Nada mais aconteceu, para alivio de Elena. Durante a madrugada, enfim, pôde ir embora. Se separou de Damon na entrada, ele foi resolver um problema rápido de ultima hora e ela aproveitou para se trocar. Deixou a coroa nos pés da cama, mas os cordões do vestido não cederam.

Madison: Eu trouxe a caixa. Jenna salvou o buque, e Carolineo véu... Que diabo você está fazendo? – Perguntou, exasperada. Ela riu ao ver o esforço da outra. – Aqui. – Disse, largando uma caixa grande, branca e pesada nos pés da cama. Ela arrancou a coroa dos cabelos, deixando do lado da de Elena, e foi ajudar.

Elena: Pensei que havia perdido o véu. – Disse, satisfeita, vendo Caroline e Jenna juntas dobrando o véu dela. – Pra que o buque?

Jenna: Oh. – Disse, dobrando o véu. Era tão grande que mesmo cada uma ficando de um lado do quarto sobrava pano – Ninguém explicou. – Elena esperou.

Caroline: É como uma tradição. – Explicou – O buque da rainha é salvo, junto com todo o resto do vestido. Você os guarda até que sua primeira filha mulher chegue na idade de se casar, então quando ela encontrar um noivo, você a presenteia.

Elena: Minha filha vai ser obrigada a se casar com meu vestido? – Perguntou, observando.

Jenna: Não é obrigatório, é mais simbólico. – O corpo de Elena oscilava enquanto Madison puxava os cordões do espartilho – As filhas nunca aceitam, querem fazer seu próprio vestido, então o seu vestido fica pra você, guardado, como uma recordação viva. Um legado, se preferir.

Madison: Pronto. – Disse, soltando Elena. O vestido caiu ao chão. – Me ajudem com isso antes que Damon volte. Klaus já torrou a paciência dele hoje pela conta. – Disse, se aproximando com o vestido.

Elena observou as outras dobrarem seu vestido meticulosamente. Madison lhe pediu as sapatilhas e ela deu. Depositaram as sapatilhas no fundo da caixa, que tinha um monte de um papel branco, delicado, dentro. Em seguida colocaram o vestido, que foi coberto pelo véu. Uma vez dentro da caixa o vestido foi coberto, protegido por várias camadas e papel seda, e então despetalaram o buque do casamento, cobrindo o papel com as pétalas. Ficou bonito no final. Caroline tampou a caixa, retirando-a dali, deixando a cama livre... Exceto pela coroa de Elena e a de Madison. Uma apenas de diamantes, brilhando, imponente, e a outra mais terna, o brilho dos diamantes alternando com safiras.

Haveriam rubis e esmeraldas na cama se Jenna e Caroline se juntassem, mas elas não fizeram. Foram embora, todas. Elena foi pro banheiro. A camisola que havia escolhido era de seda branca, longa, com um detalhe grafite no decote fundo. Ela se vestiu, se penteou e voltou pro quarto... E Damon estava sentado nos pés da cama, já descalço, sem o terno e o colete, apenas a camisa, com sua coroa na mão. Ele parou por um instante, observando-a de cima abaixo, como quem aprecia algo.

Damon: Pensei que teria de ir buscá-la. – Brincou, se levantando. Ele deixou a coroa dela em cima da mesa próxima da cama, do lado da dele, e se aproximou, oferecendo a mão. Ela apanhou a mão dele, abraçando-o pela cintura – Está linda. – Murmurou, passando o nariz pelo cabelo dela. Ela se arrepiou com a respiração dele em seu rosto, com a voz tão próxima.

Finalmente chegara sua noite de núpcias.

Damon: Estou me sentindo mal. – Comentou, beijando-lhe o rosto demoradamente.

Elena: O que há? – Perguntou, preocupada, e ele sorriu, beijando-lhe a testa. Ele se afastou, apanhando uma champanhe deixada ali, com duas taças. Ele abriu, servindo, e ela não entendeu nada.

Damon: Não fisicamente, carinho. – Disse, voltando com a taça – Me sinto mal por não poder lhe dar a viagem de lua-de-mel que você merece. – Ela entendeu.

Damon entregou a taça a ela. Os dois brindaram, de brincadeira, e ela tomou um gole antes de responder.

