Notas iniciais
Oie! Surpresa! kkkkk Eu sei que vcs não estavam me esperando aqui ao menos até o final de 2013, porém eu estava com um turbilhão de ideias pra essa fic e não podia deixar passar. Então como o cap ficou pronto rápido, resolvi postar, muita gente ainda não comentou e provavelmente ainda nem leu, mas quem já leu e comentou não pode pagar por isso. Enfim, espero que gostem desse cap porque é a partir dele que as coisas vão começar a ficar sérias pro nosso casal. *-* Boa leitura à todas e nos vemos lá embaixo!

Procurei Rose um pouco e finalmente a encontrei no banheiro, chorando.

– Rose? – Eu disse assim que entrei. – Tudo bem?

– Não. – Disse enquanto tentava secar as lágrimas. – Eles não enxergam porque não querem.

– O que há sobre o passado do Edward? – Perguntei direta. Eu simplesmente não aguentava mais saber que ali havia alguma coisa e não saber do que se tratava. Agora eu ia descobrir o que esperei tanto tempo para conseguir.

Rosalie olhou para mim, visivelmente dividida e confusa, respirou fundo e após limpar as lágrimas que molhavam seu rosto, começou a falar.

– Bella... Eu não sei se devo contar. – Disse sem graça. – Não é que eu não confie em você, eu confio, mas é que isso tudo é algo muito pessoal, quando o Emmet me contou, ele fez com que eu prometesse que jamais contaria a ninguém e eu sou muito fiel às coisas que prometo, espero que entenda.

– Claro que entendo, é que diversas vezes eu já pude perceber que há alguma coisa sombria no passado do Edward e fiquei curiosa, mas não precisa contar, eu respeito.

– Eu sei que qualquer uma no meu lugar sairia por aí contando para quem quisesse ouvir tudo que ele passou, mas ao contrário do que o Emmet e provavelmente até você pensam, eu não odeio o Edward, eu só tenho raiva porque vejo o tamanho do esforço do Carlisle e do Emmet pra agregar ele nas coisas e fazer com que ele fique feliz e satisfeito, mostrar que ele é uma pessoa amada, mas parece que não importa o que eles façam, o Edward não muda, ele não acredita no amor, não acredita em sentimentos verdadeiros, parece que existe uma pedra no lugar do coração dele e isso me deixa muito irritada, não por causa dele, mas pelo Emmet que se esforça tanto por uma pessoa que não liga, isso me deixa indignada.

– Mas Rose, você já tentou ver as coisas de uma forma diferente? – Perguntei calmamente. – Já tentou olhar pela perspectiva do Edward? Talvez ele só precise de alguém que o entenda.

– Mais do que o Emmet e o Carlisle tentam? Não adianta, Bella. Ele é assim, não importa o que façam.

– Mas você concorda com o Emmet que esse passado dele tem alguma coisa a ver com a pessoa que ele é hoje?

– Ah... Eu não tenho certeza, mas creio que sim. Eu no lugar dele ficaria um pouco perturbada também. É complicado. Mas hoje tenho que admitir que ele está bem melhor do que quando o conheci. Eu tinha medo dele, mas hoje eu só tenho pena. – Meu coração doeu ao olhar nos olhos dela e ver que tudo que ela dizia era verdade, ela realmente tinha pena do Edward e isso doía demais em mim.

– Mas esse passado o afeta por ameaçar o presente ou por ser algo muito marcante?

– Por ser marcante. Não ameaça em nada o presente, mas foram coisas difíceis de se esquecer. Tanto que é um assunto proibido, porque falar sobre esse passado desencadeia toda a dor do Edward e ele simplesmente não consegue se controlar, é algo muito triste de se ver. Eu não desejo nem pro meu pior inimigo. E o que é mais triste é que ele teve a oportunidade de ter alguém que cuidasse dele, mas ele fez o que faz de melhor, estragou tudo.

– Como assim?

– Teve uma mulher. – Eu já sabia de quem ela ia falar, mas escutei atentamente. – Victória. Ela até trabalha aqui hoje. Eles namoraram por sete anos. Quer dizer, eles saiam sempre e como na época o Edward e o Emmet moravam na casa do Carlisle, de vez em quando nós nos víamos e acabamos nos tornando amigas. Victória é uma mulher incrível e ela realmente amou o Edward. Ela sabia de tudo que ele já passou e estava sempre lá, aguentando até mesmo quando ele tinha as crises dele que eram horríveis, mas chega uma hora que ela quis mais, quis sair daquele zero a zero e começar a ter algo mais sólido, mas ele não quis, então eles se separaram. Eu lembro até hoje da noite que ela me ligou, chorando, porque ele disse que era melhor que eles se separassem. Ela era louca por ele e ele também era um homem muito apaixonado, ficou meses sem sair com nenhuma outra mulher, mas esse sentimento não foi o suficiente para que ele mudasse de ideia.

