É mais Simples Tentar Esquecer
2 Como é bom estar errado.
Notas iniciais
*O corretor do meu pc não está pegando T.T
A brisa bateu no meu rosto refrescando minha cabeça, mas não minhas idéias.
Ainda sentia uma corrente de ódio por minhas veias e essa sensação era horrível, nunca imaginei que o ódio era algo tão amargurado, tão ruim... Eu vi muitas pessoas caírem e se transformarem em outras totalmente diferentes de suas verdadeiras essências.
Aquilo corrompia por dentro e me deixava infeliz todos os segundos que passavam com aquilo girando em por dentro de mim.
Não queria continuar assim, não queria sentir o que eu estava sentindo... Só que... Toda vez que eu olhava para aquele campo de terra em meio aquelas elevações de gramado verde, sob aquela velha ponte de ferro que se transitava tanto pessoas como carros, vinha a minha mente lembranças de todas as vezes que eu e outros jogavam... Pegávamos na bola porque amávamos o futebol e não havia preocupações de vitórias ou derrotas ou competições, só existia diversão.
Minha cabeça estava cheia, aponto de explodir e quando toda a minha agonia, todo o meu aperreio, todos os pensamentos ruins se materializaram em meus olhos como lágrimas e com toda a brutalidade que possuíam escorreram pelo meu rosto pensei que não teria ninguém ao meu lado para me apoiar, tive quase certeza que estaria sozinho, sem alguém para me dar um ombro amigo ou simples mente para me olhar e dizer: “Tudo vai ficar bem.”
Eu gostei muito de estar errado.
Senti o mesmo toque em meu ombro que acompanhou a má notícia, o toque que vinha com o misto do áspero do casaco e uma doçura, uma meiguice, algo diferente em seu encostar à pele.
Olhei por cima do meu ombro esquerdo, vi Aki segurando-o e me olhar de maneira piedosa. Não gostei do ar de compaixão dela. Sei bem que ela não queria me magoar, mas aquele ar de pena não estava tornando o ambiente menos tenso.
Ela saiu das escadas que davam ao campo de terra, passou na minha frente se sentou junto a mim na inclinação coberta pelo gramado, estendeu um lenço branco de algodão.
-Desculpa Endou. – Ela falou engolindo a seco olhando para o chão. O que eu menos gostava na situação era a falta de contato visual.
-A culpa não foi sua... – Eu só consegui dizer aquilo.
-Você surpreendeu a todos quando não começou a gritar.
Eu olhei para ela com as sobrancelhas arqueadas.
Eu sei bem do que ela estava falando e nem eu entendia o motivo de ter me calado naquela hora.
-Não tinha nada a ser feito não é mesmo? – Eu forcei um sorriso, ela entendeu na hora que não estava muito disposto a entender meus atos.
-Não pense que fizemos isso de boa vontade, longe disso.
-Então por que vocês fizeram? – Agora era eu que tinha meu olhar afundado no gramado.
-O Goenji, Kido, Tsunami, Fubuki não concordaram com isso, na verdade eles foram os que mais gritaram contra.
Agora que ela tinha falado, os flashs da hora que eu recebi a notícia passaram em minha mente. O dia todo eu não tinha visto nem o Fubuki, nem o Kido e muito menos o Tsunami. Quando eu subi o Goenji não foi, na verdade parecia até que ele tinha desaparecido.
Não sei se eu deveria ficar feliz com isso... Afinal, mesmo que eles não tenham sido a favor de eu saber daquela maneira o que acontecia, eles não me contaram antes da treinadora viajar.
-Endou não pense que fizemos isso para te deixar mal, é que... – Ela parou de falar e eu me toquei em olhar para ela. As lágrimas que havia deixado de rolar pelo meu rosto passaram a cair na face rosada de Aki. –Os meninos não quiseram te dar a notícia, eles disseram que não seria cúmplices disso...
Ela tentava não soluçar, corri meus olhos pelo seu corpo, tanto seus lábios quanto seus dedos tremiam. Ela estava sentada em posição fetal e o trepidar de suas mãos ficava ainda mais a mostras quando ela tentava parar pressionando-as contra os braços em volta das pernas.
Eu olhei para seus olhos, como dizem, eles são espelhos da alma eu acho que vi um pouco do interior quebrado dela. Aki assim como eu estava despedaçada, ela sentia por ter não ter me contado e quando ela me contou tarde demais a culpa caiu em cima dela de forma brutal e sem piedade.
Eu estava errado, ninguém era traidor e meus pensamentos estavam totalmente enganados... Eu acho que nunca me senti tão aliviado por saber que tinha derramados lágrimas e quase me desesperado por um erro.
Notas finais
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