Notas iniciais
Oi, oi gentee :D Cá estou mais uma vez, com um capítulo enooormee! Então, bora leer! Boa leitura :)

Tive de afastar a boca da de Edward, quebrando nosso beijo, para poder respirar. Ele olhou sorrindo, deixou uma mordida em meus lábios e então, abriu a porta de seu apartamento.

Eu pigarreei entrando na sala, tentando não deixar transparecer nenhum sinal dos momentos tórridos que Edward e eu partilhamos.

Alice estava sentada no sofá, as pernas cruzadas abaixo do corpo, sustentavam o notebook vermelho. Ela parecia concentrada nele, mas ergueu os olhos até nós e sorriu.

—Ah, eles chegaram! – cerrei os olhos, ela não parecia estar falando conosco. Olhei para Edward por cima do ombro, ele se aproximou de mim passando os braços por minha cintura. —Bella, vem aqui... Meu namorado quer conhecer você!

Ela parecia animada, novamente olhei para Edward. Ele rolava os olhos.

—Está falando com Emmet?

—Estamos em uma chamada de vídeo. – murmurou sorrindo. —Vem Bella.

Mordendo meu lábio inferior, eu caminhei até ela. Não era uma pessoa tímida, mas estava meio sem jeito.

Eu sentei ao seu lado no sofá, Alice se aproximou e virou o notebook em minha direção. Logo eu vi o homem na tela do computador.

Ele sorria e tinha belas covinhas. Os cabelos eram tão negros quanto os olhos, a pele bastante clara.

Era muito bonito.

—Bella, esse é Emmet, meu namorado. – Alice me olhou por breves segundos. —Emmet, essa é Bella, namorada de Edward.

Ergui minha mão acenando a ele, seu sorriso apenas aumentou em seu rosto.

—Oi. – proferiu devolvendo o cumprimento.

—Olá.

—Ela não é linda, amor? – Alice questionou ao namorado que assentiu passando a mão pelo cabelo.

—Sim. – concordou chacoalhando a cabeça. —Muito recheio para o pãozinho do Edward... Onde ele está por falar nisso?

—Estou aqui, Emmet. – Edward passou por nós e se colocou atrás do sofá, aparecendo também no webcam. —Sei que está morrendo de saudade de mim.

Emmet gargalhou.

—Caralho, pior que eu estou. – ele era irônico. —Sério, não consigo ficar sem você.... Volta para o Texas, por favor?

Dessa vez, nós todos rimos.

—Idiota. – murmurou bufando. —Amor, vamos?

—Hm, amor... – a voz rouca de Emmet, interrompeu minhas palavras. —Bella, conte... Edward está dando conta do recado ou ele broxa muito?

Eu engasguei com a saliva, Edward bufou e Alice começou a repreender o namorado que ria alto.

—Não ligue para ele, Bella. – Alice pediu enquanto nossos namorados trocavam insultos. Eu podia sentir a brincadeira em cada palavra e amizade também. —Emmet é um palhaço.

—Está tudo bem. – sorri a tranquilizando. —Foi um prazer conhecer você, Emmet.

Minhas palavras atraíram a atenção dele que me olhou e sorriu.

—O prazer foi meu, Bella. – eu acenei a ele, antes de me levantar. Dando a volta no sofá, parei ao lado de Edward, somente o calor que seu corpo emanava me deixou desconcertada.

Eu já queria ele de novo.

—Alie estamos no quarto, qualquer coisa é só chamar. – Edward murmurou a irmã que sorriu concordando.

—Hm, vão para o quarto... Amor, é melhor colocar os fones de ouvido.

Emmet provocou quando já estávamos nos afastando, Edward dessa vez apenas riu baixo, me guiando para seu quarto.

—Emmet é seu amigo? – indaguei retirando os sapatos, ele assentiu jogando a jaqueta na poltrona ao lado.

—De infância.

Sorri caindo deitada em sua cama.

—Cansada?

Quando ele se deitou sobre mim, eu pude perceber a ausência de roupas. Ele estava apenas de cueca. Mordi o lábio inferior abraçando seu pescoço.

—Nem um pouco.

Seu sorriso fez meu coração bater mais forte, inclinei a cabeça e puxei seu lábio inferior com os dentes, antes de beijá-lo.

