era a minha vez.
Coloquei o cabelo atrás da orelha, peguei um morango e o afundei no chocolate. A primeira mordida fui eu quem dei.
Edward me olhava atentamente.
—Hm... Essa é o morango mais doce que eu já provei, amor. – minha voz saiu leve. —Morde. – estendi a fruta a ele que sorriu ao segurar meu pulso e guiar minha mão até sua boca.
—Uma delícia.
Maneando a cabeça eu concordei, mas sabia que não havia nada mais delicioso que Edward Cullen.
Colocando o resto do morango na boca, eu me inclinei puxando seu lábio inferior com os dentes.
Ele não demorou a aprofundar o beijo.
—Tinha um pouquinho de chocolate. – usei suas mesmas palavras, ele sorriu e me puxou para seu colo.
—Tinha, é? – suas mãos se infiltraram por dentro de minha blusa, engoli seco sentindo o volume duro se firmar a baixo de mim.
—Tinha... – concordei, assentindo com a cabeça. —Sabe... Tem um pouco aqui também. – abaixando meu rosto eu lambi seu maxilar. —E aqui... – desci minha boca por seu pescoço.
Forcei meu corpo para frente, obrigando-o a deitar na cama.
—Aqui... – sussurrei mantendo a boca colada em seu peito, minhas unhas raspavam em sua pele, aumentando a pressão conforme eu ia descendo.
A respiração de Edward ficou escassa quando eu puxei o lençol que cobria seu delicioso membro. Ele já estava ereto, duro, pronto.
Eu sorri segurando-o com uma mão, levando a outra até a tigela onde estava o chocolate. Lubrifiquei meu dedo no liquido frio e então eu o espalhei por sobre a cabeça inchada do pau de Edward.
Ele gemeu alto e eu aproveitei isso para abocanhá-lo.
Minhas chupadas eram fortes, firmes e compassadas. Edward gemia, suas mãos estavam embrenhadas em meus cabelos e me auxiliavam a engoli-lo ainda mais.
Foi então que soltando um gemido gutural, ele se desmanchou em minha boca. O gosto de sua porra se misturou com o chocolate resultando em um sabor maravilhoso.
Engoli tudo, cada gota, cada resquício, mas meus planos de lamber todo aquele, gostoso e enorme, pau —que continuava duro e pulsante— foram ignorados por Edward que com um puxão, nos virou na cama.
De repente eu estava de bruços, o corpo todo colado na cama. Fechei os olhos recebendo dois tapas na bunda.
Porra, eu amava quando meu garoto tímido se tornava o homem selvagem!
—Você é muito danadinha, Bella. – sussurrou em minha orelha, seu corpo suado estava colado ao meu. —Agora é a minha vez de limpar o chocolate em você.
Me arrepiei inteira sentindo minha buceta se contrair de tesão, um sorriso surgiu em meus lábios e sua boca começou a deslizar por minhas costas.
Oh, merda!
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