– Mas você acha que vai ser sempre assim? – Perguntei sem conseguir disfarçar meu desapontamento. – Acha que ele nunca vai conseguir superar isso e finalmente ter algo sério com outra mulher?

– Ai meu Deus. – Disse Rose como se estivesse sacando alguma coisa que estava óbvia. – Você tá gostando dele, não é?

– Eu... – Droga. Ela tinha percebido e eu era péssima em mentir.

– Tudo bem, Bella. Você não precisa procurar nenhuma desculpa. – Disse sem intenção de me julgar, o que já era muito bom. – A gente não tem culpa de gostar de alguém, mas se eu posso te pedir uma coisa em nome da amizade que tenho por você é que se afaste dele, o máximo possível. Edward não merece uma mulher como você e você não merece um cara tão problemático. Acredite em mim e fuja desse sentimento o quanto antes, porque além desse passado que o ronda, ainda tem o fato de ele não querer um relacionamento sério, por mais que você faça ele se apaixonar por você, ele não vai querer nada além de uns amassos.

– Eu sei, mas há algo nele que faz com que eu queira salvá-lo de tudo isso. – Confessei.

– Não há como salvar quem não quer ser salvo. – Ainda pensei em rebater, porém eu sabia que isso era o que Emmet vinha fazendo há anos e não deu certo, então apenas fiquei quieta.

Após mais alguns minutos com Rose, agora falando sobre Emmet, eu fui para a sala, pensando friamente em tudo que Rose me disse. Suas palavras ecoavam em minha mente, não deixando que eu raciocinasse direito, eu queria ser imparcial e me concentrar apenas no Edward que eu conhecia, no meu Edward, mas estava cada vez mais difícil perante a tudo que estava acontecendo, eu não queria cobrar nada dele, mas existiam algumas coisas que eu queria esclarecer.

Assim que subi até nossa sala, Edward já estava sentado à sua mesa, parecendo um tanto apreensivo.

– O que aconteceu? – Perguntou curioso. – Você e a Rosalie saíram da mesa e o Emmet disse que eles não param mais de brigar.

– Edward, eles brigaram por sua causa. – Eu disse sem enrolar.

– Minha causa? – Perguntou sem entender nada.

– Sim, ela não gosta de você e ele te defende, aí eles brigam e pelo que eu percebi não foi a primeira vez.

– Que ela não gosta de mim eu já estou careca de saber, mas não imaginava que isso era motivo de briga entre eles. Vou conversar com o Emmet.

– É melhor mesmo.

– Tá tudo bem? Você parece um pouco distante. Se é porque eu não queria descer na hora do almoço, me perdoa, sei que foi o que pareceu, mas eu não penso que sou superior a ninguém, só acredito que manter certa distância impõe mais respeito aos meus funcionários. Por isso não gosto de misturar as coisas.

– Então por que desceu?

– Porque senti que você tinha ficado magoada e não quero isso. Acredite, a última coisa que eu quero é ficar brigado com você.

– Eu também não quero isso. – Disse dando um leve sorriso.

– Mas ainda sim, estou sentindo você diferente comigo. Aconteceu mais alguma coisa?

– Edward, eu quero conversar com você, mas não aqui e agora, pode ser mais tarde?

– Claro. – Disse meio cabreiro.

O resto do dia passou arrastado, eu estava louca para ouvir as respostas que ele daria às minhas perguntas e era visível o quanto ele estava apreensivo de curiosidade sobre o que eu queria com ele. Assim que o expediente terminou, nós fomos até o carro dele no estacionamento, fomos o caminho todo até seu apartamento em silêncio e assim que chegamos ele me parou em frente a porta, ansioso.

– Fale logo, o que houve? – Perguntou.

– Edward. – Eu disse respirando fundo já me preparando para qualquer reação que ele viesse a ter. – Quando o Emmet e a Rose brigaram, eles falaram algo sobre o seu passado, e eu percebi que alguma coisa aconteceu...

