Notas iniciais
Oi, oi gentee! i´m back, i´m back ;) Seguinte, capítulo anterior pareceu não agradar muito algumas -poucas- leitoras, mas infelizmente nem todos os capítulos são bombásticos. Se eu postei ele é porque ele é importante na história e sobretudo, eu gostei ;) haha Booom, vamos ler agora! Espero que gostem :P kkk Boa leitura :D

Eram seis horas e nove minutos, quando estacionei o carro na entrada da oficina. A loja ao lado estava fechada, assim como o portão de ferro, mas eu sabia que Edward estava lá.

O céu que já estava escuro —mesmo ainda sendo cedo— vez ou outra se clareava com os intensos relâmpagos. A chuva não dava trégua, estava a cada segundo mais forte, mais constante.

Maneando a cabeça, eu peguei minha bolsa e comecei a revirar os objetos dentro dela a procura de minha lixa de unha.

Um sorriso diabólico surgiu em meus lábios quando encontrei o apetrecho pontiagudo. Ele seria perfeito.

Respirando fundo eu desci do carro e logo fui arrebatada pelos pingos grossos e gelados de água.

Agradeci mentalmente por estar usando sapatilhas e não meus costumeiros sapatos de saltos. Eles certamente me atrapalhariam no trabalho em que teria de fazer.

Retirei o cabelo do rosto —que já começava a ficar molhado— e me abaixei a frente do pneu frontal.

Meus dedos alisaram a borracha intacta, eu os havia trocado há pouco menos de um mês, e seria até um desperdício o que eu ia fazer, mas quem se importava?

Arqueando o braço para cima, eu golpeei o pneu com força esse que logo começou a murchar.

Eu não.

Meu subconsciente gritou, tive de prender o riso enquanto me dirigia ao pneu traseiro.

Eu precisei golpeá-lo três vezes para que o mesmo fura-se, contudo, não foi tão difícil.

Ficando de pé, eu lancei a lixa para o lado, essa que se perdeu em meio ao concreto empossado. Já tinha a desculpa perfeita.

Estava completamente molhada quando me dirigi até a entrada da oficina.

Minhas mãos se apoiaram na porta de ferro e tive de fazer um grande esforço para abri-la.

O galpão estava escuro, muito mal iluminado e silencioso. Cheguei a me assustar e até pensei que não houvesse ninguém ali, contudo uma luz vinda do fundo da oficina, me tranquilizou.

Passei os dedos nos cabelos, meus passos foram calmos e quietos. Tive de controlar a respiração quando eu o vi.

De baixo da lâmpada florescente, debruçado sobre o motor de um sedã prata, estava meu mecânico.

Concentrado, ele ostentava os músculos fortes de suas costas e seus braços, com a ausência da camisa.

Mordi o lábio inferior sentindo um calafrio correr minha espinha.

Merda, que homem mais gostoso era aquele?

Engoli seco me aproximando um pouco mais.

—Com licença. – minha voz saiu abatida, ingênua até. Ele se sobressaltou se virando para mim de imediato.

Os olhos azuis demoraram a se encontrar com os meus, visto que eles se concentraram em meu corpo moldado por minha roupa molhada.

Eu me arrepiei. Cada pedacinho do meu corpo respondeu a aquele olhar profundo. Um sorriso surgiu nos lábios finos e absurdamente tentadores.

Meus mamilos se pronunciaram contra o bojo do meu sutiã, engoli seco aguando de vontade de cobrir aquele peitoral de beijos, lambidas, mordidas...

Respirei fundo, estava ali pelo o carro.

—Tive um problema urgente com meu carro. – contei tentando controlar minha voz. —E acabei com dois pneus furados.

Ele estreitou os olhos, sua língua rosada contornou seus lábios me deixando enlouquecida de vontade de beijá-lo.

Oh, porra.... Eu queria tanto aquele homem!

—Pode trocá-los para mim? – pedi me aproximando um passo dele, que sorriu sorrateiro.

