Damon se levantou, indo pro banho. Elena ficou, abraçada ao filho. Estava tão feliz que nem podia calcular! Seu bebê era saudável, seu marido a amava... A vida fora doce com ela. Ela relaxou, ouvindo a água caindo no chuveiro, então se levantou, tirando a camisola (com dificuldade). Damon não viu quando ela entrou no Box. Estava de olhos fechados, a água caindo em seu rosto, descendo livremente por seu peito. Então ela o abraçou por trás, dando-lhe um beijinho no ombro.

Damon: Ei. – Disse, sorrindo, se virando pra ela – Vai acordá-lo com a água fria. – Repreendeu.

Elena: Continuará dormindo, não seja turrão. – Disse, abraçando-o. A barriga entre os dois era um lindo empecilho, mas ele a acolheu, beijando-lhe a testa. – O que vai fazer hoje?

Damon: Agüentar Klaus. – Brincou. Ela riu, beijando-lhe o queixo. Na verdade Klaus descobrira dezenas de piadas sobre abstinência sexual, mas ele não diria isso a ela.

Elena: Hum... – Disse, manhosa, se estreitando como podia – Sinto tanta falta. – Disse, dando-lhe um beijinho na maxilar.

Damon: Deus sabe que eu também. – Murmurou, beijando o ombro dela. Os dois não tinham mais relações até então. Nos dois primeiros meses tudo continuou normal. No terceiro começou a dificultar, até que no quarto ela estava grande o suficiente pra que os dois desistissem. Agora, no quinto, o bebê era grande e os seios dela doíam, pesados do leite que se acumulava. – Nunca pensei que seria capaz de dividir uma cama com você sem tocá-la. – Comentou, divertido.

Elena: E eu nunca pensei que concordaria com um absurdo desses. – Respondeu, fazendo-o sorrir.

Damon: Quatro meses. Cinco. – Lamentou o acréscimo. Ela riu. Ele desceu a mão, alcançando a barriga dela, tocando-a ternamente – Não vejo a hora de tê-lo em meus braços. – Disse, fazendo uma pocinha de água com a mão e deixando-a cair na barriga dele – O que será, menino ou menina? – Perguntou, intrigado.

Damon: Hope me pergunta se eu já sei todo santo dia. Não quer comprar bonecas de presente se for um menino. – Comentou e Elena sorriu. Ele se abaixou, beijando a barriga dela carinhosamente. Ele fazia isso sempre que ela se trocava: Acariciava o bebê, as vezes conversava, e lhe dava um beijinho. Ele encheu a barriga dela de beijinhos carinhosos. No começo ela sorriu, mas depois a respiração dele quente em sua pele... Ela apertou os ombros dele, respirando fundo. Damon olhou, confuso. Ela sempre deixou ele beijar o bebê.

Elena: Eu vou deixar você tomar banho. – Disse, acariciando-lhe o rosto. Damon franziu o cenho, vendo ela se afastar, os cabelos molhados grudados nas costas, andando com cuidado pra não escorregar.

Damon: Ei. – Ele a puxou de volta delicadamente, com firmeza mais cuidando pra ela não se esbarrar em nada – O que foi? Se sente mal? – Porque ele sempre achava que ela estava se sentindo mal?

Elena: Não. – Tranqüilizou – Eu só sinto sua falta. Não podemos. – Lembrou, tristonha, e ele entendeu. O corpo dela não estava muito normal com a gravidez: Uma hora ela estava feliz, e então irritada, ou histérica, ou com fome, ou com sono demais... E as vezes isso.

Damon: Shhh. – Disse, passando-a pro outro lado, de modo que a água só caía nas costas dele – Incomoda, verdade? – Ela assentiu. Ele colou a testa na dela, raspando o nariz dos dois, e ela prendeu a respiração quando sentiu uma das mãos dele delicadamente em seu seio. Ele sabia que qualquer toque, qualquer apertão, por mínimo que fosse, causaria dor nela. Ele não faria.