– Para. – Ele disse se afastando de mim. Como se eu estivesse o ameaçando com uma faca ou algo assim. – Por favor, vamos mudar de assunto.

– Por quê? – Insisti. – Eu não sei nada sobre você. E agora ouvi esse assunto sobre um passado, quando fui falar com a Rosalie, ela percebeu que sinto algo e disse pra eu me afastar o quanto antes, eu quero saber o motivo, Edward. Por que eu deveria me afastar de você? O qua há com esse seu passado?

Edward tapou os ouvidos e fechou os olhos, com força, como uma criança quando não quer ouvir o que a mãe diz. Então percebi que algumas lágrimas começaram a descer por sua bochecha, e eu podia sentir sua dor ecoando em mim. Eu já estava arrependida por ter o pressionado tanto.

– Vá embora, por favor. – Implorou. – Eu preciso ficar sozinho.

– Você tá me mandando embora? – Perguntei sem acreditar.

– Sim. – Gritou. – Apenas vá.

– Tudo bem. – Disse me sentindo confusa, em um misto de piedade e raiva.

Saí de sua casa e fui até o ponto de táxi, sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto. Rosalie tinha razão, aquilo era demais pra mim. Era mais do que eu podia lidar e eu tinha que cair fora o quanto antes. Tudo que eu queria agora era encontrar alguém legal para conversar, que me abraçasse forte e dissesse que estava tudo bem. Fui até o meu apartamento.

– Bells? – Jacob perguntou enquanto entrava na bagunça que eu chamava de casa.

– Oi? – Perguntei tentando secar o mundaréu de lágrimas que caíam sobre o meu rosto.

– Hei. – Disse vindo me abraçar ao me ver. – O que houve?

– Ah... Eu me sinto uma estúpida, uma estúpida de marca maior.

– Não, você não é isso. – Disse enquanto secava minhas lágrimas. – Você é uma garota maravilhosa. Vem, vamos levar as suas coisas pro meu apartamento. O quarto que vai ser seu já está limpinho, só te esperando. Deixa essa tristeza pra lá. – Disse tentando me animar. Jake era um grande amigo.

– Vamos sim. – Eu disse dando um leve sorriso.

Levamos parte das minhas coisas para seu apartamento, depois eu tomei um banho, coloquei uma roupa confortável e fiquei assistindo TV enquanto ele preparava pipoca. Nós assistimos dois filmes, de comédia e eu já estava me sentindo um pouco melhor, não o suficiente para mudar muita coisa, mas já conseguia parar de chorar um pouco, acabei pegando no sono por ali mesmo, no entanto acordei na minha cama, que já estava montada no quartinho que Jake separou para mim, olhei para o lado, onde estava um criado mudo com um relógio em cima e arregalei os olhos ao ver que já eram dez e meia da manhã.

– Ai meu Deus! – Gritei enquanto pulava da cama e caçava alguma roupa social na montanha de roupas que ali estavam.

– Tudo bem. Bells? – Jake perguntou enquanto entrava no quarto.

– Não! Era para eu estar no trabalho às oito da manhã! Eu perdi a hora.

– Também né? Ficar até de madrugada assistindo filme. – Disse sorrindo.

– Não ri. Eu tenho que trabalhar.

– Pega leve, você nunca falta, e além do mais eu sei que você tem um atestado pro caso de dor. Então para de ser tão pilhada.

– Mas Jake, eu tenho...

– Não tem nada. Hoje a senhorita vai ficar em casa, terminando essa mudança que está enrolando tanto pra terminar, hoje eu só pego no trabalho às seis. Então mãos à obra.

– Ah, tá bom. – Eu disse me dando por vencida. Não queria ver Edward mesmo, então essa era uma boa desculpa.

Jake e eu começamos a trazer todas as coisas do meu apartamento para o dele, a nossa sorte era que ficava no mesmo andar. Quando terminamos, já eram três horas e eu estava faminta. Jake pediu comida por telefone enquanto eu fui tomar um banho, ele tomou o dele em seguida e assim que a comida chegou nós almoçamos, depois assitimos um pouco de TV até a hora dele ir trabalhar.

– Hoje eu saio de lá meia noite, devo chegar em casa uma da manhã, então não me espere. – Alertou.

– Pode deixar. – Eu disse sorrindo.

Jake saiu para o trabalho e eu liguei o som potente que ele tinha na sala, colocando meu pen drive para reproduzir na pasta da Lana Del Rey, esse era o meu momento, já que Jake não gostava muito.