—Claro. – murmurou baixo, a voz rouca se arrastou pelas silabas fazendo meu estômago gelar. Ainda sorrindo, ele me deu as costas e eu tive de agradecê-lo por isso.

Homem bundudo, era extremamente raro e eu estava diante de um.

Não contive o suspiro ao ver sua bunda, que mesmo saliente, era bastante máscula.

—O carro está lá fora? – questionou-me já mantendo a maleta de ferramentas em mãos.

—Está. – minha voz falhou e então assenti com a cabeça, deixando que ele se afastasse até sair pelos portões de ferro.

Mordi meu lábio inferior enquanto tentava normalizar minha respiração. Ainda estava arrepiada e fodidamente excitada.

Aquele homem era a minha perdição. O mecânico mais gostoso, lindo e atraente do mundo.

Um trovão auto anunciou a volta dele que agora, estava completamente molhado. Ainda parada no meio da oficina eu apernas observei ele se aproximar, a mão se infiltrando vez ou outra no cabelo acobreado, enquanto a outra sustentava com facilidade a maleta de ferro preta.

Prendi a respiração por breves segundos, ele era lindo de mais para existir.

—Verifiquei seus pneus... – começou a pronunciar, parando a poucos centímetros de distância de mim. —E eles realmente estão furados.

Assenti com a cabeça, perdida naqueles mares azulados.

—Eu lhe disse que estavam.

Ele sorriu torto, um sorriso deliciosamente safado, estreitando os olhos a minha direção.

—Certo. – soltou deixando a maleta no chão. —Mas os furos me pareceram... Provocados. – dizendo a última palavra, ele se aproximou mais um passo de mim.

Meus olhos vagaram para seu peito atlético onde as gotinhas de água corriam pela pele branca. Lambi os lábios com uma imensa vontade de lambar cada uma delas.

Ergui meus olhos novamente e dessa vez, seus orbes claros buscaram os meus. Foi impossível não sorrir quando seu braço enlaçou minha cintura e me puxou para junto dele.

Meu peito estava comprimido pelo seu, estávamos em um encaixe perfeito. Ofeguei alto quando ele sugou meu lábio inferior e então o mordeu, isso sem desconectar nossos olhares.

Mecânico sexy do caralho...

—Da próxima vez, tente esconder a lixa ao invés de deixa-la no chão. – com a testa colada a minha, ele pronunciou deixando-me levemente surpresa.

Subi as mãos por seu peito delicioso, parando-as em seus ombros largos.

—Pode deixar.

Concordei lhe lançando um breve sorriso, esse que sumiu assim que os lábios dele colaram aos meus.

Sua língua penetrou em minha boca, me deixando inebriada por seu gosto e temperatura. Suas mãos fortes agarraram minha cintura, me deixando ainda mais colada em seu corpo.

Arranhei seus ombros, quando ele me impulsionou e me pegou no colo. Minhas pernas enlaçaram seu quadril e eu pude sentir a rigidez de seu pau que já fazia um delicioso volume em suas calças.

Fechei os olhos, sentindo sua boca correr por meu pescoço. Eu já estava devidamente excitada, minha buceta estava aguando de vontade de receber aquele porrete grosso e potente.

Ondulei o quadril contra o seu, gemendo por conta das mordidinhas que ele deixava por meu pescoço.

Ainda concentrado em me morder e chupar, Edward deu alguns passos e logo eu repousei as costas em algo duro e galado.

Abrindo os olhos, percebi onde estava.

Deitada sobre o capô de um carro —Mustang— eu ainda mantinha minhas pernas enlaçadas ao quadril de Edward.

Minhas unhas deslizaram por seus braços deixando marcas visíveis na pele branca, ele se afastou e me olhou.

Ambos estávamos arfantes.

—Problema urgente, não é?

Questionou retirando o cabelo do meu rosto. Eu sorri, era impossível não sorrir diante ele. Edward era tão perfeito e tão meu.

