Ética Do Amor

18 Por uma vida mais colorida.


Notas iniciais
Oi gente! Bom, primeiramente desculpas, eu sei que demorei bastante, mas com essas festas de fim de ano e férias eu acabei viajando bastante e ficou difícil pra escrever. Já fazem duas semanas que eu estava com mais de 2500 palavras escritas nesse capítulo, mas não creio que quantidade seja sinônimo de qualidade, então achei melhor esperar até eu ter a oportunidade de escrever e apresentar algo legal pra vcs. Bom, eu acho que ficou bem legal, conto com a opinião de vcs nos comentários. Ah, eu queria agradecer também à Nina Martins e à Lih pelas lindas recomendações. Li tudinho e amei, meninas. Muito obrigada! Bom, já falei pra caramba, rs. Enfim, boa leitura à todas e até lá embaixo!

Edward e eu fomos para a empresa juntos depois da noite maravilhosa no apartamento de Jake. Quanto ao próprio Jake, deu pra ver na cara dele que ele não gostou muito de Edward estar lá, mas pra situação não ficar ainda mais esquisita, fiquei com Edward no quarto, transando, conversando, rindo. Era engraçado, porque eu sempre gostei de ficar sozinha, não o tempo inteiro, mas depois de algumas horas acompanhada, eu sempre queria ir para casa e ficar só, mas com Edward não era assim, quanto mais tempo eu passava com ele, mais tempo eu queria estar com ele.

Voltando à empresa, nós chegamos juntos e Tânia já estava na recepção, o olhar que ela lançou pra mim quando estávamos chegando não foi dos mais calorosos. Algo me diz que ela já estava começando a perceber o que estava rolando ali, pra mim estava ótimo, eu queria mais era que ela soubesse mesmo.

– Aconteceu alguma coisa que eu queira saber sobre a empresa, Tânia? — Edward perguntou.

– Não, senhor. — Garantiu. — Ocorreu tudo de acordo com o previsto.

– Perfeito. Tenho alguma coisa pra hoje?

– Sim. O senhor tem a reunião com os chineses.

– Ih, é mesmo. — Disse colocando uma das mãos na cabeça. — Como pude me esquecer?

– Pois é. Depois você tem uma com os franceses.

– Sim... Dessa eu me lembro. A dos franceses vai ser duas horas, mas e a dos chineses?

– Daqui a uma hora.

– Uma hora?! — Perguntou com os olhos arregalados. — Meu Deus... Minhas planilhas, meu planejamento... Tá tudo no meu notebook. Tudo que eu preciso pra reunião dos franceses eu tenho aqui, mas não tenho nada pra dos chineses.

– Mas eu mandei um email pra você. — "Você"?! Que intimidade é essa?

Acho que eu estava ficando meio doente, Edward estava em apuros por causa do emprego e eu aqui me preocupando com a forma que Tânia o chamava.

– É que eu não dormi em casa noite passada. — Ele disse. — E não lembrei que ia precisar do notebook, por isso não passei em casa pra buscar.

– Mas os seus emails vão para o smartphone também. — Disse confusa. Foi então que lembrei que as coisas de Edward ficaram do lado de fora, na sala, enquanto estávamos no quarto. Acordamos em cima da hora, e ele saiu catando seus pertences sem checar o celular nem nada disso.

– Não chequei o meu email ontem.

– Bem que eu estranhei você não ter respondido. Sempre responde seus emails instantes depois que chegam. – Sério, mesmo tentando não ligar. Esse “você” estava me incomodando.

– Pois é. Eu me dispersei, mas vou dar um jeito. Vamos entrar, senhorita Swan.

– Vamos. — Respondi e nós fomos até sua sala. — Estou me sentindo um pouco culpada. — Assumi assim que ficamos a sós.

– Por quê?

– Se eu não tivesse pedido pra você ficar ontem, nada disso teria acontecido.

– Hey. — Disse enquanto me envolvia em seus braços. — Você não tem culpa de nada. Eu que não devia ter esquecido. Eu só não sei ainda o que fazer.

– Não sei porquê. Seu apartamento fica poucos minutos daqui. Vá até lá e pegue seu notebook. Não é óbvio?

– Sim. E seria perfeito se fosse só isso, mas quando se tem uma reunião importante como essa, existe toda uma preparação antes. Um estudo. Eu não estou preparado.

– Mas agora não tem jeito. Você tem que ficar calmo e dar o seu melhor.

– O problema é que se eu fechar contrato com esses chineses vai ser perfeito pra empresa e eu ainda vou ganhar uma comissão de dois por cento de uma transação bilionária. É algo muito grande pra eu fazer sem estar preparado.

– Você quer cancelar?

– Acho que isso vai ficar pior do que se a reunião não sair tão boa quanto o esperado.

– Tem certeza?