Procurei meu celular, para ligar para Alice e pedir para que ela viesse para me fazer companhia caso estivesse em casa, mas surpresa foi a minha ao achar o celular e ver 38 chamadas perdidas e 16 mensagens, todas de Edward.

Me perdoe” Dizia a primeira mensagem, enviada às onze e quarenta da noite de ontem.

Por que não veio trabalhar? Está tudo bem?” Dizia a segunda enviada às nove horas da manhã de hoje. Seguida por um “Me responda” Enviado meia hora depois. Todas as outras mensagem foram pedindo desculpas e dizendo que ele era um idiota que não pensa no que diz e faz. “Quer saber? Não vou mais te mandar nenhuma mensagem. À noite vou até o seu apartamento e nós conversaremos feito adultos. Por favor, não fuja.” Dizia a última enviada há quarenta e cinco minutos atrás. Foi então que o celular vibrou, anunciando a chegada de uma nova mensagem. “Estou na porta do seu apartamento nesse exato momento, por favor, abra a porta. Eu preciso falar com você.”

Fiquei parada, apenas pensando no que fazer. Um lado meu queria desesperadamente deixar que ele entrasse, porém o outro só queria que ele saísse da minha vida de uma vez por todas, para que eu pudesse voltar a ter a minha vida normal.

O celular começou a vibrar, anunciando uma chamada. Creio que foi por isso que não ouvi ele tocando nenhuma vez, ele estava apenas na função de vibrar. Era Edward, e lá estava eu novamente, enfrentando o meu dilema, mas acabei decidindo por atender, afinal não tinha pra onde fugir, amanhã eu o veria de qualquer forma mesmo, então era melhor que resolvêssemos logo. Deixei meu celular novamente em minha bolsa e fui até a porta do apartamento de Jacob e ao abrir, vi Edward com o seu celular no ouvido enquanto batia na porta do meu apartamento.

– Edward. – Chamei fracamente.

Edward olhou para mim, respirou fundo e veio em minha direção, segurando meu rosto em suas mãos e sem dizer mais nada, apenas me beijou, intensamente.

– Para... – Eu disse fraca, enquanto o empurrava inutilmente.

– Não... Por favor, não faz isso. – Pediu. – Por favor, me perdoe.

– Eu não quero mais nada com você. – Eu disse sem muita convicção, porém o empurrando forte o suficiente para que ele se afastasse e olhasse para mim. – Você me mandou embora da sua casa, me expulsou como se eu fosse um cachorro e agora vem aqui achando que um simples “Me perdoe” vai resolver a situação?

– Eu sei que fui estúpido, mas é que aquele assunto é delicado pra mim, por isso nunca contei para você.

– Não justifica você me mandar embora da sua casa.

– Bella, por favor. Me perdoa.

– Eu te perdoo sim, Edward, mas acho que é melhor voltarmos a ser apenas colegas de trabalho.

– Não, por favor. – Pediu. – Eu gosto muito de você, muito mesmo. Pode parecer clichê, mas desde que você entrou na minha vida é como se eu tivesse uma razão pra sorrir em meio a toda essa loucura da empresa e essa droga que é a minha vida. Eu não quero que você vá, porque eu gosto de você e gosto especialmente da pessoa que eu sou quando estou com você. Então, por favor, me dá mais uma chance.

Meu coração estava disparado pelas coisas que ele estava dizendo, mas eu soube disfarçar bem. Olhei para o lado, sem muita certeza do que dizer ou até mesmo do que fazer. Porque vendo o meu Edward ali, dizendo que eu tornava a vida dele melhor, reduzia muito o impacto dos atos do outro Edward em mim, porém não os anulava totalmente, assim que voltei a olhar para ele, em questão de segundos nossos lábios já estavam colados, eu não sabia ao certo quem havia tomado a iniciativa para o beijo ou se foi algo mutuo, só sabia que eu não queria mais pensar, ao menos não ali, não agora. Segurei as lapelas de seu terno, o puxando para dentro do apartamento, ele apenas me acompanhou, sem exitar e fechou a porta com o pé. Fui caminhando de costas até que minhas pernas bateram no braço do sofá e eu deixei que meu corpo caísse, puxando Edward junto, nos beijamos ardentemente sobre o sofá, ao som de Never let me go, ele puxou minha camiseta velha do Kiss que eu costumava usar na adolescência, mas agora só estava apresentável para dentro de casa mesmo, como eu estava sem sutiã ele não precisou se preocupar em tirar mais essa peça. Puxei sua gravata ferozmente, tentando inutilmente desatá-la, o que nos fez rir.

