just one more about love Delena
2 Capitulo 2
Elena realmente precisou ser cuidada. A viajem a enfraquecera, e seus pés estavam cortados demais, mal conseguia andar. Passou duas semanas escondida no quarto de Jeremy, sendo alimentada pelo mesmo, que passara a dormir no chão pra ceder sua cama a ela. Mas então estava pronta.
Jeremy: Então lhe levarei até Rose, e ela lhe dará instruções. Me espere aqui, só um instante. – Elena assentiu com a cabeça.
Jeremy se afastou, logo sumindo. Elena se sentia insegura, mas procurou relaxar. Olhou a estrutura do castelo. Era enorme, com vários pátios, várias torres... Ela apostava que alguém já devia ter se perdido ali dentro. Mas era muito bonito... E olha que ela nem sabia quem estava dentro dele.
Rose: Quem é você? – Perguntou, e Elena tremeu, em choque. Seu rosto procurou Jeremy, mas ele ainda não havia voltado. Ela se virou, respirando fundo.
Elena: Sou Elena. – Disse, tentando se acalmar – Jeremy me enviou. Para trabalhar.
Rose: Jeremy, sempre me enviando problemas que eu não posso resolver. – Disse, suspirando. Ela avaliou Elena de cima a baixo – Venha comigo. – Disse, virando as costas e passando pelo portão pro pátio do castelo.
Elena a acompanhou, passando pelos enormes portões de ferro. Nem acreditava em sua sorte. Chegara ao seu destino final; estava salva. Rose, por sua vez, era rígida demais. Explicou a Elena o que deveria fazer de modo rápido, ela mal pode entender, e lhe entregou uma pilha de uniformes, levando-a em seguida ao que disse ser seu quarto. Elena nem havia tido tempo de respirar quando Rose saiu, dizendo que ela tinha 15 minutos pra se apresentar ela não lembrava onde. Elena olhou o quarto. Era pequeno, havia apenas uma cômoda, uma cadeira, um espelho e uma cama, mas era acolhedor. As paredes eram beges. A cama parecia confortável. Elena foi até a cômoda, abrindo uma das gavetas. Mais vestidos iguais. Uniforme de trabalho. Exceção há uns mais simples, mais largados, que pelo que Elena sabia eram usados quando se ia lavar roupas. Tinha uns desses em casa, usava quando ia até o rio com a mãe, lavar roupas.
Elena: Então vamos. – Disse, pondo a pilha de vestidos que Rose lhe dera na cama, que estava forrada com lençóis simples, brancos. Só havia um travesseiro.
Elena se trocou sozinha. Demorou mais pra conseguir puxar os cordões do espartilho sozinha, mas por fim estava pronto. O vestido era cinza, sem detalhes ou decotes. Os vestidos daquela época já haviam perdido a saia balão, mas tinham, por baixo, umas 15 camadas de tecido debaixo da saia, o que fazia volume e peso. Elena parou na frente de um espelho, pegando os cabelos. Rose lhe criticara os cabelos. Ela os enrolou, prendendo-os com um grampo, deixando os cachos e o tamanho de presos em um rabo de cavalo baixo. Calçou as sapatilhas que lhe foram indicadas, e saiu.
Rose: Pensei que não viesse mais. – Disse, revirando os olhos. – Pelo menos vestiste o uniforme corretamente. Agora ouve. Para começar, apanhe os coadores e os panos da cozinha, e os leve para a lavanderia, há um setor lá para este tipo de coisa. – Elena assentiu – Quando voltar, reponha tudo com peças limpas; encontrará tudo o que precisar na dispensa. Depois encontrará instruções para seguir o trabalho. Entendido?
Elena: Perfeitamente. – Assentiu. Rose saiu.
Cozinheira: Não tenha medo. – Disse, vendo a expressão pálida de Elena – Ela é assim mesmo, alguns dizem que tem o diabo no corpo. – Elena riu de leve, ainda acanhada – Sou Maria.
Elena: Elena. – Se apresentou.
Maria: Ande, faça o que ela mandou. Aqui estão os coadores. – Disse, apanhando vários pedaços de pano anteriormente brancos, mas com borras de café, e pondo em cima de um balcão. – E aqui os panos. – Disse, em seguida catando vários panos de prato e flanelas, juntando a pilha – Dá conta? – Elena assentiu – Siga em frente pelo corredor dos quartos dos empregados, depois vá pelo pátio dos fundos. Não terá dificuldade para chegar até a lavanderia. – Elena assentiu, apanhando a braçada de toalhas e saindo.
Na verdade ela teve dificuldade. Mas, por fim, chegou a área da lavanderia. Várias mulheres estavam lá, nas poças, lavando roupas ou engomando-as. Elena procurou até encontrar o lugar onde deveria largar o que trazia em mãos. Depois foram outros 500 pra encontrar a dispensa. Por fim tinha uma braçada de toalhas e coadores limpos em mãos. Voltou a cozinha e começou a separá-los.
Maria: Depois poderá ajudar com o almoço, assim ela a deixará em paz. – Disse, mexendo um tacho enorme, que estava no fogo.
Elena: Obrigada por me ajudar. – Disse, grata, separando os coadores das toalhas. Então...
Damon: Bom dia. – Disse, a voz grossa vindo detrás dela. Elena empedrou.
Elena abaixou a cabeça, encarando as toalhas na mesa. Damon só via o longo rabo de cavalo, discreto, que caía por suas costas. Pelo uniforme era uma empregada. Ele não estranhou; os empregados em geral baixavam a cabeça antes de falar com ele.
Damon: Maria, sabe onde está a Srta. Rose? – Perguntou, inalterado.
Maria: Saiu daqui dizendo que iria cuidar da menina Hope, senhor. – Elena continuava imóvel.
Damon: Bem. – Disse, pensativo – Quando ela voltar mande que me procure. E sirva mais um lugar a mesa; O mensageiro de Lorenzo está aqui.
Maria: Sim, senhor.
Damon virou as costas e saiu. Elena respirou em uma golfada violenta, se amparando na mesa.
Maria: Está tudo bem? – Perguntou, observando-a.
Elena: Sim, foi apenas uma vertigem. – Disse, voltando ao trabalho.
Ela escapara. Pelo menos dessa vez.
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