Elena: Não sinto falta de uma lua-de-mel. Estamos juntos, olhe isso tudo. – Ela apontou pro champanhe, e em seguida para a cama. Os lençóis foram trocados por lençóis do linho mais luxuoso que Madison conseguiu encontrar, o que era algo, branco, os vários travesseiros alinhados. Chovia forte lá fora, e a lareira estava acesa, tornando o clima mais gostoso, apesar do frio. Ela caminhou até a cama, se sentando na beira, sorrindo ao pensar que agora ela teria tudo aquilo todos os dias, sem fugir ou correr.

Damon: É pouco, mas em compensação tirarei o tempo que você quiser. Levantarei a defensiva, a guerra vai parar enquanto estivermos em lua de mel. – Propôs, observando-a. Ela ergueu as sobrancelhas delicadas, tomando mais do champanhe. Ele sorriu vendo ela corar pela bebida.

Elena: Você pode fazer isso? – Perguntou, admirada.

Damon: Posso. Não por muito tempo, mas posso. – Confirmou – Já fiz. Na nossa lua de mel ninguém vai nos incomodar, eu vou estar com você o tempo todo, e faremos o que você quiser. – Ele hesitou, vendo ela beber outro gole. Abaixou o rosto, ocultando o sorriso. Elena sempre fora fraca com bebida – Quando isso tudo acabar, viajaremos para onde você preferir.

Elena: Quanto tempo nós temos?

Damon: Dois meses. Foi o máximo que eu consegui. – Disse, em um pedido de desculpas, e ela abriu um sorriso lindo, radiante. Ele se aproximou, sorrindo. Na afobação ela não retirara os brincos, os diamantes brilhando, singelos, em suas orelhas. Se via preciosa.

Elena: Parou pra pensar que nossos filhos vão ser concebidos aqui? – Perguntou, se deitando de costas na cama. Damon coçou o cabelo, deliciado com a situação.

Damon: Aqui ou em qualquer outro cômodo. – Ele passou pra cima dela, que o encarou, sorrindo – Mas pra deixar a coisa toda mais civilizada juraremos que foi aqui. – Sussurrou e ela riu gostosamente.

Damon mergulhou dois dedos na própria taça, levando o champanhe até os lábios dela, umedecendo-os. Em seguida a beijou. O gosto do champanhe junto com o sabor dos lábios dela combinaram perfeitamente. Elena o acolheu entre as pernas, se estreitando em seu corpo...

Elena: Não. – Murmurou, emergindo do beijo dele. Ela equilibrava o braço para não derrubar a taça com o resto do champanhe, e ele a apanhou, tirando-a dali, salvando o lençol branco.

Elena riu de leve. Ele a fez se sentar, ainda agachado dentre as pernas dela. Ele beijou-lhe o rosto, descendo por seu pescoço, então afastou a alça da camisola dela. Ela estremeceu quando ele derrubou um pouco do seu champanhe no ombro dela, logo levando a boca para secá-la. Ele soltou a outra alça da camisola, fazendo-a cair na cintura dela. Ele olhou os seios dela por um instante, admirando o que agora era seu, então o olhar dos dois se encontraram. Havia cumplicidade ali, paixão. Ele a fez deitar novamente, e ela arfou quando o champanhe desceu por seu colo, molhando seus seios e barriga. A boca dele quente, como contraste, tornou a sensação ótima. Causava vertigens nela. Ele secou todo o champanhe dela, ao mesmo tempo que dispensava a taça.

Ele respirou fundo, as duas mãos livres apanhando-a pela cintura, e tomou um dos seios dela com a boca, brincando com o mamilo túmido pelo frio do champanhe e pela excitação. Aquela lentidão, aquela meticulosidade, tiravam Elena do sério. Ela subiu as mãos pelas costas dele, por debaixo da camisa, as unhas lhe traçando a pele, sentindo os músculos. Damon baixou a boca, mordendo a barriga dela, fazendo-a se encolher e arfar.

Elena: Amor... – Damon sorriu – Podemos deixar pra fazer isso com calma depois? – Ele riu gostosamente. Estava bêbada com uma taça de champanhe!