– Como se tira essa merda? – Perguntei.

Edward sorriu e a afrouxou apenas, eu a tirei e joguei pela sala. Tirando sua camisa em seguida. Nos abraçamos, sentindo nossos peitos nus, roçando um no outro conforme nos movimentávamos para nos beijarmos. Edward fez um caminho de beijos e chupões de meus lábios até meus seios, chupando-os deliciosamente, enquanto meus dedos estavam em seus cabelos. Eu curvava as costas de prazer e gemia seu nome arfante. Ele era bom demais pra ser real. Aos poucos foi descendo… E descendo… Até chegar em minha calça de moletom e puxá-la para baixo, tirando-a totalmente, me deixando apenas com a calcinha amarela, de algodão, puxando-a com os dentes até tirá-la totalmente, abrindo minhas pernas em seguida, beijando meu ventre e mordiscando levemente meu clitóris, fazendo com que eu me arrepiasse toda. Sua língua invadiu minha intimidade em movimentos rápidos e circulares, me levando à loucura, aos poucos fui sentindo a sensação maravilhosa do orgasmo que estava por vir tomando conta do meu corpo, e quando estava prestes a explodir, ele parou por alguns instantes, o que foi o suficiente para esfriar o meu corpo.

– O que está fazendo? – Perguntei com a voz embargada de prazer.

– Você gozar. – Respondeu com um lindo sorriso diabólico.

E então ele voltou com sua língua poderosa, mas dessa vez simulando penetrações, colocando e tirando… Colocando e tirando e novamente, quando eu estava próxima ao ápice, mas dessa vez com mais força, ele se afastou.

– Puta que pariu… – Murmurei.

E mais uma vez ele me fez quase explodir, e parou, parecia que a cada vez que o orgasmo se aproximava e era interrompido, ele ganhava mais força para a próxima, meu corpo fervia e tudo que eu queria era gozar feito uma louca, restava apenas ele deixar.

Dessa vez, Edward me penetrou com um de seus dedos e começou a movimentá-los dentro de mim, em um movimento delicioso de vai e vem.

– Sempre tão molhadinha pra mim. – Sussurrou com a voz rouca. – Eu amo isso em você, Bella.

E então ele acrescentou um dedo, tornando a brincadeirinha ainda melhor, seus movimentos eram precisos, quando seus dedos estavam completamente dentro de mim ele os inclinava um pouco para cima, causando uma sensação maravilhosa, era como se ali houvesse uma espécie de “Botão do prazer” que toda vez que acionado, era capaz de enlouquecer uma mulher. Talvez esse fosse o famoso “Ponto G”. Eu gemia alto e deliberadamente, como se aquela fosse a minha última transa e eu tivesse que aproveitá-la ao máximo. Foi então que senti a sensação do orgasmo voltar, mas dessa vez atingindo meu corpo em cheio, era como se eu estivesse sendo abduzida ou algo assim, e aos poucos todo esse prazer que fazia o meu corpo tremer foi se concentrando em um local específico… Meu sexo. Era meio que um misto de formigamento, ansiedade e algo que parecia com uma forte vontade de fazer xixi, era diferente de tudo, até mesmo do meu orgasmo na lancha.

– Não prenda… – Ele disse com sua voz sexy que poderia fazer qualquer mulher gozar sem mais nenhuma atitude. – Apenas relaxe e sinta.

– Mas… Parece que… – Eu disse enquanto rolava os olhos de prazer.

– Não prenda. – Ordenou enquanto aumentava a velocidade de seus dedos.

A sensação veio com força total, fazendo com que eu contraísse os dedos dos pés e segurasse a capa do sofá com força, e então como uma explosão eu gozei, liberando todo o prazer que estava guardado em mim, gozando violentamente, meu corpo era puramente prazer naquele momento.

Edward rapidamente tirou os dedos de dentro de mim enquanto eu apenas sentia o que ele tinha acabado de me proporcionar, conforme o efeito foi passando, e eu comecei a perceber tudo com mais clareza, percebi que minhas coxas estavam molhadas, pelo que acabou de ocorrer. Mordi os lábios e olhei para Edward que sorria.