– Sim. Porque se eu inventar qualquer desculpa pra não ir, eles vão ficar bravos e não vão aprovar nada. Comigo indo à reunião, eu ainda tenho chances de conseguir alguma coisa.

– Pois então pare de nervosismo, pegue o seu notebook e faça uma ótima reunião. Porque eu acredito no seu potencial e sei que é capaz.

– Hum... – Disse sorrindo lindamente. – Com um incentivo desses eu fico até mais confiante.

– E tem que ficar mesmo.

Edward ligou para seu segurança e pediu para que ele pegasse seu notebook em sua suíte e em seguida começou a escrever o planejamento da reunião no computador da empresa. Ocasionalmente ensaiando o que ia dizer. Até que em menos de vinte minutos, seu segurança chegou com o notebook em mãos. Edward deu uma revisada rápida no material, incrementou alguns itens e em seguida nós fomos até a sala onde os chineses chegariam a qualquer momento. Mike também estava lá, já que era o intérprete.

Assim que eles chegaram, Edward começou sua reunião, falando nosso idioma, enquanto Mike traduzia para os chineses. Eu fiquei apenas o observando e ocasionalmente fazendo algumas anotações, como o método de trabalho da empresa e as consequências da implantação do mercado chinês nos negócios da mesma.

Assim que a reunião terminou, nós voltamos para a sala de Edward sem nos falarmos, já que Mike trilhou boa parte do caminho conosco, puxando o saco de Edward e falando sem parar.

O resto da manhã, foi extremamente agitada. Ele repassava tudo que teria que apresentar aos franceses e fazia algumas anotações no documento que apresentaria, enquanto eu anotava no meu notebook, sua tática de apresentação. Eu realmente queria fazer com que o meu trabalho soasse totalmente imparcial já que Edward é mais do que apenas um colega de trabalho pra mim, mas eu realmente não tinha o que falar de mal dele. Ele era muito dedicado e dava o sangue para a empresa. Fora as contas que iam de vento em polpa. Era evidente que ele não extraviava nada dos cofres, o que jáé um grande passo para um homem que comanda uma empresa tão extensa.

Duas horas lá estávamos nós, de novo, aguardando os franceses para o início da reunião, mas dessa vez, éramos apenas nós dois. Em pouco tempo, os franceses chegaram e Edward deu início à reunião, falando francês. Okay, por essa eu realmente não esperava. Edward falava francês? Por que ele sempre me surpreendia?

Assim que a outra reunião terminou. Nós fomos até a nossa sala novamente, e dessa vez estávamos completamente sozinhos durante a tarde inteira. Senti que Edward estava meio tenso, então achei melhor puxar assunto.

– Como acha que foram as reuniões?

– Não acho que a dos chineses foi boa, mas a dos franceses até que eu me saí bem. O foda é que a dos chineses é a que a gente mais precisava agora, mas vamos esperar, quem sabe, né?

– Verdade. De nada adianta ficar aí se apavorando antes do tempo.

– Eu sei. – Disse fechando os olhos e colocando as mãos no rosto em sinônimo de cansaço. – Mas são tantas coisas pra eu me preocupar. O antigo presidente era um cara legal, mas ele roubava muito a empresa. Tanto que ele tinha muito, muito dinheiro. Eu já era rico antes de ser presidente, porque o Carlisle vem de uma família rica, ele é rico. Então consequentemente eu era também, fora que eu sei investir o meu dinheiro. Hoje o lucro mensal dos meus investimentos é mais de cinco vezes superior ao meu salário. Então eu tenho motivos pra ter todo o dinheiro e a mordomia que eu tenho, o antigo presidente não. Ele não investia em absolutamente nada, a riqueza dele é fruto não apenas do cargo de presidente, mas também dos milhões que ele roubava da empresa e isso manteve a empresa estagnada por anos, até que ele quis se aposentar, porque o governo começou a desconfiar e fiscalizar melhor, então ele roubou além da conta, já que depois que se aposentasse não poderia mais fazer e isso deixou um verdadeiro rombo na empresa de uma forma geral. Quando eu assumi a presidência, ela tava num déficit que você nem imagina, fora o governo que ficou muito em cima, já que eles investiam dinheiro em uma empresa que estava caminhando na direção da falência. Eu não roubei nada e me dediquei dia e noite buscando formas de tirá-la do buraco, e consegui, consegui tanto que ela não para de crescer. Às vezes eu acho que não vou conseguir dar conta disso tudo. E eu morro de medo de não conseguir. – Disse parecendo triste. – Eu batalho muito pra que tudo dê certo, todos os dias. E o pior de tudo é ser tão consumido por algo que eu não gosto de fazer.

– O que? – Perguntei com os olhos arregalados. Edward estava mesmo confessando que não gostava do que fazia?

– Eu odeio a minha profissão. – Confessou olhando em meus olhos pela primeira vez desde o início da conversa. – Já perdi as contas de quantas vezes eu já quis fugir de tudo isso e nunca mais aparecer. De quantas vezes já quis me matar só pra não ter que passar a minha vida inteira preso aqui.