As mãos de Edward corriam por meu corpo, mesmo estando sobre o pano espesso do meu conjunto, elas me atiçavam, deixando-me arrepiada.

—Amor... – eu o chamei e novamente me senti triunfante, era tão bom chama-lo assim. —Alice está na sala.

Minha voz quase se perdeu quando a boca de Edward desceu por meu colo. Seus dentes raspavam em minha pele, sua língua traçava caminhos sedutores até meu decote.

Ele sabia exatamente como me ter. Era tão fácil, tão simples.... Eu me rendia sem entregas.

—O que tem de mais? – erguendo a cabeça, Edward me encarou rapidamente.

—Ela vai nos ouvir...

—Não vai. – chacoalhou a cabeça sustentando meu corpo com um braço, o outro se guiou para as minhas costas e puxou o zíper de minha blusa.

Mordi minha boca deixando que ele retirasse a peça de roupa, seus olhos não saiam dos meus, isso era fodidamente excitante.

Podia ver o desejo em seus orbes claros, saber que ele me queria tanto quanto eu o queria, me deixava alucinada.

Desci minhas mãos por suas costas, minhas unhas marcavam sua pele. Edward voltou a beijar meu pescoço, os toques quentes e molhados, enviavam vibrações diretas a minha buceta.

Ainda estava de short e o conjunto de lingerie, mas meu quadril já convulsionava indo ao encontro ao de Edward.

Meus mamilos endurecidos foram descobertos quando Edward retirou meu sutiã. Sua boca passou por meu seio vagando até meus bicos.

Edward o mordiscou levemente, passou a língua por minha auréola e então, começou a sugar. Eu gemia, aquilo era muito bom.

Ele sabia a pressão certa que deveria fazer com os lábios.

Enrolei os dedos em seus cabelos, puxando-os.

Edward fez questão de dar a mesma atenção ao meu outro seio e assim que desceu sua boca para minha barriga, eu perdi o ar.

Suas mãos ágeis, desabotoaram meu short puxando-o pelas minhas pernas até o me deixar livre dele.

Sua boca traçou linhas imaginárias por meu ventre, ofeguei em antecipação, já havia recebido um maravilhoso oral mais cedo e estava doida para receber mais um.

—Você é uma delicia... – sussurrou com a boca colada em minha virilha. —Eu podia ficar a noite inteira te beijando. – erguendo o corpo, Edward se arrumou sobre mim, seus olhos se encontrando com os meus. —Mas eu preciso estar dentro de você agora.

Suas palavras foram ditas de modo suave, calmas, contudo tiveram resultados distintos em mim.

Meu coração já batia disparado em meu peito, ficara ainda mais frenético. Um frio domou minha barriga.

A sensação era tão diferente, tão boa.... Eu me sentia completa, realmente feliz.

Firmando as mãos em seus ombros, eu permiti que Edward nos virasse na cama. Ele ficara deitado na cama e eu sobre seu corpo.

Meus seios estavam comprimidos em seu peito, podia sentir seu coração bater no compasso do meu.

Eu o beijava com toda a intensidade que sentia, suas mãos corriam por minhas costas deixando carícias viciantes.

Os dedos de Edward correram até meu quadril, se enrolaram nas alças da minha calcinha, empurrando-as para baixo.

Tivemos de nos afastar um instante, ambos nos livramos da última peça de roupa que nos separava.

Meu corpo voltou a pousar sobre o de Edward, mantive uma perna de cada lado e então, eu me encaixei nele.

Ambos gememos, contudo, nosso beijo abafou o som. Meu cabelo caiu como uma cortina, privando nosso beijo, como se existissem pessoas ao nosso redor, interessadas nele.

Com as mãos em meus quadris, Edward me ajudava a subir e descer em seu pau, que ia cada vez mais fundo em mim.

Revirava os olhos de prazer, não havia algo melhor que aquilo, não mesmo!

Edward já havia me proporcionados muitos sexos maravilhosos, porém aquela vez, fora diferente.

Senti como se estivesse flutuando, fora de órbita, fora do meu próprio corpo.

Cada movimento fora excepcional, estávamos sincronizados, tão conectados que gozamos juntos.