– Eu preciso de um banho. – Eu disse levantando do sofá e correndo até o banheiro. – Você não vem?

– Quer que eu vá?

– Com certeza!

Liguei o chuveiro e entrei embaixo, molhando todo o meu corpo. Edward entrou pouco tempo depois, puxando a cortina do box para me ver melhor enquanto tirava os sapatos, mas sem resistir mais tempo, o puxei de calça e meias mesmo para debaixo do chuveiro.

– Não! – Ele disse sorrindo. – Como eu vou embora molhado desse jeito?

– Você me deixou molhada… Agora é a minha vez.

– Ah, então é tudo sobre vingança, né? – Disse sorrindo enquanto me fazia cócegas.

Ele tirou as meias, a calça e a cueca, ficando completamente nu, junto comigo, me beijando em seguida, foi então que senti seu pau, já duro, roçando em minha barriga. Respirei fundo, já sentindo a tensão sexual que pairava ali tomar conta de mim.

– Eu queria te comer agora mesmo. – Disse ao pé do meu ouvido.

– Então por que não come? – Perguntei.

– Não tenho nenhuma camisinha aqui.

– Eu tomo pílula e não tenho nenhum tipo de doença. – Alertei já sabendo que rolaria caso ele topasse.

– Eu também não tenho doença alguma. – Garantiu. – E faz tempo que não fodo sem proteção. Acho que seria muito bom experimentar novamente.

– Essa é a sua chance. – Eu disse enquanto pegava em seu pau e começava a masturbá-lo.

– Ah é? – Perguntou sorrindo maliciosamente.

Tirei a mão de seu membro, para tocar em seu braço, já esperando que ele tomasse alguma atitude, então ele abaixou, segurando minhas coxas e me puxando para cima enquanto eu segurava em seu ombro para não cair. Quando já estava completamente em seu colo, escorreguei levemente para baixo até sentir seu pau tocar minha entrada. Edward envolveu minha bunda com um dos braços, me segurando firme, enquanto segurava seu membro e o direcionava para o lugar certo com a outra mão, até que nossos corpos se conectaram, fazendo com que eu gemesse em antecipação. Cruzei minhas pernas ao redor de seu corpo e Edward segurou minha cintura com as duas mãos, me movimentando e movimentando seus quadris ao mesmo tempo, enquanto a água do chuveiro caía sobre nós, causando uma boa sensação. Eu sabia que não era tão leve a ponto de ficar mais de dez minutos ali e ainda ser confortável para Edward, então pedi para que mudássemos de posição e eu fiquei de costas para ele que me abraçava, roçando em mim, em seguida abaixei um pouco, colocando as mãos na parede do box e em instantes já estava sentindo seu pau me preenchendo lentamente.

– Tão apertadinha… – Murmurou. – Tão gostosinha.

Mordi os lábios em excitação por suas palavras e também pela veracidade nelas, sempre parecia que ele era grande demais. Quando ficamos completamente conectados. Edward começou a se movimentar, em estocadas rápidas e precisas, ele era sempre faminto e isso me deixava no auge da luxúria. Suas mãos estavam em minha cintura me puxando cada vez mais para si, fazendo com que nossos corpos se chocassem com força. Meus seios balançavam no ritmo do vai e vem e não havia nenhum lugar que eu quisesse estar mais do que nesse.

Após o banho delicioso com Edward, saímos enrolados nas toalhas e eu coloquei a calça, a cueca e as meias dele para secar na secadora e nós fomos até o meu quarto, nus, para debaixo do edredom. Apesar da cama ser de solteiro, nós coubemos ali, juntinhos, do jeitinho que eu gostava.

– Não tem nada melhor do que fazer as pazes com sexo. – Ele disse sorrindo.

– Definitivamente não. – Concordei. – Mas e a empresa? Você saiu e a deixou com quem?

– Com ninguém, hoje eu só ia adiantar umas contas que estava pra fazer mesmo, não tinha nada demais. Então saí e pedi para a Tânia me ligar caso aconteça algo importante. Eu ia vim falar contigo e depois voltar, mas não sei se voltarei.

– Volta não, fica aqui, comigo. – Pedi enterrando meu rosto em seu pescoço.

– Vou ficar. – Disse sorrindo. – Mas mudando de assunto, que apartamento é esse?

– É do Jake. Lembra que eu ia me mudar pra casa dele?

– Ah sim, é verdade. Eu não sei se gosto de você dividindo apartamento com outro cara.