—Muito urgente. – sussurrei sustentando meu corpo com um braço, para poder puxá-lo com o outro.

Eu gemi alto, quando seu volume pressionou minha boceta. Minhas unhas correram por suas costas e eu sabia que ele iria ficar com mais marcas, mas isso era bom, muito bom.

Assim todos, todas iam saber que aquele homem, era meu!

Meu homem.

Eu sorri com o pensamento, esse que se dissipou quando as mãos fortes de Edward se infiltraram por minha blusa molhada.

Seu toque era ainda mais quente, visto que minha pele estava gelada por conta da chuva que eu tomara.

Arqueei o quadril e novamente ouve um atrito entre nossos sexos. Ambos gememos, nossas respirações descompassadas já começavam a se mesclar quando a primeira peça de roupa se fora.

Minha blusa Prada, cara e exclusiva, se perdeu naquele ambiente másculo e mal iluminado. Não dei a mínima, e quem conseguiria se importar quando tinha uma boca tão deliciosa e experiente em seu colo?

Mordi meu lábio inferior quando Edward me sustentou com uma mão e usou a outra para desabotoar meu sutiã.

A lingerie rendada La Perla saíra de mim tão rápida que eu só me dei conta que estava sem ela, quando Edward abocanhou meu seio.

Seus dentes seguravam meu mamilo para que seus lábios os sugassem com a força certa. Eu gemia alto, mantendo meus dedos infiltrados nos cabelos acobreados.

Foi impossível não me frustrar quando sua boca saiu dos meus peitos, esses que subiam e desciam por conta da minha respiração arfante.

Mesmo deixando de dar atenção a eles, Edward não tirou a boca do meu corpo. Sua língua correu meu abdômen, circulou meu umbigo me dando um longo e lento arrepio.

Sorri de prazer, ele sabia e muito bem como agir comigo.

Seus dedos foram experientes ao desabotoar minha calça e a puxar para baixo, levando consigo minha calcinha.

Meus pés se agitaram e com o balançar bruto, conseguiram mandar para longe minhas sapatinhas, isso apenas facilitou o trabalho de Edward que não demorou a me deixar completamente nua.

E ali estava eu, esparramada sobre o capô do velho Mustang, totalmente pelada, arfante e excitada.

Fodidamente excitada.

Edward me olhou provocante, sorriu torto, sua mão circulou meu tornozelo e o guiou até sua boca.

Porra!

Minha mente gritou quando ele começou a distribuir beijos por minha perna, a cada segundo mais próximo da minha vagina que já piscava endoidecida de tesão.

Senti seu sorriso nascer contra a pele da minha coxa, caralho, ele já estava tão perto.... O pequeno caminho até minha caixa dos prazeres —como diz Jéssica— foi feito pela língua quente e húmida dele.

Ele então parou diante minha boceta —aberta e lubrificada—. Sua respiração colidia contra minha pele tão sensível e isso estava me deixando maluca.

Edward se aproximou meramente, apenas para depositar dois beijos sobre meus lábios maiores.

Eu gemi alto sentindo o já costumeiro calor, se concentrar em meu ventre.

Ele estava me provocando, eu sabia disso.

Mas ia ter volta. Ia mesmo....

Qualquer pensamento de vingança abandonou minha cabeça quando a língua de Edward correu por toda minha extensão ardente.

Outra lamúria chorosa correu por minha garganta, meus dedos se enrolaram ainda mais nos cabelos acobreados e arqueando o quadril eu lhe fiz um pedido mudo.

Precisava que ele continuasse. Já havia me torturado de mais.

As mãos fortes dele estacionaram em meus quadris e então ele mergulhou aqueles lábios, juntamente de sua língua, em minha boceta.

O prazer é algo viciante, devo dizer.

Edward me sugava, mordia, lambia todos os pontos estratégicos e isso me proporcionava o maior dos prazeres.