Por instantes, eu perdi o controle do meu próprio corpo, deixando-o cair ao lado de Edward que logo me puxou, enlaçando seus braços ao meu redor.

Ainda de olhos fechados, respiração ofegante e o corpo todo tremulo, eu tentava entender o que estava acontecendo.

Edward me fazia sentir coisas que eu até então, desconhecia. Não era —apenas— carnal, era emocional.

Sentimentos intensos, perturbadores.

Ele tinha um efeito impressionante sobre mim. Me prendia, me encantava, me fascinava. Me ganhava. Me rendia.

Podia estar tendo o pior dos dias, mas era só vê-lo, ou simplesmente ouvi-lo, para tudo ficar bem novamente.

Seu sorriso me desarmava, me fazia sorridente. Quando o via em seu rosto era inevitável não sorrir também. Era automático.

Tudo o que antes parecia incrível, tinha perdido a graça. Fazer compras não me preenchia mais. Eu não precisava ficar comprando para me sentir bem, afinal, Edward fazia com que eu me sentisse maravilhosa.

Me fazia feliz.

Não conseguia me manter longe dele, não só pelo sexo, mas pela companhia. Eu sabia que aquilo não era apenas carência, aquilo era....

Não adianta eu falar, já falei muito até.... É você que tem de perceber.

As palavras de Jéssica vieram até mim, me atingindo com um impacto profundo.

Oh, merda! Eu havia percebido, finalmente...

Aquilo era amor.

Oh, caralho!

Eu não estava simplesmente apaixonada por Edward. Não, aquilo era amor. Eu o amava.

Respirei fundo, por mais atordoante que fosse aquele fato, eu não estava assustada. Longe disso, sentia uma euforia, um bem-estar.

Apoiando os braços na cama, eu me virei para poder encarar Edward. Ele mordia os lábios, respirava fundo, o suor brotava em sua testa.

Estava ainda mais lindo!

Na verdade, a cada segundo que se passava, mais lindo ele ficava!

Soltei um suspiro, meus batimentos cardíacos estavam fora do normal, arqueei a mão tocando seu rosto, seus olhos azulados vieram para os meus.

—Edward, eu... – minha voz travou em meio as palavras.

Amo você.

Engoli a vontade de murmurar o resto da frase. Sentia medo de não ser correspondida e eu não queria estragar aquele momento.

—Você?

Afagando meu rosto, ele me motivou a falar.

—Gosto de você. – soltei baixo, quase que sussurrando. —Muito.

O sorriso que surgiu em sua boca, me fez flutuar, contudo nada me deixou mais encantada que sua resposta.

—Eu também gosto de você princesa. – girou o corpo parando sobre mim. —Gosto muito.

Obviamente, eu queria ouvir que ele me amava, mas por hora, saber que ele gostava de mim já era suficiente.

Aquela noite, eu dormi sorrindo. Amparada pelo abraço protetor de Edward, eu sabia que nunca encontraria um lugar melhor para se estar.

Era o paraíso na terra.

Sábado amanheceu nublado, no entanto, sem chuvas. Isso nos permitiu sair após o rápido e divertido, café da manhã.

Alice e Edward me mostraram o quão próximo eram. Eles sempre faziam brincadeiras um com o outro, todo assunto que conversávamos, rendiam alguma lembrança aos dois. Também teve as implicâncias, o que eu sabia que era absolutamente normal entre irmãos.

Foi olhando para eles, que eu senti uma imensa vontade de ter um irmão ou irmã, o que era ridículo de minha parte, porque eu tinha Jéssica.

Mesmo não partilhando do mesmo sangue, ela era minha irmã.

Meu dia com eles foi bem divertido. Como fazia tempo que Alice não vinha a Los Angeles ela queria explorar cada canto e então, eu sugeri que usássemos meu carro para circular pela cidade, o que Edward e ela aceitaram sem discutir.

Com um folheto em mãos, Alice saltitava no banco traseiro enquanto tentava escolher nossa primeira parada, que fora Cabrillo Marine Aquarium.

Eu tinha estado ali apenas uma vez, em uma visita escolar. Não tinha mais que treze anos e naquela idade, o que mais me interessava era beijar meu colega de sala as escondidas, talvez fora isso que não me deixara ficar encantada pelos tuneis de vidro submersos no mar.

Eram mágicos, lindos.