– Ah Edward, isso é besteira, o Jake é só o meu amigo.

– Mas eu sei que ele tem outras intenções com você, eu percebi.

– É verdade. Ele gosta de mim, mas isso nunca interferiu em nada na nossa amizade e não é agora que vai ser diferente.

– Ao menos vocês estão em quartos separados.

– Não tem do que se preocupar, bobão. – Eu disse sorrindo. – Façamos um trato, eu não bolo com a Victória, nem com a Tânia e você não bola com o Jake, nem com o Mike.

– Hum… Acho que estou saindo no prejuízo.

– Por quê?

– A Tânia não está na minha lista de interesses porque ela não é mulher de um homem só e a Victória além de ser apenas minha amiga, é casada e ainda tem uma filha.

– Quebrarei sua desvantagem agora: Eu nunca dormi nem com o Jake, nem com o Mike, enquanto você já dormiu com as duas.

– Swan… – Disse Edward segurando meu queixo e fazendo com que eu olhasse em seus olhos. – Você é minha agora, deixe isso bem claro para quem quer que fique dando em cima de você.

– Eu digo o mesmo a você, Cullen. Diga às vadias que ficam te rondando, que agora o bonitão aí, tem dona. – Eu disse erguendo as sobrancelhas e ele sorriu lindamente.

– Eu direi. – Garantiu. – Com toda a certeza.

Segurei sua mão que estava em meu queixo e levei a palma até meus lábios, dando um beijo, foi então que ao afastá-la de minha boca, percebi algumas marcas, bem leves, mas ainda sim, presentes, em seu pulso.

– Edward… – Eu disse segurando sua mão e olhando fixamente para o pulso. – O que é isso?

– São marcas. – Ele disse sem graça.

– Estou vendo. Você se cortava?

– Sim. – Puta que pariu. O meu Edward ciumento e perfeito deu lugar a este Edward monossilábico e distante.

– Meu Deus. – Eu disse sem conseguir esconder meu pesar. – O que aconteceu com você? Eu queria tanto te ajudar…

– Bella, existem coisas que não podem ser remediadas. – Disse cabisbaixo. – E essas marcas não são nada perto de todas as outras que eu guardo aqui dentro.

– Eu não sei se você sabe, mas isso aqui não se resume a sexo. Tá bom? – Eu disse olhando em seus olhos tristes. – Eu sou sua amiga também. Eu não vou te julgar, queria muito que você se abrisse comigo, que me contasse tudo pra que a gente possa tentar fechar essas cicatrizes, juntos.

– É que… Dói, muito. – Disse com lágrimas nos olhos. – Eu queria me libertar de tudo isso… Queria muito. Mas não importa o que eu faça, ou quantos anos se passem, sempre é como se estivessem arrancando o meu coração com os dentes quando lembro de tudo e eu só queria tentar não pensar nisso.

– É por isso que você não quis ir a um psicólogo?

– Como você sabe disso?

– A Rosalie me disse.

– O que mais ela te disse? – Perguntou cabreiro.

– Ela não me revelou nada, se é isso que quer saber. Disse que era algo muito pessoal e que ela prometeu ao Emmet que não contaria a ninguém. Mas ela disse que a Victória sabe e que você deixou escapar a única mulher que era capaz de carregar o passado que te ronda.

– O que mais ela te disse? – Perguntou sério.

– Pra eu desistir de você.

– E é isso que você quer? – Perguntou ansioso pela resposta.

– Não. – Respondi. Imediatamente. – Eu não quero desistir de você… Não quero desistir da gente. Por mais que pareça que tudo está remando na direção contrária, alguma coisa aqui dentro diz que vale à pena tentar e eu estou disposta a tentar.

– Mesmo com todos esses meus problemas?

– Quem não tem problemas que atire a primeira pedra. – Eu disse com um leve sorriso.

– Mas é que as vezes eu tenho algumas crises… E você já queria desistir de tudo vendo uma pequena demostração delas.

– Qual demostração?

– Ontem, no meu apartamento. Não é que eu queria que você fosse embora, eu jamais iria querer isso, mas é que às vezes eu fico um pouco louco e acabo dizendo e fazendo coisas que não deveria, magoando as pessoas que eu gosto sem realmente querer fazer isso.

– Mas você não me disse que realmente não queria isso. – Eu disse o entendendo melhor agora. – Eu não imaginava que você estava tendo uma dessas crises.

