Notas iniciais
gente desculpa a demora para postar.mais aqui esta mais um vou editar os outros e posto ainda hoje

Do palácio do governo foram para o salão de festas. A multidão seguiu todos até lá, porém só os convidados entraram. Damon não largou a mão dela nem por um instante. A decoração era bem mais luxuosa, e dessa vez havia um trono do lado de Damon, seu par, o trono de sua rainha. Todos os reis (e suas rainhas) se sentaram, como tradição, observando tudo. Elena observava cada detalhe, encantada. Damon apertou a mão dela, sutilmente, e ela sorriu, virando o rosto pra ele.

Elena: Podemos sair daqui? – Perguntou, em um sussurro. Damon franziu o cenho, observando o salão que se enchia.

Damon: Depende de quanto tempo vai levar. Para onde quer ir? – Perguntou, confuso. A festa mal começara e ela já queria partir? – Não está gostando?

Elena: Pelo contrário, está perfeito. – Disse, o sorriso radiante iluminando seu rosto novamente – Só vai levar um minuto.

Damon: Que seja. – Disse, sem entender. Ele se levantou, apanhando a mão dela, e os dois saíram sutilmente dali. Assim que sumiram pelos fundos da plataforma, ele alertou – Não podemos demorar, pequena.

Ela andou apenas mais alguns passos, e ele continuava confuso. Ela conhecia aquele lugar porque já trabalhara ali. Os dois terminaram no fim do corredor. A iluminação não era boa, e ainda se ouvia as vozes vindo do salão principal. Ele a observou, completamente perdido, e ela se lançou em seu pescoço, beijando-o. Damon sorriu, abraçando-a pela cintura, ao entender o que ela queria. O beijo era mais atrevido que o que deram na sacada do palácio do governo, e causaria criticas se fosse visto, por isso ela pediu pra sair. A boca dele devorou a dela, que arfou, feliz, inebriada por seu gosto... Então se fez uma sombra.

Klaus: Vou precisar dizer algo? – Perguntou, a voz debochada.

Elena: Estamos indo... Que droga. – Murmurou, ainda nos lábios do marido, que riu.

Klaus: Agora. – Ressaltou, dando as costas e voltando.

Damon: Temos a vida livre dele agora. Começando hoje a noite. – Lembrou, beijando o nariz dela, que assentiu, sorrindo – Está se saindo uma ótima rainha, alteza. – Brincou, enquanto a levava de volta.

Alguns minutos depois os dois desceram para o centro do salão. Elena se lembraria de sua valsa de casamento até o seu ultimo minuto. Todos observavam enquanto os dois valsavam pelo meio do salão, o que fez ela ficar tensa, com medo de tropeçar ou errar, a calda do vestido era tão grande! Mas ele a acalmou com o olhar, e deu tudo certo. Foi tudo perfeito. Após minutos Lorenzo se levantou, oferecendo a mão a esposa, galante, e ela sorriu, apanhando-a. Os dois desceram e acompanharam os outros dois na valsa, sendo recebidos por palmas. Logo Klaus & Caroline, Alaric & Jenna desceram, e tudo ficou mais tranqüilo.

Elena: Porque tantos broches? – Perguntou, tocando o peito dele, carinhosa. Damon usava um smoking logo, preto, luxuoso, e em cima do peito esquerdo haviam broches de prata presos, menos de 5, ela não contou. Ele riu.

Damon: Não são broches, são brasões. – Explicou e ela riu de leve. – Hoje ganhei mais três. – Comentou, e ela o observou.

Elena: Quem te deu? – Perguntou, curiosa. Dentre os presentes não haviam brasões, pelo menos não dentre os que ela olhou.

Damon: Minha esposa. – Assinalou, e ela ergueu as sobrancelhas – Um de duque, um de conde e um de barão. – Ela sorriu ao entender. Por ela ter um posto ele seria seu par, não importa o que fosse.

Então os casais se inverteram. As rainhas, girando delicada e sutilmente, trocaram seus pares. Elena foi parar nos braços de Klaus. Esse já prendia o riso antes de ter dito nada.