Sua língua acariciou meu clitóris, antecedendo a mordidinha que seus dentes deixaram sobre meu ponto pulsante.

Engasguei em meio ao gemido. Porra, aquilo era tão, tão, tão bom...

—Você é deliciosa amor.

Sussurrou com a boca ainda próxima a minha vagina. Me remexi sobre o carro, voltando a ficar frustrada quando ele se afastou.

Meus olhos estavam embaçados de tesão, mas pude apreciar a imagem a minha frente, onde Edward desabotoava a própria calça e a abaixava até os joelhos.

A cueca branca logo seguiu o mesmo caminho, contudo ainda pude observar o modo que ela ficava “pequena” e não conseguia cobrir aquela enorme ereção.

Edward afastou ainda mais minhas pernas, se pôs entre elas, mas para todo meu desespero, não me penetrou.

Simplesmente se inclinou e me puxou, fazendo-me ficar sentada sobre o carro. Não tive tempo para protestar, pois agarrando minha nuca, ele me beijou.

Furiosamente, loucamente, deliciosamente.

Eu votei a correr minhas unhas por seu peito definido, deslizando meus dedos até eles encontrarem seu pau duro e pulsando.

Edward gemeu em minha boca quando eu o rodeei —ou pelo menos, tentei— e comecei a estocar lentamente.

Meus dedos acariciavam sua cabeça inchada que estava fodidamente quente. Engoli seco recebendo uma última mordida na boca.

Agarrando meus quadris, Edward me girou com extrema facilidade, sobre o carro.

Meu peito se colidiu contra a lataria do Mustang, a temperatura gelada chegou a ser incomoda no início, porém eu logo me acostumei.

Usando os joelhos ele afastou minhas pernas e então, me deu o que eu tanto queria. Seu pau dentro de mim, entrando e saindo com uma voracidade deliciosa.

Edward conduzia meus quadris deixando nosso “encontro” ainda mais perfeito. Me reservei a gemer e apreciar aquelas inebriantes sensações que somente ele era capaz de me proporcionar.

Caralho, não havia nada melhor que Edward. Nada!

Suspirei satisfeita, repousando a cabeça no ombro dele. Seus dedos deixavam leves carinhos em meus cabelos, minha mão subia e descia por seu peito forte.

—Você é terrível...

Sua voz não passou de um sussurro, fechei os olhos sorrindo, Edward se inclinou e beijou minha testa.

—Terrível é ficar longe de você. – apoiei o corpo no cotovelo, para olhá-lo. —Sem te ver, sem te tocar.... Isso é terrível. – segurei seu rosto e então beijei seus lábios castamente.

O abraço de Edward se intensificou me deixando mais próxima, nosso beijo era calmo, doce, nada de pressa ou luxuria, mas banhado por sentimentos.

Tive de respirar fundo e me controlar quando a hipótese de perdê-lo passou por minha cabeça. Eu não conseguiria mais ficar longe dele, somente o pensamento me deixava desolada.

—Que horas saiu da faculdade? – questionei tentando ignorar aqueles pensamentos sôfregos. Fiz uma careta pela temperatura gelada da minha blusa gelada.

—Depois das duas. – murmurou abotoando as calças do que parecia ser seu uniforme ou parte dele. —Por isso estou trabalhando até mais tarde.

—Eu atrapalhei você, não é? – mordi a ponta da unha, me sentindo realmente mal. Ele estava recuperando o tempo perdido e eu o atrasando.

—Você não me atrapalha. – segurou meu queixo deixando um beijo rápido sobre minha boca. —Mas nós temos um problema.

Completou pousando as mãos em minhas coxas, eu ainda estava sem calça —havia vestido apenas minha blusa e minha calcinha— e continuava sentada no capô do Mustang, quando Edward se colocou entre minhas pernas.

—Problema?

Indaguei alisando as marcas vermelhas em seu pescoço e ombro, foi inevitável não sorrir. Eu as tinha feito e não me arrependia.