—Legal aqui, não é?

Edward indagou afagando as costas da minha mão com a ponta dos dedos, que estavam entrelaçados aos meus.

Desviando meus olhos dos golfinhos que nadavam no grande aquário, eu encarei Edward. Foi impossível não suspirar e sorrir.

Ele estava tão lindo, mais tão lindo, que eu comecei a cogitar se ele era mesmo real.

—Sim, aqui é lindo.

Falei por fim, após pigarrear.

—E romântico. – completei ficando a sua frente, ele sorriu segurando minha nuca e se abaixando para me beijar.

—Uhum. – concordou mordendo o lábio inferior. Sua mão deixava caricias em meu rosto, Edward tomou folego, um brilho diferente passou por seus olhos e eu senti que ele queria me dizer alguma coisa.

—Edward, Bella! – Alice chamou, interrompendo nosso momento. Respirando fundo, eu me virei para ela. —Olhem o que eu comprei!

Caminhou feliz em nossa direção, mantendo o pequeno pote de vidro entre as mãos.

—O que é isso, Alice? – meio confuso, Edward questionou. Ela rolou os olhos, se aproximando um pouco mais.

Foi então que eu vi o pequeno ponto vermelho se mover de um lado para o outro, dentro do pequeno aquário.

Eu reconheci de cara. Era um peixe palhaço.

—Não é isso. – ergui os olhos para ela. —É esse. – afirmou antes de sorrir. —Esse é o Nemo, meu peixinho!

Quando Edward me disse que sua irmã de quase vinte e dois anos, se comportava as vezes como uma criança, eu não achei que ele estivesse falando sério.

Mas estava.

Em alguns momentos, Alice mais parecia uma garotinha de cinco anos em uma loja de bonecas. Seu entusiasmo e felicidade, eram contagiantes.

—Ainda quero saber o que é que você vai fazer, para levar esse peixe para o Texas! – Edward disse a ela, que parecia ficar a cada segundo mais encantada com o animalzinho.

—Vou levar comigo no avião, ué.

Ela deu de ombros. Não prendi a risada, recostando a cabeça no ombro de Edward, enquanto aguardava na fila de saída do aquário.

—Como se isso fosse possível. – Edward bufou.

—É claro que é possível, Edward. – olhou para o irmão demonstrando que estava irredutível. —As pessoas compram gatos, cachorros, até cobras em suas viagens e os levam embora tranquilamente. Porque eu não posso levar o Nemo?

Passando a mão pelo cabelo, ele se calou. Não ia adiantar discutir mesmo, Alice estava firme em sua decisão de levar Nemo para sua casa.

Nossa segunda parada foi em The Grove, o melhor shopping center de Los Angeles.

Edward não pareceu muito animado quando Alice entrou em uma boutique.

—Acho melhor deixar vocês duas nesse momento de garotas. – murmurou me fazendo rir. —Vou a loja de eletrônicos, aqui do lado.

Apontando para esquerda, ele me indicou o lugar. Assim como as outras lojas do shopping, ela tinha vitrines grandes e um outdoor com luzes de LED.

—Ok, não vai sumir, hein? – ele riu e eu o acompanhei, me esticando para poder beijá-lo rapidamente.

—Não vou, pode deixar. – bateu continência.

Recebi seu beijo no rosto e me afastei dele, a contragosto, obviamente.

Dentro da boutique, Alice estava mais controlada, mais séria. Continuava com o pequeno aquário em mãos, contudo sua atenção era focada nas roupas.

—Ah, eu adorei essa blusa! – exclamou arqueando a peça de crochê branco, ela era bonita, tinha a costura vazada o que a deixava sexy. —Vou experimentar.... Você se incomoda de segurar, Bella?

Estendendo o aquário em minha direção, ela questionou. Sorri ao negar enquanto pegava o objeto.

Mantendo o cubo de vidro nos braços, eu observei Alice se afastar com a atendente.

Eu não gostava muito de ir ao shopping, preferia ir direto nas lojas das minhas marcas favoritas, mas ficar ali com Alice, fora realmente divertido.

Ela era tão animada para comprar quanto eu, tinha um belo gosto e o que me surpreendeu mais, um cartão de crédito com limite alto.