– Então esses cortes no seu pulso...

– Não. – Respondeu prontamente. – Isso é... De outra época. Eu cresci e aprendi a encarar a vida como um homem.

– Mas... Se você não gosta de trabalhar aqui, por que não sai? É pelo salário?

– O meu salário éótimo, não nego, mas é muito mais do que isso. Isso aqui é toda uma questão social. Eu sei que é estranho pra você, me ouvir falando sobre questões sociais, mas é a realidade. Eu não posso por a empresa nas mãos de qualquer um, porque aqui existem milhares de trabalhadores que precisam desse emprego, muitos que estão há mais de cinquenta anos aqui. Não acho justo colocar tantos empregos em jogo só porque o meu sonho é ser fotógrafo. Eu sou egoísta, mas nem tanto.

– É muito nobre a sua atitude. De verdade. – Eu disse encantada. – Mas eu acho que se você não procurar, aí mesmo que não vai encontrar. Não acho justo você entregar a empresa nas mãos de qualquer um, mas também não acho justo você abrir mão da sua felicidade.

– De qualquer forma, não é uma coisa que eu queira agora. Ainda acho que tenho muito a fazer pela empresa. Quem sabe daqui a uns 10 anos?

– Edward, sinto lhe informar, mas a novinha daqui sou eu. Você já vai ter 42 daqui a dez anos. Quer mesmo esperar tanto pra realizar o seu sonho?

– É o melhor a ser feito. E só pra constar, 42 não é uma idade avançada. Carlisle tem 54 e ainda me parece um homem muito jovem.

– É verdade. Ainda não vai estar velho.

– Agora que você me falou sobre ser a “novinha” daqui, eu fiquei curioso. Quantos anos você tem?

– 22. – De repente os olhos de Edward se arregalaram. – Por que a surpresa? Eu pareço ser velha?

– Não. Você parece ser até mais nova que isso, mas eu achei que fosse só a aparência mesmo. Imaginava que você tivesse uns 27, algo assim. Nossa. Vocêé novinha mesmo. – Disse com um sorriso safado. – Gosto disso.

– Gosta do que? – Perguntei querendo saber o que ele diria.

– Da ideia de sair com uma ninfeta.

Sorri safadamente para ele e sem dizer mais nada, voltei à atenção ao meu trabalho.

O resto da semana passou rápido. Edward estava um pouco atolado, porque os franceses fecharam negócio e ele tinha que agilizar várias cláusulas que eles queriam adicionar ao contrato, fora as os acordos a serem tratados. Ele falou com o representante deles por vídeo em francês a sexta feira inteira, eu já estava quase dormindo de tédio por não entender nada.

Só sei que quando o expediente terminou eu estava agradecendo a Deus.
– Eu. Você. Meu apartamento. Em baixo dos lençóis. Topa? — Edward perguntou enquanto guardava suas coisas pra ir embora.
– Pior que hoje não dá. — Eu disse realmente tentada com a proposta.
– Por quê?
– O Jake tem uma apresentação hoje e bom... Eu prometi que ia ver.
– Vai me deixar sozinho por causa dele? — Perguntou não gostando muito do que estava rolando ali.
– Vem comigo. – Convidei antes que ele começasse a discussão desnecessária.
– É uma apresentação de que?
– É uma peça.
–Peça? Ele é ator?
– Sim.
– Isso é legal. — Assumiu e eu sorri. Era bom ver Edward se identificando com Jake, pelo menos por um breve momento. — Ele ganha dinheiro com isso?
– Bom... Ele é feliz, mas ele não trabalha só nisso. Ele também é gerente de um posto de gasolina. – Eu disse sorrindo. – E aí? Vamos?
– Vamos.
– Portaria do meu prédio. 8 horas da noite. — Eu disse enquanto saía da sala, ouvindo apenas sua risada abafada atrás de mim.
Assim que entrei no elevador senti meu celular vibrando, peguei para checar o que se tratava e era uma mensagem de Edward.
“Estarei lá, minha ninfeta”
Sorri para mim mesma e fui até a garagem, direto até a minha lambreta. Apressada para chegar em casa e me arrumar. Eu já estava empolgada para a peça de Jake, agora que Edward iria comigo então... Com certeza a noiteseriaainda melhor.

Oito horas em ponto, Edward já estava na portaria do meu prédio e nós fomos até a peça de Jake. Assim que cheguei, ele veio com um enorme sorriso, me receber. Me dando um abraço forte em seguida.

– Que bom que você veio! – Disse feliz. E então olhou para Edward, momento no qual seu sorriso reduziu drasticamente.

Jake acenou com a cabeça e estendeu a mão para Edward, em educação. Edward retribuiu seu gesto, também, por educação.

– Bells, eu tenho que ir pra coxia, porque a peça vai começar em alguns minutos. Torça por mim.