Elena: Damon... – Tentou, sabendo quantas vezes eles tentaram e falharam, antes de desistir, mas ele fez “Shhh” de novo. Isso quase a irritou. Ele passou o dedão em volta do seio dela, sentindo-o mais pesado que o normal, acariciando-o carinhosamente. O mamilo logo se enrijeceu na mão dele, que sorriu, desfazendo-o sutilmente com os dedos. Elena esperava, encostada na parede, quieta. Aquilo nunca parecera tão bom antes.

Ele baixou o rosto, dando beijos chupados pelo colo dela, se detendo ao chegar aos seios. Ali ele foi mais carinhoso, tocando-os com os lábios entre abertos, só por tocar. Elena suspirou, languida com o carinho. Ele subiu o rosto novamente, tomando-lhe a boca em um beijo apaixonado. Ela apanhou o rosto dele entre as mãos, usando do que tinha, beijando-o sedentamente, mas perdeu o passo quando a mão dele encontrou sua intimidade. Ele não deixou o beijo se perder, e tampouco a caricia que se iniciou. A mão dele brincava com a intimidade dela, percorrendo-a, forçando-a e retrocedendo. O rosto de Elena logo corou, ela adentrando as mãos no cabelo dele, apanhando-os pela raiz. Ele se desfez do beijo pouco tempo depois, sem dizer nada, beijando-lhe a maçã do rosto, onde o sangue se concentrara, e foi com frustração que ela pensou que a brincadeira havia acabado.

Após beijar-lhe o rosto ele se agachou, se ajoelhando, e antes que ela pudesse contestar, ele lhe alcançou a intimidade com a boca, logo após lhe dar um beijinho na barriga e um na coxa. Elena arfou, surpresa, mas ele não lhe deu tempo (tempo nunca ajudava em nada). Apanhou uma das pernas dela, mordendo-lhe a coxa sutilmente, e a fez colocar o pé em seu ombro, lhe dando acesso. A boca dele buscou a intimidade dela famintamente, e Elena franziu o cenho, o primeiro gemido se perdendo de seus lábios. Os outros se seguiram naturalmente, até que a respiração dela se suspendeu um por um instante, o cenho franzido, e seu gemido final, o mais intenso entre os outros, veio. Ele sentiu o corpo dela se amolecer logo depois que ela se veio, e pôs seu pé de volta no chão com cuidado, mantendo a esposa de pé.

Elena: E você? – Lamentou, vendo ele acariciar o bebê. Damon sorriu.

Damon: Eu vou ficar bem. – Disse, dando um selinho no bico dela.

Elena: Você é impossível. – Disse, abraçando-o pelo ombro. Ele sorriu, acolhendo-a.

Damon: Você precisa sair da água fria. – Advertiu.

Elena: E você precisa parar de me tratar como se eu fosse de quebrar. – Rebateu, fazendo-o rir.

Damon: Vamos, não seja teimosa. – Disse, se soltando dele. A cara que Elena fez o fez gargalhar, e ela o estapeou.

Os dois tomaram banho juntos, conversando. Ele ensaboou as costas dela, sentindo os ombros dela tensos, massageando-os (Elena sentia dores nas costas. Era sua primeira vez, e o bebê era grande, pesado). Depois ela ensaboou as costas dele, dando-lhe vários beijinhos, e os dois saíram do chuveiro juntos. Ele a ajudou a se vestir e a voltar pra cama, acolchoando-a, e ela observou, satisfeita, ele se vestir. Com um ultimo beijo nela (e outro no bebê), ele se foi. Ela fechou os olhos, relaxando, mas 5 minutos depois...

Jenna: Estamos pensando se há necessidade de fazer vestidos azuis pro bebê. – Anunciou, entrando no quarto.

Madison: Eu não agüento mais isso. – Disse, indo até os pés da cama de Elena e se jogando de cara na cama. Os cabelos ricochetearam frente, mostrando a pele acinzentada dela, revelada pelo decote das costas do vestido negro.

Caroline: Achamos que não, pois seria bem estranho uma menina usando azul, assim como um menino rosa, mas queremos sua opinião. – Completou. Jenna assentiu.

Elena: Vocês ficaram loucas?! É só um bebê, não precisa de um mundo de roupas! – Disse, exasperada.

Madison: Eu acho que eu disse isso. Uma vez. – Disse, a voz abafada – Duas. Durante os últimos cinco meses. – Completou.