Damon: Como preferir. – Disse, satisfeito, e a atacou.

Damon a apanhou pela cintura novamente, levando-a para o centro da cama, enquanto despia ela do resto da camisola. A boca dele apanhou a dela agressivamente, todo o desejo controlado (ele quisera fazer tudo lentamente porque mulheres insistiam em romantismo na noite de núpcias, mas como não era o caso...), e Elena arfou, satisfeita por ter sido atendida.

Ela puxou a camisa dele, estourando os botões de modo desajeitado até ter o peito dele, quente, forte, pressionando seu corpo. Damon apanhou as pernas dela, enlaçando-as em sua cintura, e ela suspirou ao senti-lo já pronto pra ela. As mãos dele desceram pelas costas dela, de modo apertado, se detendo em seu traseiro, apertando-a contra si. Os dois trocaram carinhos e afagos pelos minutos que se seguiram, até que os lábios de Elena atingiram a cor de sangue. Um sorriso nasceu no rosto dela quando ele se afastou por um instante, se livrando da calça que usava e do short dela. Os corpos dos dois se juntaram de novo, mas quando ele a beijou novamente, seu corpo havia possuído o dela. Elena se soltou do beijo dele, apanhando o ar com a boca, mas ele não esperou, começou a se mover. Não calmamente, no ritmo que seu desejo pedia. Ela afundou o rosto no ombro dele, as mãos em suas costas, sentindo os músculos se retraírem a cada investida que ele lhe dava.

A respiração de Damon era irregular, ele ofegava pelo esforço e pelo tesão, querendo se satisfazer, e ao mesmo tempo sem querer que aquilo acabasse. Tempos depois, quando a mente dela já estava nublada, longe, ele se sentou bruscamente, trazendo-a junto. Ela gemeu com a mudança de posição, os cabelos caindo livremente por seus ombros. Isso o deteve. A velha obsessão pelos cabelos dela ainda existia. Ele passou a mão pelo rosto dela, em seguida os dedos enlaçando-lhe os cachos, modelando-os. O ritmo dos dois se tornou brando nesse momento. Ela o encarou, quieta, e ele retribuiu. Ele a fizera sua. Como desde a primeira vez, mas agora para sempre. Ela tocou o rosto dele, a respiração irregular, os dedos traçando os lábios dele. Ganhara mais do que pudera cobiçar para toda a vida. Ela o beijou ternamente, ainda olhando-o, e ele sorriu. A trouxe pra si, beijando-a, e voltando a se mover. Elena enlaçou as pernas na cintura dele cravando as unhas em suas costas. O ritmo dos dois se acelerou, até que atingiu um ponto insuportável, e por mais que ela quisesse manter aquilo por mais tempo, seu orgasmo veio, agressivo, roubando-lhe os sentidos, fazendo-a perder um breve grito. Ele a manteve por mais alguns instantes, então a apertou contra o seu peito, gemendo abafado, e se deixou cair de costas na cama, trazendo-a consigo. Elena o abraçou, acariciando-lhe o peito, e ele sorriu, cansado.

Damon: Podemos fazer com calma depois. – Lembrou, e ela riu.

Elena: Temos todo o tempo do mundo. – Respondeu, dando um beijinho no queixo dele.

Damon: Posso viver com isso. – Ele suspirou – Não vai se arrepender? – Ela franziu o cenho – Junto comigo você ganhou todos os meus problemas. Todo o reino. É muito peso. – Avaliou.

Elena: Eu nunca estive tão feliz em toda minha vida. – Ele a encarou, colocando o cabelo dela atrás da orelha, o pequeno diamante cintilando ali. – Vamos envelhecer juntos, alteza. – Ele riu.

Damon: É, eu acredito que vamos. – Disse, e ela sorriu.

Elena: Posso viver com isso. – Repetiu as palavras dele, que sorriu, selando-lhe os lábios demoradamente.

Mas o casamento levara o dia todo, e ambos estavam cansados física e emocionalmente. Damon cobriu os dois, aninhando-a em seu abraço, e logo os dois dormiram, exaustos.

–--*

Notas finais
gente juro pra voces que amanha eu compenso esses dias que eu nao postei.obrigada pela compreencao bjs e ate amanha