– Sempre. – Eu disse sorrindo e ele me deu um beijo no rosto, indo para a coxia em seguida.

– Vamos nos sentar? – Perguntei a Edward.

– Vamos. – Respondeu.

Nos sentamos perto do palco, para ver melhor o espetáculo de Jake. Ele só me adiantou que seria um vilão. E a peça foi realmente maravilhosa. Edward ficou de mãos dadas comigo durante todo o espetáculo e Jake atuou muito bem, como ele sempre fazia.

Depois da peça fomos parabenizá-lo e eu disse a ele que não dormiria em casa, mas que sábado pela manhã eu voltaria. Jake pareceu não gostar muito, mas assentiu.

Edward e eu passamos em um restaurante e jantamos, em seguida fomos direto ao seu apartamento.

– Tudo certo pra amanhã? – Ele perguntou assim que entramos.

– O aniversário da Victória?

– É.

– Tá sim. Apesar de eu estar muito insegura. – Admiti.

– Ah Bella, pelo amor de Deus. – Perguntou numa boa, porém sério. – Quantas vezes vou ter que dizer que a Victória é casada e muito bem casada? E eu vou te levar, é com você que eu estou agora, não tem motivo pra tanta insegurança.

– Eu sei, mas isso não impede que eu fique meio, sei lá. Edward, eu até tento ser cabeça aberta e tudo mais, só que eu não vou conseguir olhar pra ela sem pensar que vocês já dormiram juntos, e por sete anos!

– Se você for pensar desse jeito vai enlouquecer, porque já dormi com muitas mulheres. Então por favor, não pense nisso. Vamos lá e vai ser divertido, tenho certeza que você vai gostar dela e do Riley também.

– Tudo bem... Você tem razão. É besteira, afinal, já lido com essa sensação todos os dias quando passo pela Tânia.

Edward sorriu para mim, segurando meu rosto entre suas mãos.

– O importante é que hoje só existe você e pode ter certeza que eu não penso em nenhuma outra. Eu não preciso. – E então me beijou. Fazendo com que eu esquecesse completamente qualquer tipo de insegurança, ao menos momentaneamente. – Agora vamos entrar, esquecer que existe qualquer outra pessoa no mundo e fazer amor, por favor.

– Esse pedido é tentador. – Eu disse sorrindo enquanto o puxava até o sofá da sala, fazendo com que caíssemos em cima.

– Aqui? – Perguntou enquanto eu desarrochava o nó de sua gravata.

– Aqui.

Segundo meu relógio de pulso, eram dez da manhã quando acordei, jogada no sofá mesmo, nua, porém coberta com um edredom preto. Eu não me lembrava desse edredom ontem à noite e Edward já não estava mais ali.

– Bom dia. – Ele disse e quando acompanhei sua voz, vi que estava sentado na poltrona perto do sofá que eu estava, apenas com sua calça de moletom, mexendo em seu notebook. Era incrível como Edward era magnífico até mesmo de moletom!

– Bom dia. – Eu disse sorrindo enquanto me espreguiçava. – Já está acordado há bastante tempo?

– Sim. Eu sempre acordo cedo. Eu ia te colocar na cama, mas tive medo de te acordar, então apenas te cobri. Está frio hoje.

– Verdade, fez calor a semana inteira e no final de semana aqui estamos nós, congelando. – Eu disse sorrindo.

– Pois é. – Disse sorrindo. – E hoje não vou ficar em casa porque vai estar em obras, preciso de algum lugar quente pra ficar.

– Eu te chamaria lá pro apartamento, mas hoje o Jake tá de folga e sei lá, não acho que vá ficar um clima legal entre vocês.

– Verdade.

– Mas que obra você vai fazer aqui?

– Tenho que pintar essa sala e a sala de jantar. A tinta está velha.

– Você já contratou um pintor?

– Não. Ainda vou ligar pra ele.

– Eu passei as férias de 2004 e 2005 com a minha madrinha, o marido dela era pintor e eu ia trabalhar com ele. Pintei o apartamento da Alice duas vezes e está muito bonito. – Garanti.

– Está querendo que eu te contrate? – Perguntou sorrindo, sem levar muita fé em mim.

– Eu quero pintar o seu apartamento sim, mas não por dinheiro. Eu realmente gosto de pintar paredes. E você teria que ser o meu ajudante.

– Ajudante não, senhorita Swan. Eu também sei pintar.

– Sério? – Perguntei realmente impressionada.

– Sim. Aprendemos a executar as coisas na faculdade de arquitetura também.

– Pois então... Temos uma atividade pra hoje? – Perguntei sorrindo.

– Temos sim. Mas temos que começar logo, senão não vai dar tempo de pintar tudo.

– É, verdade, mas eu não tenho roupa.

– Eu tenho uma camisa velha que vai ficar linda em você. Agora vamos tomar café?

