Um mês e meio porque tudo estava muito bom, tudo estava muito bem, e ninguém queria terminar a lua de mel. Mas chegou a hora. Em resumo do ultimo mês, não houve um novo ataque, mas houve muito sexo em compensação. Ninguém viu ninguém durante esse tempo.

Damon: Quer que eu mande trazer seu café aqui hoje? – Perguntou, fechando o colete.

Elena: Não. – Disse, se esticando pra se levantar. Digamos que se sentar não era a mais fácil das missões. Ela estava de camisola, de linho branco, longa e sem mangas. – Quero descer hoje. – Ele assentiu.

Damon: pequena. – Disse, se aproximando – Não é porque nossa lua de mel acabou que as coisas precisam mudar tanto. Eu sempre vou estar pra você na hora em que você precisar, não importa o que. – Disse, acariciando o rosto dela em seguida.

Elena: É... Mas não há como deter a guerra, há? – Perguntou, quieta. Ele suspirou, se afastando, voltando aos botões do colete. Damon ainda tinha os cabelos úmidos, do banho.

Damon: Não. É como tentar tapar o sol com uma toalha. Vai acabar logo, eu prometo. – Ela assentiu, se amparando no lastre da cama – Há mais algo que você queira, algo que eu possa fazer?

Elena: Eu quero paz, Damon. – Ele abaixou a cabeça, olhando os botões que fechava – Eu quero paz pra todos nós. Pra Hope. Pra você, pra mim. – Ela hesitou um instante – E para a criança que está crescendo em meu ventre.

Damon estancou no lugar. Ela esperou pela reação dele, mas ele não conseguiu apresentar uma. Apenas ergueu o olhar, os olhos de um Azul estagnado, encarando-a. Ah, meu Deus.

Damon: Grávida? – Elena assentiu – Oh. – Ele meio que recuou, respirando fundo. Elena esperou, ansiosa. Então um sorriso nasceu no rosto dele. O sorriso mais lindo que ela já havia presenciado. – Oh, meu Deus. – Ele quase correu até ela, abraçando-a. Elena sorriu, beijando-lhe a orelha, e ele a retirou do chão – Meu Deus, obrigado. – Murmurou, apertando-a em seu abraço.

Elena: Por um instante eu pensei que você não fosse gostar. – Disse, a voz rouca de emoção, agarrada a ele.

Damon: Não gostar? – Perguntou, meio atônito. Damon ofegava como se tivesse feito uma corrida a pouco, o sorriso bobo sempre no rosto. Ele a colocou no chão, apanhando seu rosto nas mãos – Você não podia ter me feito mais feliz. Não podia. – Disse, cobrindo o rosto dela de beijos. Elena sorriu – Obrigado. – Murmurou, antes de beijá-la.

A noticia correu como vento. Primeiro pelo castelo, então antes do meio dia todo o reino já festejava.

Madison: Grávida. – Analisou, como se a idéia não lhe passasse pela cabeça. Elena segurava em uma cômoda, os braços abertos, enquanto uma criada laçava seu corpete. – Como pode ter certeza?

Elena: Eu não sei como. Eu só sei que não estou mais sozinha. É complicado explicar. – Disse, olhando-as pelo espelho – Porque você me parece chocada, Mad?

Madison: Nada. Só estou surpresa. Não tinha pensado nisso antes. – Disse, dando de ombros.

Elena: Nunca lhe passou pela cabeça de que Lorenzo um dia vai precisar de um herdeiro? Um sucessor? – Madison sorriu.

Madison: Você parece partir da estranha idéia de que eu vou deixá-lo morrer. – Disse, divertida, se levantando. Elena riu. – De qualquer forma, meus parabéns novamente.

Elena: Onde estão as outras? – Perguntou, dando falta de Jenna e Caroline.

Madison: Eu acredito que começando a planejar um enxoval. – Elena franziu o cenho – Jenna ficou tão alvoroçada que parecia um esquilo. Não parava de mexer no cabelo, e saltitar. Na verdade foi engraçado. – Observou, pensativa.

Damon: Ei, não aperte tanto isso. – Disse, entrando no quarto. Elena revirou os olhos.

Elena: Não há nada pra apertar ainda, Damon. – Tranqüilizou.

Damon: Apertando desse jeito ele não vai conseguir respirar. – Rebateu.

Elenae Madison se encararam, pelo reflexo do espelho, ambas rindo em seguida. Damon ergueu as sobrancelhas.

Elena: Querido, não diga tolices. – A criada terminou de laçar o espartilho, indo apanhar o vestido. Madison ainda ria.

Madison: Damon, com todo respeito, meus parabéns e tudo mais, mas volte para sala. Já vamos descer. – Disse, empurrando Damon pra fora. Este encarou Elena, que assentiu. Madison fechou a porta – Quem vê pensa que é pai de primeira viagem.

Elena: Eu acredito que Katherine não deixou Damon viver a gravidez dela. – Disse, passando as pernas pra dentro do vestido – Sempre o reprimindo, afastando, como se a gestação fosse uma doença, uma vergonha. – A criada subiu o vestido por ela, que o passou pelos braços.