—Sim, uma certa menina maluquinha, furou os pneus do próprio carro e ela só tem um estepe, o que não adianta de muita coisa... – rolei os olhos, ele estava me provocando.

—Eu compro um pneu, qual é estamos em uma oficina...

—Exato, estamos na oficina e os pneus ficam dentro da loja, que já está fechada. – me interrompeu. —E eu não tenho as chaves.

Mordi meu lábio inferior começando a achar que aquela ideia —que de início, me parecera tão brilhante— não fora tão boa assim.

—E agora? – meu timbre não escondia a preocupação que eu sentia.

—Posso guardar seu carro aqui, assim amanhã eu troco os pneus dele. – respirando fundo, Edward fez uma breve pausa. —Mas só vai tê-lo de volta amanhã à tarde.

Fiz uma careta deixando claro que aquilo não me agradava. Meu carro me dava independência e eu amava, ficar sem ele significava que eu iria depender de Jéssica ou do motorista dos meus pais.

Soltei o ar pela boca sem ter o que fazer. Eu não tinha escolha, era isso.

—Pode ser. – concordei por fim, me inclinando e beijando o maxilar quadrado de Edward.

—Posso te levar para casa se quiser. – ofereceu abrindo o sorriso torto mais lindo do mundo.

Não contive o suspiro, minhas mãos afagaram seu rosto e eu me estiquei para beijá-lo.

—Eu vou adorar.

Edward guardou as ferramentas que deixara espalhada enquanto concertava o carro e eu aproveitei isso, para terminar de me vestir.

Minha roupa estava fodidamente gelada e molhada, o que me causava arrepios horrendos. Obviamente todo esse incomodo foi deixado de lado, assim que subi na moto da Edward.

Minhas mãos agarraram sua cintura e eu me colei o máximo que podia nele.

Nem a chuva estragara meu momento de felicidade —ele era meu, definitivamente meu— que durou menos do que eu esperava.

Edward parou a moto em frente à minha casa, tive de ignorar cada pedido aclamado que meu coração fazia para que eu me agarrasse a ele e não o deixasse ir embora, e então descer da moto.

—Nos amanhã, não é? – indaguei retirando o capacete, ainda chovia, contudo já era apenas um chuvisqueiro.

Não tinha certeza se eu aguentaria ficar um dia inteiro sem vê-lo.

—Sim. – sorriu ao concordar, soltei um suspiro aliviada. —Nos vemos amanhã.

Ele retirou o capacete e eu aproveitei a deixa para beijá-lo. Edward segurou minha cintura com apenas uma mão, afinal, ele ainda estava sentado em sua moto.

Mesmo com frio, eu amei aquele beijo na chuva. Fora diferente de todos e absurdamente apaixonado.

—É melhor você entrar senão vai ficar doente.

Os lábios de Edward estavam em meu pescoço, respirei fundo afagando seus cabelos húmidos.

Eu não queria entrar, não queria me afastar dele e vê-lo ir embora.

Mas eu não tinha escolha.

—Vai com cuidado, ok? – segurando seu rosto, deixei vários beijos em sua boca. Edward sorriu torto fazendo meu coração saltar dentro de mim.

—Pode deixar. – ele prendeu o capacete que eu usara no suporte em sua moto e então, voltou a vestir o dele. —Te ligo mais tarde.

—Ok. — concordei com a voz baixa. —Até amanhã. – eu comecei a me afastar, mas me segurando pela mão, Edward me puxou até ele.

Não contive o sorriso, antes de receber seu beijo.

—Até amanhã.

Deixar de sorrir aquela noite foi impossível, ainda mais depois que ele me ligou e nós ficamos boas horas conversando.

Foi então no meio da madrugada, que ela apareceu para estragar toda a minha felicidade.

Minha menstruação chegou acompanhada por fortes ondas de cólica, uma terrível dor nas pernas e o pior de tudo, a constante e —quase— insuportável, dor de cabeça.