– Você estava me esperando pra tomar café?

– É claro, que tipo de cavalheiro seria eu se não estivesse.

Sorri para ele e me levantei, caçando minha calcinha pelo chão e vestindo. Edward pegou uma camisa de malha, azul céu celeste e jogou pra mim. Eu vesti e ela ficou parecendo um vestido curto, mas não me importei, já que éramos apenas nós dois ali.

– Você comprou a tinta? – Perguntei assim que terminamos o café da manhã.

– Não. Eu ia comprar hoje.

– Você deixa as coisas muito pra cima da hora! – Eu disse sorrindo.

– Eu sei. É que durante a semana é realmente complicado resolver qualquer coisa que não seja da empresa.

– Eu te compreendo.

– Eu vou pedir pela internet e daqui a pouco chega. É aqui pertinho.

– Okay.

Edward e eu fomos para o notebook e ele entrou no site da loja de construções que ficava perto do apartamento dele. Olhou o catálogo das tintas e levou a seta até uma beje que era visivelmente a que já estava em sua parede.

– Ah, Edward. – Eu disse.

– O que?

– Muda essa cor, tá muito morta.

– Morta? É uma cor sóbria. Sou homem e moro sozinho. Não posso ficar decorando minha casa como uma garota.

– Você não precisa parecer uma garota. – Eu disse como se fosse óbvio. – O que acha de verde?

– Verde? – Perguntou franzindo a testa.

– É! – Olha esse. – Eu disse amostrando um intitulado “Verde paraíso” Não é pra todas as paredes né?

– É... – Ele disse. – É bonito, mas é verde. Sei lá. Minha casa não pode ser tão colorida.

– Por que não?

– Porque sou presidente de uma empresa séria.

– E daí? Você não pode pintar a sua sala da empresa de verde, mas a sua casa você pode sim.

– Você está me influenciando, Swan.

– Estou mesmo. Seu apartamento é lindo e muito bem decorado, mas falta cor. E não parece tão feliz sem cor.

– Tudo bem. Acho que essa casa tem que refletir o meu espírito, então tem que ser muito colorida e muito feliz. – Disse sorrindo e fazendo com que eu sorrisse também. Ele estava feliz. Eu estava o fazendo feliz. – Mas e então, minha decoradora? Qual vai ser a cor da sala de jantar.

– Azul! – Eu disse sorrindo.

– Azul?

– Sim. Azul glacial. O que acha?

– É, vai ficar muito bonito. Vou comprar as tintas. – Disse enquanto selecionava o que queria comprar no site – Não acredito que estou sendo manipulado por uma ninfeta.

– Para de me chamar assim! – Eu disse batendo em seu ombro e ele apenas sorriu.

– Por que não posso chamá-la assim? Minha ninfetinha?

– Ahhhh... Desisto!

Edward me agarrou e em poucos segundos já estávamos aos beijos no sofá, mas como a loja de materiais de construção que ele havia pedido as tintas não era longe, antes que pudéssemos fazer qualquer coisa a mais, eles entregaram as tintas.

A tinta que estava na parede anteriormente era um beje bem claro, então achamos que não havia importância em pintar por cima dela mesmo. E foi o que fizemos. Empurramos os móveis até a cozinha e forramos o chão perto das paredes com jornal. Começamos a passar o rolo nas paredes e pra chegar mais em cima, Edward pegou uma escada. Em determinado momento, eu estava pintando perto do teto enquanto ele estava em outra parede. Mas como ele ama me perturbar, veio até mim e sacudiu a minha escada, me assustando.

– Edward! – Eu disse segurando na beirada da escada. – Para! Eu vou cair!

– Vai nada. – Disse sacudindo ainda mais forte.

– Para! – Eu disse com medo, mas ele não parava.

Até que eu não consegui me segurar mais e caí para o lado, mas ele me segurou. Irritada, passei o rolo no peito dele, que estava nu e agora verde.

– Ah... Qual é?! – Perguntou. – Mas isso vai ter volta.

Edward me colocou no chão e correu até seu rolo, mas eu corri dele, é claro, porém em vão, já que ele me alcançou e pintou minha perna de verde, me jogando no chão em seguida enquanto ambos ríamos feito duas crianças que brincam que pique. Permanecemos rindo, até o momento em que nossos olhares se cruzaram, depois disso foi uma questão de segundos até que nossos lábios se encontrassem, como uma explosão. Edward foi levando seu corpo para cima do meu enquanto meus braços envolviam seu corpo. Suas mãos foram até a barra da camisa de malha dele que eu estava usando, levantando-a e tirando-a de uma vez só, me deixando apenas de calcinha.

– Agora você não me escapa... – Sussurrou ao meu ouvido. – Minha ninfetinha.