Jenna: Não é “só um bebê”. É o príncipe herdeiro. – Assinalou.

Elena: Hope é a princesa. Façam um enxoval pra ela. – Disse, sorridente. Pensando bem, seria crueldade com a menina.

Caroline: Ela já tem um enxoval. – Disse, franzindo o cenho – Se bem que podemos aproveitar o impulso. – Pensou. Madison ergueu o rosto da cama, uma careta incrédula ali, e seu olhar se encontrou com o de Elena, que não podia estar mais exasperada.

Elena: Eu não mereço isso. – Disse, se afundando na cama.

Mas no final das contas era assim todos os dias. Até a paz tem seus lados controversos.

Dias depois...


Damon: Tem certeza que não quer que eu vá com você? – Perguntou, desgostoso, atrás dela. Elena usava um vestido claro, de um branco leitoso. O vestido dela era diferente, só haviam duas camadas de pano, uma seda mais grossa e mais solta, que começavam da caída dos seios. Ele veio por trás dela, tocando seus cabelos delicadamente, e prendeu a coroa dela ali.

Elena: Tenho. São só umas poucas compras. Eu estou bem. – Garantiu, vendo ele ajeitar a coroa. Há muito tempo não a usava. – Ninguém vai me fazer nada. Madison está comigo.

Damon: Me preocupo com o bebê. Ei, grandão. – Disse, se ajoelhando em frente a ela, dando-lhe um beijinho na barriga – Seus pés estão bem? – Perguntou, atencioso.

Elena: Bem melhor. – Tranqüilizou – Não vou me demorar. Não agüento mais ficar aqui sem fazer nada tampouco. Estou ficando aborrecida. – Ele sorriu – Posso levar Hope? – Damon a encarou – Quero dizer, ela não tem muita experiência fora do castelo, um passeio normal seria bom. – Explicou. Damon sorriu.

Damon: Não precisa me pedir permissão. Ela é sua filha agora, também. – Disse, dando-lhe um selinho – Ela vai adorar. – Observou. Elena assentiu – Eu estive pensando.

Elena: Sobre...?

Damon: Sobre o bebê. Eu acho que é um menino. – Ela sorriu, e ele a abraçou de novo, dando-lhe um beijinho na barriga.

Elena: Porque?

Damon: Porque ele é maior do que Hope era. – Ela acariciou o cabelo dele, que deu um beijinho em seu braço – Certo, eu não cheguei a ver ela na barriga sem o vestido por cima, mas ele é maior. Então é um menino. – Concluiu.

Elena: Você quer um menino? – Perguntou, e ele se ajeitou sobre os joelhos, encostando o ouvido na barriga dela. Os dois ficaram em silencio por um instante, como se ele fosse conseguir ouvir o filho.

Damon: Eu quero esse bebê. Não importa o que ele seja. – Respondeu, quieto, ainda com o ouvido na barriga dela. Houveram batidinhas na porta, avisando que as outras estavam prontas – Me prometa que não vai se esforçar. Não vai se cansar, não vai tomar sol, não vai ficar muito em pé. E que se sentir qualquer coisa, o que quer que seja, mandará me chamarem.

Elena: Só se você me prometer que não ficará se preocupando com isso. – Ele sorriu, dando outro beijinho na barriga dela – Tenho a impressão de que você dá mais beijos a esse bebê que a mim. Não é justo. – Reclamou. Damon riu da manha dela. Ele se levantou, se sentando ao lado dela e apanhou seu rosto entre as mãos.

Damon: Boba. – Ele selou os lábios com os dela – Boba. – Outra vez – Boba, boba, boba. – Mais três selinhos. No final do ultimo selinho ele se demorou, os lábios sentindo os dela, e Elena suspirou, satisfeita, quando os lábios dele tomaram espaço entre os seus, a língua dele provando a boca dela, indo de encontro a sua, acariciando-a. Ela tocou o rosto dele sutilmente, correspondendo, e logo os dois se beijavam apaixonadamente. Terminou como começou, de modo lento, carinhoso. – Melhor?

Elena: Consideravelmente. – Respondeu, sorrindo.