Elena: Veja bem, eu estou livre de você. – Comentou, divertida.

Klaus: Bom, ainda não. – Corrigiu.

Elena: A partir de hoje a noite. – Disse, rolando os olhos. Klaus mordeu o lábio inferior, sorrindo, os olhos fixados nos dela.

KLaus: É verdade. Mas tem algo curioso. – Elena ergueu a sobrancelha – Gostaria de saber como você vai lidar com o fato de que não só eu, mas que todo o reino, e além, sabem o que você e o seu marido estarão fazendo naquela torre hoje à noite. – Elena arregalou os olhos e Klaus gargalhou – Lide com isso agora.

Elena: Ah, meu Deus. – Disse, corando involuntariamente.

Klaus: Não há nada que você possa fazer, supere. – Disse, ainda rindo – Não vai desmaiar, vai, alteza? – Perguntou, fascinado.

Enquanto isso, perto dali...

Madison: Você pode me explicar porque o pulso do meu marido está cortado? – Perguntou, e Alaric a fez rodopiar, antes de responder.

Alaric: Bom, as marcas não sumiam porque quem te machucou foi aquele que você amava, e ele teve a intenção de machucar. – Começou.

Madison: Esperando a parte onde eu entendo isso. – Disse, sendo inclinada para trás.

Alaric: A cura era o sangue daquele que a machucou, aquele que você mais ama, dado de boa vontade, como prova de seu arrependimento. – Explicou, e ela ergueu a sobrancelha – Chega a ser pateticamente simples.

Madison: Como você descobriu isso? – Perguntou, achando graça. Os dois valsavam elegantemente, uma beleza que chegava a não ser normal.

Alaric: Eu não descobri. Apenas tentei. Não que Jenna pudesse me machucar ao ponto de que eu pudesse testar. – Disse, franzindo o cenho. – Klaus vai fazer Elena ter uma crise em poucos segundos. – Observou. Madison virou os olhos. Elena estava branca, e Klaus ria. – Vou fazer a troca antes dê em uma catástrofe. – Madison assentiu.

Madison: Obrigada. – Agradeceu, grata, e Alaric piscou, sorrindo torto antes de girá-la. Elena nem notou ao ser trocada de braços, então um par de olhos dourados a encarava e ela estava com Alaric. Madison pousou sutilmente nos braços de Klaus, que ainda ria.

Alaric: Não dê atenção ao que Klaus diz, seja lá o que for. – Sugeriu, e Elena assentiu – Está linda hoje. – Elenasorriu, sentindo a tensão se esvair.

Madison: Você não vai deixá-la em paz nunca? – Perguntou, exasperada.

Klaus: É claro que eu vou. Um dia. Não hoje. – Madison revirou os olhos – Está divertido demais para dispensar.

Madison: Insuportável. – Condenou, mas sorria – Me devolva pro meu marido. – Ordenou, e ele negou. Ela riu. – Klaus, a musica vai acabar! – Alertou.

Só no ultimo instante ele permitiu que ela girasse de volta pra Lorenzo, que devolveu Jenna a Alaric, que passou Elena para Damon, que por sua vez devolveu Caroline a Klaus. Os aplausos soaram, ensurdecedores.

Damon: Está fria. – Reparou, apertando a mão dela.

Elena: Kalus. – Disse, como justificativa. Damon olhou, mas Klaus não olhava os dois, estava ocupado dando um beijo na testa da esposa.

Damon: Não dê atenção, o dia mal começou. – Sugeriu. Ela assentiu, abraçando-o. Outra valsa começou a tocar. Dessa vez alguns dos convidados foram para a pista de dança. – Ei, mocinha. – Chamou, e Hope, muito divertida, olhou. Ele ofereceu a mão a ela que veio, saltitando alegremente.