Sorri maliciosamente para ele e beijei seus lábios, que famintos desceram para o meu pescoço, dando leves chupões e mordidas, enquanto seus dedos brincavam com meus mamilos que logo receberam atenção também de seus lábios, segurei os cabelos de Edward e curvei a cabeça para trás, de prazer. Abri as pernas para que ele se acomodasse melhor entre elas e foi o que ele fez, levando as mãos até minha calcinha em seguida, tirando-a e me deixando completamente nua. Seus dedos foram imediatamente até minha vagina, já pronta para recebê-lo.

– Sempre molhadinha pra mim, do jeito que eu gosto... – Disse com a voz rouca de prazer.

Edward me penetrou com dois dedos, estocando rapidamente, enquanto eu rebolava para senti-los melhor. Seus dedos, indicador e médio se movimentavam dentro de mim, enquanto o polegar estimulava meu clitóris e porra, que prazer aquilo dava! Abri a boca em formato de “O” enquanto sentia o prazer tomando conta do meu corpo, lenta, porém devastadoramente. Senti como se todo o meu sangue se concentrasse apenas em um local do corpo: O meu sexo.

Edward estava admirado em me ver tão tomada pelo prazer e de alguma forma eu queria compensá-lo por isso. E não existia momento melhor que esse.

Após me recuperar da explosão do orgasmo que ele tinha me proporcionado, o empurrei, fazendo com que ele caísse sentado no chão. Edward ficou me olhando com uma expressão confusa e já tinha aberto a boca pra falar alguma coisa, mas eu coloquei o dedo na frente, para que ele ficasse calado e ele sorriu, obedecendo. Coloquei as mãos no cadarço de sua calça de moletom, desatando o nó. Entendendo o que eu pretendia, Edward levantou os quadris do chão, me permitindo tirar sua calça e cueca. Seu pau já estava pronto pra mim, e aquilo me atiçou a esquecer tudo e montá-lo, mas a justiça era um dos bens mais preciosos que eu possuía, e não seria justo não compensá-lo por hoje e por aquele dia no apartamento de Jake também. Então continuei com o que me propus mentalmente a fazer e comecei a masturbá-lo, bem devagar e forte ao mesmo tempo, ele parecia estar gostando bastante, e isso me motivou a continuar e fazer ainda melhor. Aumentei a velocidade, fazendo com que ele puxasse o ar, para se concentrar e não deixar que a brincadeira acabasse cedo demais. Assim que senti que as coisas estavam ficando cada vez mais tensas pra ele, parei e abaixei, dando um beijo na cabeça de seu pau, fazendo com que ele soltasse um gemido abafado de antecipação. Passei a língua levemente e em seguida desci para suas bolas, mordendo-as levemente e chupando-as em seguida. Seu corpo estava rígido e eu pude ouvir seus gemidos e arfadas toda vez que eu o sugava com força, porém não o suficiente para machucá-lo. Passei a língua por todo seu comprimento e quando cheguei ao topo, o chupei novamente, indo até o final, mesmo isso significando o fato de seu membro chegar em minha garganta. É claro que isso não foi nada perto do prazer que estava sentindo em proporcionar prazer para ele. Eu olhava para cima, diretamente para seus olhos, que estavam vidrados nos meus e me mostravam pura luxúria.

Edward rolava os olhos de prazer e em certo momento, segurou meus cabelos com uma das mãos, firmemente, me empurrando em direção ao seu pênis, violentamente, como um verdadeiro animal. E eu adorava esse lado dele. O lado homem completamente vulnerável e humano por trás do poderoso presidente de uma das maiores empresas do mundo.

– Puta que pariu... – Murmurou arfante. – Tá vindo...

Eu poderia ter tirado, mas não o fiz, em questão de instantes, senti o resultado de seu prazer descendo por minha garganta, enquanto ele gemia masculamente, fazendo com que eu ficasse toda molhada por ele.

Edward me puxou para seu peito, unindo seus lábios aos meus, em um beijo apaixonado.

– Vamos concluir isso... Por favor. – Pediu.

Olhei para baixo e lá estava ele, ainda ereto pra mim.

– Duro na queda, hein. – Eu disse sorrindo.

– É vontade, vontade de você.

– Então vamos matar essa vontade.

Edward me puxou para seu colo e eu fui, sem pestanejar. Após direcionar seu pênis em minha entrada, ele me preencheu lentamente, porém com uma penetração profunda, Tirando um gemido de minha garganta. Edward colocou as mãos em minha cintura, me movimentando para cima e para baixo, enquanto eu rebolava em cima dele, o deixando louco. Coloquei as duas mãos em seu peito, o empurrando para que ele deitasse no chão e ele obedeceu. Permaneci sentada em cima dele, ainda com as mãos em seu peito, me apoiei e quiquei em cima dele, rebolando e gemendo. Suas mãos foram para meus seios, acariciando-os enquanto eu me deleitava em cima dele.

Assim que terminamos, ficamos ali, apenas deitados e exaustos por um bom tempo, olhando para o teto.