—Não acredito que Alice deu o peixe dela para você segurar. – Edward proferiu, assim que entrou na boutique.

Soltei um riso baixo, dando de ombros.

—Só para ela experimentar uma blusa.

Edward rolou os olhos, me aproximei dele recostando meu corpo no seu. Sua mão livre passou por minha cintura, enquanto a outra sustentava algumas sacolas de papel.

Eu sentia uma necessidade urgente de estar perto dele, sentindo seu toque, seus carinhos, ou simplesmente as batidas do seu coração.

Respirei fundo, sendo abatida pelo aroma viciante do perfume de Edward.

Era absurdamente estranho, como aquelas simples coisas me faziam tão bem, tão feliz.

—Eu queria ficar mais tempo em Los Angeles. – Alice comentou com certa tristeza, fechando o zíper da mala violeta e a colocando no chão.

—Porque não fica até amanhã? Pode mudar sua passagem.

Murmurei esperando que ela concordasse, Alice era incrível e passar o dia com ela, só me fez gostar mais de sua companhia.

Assim que ela terminou suas compras, nós seguimos até o restaurante do shopping, onde almoçamos sob risos e conversas animadas.

E foi ali, que ela me surpreendeu contando que iria embora a noite.

Nossa última parada, foi no aeroporto. Depois de tanto discutir com Edward, que alegava não ser possível embarcar com o peixe, Alice pedira para irmos ao LAX.

Segundo as regras de embarque, Nemo só embarcaria se portasse um GTA, ou seja, uma autorização de algum veterinário.

—Meus pais estão me esperando, vou passar o domingo com eles.

Soltou um suspiro, os dedos longos colocaram a franja atrás da orelha.

Maneando a cabeça, eu me coloquei de pé.

—Quando voltar, fique mais tempo. – abri a porta do quarto, deixando que ela saísse primeiro. —Posso te levar para fazer compras em Rodeo Drive.

—Oh, compras em Rodeo Drive, como Julia Roberts. – sorriu animada. —Está mais que combinado. – ela parou no curto corredor, seus olhos me fitavam atentamente. —Mas antes, espero que você vá para o Texas, meus pais vão adorar te conhecer!

Eu quase congelei com a ideia, mesmo tendo gostado dela.

Conhecer os pais de Edward, me parecia muito agradável e quando um porque, começou a surgir em minha cabeça, meu coração logo gritou:

Porque você ama ele!

Tomei fôlego maneando a cabeça.

—Eu vou.

Disse sem ter muita certeza.

—Ótimo! – bateu palminhas. —Adorei conhecer você Bella. – ela me pegou de surpresa ao me abraçar, não esperava o gesto, contudo, logo retribui. —Foi um prazer.

Deixou um beijo em meu rosto, antes de se afastar.

—O prazer foi meu. – proferi enquanto voltamos a caminhar pelo corredor. —E eu também adorei te conhecer.

Alice afagou meu ombro com a mão, sorria docemente a mim. Assim que entramos na sala, Edward nos olhou, mantinha o celular em mãos, esse que logo foi posto no bolso.

—O taxi chegou. – avisou passando os dedos pelos cabelos acobreados, Alice apenas concordou com a cabeça. —Não quer mesmo que eu vá com você?

—Não precisa. – soltou a alça da mala, indo até o irmão. —Só me prometa que vai cuidar bem do Nemo e o levará para o Texas assim que possível.

Mesmo não participando da conversa, eu ri. Alice ia de uma mulher elegante a uma garotinha afobada, em segundos.

—Eu prometo. – Edward sorriu a ela e então, ela suspirou parecendo aliviada.

—Até mais Bella.

—Até, Alice. – acenei de volta, ela abriu a porta e dessa vez, foi Edward quem me olhou.

—Vou descer com ela, já volto.

—Tudo bem amor.

Concordei e logo, eles saíram do apartamento. Com um suspiro, cai sentada no sofá de Edward, meu corpo escorregou pelo o estofado até que acabei completamente deitada.

—Alice já foi? – perguntei assim que ele entrou no apartamento, mantendo os olhos em mim, Edward maneou a cabeça em concordância.

Sua mão empurrou a porta, que se chocou em um baque único contra o batente.

—Já sim.

Apoiei os cotovelos no sofá, arrumando o corpo no estofado.

