xPire
1 Indo para Osaka
Seria possível que o imaginável num verão acontecesse? Pois Kento, um estudante transferido de uma cidade desconhecida japonesa, mantinha a mínima esperança de que algo ótimo como conhecer amigos acontecesse. Fazia tempo que ele não socializava com pessoas da própria idade e se enturmava em grupos. Devido o trabalho árduo de seu pai que normalmente mudava de local tantas vezes em poucos anos. Isso transtornava os estudos de Kento, o deixando com péssimas notas e terríveis pretensões para o seu futuro, qual o seu pai se preocupava tanto por querer que o garoto tornasse um jovem médico ou quaisquer das melhores profissões que uma universidade possa oferecer.
Devido a tantas mudanças de escolas, os dois estavam num restaurante próximo ao hotel onde estavam hospedados a poucas semanas. Prontos para tirarem conclusões para onde que Kento iria estudar ou viver definitivamente. Mas o silêncio que dominava a mesa, onde o pai do garoto e o mesmo estavam era tão intenso que era quebrado apenas por um garçom que saía do lugar indo preparar seus aperitivos.
- Finalmente arranjei um lugar onde você possa ficar. – dissera o pai
- Espero que não seja na casa dos meus tios. – arqueando a sobrancelha direita, murmurou o garoto batucando os dedos na mesa
- É quase perto – antes de terminar, Kento bateu a mão fechada sobre a mesa
- Não confia mesmo em mim não é? Sempre achando que sou uma criança.
- Apenas não concordo em te deixar sozinho nessa idade, é para o seu próprio bem. Sinto muito se não gosta dos meus jeitos de cuidar de você, mas será o que eu disser. – bufando de braços cruzados, estava o garoto – Você vai para Osaka, ha um colégio ótimo que ouvi muitos elogios.
- Tudo bem... Desde que isso acabe logo, eu só quero viver normalmente.
Com o Kento retirando-se da mesa, o garçom chegava comalgumas bandejas em mãos, quase desequilibrado deixando cair alguns pudins ao chão. O pai dele realmente não sabia como lidar com o próprio filho, desde que a mãe se foi quando o garoto tinha apenas cinco anos, não foi fácil para os dois começarem a se dá bem devido ao um triste acidente que envolveu a doença junto com o pai dele. Por demasiado irritado que ele estivesse, por dentro não podia esconder a animação por saber que iria viver sozinho em sua própria casa, mesmo que fosse paga por seu pai. O problema sobre essa ideia seria a sua tia, quem nunca se dava bem por mais que passasse anos vendo a mulher nos natais, nunca se sentia bem por perto da mesma.
Alguns dias se passaram enquanto ele estava no hotel tentando se divertir com o fliperama, afinal, ele tinha apenas quinze anos e estaria indo para o primeiro após o verão. A tarde deste dia estaria indo para um voo para Osaka, onde ele viverá nos próximos três anos estudando em seu futuro colégio. Animado, se direcionou para fora do fliperama indo para o seu temporário aposento verificar se realmente ajeitou todas as suas malas até ser barrado pelo próprio pai por coincidência. Kento sorriu para ele, arqueando uma das sobrancelhas. Ele pôs a mão ao ombro do garoto, sorrindo de volta... Aquilo seria coisa de pai e filho, momentos raros em que os dois não tinham palavras para descrever o que realmente passava-se por ali. Indo os dois juntos para o quarto onde se hospedavam, continuavam a arrumar as malas já os dois não se encontravam mais no local, correndo logo para não perder o avião.
Após bastante tempo, os dois já entravam no avião se assentando em ambos os bancos dos mesmos, onde passaram um tempo apenas contemplando a visão a fora, esperando a chegada antes que caíssem no sono. Até que repentinamente...
— Atenção passageiros, bem-vindos a Osaka. Chegamos ao nosso destino. Por favor, saiam tranquilamente.
Um sorriso foi brotando ao rosto de Kento, enquanto tirava um travesseiro de viagem de suas costas, ajeitando-se para desembarcar pegando a mala única. Nunca usava tantas roupas para viagens, o que enfrentou praticamente em toda sua vida. Em seguida ao desembarcarem. Chegaram a rua logo entrando num carro preto, que tinha o destino de chegar à uma rua bastante espaçosa. Onde, o garoto ficou observando por tanto tempo segurado a mala em mãos até que seu pai lhe chamou para adentrar na sua nova casa.
— É espaçoso, pode-se ter até uma família aqui dentro, mas tudo ficará apenas para você. – dizia seu pai abrindo uma caixa de papelão junto das diversas que na casa havia – Quem deixou isso tudo é sua tia. Amanhã mesmo você terá aula, e de acordo com o e-mail que ela me enviou... – após deixar a caixa, ele cutucou a tela do celular – seus uniformes estão lá encima em seu quarto. Agora eu vou ter de ir a uma viagem.
— Sabia que você não iria ficar muito tempo. – num murmúrio, Kento foi remexer as caixas.
— Tenha juízo, Kento. Eu estou confiando em você pela primeira vez. Como está tarde, tenho que ir.
— Você esta fugindo para não ver a minha tia, não é? Tenho certeza que ela já esta vindo... – dizia o garoto com um sorriso irônico no rosto
— Tchau. – o pai dissera franzindo o cenho, demonstrando total razão de Kento
Engolindo em seco, ele não sabia o que exatamente fazer a não ser subir as escadas para ver o seu quarto e bisbilhotar o resto dos quartos que pela casa tinha. Eram muitos, cada quarto havia uma cama de baixa qualidade a não ser uma que ao lado havia um manequim com uniforme escolar. Notavelmente, ele percebeu que aquele era o seu quarto definitivo. Passando a mão sobre os fios de cabelos frontais, tirava a franja de sua visão para observar melhor o lugar. Era comum, como um quarto qualquer de um adolescente. A cama ao lado da parede direita, uma escrivaninha ao lado da porta e um armário colado na parede esquerda.
— Osaka... Eu finalmente cheguei. – dizia para si mesmo com um sorriso em sua face pretendendo ter a vida que tanto sonhou
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