Aquela terça-feira chuvosa, não começara nada bem para mim.

—Você na tpm fica insuportável. – Jéssica reclamou dando mais uma mordida em seu sanduiche natural.

Lauren, sentada ao nosso lado, apenas soltou um risinho sem desgrudar os olhos do celular.

Rolei os olhos comendo mais um bombom da enorme caixa que eu havia comprado. A aula tediosa de matemática tinha me deixado estressada demais e eu precisava muito de chocolate.

—Não enche, Jéss.

Pedi a ela que apenas bufou dando de ombros. Levando mais um chocolate a boca, eu observei atenta, quando a porta da lanchonete se abriu.

Meu coração disparou em meu peito quando eu o reconheci. Era ele, o dono do cabelo mais cômico e lindo de todo o campus, do sorriso mais encantador e do jeito mais apaixonante.

Edward.

Meu namorado.

Mais dois garotos entraram atrás dele, eles riam e conversavam entre si enquanto esperavam pela atendente no balcão.

—O que está... – Jéssica começou a perguntar, contudo olhando por sobre o ombro ela se calou. —Ah, o gostosão está aqui.

Suas palavras foram suficientes para chamar a atenção de Lauren.

—Gostosão? Que gostosão? – interessada ela começou a passar os olhos pela lanchonete.

Rolei os olhos me levantando da cadeira.

—Meu namorado, Lauren. – fiz questão de frisar a palavra meu.

Lauren e eu éramos amigas, no entanto eu sabia que quando se tratava de homem ela não considerava amizade.

Com passos calmos eu me aproximei de Edward que não demorou a notar minha presença. Seus olhos pararam em mim e um sorriso surgiu instantaneamente em seus lábios.

De imediato, eu estava livre de qualquer dor ou indisposição.

—Matando aula, senhorita Swan? – questionou dando uns passos até de mim, as mãos estavam enfiadas dentro dos bolsos da blusa de moletom cinza.

Seus cabelos estavam estranhamente mais arrumados —de um jeito fofo para caralho— os olhos azulados, brilhavam feito as mais iluminadas estrelas, e aquele sorriso torto, era o ingrediente final para me deixar ainda mais gamada nele.

—Faço a mesma pergunta a você, senhor Cullen. – cruzei os braços estreitando os olhos. Edward riu, esticou as mãos e me puxou pela cintura.

—Aula vaga. – murmurou docemente. —E você?

Eu respirei fundo, me permitindo ser embriagada por seu perfume. Não havia aroma mais viciante.

—Dia de teste, os que terminam, saem mais cedo. – minhas mãos subiram por seu peito, indo se alojar nos ombros largos. —Mas o que está fazendo aqui? No seu lado do campus não tem lanchonete?

Arqueando minhas sobrancelhas a ele, eu perguntei. Edward riu retirando com cuidado, uma mexa de cabelo do meu rosto.

—Tem, mas o café de lá acabou e viemos comprar aqui. – explicou mantendo os olhos nos meus, uma ruga de preocupação surgiu em sua testa. —Você está bem? Está muito pálida.

Sua mão afagou meu rosto, seu toque quente me deixando arrepiada. Eu suspirei encantada pelo fato de ele ser extremamente atento e preocupado comigo.

—Ela está bem, só está na tpm. – a voz de Jéssica soou atrás de mim, anulando qualquer palavra que eu pretendia dizer.

Rolei os olhos bufando quando ela e Lauren se postaram ao nosso lado.

—Olá, Edward!

Jéssica acenou a ele sorrindo abertamente, assim como Lauren que corria seus olhos famintos por todo o corpo do meu namorado.

—Olá, Jéssica. – seu tom cordial me fez sorrir, tratando de eliminar qualquer distancia possível entre nossos corpos.

—Não vai me apresentar seu namorado, Bella? – Lauren indagou mantendo o sorriso diabólico nos lábios.

Engoli seco com uma extrema vontade de estapeá-la.