—Amor. – chamei estendendo meus braços em sua direção. —Vem cá!

Edward sorriu torto —meu sorriso favorito—, caminhando lentamente em minha direção.

Seu joelho empurrou minhas pernas, deixando-as abertas para acomodar seu corpo que repousou sobre o meu.

Edward abaixou a cabeça, seus lábios quentes, pressionaram beijos por todo meu pescoço.

Meus dedos mergulharam nos cabelos macios.

—Quer sair hoje?

Ele perguntou tão baixo, que eu só pude ouvir por estar tão colada a ele. E eu amava isso, toda a intimidade que tínhamos deixava todo momento mais especial.

—Hm, não. – proferi relaxando os lábios —que eu havia contraído, sem nem mesmo perceber.

—Não?

Edward ergueu o tronco para me olhar. Seus olhos azuis faiscavam, eu podia me ver dentro daquelas safiras preciosas.

—Não.

Confirmei minha negativa, maneando a cabeça feito uma criança pequena. Ele sorriu, se abaixou e roçou sua boca na minha.

Engoli seco, na expectativa por um beijo. Edward entreabriu os lábios, acomodando o meu o inferior entre os seus.

Sua língua contornou minha pele sensível, mandando recados diretos a um outro ponto do meu corpo —tão ou mais sensível.

Com as pontas dos dentes, ele mordiscou minha boca. O desejo já virava necessidade.

—Vamos fazer o que, então?

Questionou me olhando. Ele estava mais afastado, porém próximo o suficiente para seus lábios roçarem nos meus.

Respirei fundo.

Ele me deixava fora órbita. Como alguém podia ser tão lindo, tão fascinante?

—Tenho algumas ideias. – minha voz saiu suave, rouca, combinava com o clima que pairava no ar.

—Uh, será que você poderia me contar suas ideias?

Seu sorriso se curvou um pouco mais, rompendo aquela deliciosa linha entre fofo e safado.

Ele sorria torto, o sorriso torto com um grande teor de safadeza.

Mordi meu lábio inferior, um calor subiu por meu corpo, me fazendo contrair os músculos da minha boceta e perceber como eu já estava doida para foder.

Eu preferi não lhe dar uma resposta com palavras. Ao invés disso, tive uma brilhante ideia.

Estava friozinho em Los Angeles, mas mesmo assim, resolvi vestir o vestido que eu havia colocado em minha Louis Vuitton, após tomar um banho.

Era a ocasião perfeita.

Prendi o riso de satisfação, Edward estreitou os olhos, contudo, permaneceu em silêncio.

Nenhum de nós dois falávamos, palavras eram intrusas naquele jogo de flerte com os olhares.

Minha mão saiu de seus cabelos escorrendo por seu pescoço, eu pude ver sua pele branca se arrepiar diante ao roçar da minha unha.

Edward continuou a me olhar. Seus olhos me transmitiam uma voracidade deliciosa.

Eu era a presa ali. A presa que estava pronta para ser devorada pelo predador.

Minha mão tocou seu ombro, seus músculos fortes estavam rijos por todo seu braço, que corria pela volta da minha cintura.

Lubrifiquei os lábios com a ponta da língua.

Meus dedos tocaram os de Edward e com um puxão, segurei sua grande mão.

Ele não desviava os olhos dos meus, isso era sexy para caralho.

Cuidadosamente eu virei nossos braços, deixando ambos esticados na lateral dos nossos corpos, para então poder guiar a mão de Edward por minha perna.

Minha mão conduzia a de Edward, e sem dificuldades, elas entraram por debaixo do meu vestido.

Seu toque era quente, arrepiante, eriçando meus pelos como se houvesse eletricidade.

Quando seus dedos alcançaram minha virilha, eu já não liderava qualquer direção da mão de Edward. Ele se reclinou um pouco mais, seu polegar escorregou por toda minha extensão encharcada.

Mesmo por cima da calcinha, aquilo foi delicioso. A fricção no ponto certo para me enlouquecer.

—Você quer que eu te toque? – Edward sussurrou em meu ouvido, imediatamente fiquei ofegante, seu polegar ainda alisava minha vagina. —Quer que eu enfie meus dedos nessa sua boceta gostosa, que eu te faça gozar na minha mão?