– Acha que devemos pintar o teto também? – Perguntou enquanto olhava para o teto branco.

– Não. O teto está bom. – Opinei.

– Vamos voltar ao trabalho? – Perguntou.

– Vamos.

Levantamos, nos vestimos e continuamos o trabalho. Parando apenas para almoçar, dessa vez. Quando eram seis e meia da noite, já tínhamos pintado a sala inteira.

– Temos que parar. – Disse Edward. – Oito horas é o aniversário da Victória.

– Ah é. Verdade. – Eu disse me lembrando. – Podemos pintar a sala de jantar amanhã.

– Tudo bem. – Disse sorrindo.

– Me leva em casa? Preciso trocar de roupa.

– Levo sim. – Respondeu. – Deixa eu só me arrumar, pra da sua casa a gente já ir direto pra casa dela.

– Tudo bem.

– Eu até te chamaria pra dividir a ducha comigo, mas tenho certeza que não vamos sair daqui hoje caso isso aconteça.

– Eu também tenho. – Eu disse sorrindo maliciosamente. – Vou vestir a minha roupa e tomo banho em casa.

– Okay.

Edward foi até o banheiro e eu fiquei na sala, vestindo minha roupa e em seguida lendo uma de suas revistas sobre atualidades. Algum tempo depois ele saiu de sua suíte, com um jeans casual, sapatos, relógio e uma camisa pólo preta. Estava lindo, muito mesmo. Mas havia algo ali, que era escuro demais, ele já andava sempre com cores fechadas demais no trabalho. Por que andar em sua vida pessoal também?

– E aí? Como estou? – Perguntou.

– Lindo. Porém não tenho certeza se vamos festejar mais um ano de vida de alguém ou a algum enterro. Por que roupas tão escuras?

– Ah Bella, você tá querendo me deixar todo colorido. É isso mesmo?

– É isso mesmo. Se cores não fossem bonitas, Deus nos faria enxergar apenas preto e branco. Então por favor, vamos mudar essas roupas.

– Camisas eu tenho algumas, que ganhei de presente ao decorrer da vida, mas não sei se alguma cabe em mim. Essa que eu te emprestei é uma das que eu não uso.

– Vem, vamos encontrar alguma coisa legal pra você vestir.

Segurei sua mão e o levei até sua suíte e em seguida entramos em seu closet.

– Onde ficam as camisas? – Perguntei.

– Ali. – Ele disse apontando para uma porta de madeira, de correr.

Fui até lá e abri. Nossa, ele tinha muita camisa! A grande maioria preta, cinza, marrom e no máximo azul marinho. No final do closet enorme estavam algumas peças coloridas. Fui até lá e passei o olho por algumas. A maioria eram roupas bonitas, mas algumas eram coloridas demais, uma era de arco-íris.

– O que é isso? – Perguntei me segurando pra não rir, enquanto a mostrava para Edward.

– Emmet me deu. A Rosalie compra os presentes que ele me dá e ela não gosta de mim, logo... – Disse sorrindo. – E toda vez que eu ganho alguma roupa, o Carlisle me obriga a tirar a que eu estou e vestir a que eu ganhei. Essa é um número menor que o meu. Eu fiquei parecendo uma bicha saltitante no dia do meu aniversário.

Comecei a rir ao imaginar a cena e Edward também não se conteve. Até que encontrei uma camisa branca em gola v. Que ficaria linda nele.

– Adorei essa. – Eu disse jogando-a para ele. – Vai ressaltar o seu peitoral. Onde ficam as calças?

– Ali. – Disse mostrando uma das portas.

Puxei a porta de correr e fui até o final da infinidade de calças pretas, jeans escuras e tudo mais. Onde achei algumas bermudas bonitas, entre elas uma quadriculada, cáqui, branca e marrom, com alguns bolsos laterais, muito bonita, foi a escolhida. Joguei para Edward que a pegou habilmente.

– Bermuda? – Perguntou contrariado.

– Não vai ser na casa dela o aniversário? – Perguntei.

– Sim.

– Vai ser algo chique?

– Não, é só uma pequena confraternização, pros mais chegados. Devem ter uns três ou quatro casais além de nós só.

– Foi o que eu imaginei. Então você não está mal vestido. Porque estava frio de manhã, agora tá calor. Não tem porque ir tão fechado. Cadê os sapatos?

– Até os sapatos você quer que eu mude?

– Com certeza.

– Ah... – Disse sem resistir muito. – Ali. – Disse apontando para outra porta que eu arrastei e dei de cara com um daqueles closets com prateleiras até o teto de sapatos. Como aqueles que toda mulher sonha em ter, só que com sapatos masculinos, apenas.

Passei o olho por todos os seus sapatos. Passei o olho rápido e optei pelo sapatênis branco e cáqui de camurça. Entreguei para ele e fechei a porta.

– Bom... Agora troque de roupa. – Eu disse sorrindo.