– Eu te entendo, mas essa foi pequena perto das várias outras que já tive e ainda tenho algumas vezes. A Rosalie já presenciou muitas vezes esses meus momentos com a Victória, o Emmet e o Carlisle, eu fico irreconhecível às vezes, é por isso que ela me odeia tanto, mas eu não consigo não gostar dela apesar disso, porque eu sei que tudo que ela quer é proteger o Emmet, ela não quer que ele se magoe comigo, porque ele gosta muito de mim enquanto eu sou sempre frio, mas é o meu jeito, não quer dizer que eu não ligue, eu ligo, muito. Bella, ela pode não acreditar, mas eu faria qualquer coisa nesse mundo pra ver o meu irmão feliz, porque quando todo mundo me virou às costas, ele foi a primeira pessoa que me olhou nos olhos e disse “Eu acredito em você e nós vamos sair dessa juntos”. Pra maioria das pessoas isso é só uma frase, mas quando você está no fundo do poço, qualquer pessoa que demonstre fé em você, já é algo imenso.

– Nossa, você tinha que dizer isso à Rose, ela ia ficar com o coração bem mais calmo.

– Não, eu não falo com a Rosalie. Não importa o que eu faça, pra ela eu sou sempre o errado. E eu a conheço, ela é estourada e toda vez que briga com o Emmet, ela joga as coisas que sabe na cara dele. Se ela fizer isso comigo, eu não sei o que sou capaz de fazer na hora da raiva, só sei que o Emmet vai sofrer muito, porque ele é louco por essa mulher e eu sou o melhor amigo dele. Eu não quero ver o meu irmão sofrendo, então é melhor ela ficar pra lá e eu pra cá mesmo.

Eu fiquei quieta, apenas processando tudo que ele havia acabado de me dizer. Tinha muita coisa oculta ali ainda e eu queria muito descobrir, mas eu respeitaria seu tempo.

– No que está pensando? – Perguntou.

– Em tudo isso. Eu estou ficando cada vez mais confusa com toda essa história. – Eu disse enquanto fechava os olhos e respirava fundo, demonstrando meu cansaço da situação. – Eu já não sei mais o que pensar.

– Bella. – Disse segurando meu rosto com as duas mãos e olhando em meus olhos. – Eu sei que o mundo pensa que eu sou um homem mau, e eu nunca me importei em tentar mostrar o contrário, porque pra mim pouco importa o que eles pensam, mas pela primeira vez eu quero mostrar a alguém a verdade, eu quero mostrar a você que eu não sou esse monstro que todos pensam e querem te convencer, porque eu me importo com o que você pensa ao meu respeito sim, eu me importo em ser o melhor que posso ser por você, pra você. Eu só preciso que você segure a minha mão e acredite em mim, apenas em mim, sem deixar se influenciar pelo que os outros vão dizer.

– Tudo bem. – Eu disse fortemente abalada com suas palavras. Agora aquela coisa que eu estava sentindo sobre salvá-lo e extrair o melhor que ele tinha a oferecer voltava com força total. Porque se antes era uma dúvida, agora era uma certeza: Edward tinha muita coisa boa para mostrar, só não era motivado a isso. – Eu vou acreditar em você sem me deixar levar pelos outros. – Garanti. – Ou melhor dizendo: Vou seguir o meu coração. Porque apesar de tudo eu sempre acreditei que você era uma pessoa incrível.

– Jura? – Perguntou sorrindo e o mais bonito eram seus olhos, que transpareciam felicidade por ouvir o que eu tinha acabado de dizer. – Porque eu acho que as pessoas vão pensar que somos A Bella e a Fera.

– Mas nós somos. – Eu disse e ele franziu a sobrancelha. – Porque a Fera é boa e gentil. Um diamante bruto que só precisava ser lapidado, assim como você… – Eu disse passando a mão docemente em seu rosto. – O meu diamante bruto.

Notas finais
Bom, é isso galera. Queria só pedir para que vocês comentassem, okay? Porque eu estou me esforçando pra melhorar a cada cap e as visualizações chegam a quase 400, pra nem 30 comentarem, eu espero que vcs entendam e colaborem :) E quem quiser recomendar tb, será muito bem vindo, rs. Enfim, desejo uma boa virada de ano para todas e que 2014 seja um ano maravilhoso e repleto de coisas boas na vida de cada uma de vocês. Beijão e até semana que vem!