Ah, santas palavras sujas!

Eu me deliciei com o eco delas em meu cérebro, assentindo com a cabeça.

Edward sorriu contra a pele do meu pescoço, correndo sua língua por ali e após um segundo, sugar como um vampiro sedento.

Um gemido inadiável escapou por mim, inclinei o quadril em busca de algum contato maior, mas Edward foi mais rápido e se afastou.

—Calma, meu amor. – seus olhos azuis voltaram para os meus, eu sabia que ele poderia saber o quanto eu queria aquilo, mas não me preocupei. —Eu vou dar o que você quer. – garantiu, sedutor. —Mas primeiro, vamos tirar sua roupa.

Não gostei quando Edward se afastou, porém eu sabia que era por uma boa causa. Boa para cacete!

Ele se ajoelhou entre minhas pernas, ainda me olhava, ainda sorria, suas mãos seguraram na barra do meu vestido e lentamente, ele o arqueou para cima.

Estiquei os braços aceitando com louvor a saída da peça, que caiu inerte sobre a mesa de centro.

Belisquei o canto do meu lábio superior, meu peito subia e descia. Estava ofegante, apenas observando a maestria que Edward tinha ao lidar com o fecho frontal do sutiã, quando a maioria dos homens se enrolava.

A peça lilás saiu de mim tão facilmente quanto a calcinha e então, um segundo depois, eu estava nua sob Edward.

Ele puxou sua própria camisa então, e a retirou com tanta sensualidade que eu não podia imaginar algo mais sexy, até claro, vê-lo apenas de boxer preta com seu delicioso cacete pedindo por liberdade.

Oh, pobres industriais de filmes pornográficos!

Edward se ajoelhou entre minhas pernas. Cada uma de suas mãos pousou sobre uma de minhas canelas. Seu toque queimava, não mais que o desejo, é claro.

Seus dedos correram por minha panturrilha, lado esquerdo e direito em perfeita sincronia, me fazendo perder qualquer linha restante de raciocínio que eu ainda possuía.

Suas mãos pararam em minhas coxas, ele se inclinou e eu suspirei de animação quando senti sua respiração contra minha virilha.

É claro que eu esperava que ele me chupasse, mas o beijo molhado, seguido de uma mordida lenta, em minha barriga, me fez gemer alto.

Sua mão esquerda ficou estática, enquanto a direita continuou a subir por minha coxa.

Edward beijava a região próxima ao meu umbigo, quando seus dedos encontraram finalmente, minha vagina.

Instantaneamente, entreabri mais as pernas, ficando mais "aberta" para seus toques.

A primeira coisa que ele fez foi acariciar meus lábios maiores, tencionei os músculos da minha pobre caixa doa prazeres que já não aguentava mais esperar.

Seu indicador deslizou por minha carne molhada e quente, mergulhando no mar de tesão que se encontrava minha boceta.

Ele subiu e desceu os dedos, sem tocar nas duas partes mais carentes. Minha entrada e meu clitóris.

Gemi em meio a respiração aproveitando também, as carícias que sua boca deixava em minha barriga.

Ele estava me provocando. Eu sabia. Mas eu amava essas provocações.

Meu corpo se curvou no sofá e não fui capaz de conter o gemido quando ele deslizou seu dedo para dentro de mim.

Eu o sentia dentro de mim, entre meu canal molhado, e isso era bom para porra.

Ele estocou devagar me fazendo remexer no sofá, sua outra mão subiu por minha perna e seus dedos logo se ocuparam em meu clitóris.

Ele subiu sua boca por minha barriga, mordeu cada um dos meus seios sugando-os rapidamente, antes de continuar seu caminho, até finalmente me beijar.

De olhos fechados eu apenas aproveitei as sensações que as mãos de Edward me proporcionavam, seus três dedos dentro de mim, os outros me tocando justamente no ponto mais sensível do meu corpo, serviram como uma ótima preliminar.

Logo, eu estava cavalgando endoidecida sobre Edward enquanto subia e descia em seu pau potente.

Aquele foi um dos orgasmos mais intensos que eu já havia tido com Edward e ele também pareceu estar vivendo o mesmo momento que eu, pois ambos caímos no sofá tremendo.