Madison: Porque diz isso? Você a conheceu? – Elena ergueu as sobrancelhas, olhando o chão, enquanto a criada puxava os cordões do vestido.

Elena: Não. Intuição. – Mentiu – De qualquer forma, dessa vez ele vai acompanhar todos os passos. Ele merece isso.

Criada: Pronto, senhora. – Disse, pondo as sapatilhas de Elena em frente aos seus pés. Elena assentiu, liberando-a.

Elena: Damon já sofreu muito. Mais do que justo, mais do que necessário. – Disse, apanhando a escova na penteadeira, se pondo a escovar os cachos.

Madison: Imagino. Tudo com Katherine, e depois Hope sem poder andar... Perdoe, mas até mesmo quando pensou que teria que matá-la. – Elena assentiu.

Elena: Não posso dizer como sei, Mad, mas Katherine foi uma mulher desprezível. Tanto mulher quanto esposa. Damon não merecia. – Disse, e Madison assentiu – Acredite, não é despeito. Então Stefan. Argh. – Disse, largando a escova. Pensar no sofrimento de Damon não era agradável – As vezes tenho vontade de matá-lo eu mesma. – Disse, quieta.

Madison: Acredite, eu teria o feito há meses... Se Lorenzo não fosse torcer meu pescoço caso eu o desobedeça de novo. – Disse, com uma careta, Elena riu – Mas se um dia eu me bater com ele... Por acidente, em um lugar que não seja um festa... Bom, você terá pelo que me agradecer. – Disse, dando de ombros. Elena sorriu.

Então vieram vozes do outro lado da porta, cada vez mais altas. Pareciam brigar, ou pelo menos conversar, discutir algo. Elena e Madison olharam a porta.

Jenna: Se fizermos um enxoval todo azul e for uma menina você vai encontrar um problema em mim, Caroline. – Disse, a voz surpreendentemente ameaçadora. Madison ergueu as sobrancelhas, divertida. – Porque azul?

Caroline: Porque eu quero. – Disse, absoluta.

Jenna: E se for uma menina?!

Caroline: Então jogamos tudo fora. – Disse, simples.

Jenna: E o bebê fica sem roupa. – Disse, debochada.

Caroline: Fazemos dois Jenna, pronto. – Jenna pareceu pensar.

Jenna: Três. – Houve uma pausa – Um rosa, um azul, e um misto. Com branco, amarelo, e outras cores.

Madison: Vamos, antes que elas resolvam fazer um quarto enxoval. – Elena assentiu, e as duas saíram para a comemoração, rebocando Jenna e Caroline no corredor.

No final Elena se envolveria no enxoval. Madison ajudaria mais nos modelos que nas cores, mas ajudaria. E enquanto continuasse assim, tudo ficaria bem.

As horas se passaram, os dias se converteram semanas, e as semanas em meses. Damon quis lançar uma ofensiva no dia em que soube que Elena estava grávida, acabar logo com isso... Mas Alaric o informou que durante a gestação da rainha, todo o reino deve se apaziguar. Ou seja, não podiam atacar ainda. Apenas planejar. O bebê de Elena teria mais roupas que qualquer outro bebê jamais fosse ter. Três enxovais caprichados, luxuosos, finos. Damon acompanhava cada pedaço da gravidez dela, fascinado, encantado. A barriga de Elena crescia em uma velocidade impressionante. Katherine nunca permitiu que ele visse a barriga dela descoberta, mas Elena deixava, e ele gostava. Estava feliz, tão feliz quanto nunca pensara ser.

Damon: Se vê enorme. – Disse, deitado. Ela estava recostada em travesseiros (Observação: Damon lotou a cama de travesseiros. Pra a cabeça a dela, os pés, as costas, enfim.), e ele deitado com a cabeça na barriga dela – E mal tem cinco meses. – Disse, acariciando-a – Oi, amor.

Elena: Ele não te ouve. – Disse, acariciando a cabeça dele.

Damon: É claro que ele ouve, não diga tolices. – Ela riu de leve – Você me ouve, não me ouve, grandão? – Mimou, acariciando a barriga dela.

Elena: Grandão. – Observou, sorrindo – Eu nunca vi ninguém com uma barriga tão grande, tão rápido. Minha mãe diz que é porque ele é saudável. – Disse, satisfeita.

Damon: Então é melhor assim. – Disse, virando o rosto pra beijar a barriga dela – Eu preciso ir. – Disse, desgostoso – Quer que eu mande trazer seu café aqui?

Elena: Quero. – Disse, manhosa – Meus pés doem. – Ela fez bico, e ele beijou o bico dela.

Damon: Mandarei trazerem uma compressa. Está tudo bem? – Ela assentiu, sorrindo – Me sinto mal de deixá-la só.

Elena: Só? Que bobagem sua. – Disse, com uma careta de deboche – Não te contaram? Eu estou montando um enxoval pra dez bebês. – Damon riu. – Assim que saíres este quarto estará um pandemônio, creia. – Damon sorriu, beijando-a levemente em seguida, repetidas vezes.