Notas iniciais
Bom pessoal espero que gostem.

Damon era um homem frio. A vida fora amarga com ele, e ele retribuía agora. Se apaixonara e fora correspondido, amara com toda a intensidade que podia provar... Então Katherine foi arrancada de seus braços. O fruto do amor dos dois sobrevivera... Mas os anos passaram e a menina nunca andou. Damon convivia com a dor todos os dias quando acordava, olhava e via a cama vazia, pois Katherine jamais voltaria ao seu lugar. E toda manhã, quando abria os olhos, ele repetia a mesma promessa: Stefan pagaria.

Klaus: Damon? – Chamou, entrando no quarto. Damon revirou os olhos, enquanto fechava o colete, em frente ao espelho do banheiro.

Damon: Sinceramente, Klaus, onde está Caroline? – Perguntou, terminando de fechar o colete.

Klaus: Bom dia pra você também. – Disse, irônico – O mensageiro de Lorenzo está lá embaixo.

Damon: Pois que espere. – Disse, apanhando o terno na cama.

Klaus: Vai ser problema seu. Só vim passar o recado pois tens a péssima mania de demitir todos os criados que lhe enviam recados. – Disse, debochado.

Damon: Um dia desses demito a tu também. – Ironizou. Klaus riu.

Klaus: Não sou teu empregado nem teu inferior, Damon. Sonha com isso. – Disse, virando as costas e saindo. Ter que lidar com Damon pela manhã era cansativo.

Damon deixou a cabeça cair pra trás, os olhos fechados, respirando fundo. Ser rei não era um conto de fadas, muito menos quando se está em guerra. Ele precisava do apoio de Lorenzo. Conseguira o de Klaus recentemente, fato que fez o mesmo se hospedar com a esposa, Caroline, em seu castelo. Mas a quantidade de homens e armas que Lorenzo possuía seria o cheque mate nessa briga, e ele finalmente teria sua vez com Stefan... Mas ele queria ir logo a ação. Dezenas de homens já haviam morrido em sua espada, mas nenhum deles era o que ele queria. A burocracia o entediava. Por fim ele apanhou o terno na cama, vestindo-o, e saiu.

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Elena: Meu Deus. – Chamou, cansada.

Elena havia cavalgado a noite toda, a galope. Não podia ser seguida, e quando o dia nascesse já queria estar no lugar de espera. Amanhecera e ainda não conseguira sair da floresta. Estava cansada, com sede, suas mãos ardiam pelas correias do cavalo...

XXXX: Tem alguém ai? – Perguntou, a voz vindo de longe. Elena parou o cavalo, os olhos castanhos assustados procurando por alguém.

Ela desceu do cavalo o mais silenciosamente que pode, então desatou a correr. Após um tempo a sapatinha que usava começou a ceder, seus pés doíam em contato com as pedras dentro do mato. Não olhou pra trás nenhum instante. Já era mais de meio dia e ela achava que ia morrer. Não conseguiria. Tropeçara várias vezes, caíra outras inúmeras, chovia... E finalmente ela viu: A cerca de homens fortemente armados, bloqueando a passagem. Chegara a fronteira. Ela, cansada, ofegando, se deixou cair sentada no chão molhado, encostada em uma arvore, e esperou que seu destino a salvasse.

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Damon, antes de qualquer coisa, todos os dias, ia ver a filha. Hope tinha 4 anos. Katherine fora envenenada no 7º mês de gestação, e seu ultimo desejo foi que Damon salvasse a menina. E ele tentou. Ao entrar no quarto da pequena olhou, desgostoso, pra cadeira de rodas que havia em um canto. Mas seguiu até a cama.

Hope: Hum... – Suspirou, se esticando, ao acordar. Ela abriu os olhinhos, focalizando o pai. Ele sempre estava lá quando ela acordava – Bom dia, papai.

Damon: Bom dia, meu amor. – Disse, retirando o cabelo da menina do rosto – Como foi sua noite?