O silêncio que se formou entre nós dois após isso, fora bastante cômodo e agradável. Nós rolamos no sofá, parando de modo que Edward ficasse recostado contra meu peito e minhas mãos tivessem livre acesso ao seu.

Recostei o queixo em seu ombro, eu o abraçava forte e amava ficar daquele modo com ele.

—Uh, já ia me esquecendo... – Edward murmurou após um longo tempo de quietude. —Tenho uma coisa para você.

Ele se afastou de rapidamente, mas eu não protestei, mesmo querendo.

—Coisa para mim?

Indaguei sorrindo debilmente enquanto Edward vestia sua cueca.

Meu namorado, tão gostoso!

Engoli vontade de agarrá-lo, quando ele se abaixou e beijou minha boca rapidamente.

—Já volto.

Informou antes de correr para fora da sala.

Eu estava curiosa, o que ele tinha para mim?

Respirando fundo, eu me espreguicei. O pensamento de vestir a blusa de Edward desapareceu assim que ele retornou para a sala, uma caixa retangular azul em mãos.

Estreitei os olhos, sem deixar de sorrir quando ele se sentou ao meu lado.

—Eu comprei hoje à tarde quando você estava com Alice. – murmurou mordendo o lábio inferior, suas bochechas estavam meio coradas.

Não prendi o suspiro, meu namorado selvagem e possessivo, havia voltado a ser meio tímido e completamente fofo.

Segurei seu rosto entre as mãos e beijei todo canto possível antes de parar em sua boca.

Edward sorriu quando eu me afastei e então, estendeu a caixinha em minha direção.

—Amor, não precisava...

Minhas palavras se perderam assim que vi o nome da famosa marca de joias. Tiffany & Co.

Engoli seco me sentindo realmente mal, se Edward não houvesse saído do shopping —e eu duvidava que tivesse—, ali dentro daquele retângulo de veludo, estava uma Tiffany original.

Eu sabia como eram caras, eu tinha várias joias de lá, e saber que Edward havia gastado seu dinheiro comigo, ainda mais com algo tão caro, era realmente incomodo.

Tentei não demonstrar tal pensamento, não queria que ele pensasse que eu não estava satisfeita ou algo do tipo, Edward me fitava ansioso e sorridente, não queria tirar isso dele.

Puxei o fecho da caixinha e então a abri, como esperava, meus olhos se deleitaram ao contemplar a bela pulseira que repousava sobre um belo travesseiro branco. Ela era linda, cheira de gominhos vazados e delicados que se uniam para formar o círculo perfeito.

Era em ouro branco, reluzente, feminino.

O pequeno pingente de diamante era em forma de coração, tinha uns rajados meio azulados, o tom me lembrava os olhos dele.

Engoli seco sendo abatida por cada vez em que eu fui uma vadia por nossa diferença de classe social.

Eu era uma cretina. Uma estupida, filha de uma puta arrombada e vários outros palavrões.

—E então, gostou?

Eu podia sentir a excitação em sua voz. Mordendo minha boca, ergui os olhos. Estava difícil controlar o choro.

—Eu amei. É linda.

Edward sorriu grandiosamente, com cautela ele retirou a pulseira da caixinha e a colocou em meu pulso.

O nó em minha garganta só aumentou. Agora, eu sentia medo.

Medo de perder aquele homem incrível por ter sido tão escrota e imbecil.

Estiquei meu corpo e o abracei apertado, tive de forçar os olhos para evitar as lágrimas.

—Não devia ter gasto dinheiro comigo amor. – meu timbre vacilou um pouco.

—Não seja absurda, Bella.

Edward proferiu alisando minhas costas.

—O importante é que você gostou, porque assim que eu a vi na vitrine eu me lembrei de você.

Respirei fundo, meu peito vibrou enquanto minha mente fazia questão de me lembrar como eu era uma desgraçada.

Afastei o corpo um pouco para olhá-lo e assim que eu o fiz, senti uma urgência enorme em dizer a ele que eu o amava.

Eu o amava muito. Mais do que tudo.

Notas finais
Eee ela ama ele *---* Próximo capítulo alguém vai conhecer os sogros e.e hehe Aguardem girls!! Espero que tenham gostado, nos vemos em breve!! Tenham uma boa semana :) Beijõõões da Nick :*