– Tem certeza que não vou ficar parecendo um maltrapilho?

– Claro que não, Edward. Foi-se a época que bermuda não era apresentável. Você vai ficar muito bem vestido.

– Não to velho demais pra ficar usando isso, não?

– Edward, tenho tios que usam roupas assim e ficam muito bem, para de besteira e se veste.

– Tá bom. – Disse colocando as roupas sobre a bancada do closet e se despindo, em seguida vestindo as roupas que dei a ele. – E aí?

– Tá lindo demais! – Eu disse realmente encantada com o quão jovem ele ficou com estas roupas, não que o Edward sério não fosse extremamente lindo e sensual, mas esse Edward “Não estou trabalhando e sou uma pessoa normal” também era muito agradável aos olhos.

– Vamos então? – Perguntou.

– Vamos.

Quando passamos pelo quarto, Edward colocou sua carteira no bolso e pegou as chaves do carro.

– Eu me esqueci de comprar alguma coisa pra ela. – Eu disse enquanto Edward começou a dirigir em direção à minha casa, realmente arrependida por isso. Não achava legal chegar em festas sem presentes.

– Isso não é problema, já estou levando um presente e bom... Vamos como um casal, então vai contar por você também.

– E onde está o presente?

– No porta luvas.

– Posso ver?

– Claro.

Abri o porta luvas e peguei uma sacola preta de papel e surpresa foi a minha ao ver que a sacola era da Chanel.

– Chanel? – Eu disse impressionada.

– É. É o presente.

– Você vai dar um presente da Chanel pra Victória?

– Sim. Ela adora as bolsas dessa loja.

– Que mulher não gosta? – Eu disse baixo, porém mal conseguindo disfarçar meus ciúmes. Abri a sacola e vi a bolsa pequena de couro, preta, com alguns, aparentemente diamantes pequenos em alguns detalhes. E o símbolo da Chanel na fechadura da bolsa. Dentro da sacola havia um papel e quando peguei, vi que se tratava da nota. Lá dizia que a bolsa custou 30 mil dólares.

– 30 mil dólares? – Perguntei.

– O que? – Perguntou confuso.

– A bolsa. Custou 30 mil dólares.

– Como sabe?

– A nota, por algum motivo está dentro da sacola.

– Meu segurança não faz nada direito. – Disse parecendo realmente irritado. – Mandei ele comprar uma bolsa bonita, sem se importar com o preço na Chanel e colocar dentro do meu carro. Será que ele não imaginou que era pra dar de presente? Por que não tirou a maldita nota?

– Tudo bem, Edward. Eu já tirei.

– O que houve? – Perguntou colocando uma das mãos em meu joelho e olhando para mim ao pararmos em um sinal vermelho. – Ficou tão quieta, de repente.

– Não houve nada. – Eu disse olhando para a sacola com bolsa que estava em meu colo, mas não foi pra dar nenhuma pista que eu estava com ciúmes daquilo, foi apenas uma coincidência. Coincidência essa que Edward pescou.

– É por causa da bolsa? – Perguntou. – Bella, deixa disso. Sei que pra você dar uma bolsa da Chanel pra alguém é algo imenso, mas pra mim não é nada. São só mais 30 mil. É como comprar qualquer coisa na rua. Não leve isso tão a sério.

– Eu sei, mas é que... Eu não consigo não me importar.

– Vamos lá amanhã. – Ele disse. – Você pode escolher quantas quiser e eu compro. Escolha a loja inteira e ela será sua, sem problemas, mas por favor, não fique assim comigo.

– Pode parando. – Eu disse imediatamente. – Não quero que compre nada pra mim. Eu estou com ciúmes, só isso. Não estou brava porque ela tá ganhando uma bolsa cara e eu não, até me magoa você pensar isso.

– Tem razão, me perdoa. Eu realmente não quis dizer isso. Acredite.

– Eu acredito. – Eu disse ao ver seus olhos arrependidos pelo que disse. – Mas pensa no que vai dizer, porque a palavra dita não tem volta.

– Tudo bem, me perdoe.

– Perdôo.

E então começaram as buzinas atrás de nós, o sinal já estava verde e Edward deu partida. Assim que chegamos no prédio. Edward quis ficar dentro do carro me esperando, pra não ter que ficar na sala com Jake e eu respeitei sua decisão. Jake reclamou um pouco porque não avisei que passaria o dia fora, mas eu disse que estava bem e que esqueci de ligar. Depois comecei a me arrumar para sair. Não seria nada fácil ter que passar uma noite inteira lá, vendo Victória cheia de amizades pra cima de Edward, mas eu ia ter que aguentar, eu ia aguentar, por ele, por mim, por nós.

Notas finais
E aí, galera? O que acharam? Quero mt saber a opinião de vcs, não deixem de comentar e recomendar também, caso achem que a fic mereça. Bjão e até mais!