Hope: Sonolenta. – Respondeu, sapeca. Damon sorriu.

Damon: Sempre é. – Hope deu de ombros, e ele a deu um beijo na testa.

Hope: Vou poder sair hoje? – Perguntou. Toda manhã a mesma pergunta... E a mesma resposta.

Damon: Não, meu amor. Hoje ainda não. – Disse, e viu a carinha dela, triste – Logo. – Prometeu.

Hope: Logo quando? – Insistiu. Damon sorriu. A menina tinha a tenacidade de Katherine.

Damon: Logo. – Resumiu – Agora tenho que ir, pessoas me esperam. Logo Rose virá cuidar-te. – Hope se emburrou – Não faça este bico, é para o teu bem. Dá o beijo do teu pai. – Pediu, oferecendo o rosto, e recebeu uma bitoquinha da menina.

Hope: Posso dormir mais um pouquinho? – Pediu, manhosa.

Damon: 30 minutos. – Propôs. Ela aceitou, sorrindo. – Então durma. Fique bem, meu anjo. – Disse, acariciando os cabelos dela. Em seguida se levantou e saiu.

O dia de Damon fora normal. Deu ordens, revisou papéis, encontrou pessoas... Sem saber que havia uma plebéia morrendo na floresta, perto da fronteira. Elena tinha sede, fome, cansaço... Seus pés estavam feridos pela corrida, a roupa molhada pela chuva que tomara. Ela apenas olhava o céu, esperando... Esperando... E o dia se fez noite. Ela quis se levantar, esperar em alerta, mas não teve forças.

Jeremy: Elena? – Chamou, em um sussurro.

Elena: Sou eu. Estou aqui. – Respondeu, tentando se levantar. Seus pés doeram horrivelmente.

Jeremy: Sou Jeremy. – Disse, após se aproximar. Havia uma pequena carroça ali perto. Ela nem o vira chegar, vagando entre a consciência e a inconsciência – Deus, está pior do que eu imaginei. – Lamentou.

Elena: Não tive o melhor dos dias. Como conseguiste vir aqui? – Perguntou, os olhos vendo a silhueta dele – E os guardas?

Jeremy: Vim descarregar o carvão do castelo, e buscar mais lenha. Faço isso todos os dias, e é esse fato que a ajudará. Tudo bem, te apóia em mim. – Disse, se abaixando.

Jeremy carregou Elena até a pequena carroça. Já havia descarregado o carvão, só restara o cheiro. Ele a pôs em um canto, deitada, com cuidado, e a cobriu com uma manta. Elena viu pouco a pouco ele depositar lenha cortada ao seu lado, e apenas duas camadas por cima dela, cobrindo-a. Por fim ele parou.

Jeremy: Machuca? – Elena negou com o rosto – Cobrirei teu rosto com a manta, para que não vejam ao passar. Se algo acontecer, balança isto. – Disse, entregando um galho seco a ela. Elena assentiu.

Assim ele cobriu o rosto dela. Elena esperou que parassem Jeremy, que a descobrissem, mas ele não parou de andar por um bom tempo. Ela até dormiu um pouco. Foi quando, por fim, ele a descobriu. Ela percebeu que o peso da lenha em cima de si havia sumido.

Jeremy: Graças aos céus, pensei que houvesse morrido. – Elena sorriu, fraca – Venha. – jeremy a ajudou a descer da carroça, pondo-a de pé. Ela olhou em volta e viu muita madeira armazenada, assim como uma pilha de carvão num canto. Havia uma fornalha. As paredes eram altas, e tudo estava silencioso – Precisarei cuidar de ti antes de te expor. Está muito mal. – Avaliou, vendo a fraqueza dela.

Mas Elena mal ouvia. Seus ouvidos zuniam contra a verdade. Havia conseguido chegar ao castelo. Estava a salvo... Pelo menos de Paul.

Notas finais
vou postar mais um hoje,por que amanha nao vou ter tempo.