Elena forçou uma formalidade obvia enquanto entregava Damon a filha, e se afastou para deixar os dois dançarem. Os outros reis já haviam voltado ao seu lugar, e Elena subiu a escadaria, se sentando também. Estava cansada de tanto ficar em pé, o vestido pesava. Ela se acomodou e observou Damon rindo enquanto dançava com Hope. Ele era alto demais pra ela e ela não sabia dançar, o que era cômico. Primeiro ele colocou os pés dela em cima dos seus, e a menina, vermelha de rir, se agarrou na barriga dele. Não funcionou bem. Os dois bem tentavam, aos risos, então ele se abaixou, carregando-a por debaixo dos braços, e a abraçando, dando-lhe um beijinho apertado na bochecha. Dessa vez funcionou, os dois dançavam sutilmente, mas riam ainda assim. Damon olhou Elena e ergueu as sobrancelhas, pedindo aprovação. Ela assentiu, sorrindo, então disse um “Eu te amo” sem som. Ele sorriu e assentiu, girando com hope, que deu um gritinho. Estava tudo bem ali. Por enquanto.

A festa levou a tarde inteira e entrou a noite. A felicidade de Elena e Damon podia ser sentida no ar. Quando anoiteceu os reis desceram do palanque, indo falar com alguns convidados. As rainhas ficaram sozinhas, conversando.

Elena: Eu não agüento mais o peso desse vestido. – Disse, balançando as pernas levemente. Caroline riu.

Jenna: Eu avisei. – Disse, satisfeita.

Madison: Não fique se lamentando, só tem 5 camadas a menos que o meu. – Ralhou, e Elena riu. Uma criada se aproximou.

Criada: Alteza? – Elena se virou, e a criada fez uma reverencia – Me pediram para entregar. – Disse, passando uma caixinha prateada. Elena apanhou.

Elena: Obrigada. Pode ir. – A criada se curvou de novo e saiu.

Caroline: Outro presente? – Madison riu com a exasperação dela – Pelo amor de Deus, já não mandei despachar direto pro castelo?

Jenna: Não seja antipática. – Criticou, olhando o marido, que ria em uma conversa com alguns homens, no meio do salão. Vários súditos mandavam presentes a Elena, sua nova rainha, e ela recebia todos. O sorriso dela permaneceu enquanto desembrulhava a caixa, pra morrer quando viu seu conteúdo.

Era uma tira de tecido rasgado. Azul metálico, longo. Uma tira do primeiro vestido que Damon lhe dera. O vestido que Stefan rasgara. Ela olhou o tecido por um instante, respirando fundo em seguida.

Caroline: Essa foi nova. – Disse, observando – Que diabo é isso? – Perguntou, incrédula. Jenna olhou também. – Um pano de prato? – Jenna riu gostosamente, mas o olhar de Madison estava sério.

Madison: Ele está aqui, não está? – Elena retribuiu o olhar. Madison voltou os olhos pro salão, logo encontrando o marido, mas Elena intercedeu.

Elena: Mad, não! Por favor. – Madison a olhou, confusa – Ele só quer estragar meu casamento. Eu não vou permitir. – Disse, guardando o tecido na caixinha – Por favor, não avise a eles. – Madison avaliou por um instante. Se dissesse um “ai” a Lorenzo sobre o assunto, o lindo casamento logo viraria um pandemônio.

Madison: Tudo bem. – Disse, se sentando – Mas isso não garante que eu não vá quebrar o pescoço dele se ele passar na minha frente. – Acrescentou.

Caroline: Sempre adorável. – Disse, debochada.

Elena: Vou procurar Damon. Já volto. – Disse, se levantando.

A maioria do salão observou a graciosidade com que ela desceu as escadarias, segurando o vestido pra não cair, a cauda do vestido fazendo um manto branco na escada atrás dela, os cachos soltos pelos ombros, enfeitados pela coroa. Ela não percebeu. Quando terminou a escadaria, e ergueu o rosto, o marido estava na sua frente, as mãos as costas, sorrindo.

Damon: Algum problema, majestade? – Perguntou, brincando. Ela sorriu.

Elena: Estou procurando meu marido. – Deu corda, e ele riu de leve, abraçando-a.

Damon: Acho que posso ajudar. – Disse, antes de lhe selar os lábios demoradamente. – Algo vai mal? – Perguntou, acariciando o rosto dela.

Elena: Em absoluto. – Negou, se abraçando a ele – Tudo está perfeito.

E estava.

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