—Claro que vou. – tomei folego, controlando o tom cínico. —Edward, Lauren. – gesticulei entre eles. —Lauren, Edward.

—É um prazer!

Murmurou oferecida, estendendo a mão a ele. Edward pareceu meio sem jeito, contudo, aceitou seu comprimento.

—Todo meu. – sua mão logo se afastou da dela, para voltar a minha cintura. Segurando seu rosto, eu me coloquei na ponta dos pés para beijá-lo.

O beijo fora rápido, contudo durara o suficiente para mostrar a Lauren que ele era meu.

—Hey, Edward! – uma voz grossa e alta, chamou nossa atenção. Tive de inclinar a cabeça para poder ver o homem, ou melhor, os homens que caminhavam em nossa direção.

Um deles eu já conhecia. Era Jasper, que sorriu malicioso a Edward, ao me ver.

—Ele encontrou a namorada, cara! – Jasper falou mais baixo —mas o suficiente para que eu pudesse ouvir— ao amigo ao seu lado, que me olhou fixamente antes de sorrir.

—Hmm, agora eu sei o porquê de ele querer atravessar o campus inteiro somente para comprar café. – Edward bufou ao mesmo instante em que os dois pararam ao nosso lado.

Pelo canto dos olhos, eu via Jéssica sorrir e Lauren manter a concentração no iPhone em suas mãos.

Antes no celular que no meu namorado.

—Vocês são muito engraçadinhos. – olhei para Edward a tempo de vê-lo rolar os olhos. —Bella, Jasper você já conhece. – se voltando para mim, ele proferiu.

—Oi, Jasper. – acenei a ele que maneou a cabeça.

—Esse é o Peter. – apontou ao cara alto e magro. Ele tinha os cabelos chocolates e a pele bastante branca. —Peter, essa é a Bella, minha namorada.

Meu peito inflou de orgulho quando ele disse as duas últimas palavras.

—Tudo bem? – perguntou simpático.

—Tudo certo. – minha voz não escondeu o contentamento que eu sentia, saindo animada demais.

—Essas são amigas da Bella. – Edward voltou a falar, enquanto Jasper e Peter cumprimentavam Jéssica e Lauren —que encarou os dois do mesmo modo em que um leão encara uma presa suculenta —.

Para minha felicidade, Jéssica entreteve os dois com uma conversa qualquer, dando a Edward e a mim, um pouco mais de privacidade.

—Quer um chocolate? – perguntei estendendo a caixa a ele, que sorrindo, negou com a cabeça.

—Achei que não comesse chocolate. – comentou entortando os lábios em um biquinho pensativo.

Eu sorri, era muito fofo vê-lo assim.

—Só como quando estou ansiosa ou nervosa. – deixando a caixa sobre a mesa, eu abracei seu pescoço.

—E você está ansiosa ou nervosa?

Perguntou deixando beijinhos por meu pescoço. Respirei fundo, sentindo os efeitos que eles causavam em mim.

—Sim.

—E porquê? – se afastou um pouco para me olhar nos olhos.

—Ansiosa porque eu quero que as horas passem logo para que eu possa ficar com você. – ele sorriu torto. —E nervosa porque minha menstruação estragou meus planos. – fiz um biquinho após dizer tudo, Edward apenas riu mordendo meu lábio inferior com leveza.

—Tenho certeza que os seus planos eram deliciosos. – comentou mais baixo, estreitando os olhos. —Mas podemos fazer outras coisas, até colocarmos seus planos em prática.

Sorri maliciosa.

—Coisas, é? – assentiu com a cabeça. —Que coisas?

Edward retribuiu o sorriso e então, acabou com a distância que separava nossas bocas, me mostrando o quão boas aquelas “coisas” podiam ser.

Notas finais
Eee a Bella tá mudandooo 0/ 0/ Booooom, por hoje é sóo. Volto logo com o próximo capítulo :D Fiquem beem gatinhas :3 Beijõõões da Nick :*