just one more about love Delena
86 Capitulo 86
Elena estava em seu quarto. Seus pés doíam terrivelmente. Assim que entrou se livrou dos sapatos, gemendo e mancando para a cama. Se massageou, pensando na mãe, que agora dormia, salva e segura, a poucos quartos de distancia. Fora realmente constrangedor explicar como as marcas em sua pele não haviam sumido, pelo contrario, haviam piorado. Elena tinha roxos pela pele do pescoço, sumindo pelo colo, mordidas, marcas de mão. Simplesmente constrangedor. Mas no fim dera tudo certo. Ela se levantou, caminhando até o espelho, olhando sua imagem refletida. Sua vida havia mudado tanto! Ela sorriu, testando os pés, erguendo-os para olhar no espelho... Estava péssimo. Mas ela estava que não cabia de felicidade. Então, subitamente, estava dançando. Há tempos não se sentia tão bem a esse ponto, mas agora sim. Dançava pra si própria, rodopiando, segurando a saia do vestido, sorrindo
Damon: O que é isto? – Perguntou, o olhar fascinado nela, parado a porta. Ela se virou, sorrindo, e estendeu as mãos para ele, que foi até ela. Ele sentou nos pés da cama e ela lhe beijou a testa, acariciando-lhe os cabelos.
Elena: Quando eu era pequena, mais jovem, antes da guerra começar, eu tinha uma tia. O marido dela era comerciante então ele viajava muito, e ela sempre com ele. Sempre me trazia presentes lindos, e me contava histórias. – Contou. Ele observava, quieto – Dentre essas ela me ensinou essa dança. Era de algum lugar no oriente, as mulheres dançavam para os maridos, e tinha panos, eram lindos! Ela me deu vários, mas ficaram todos em casa. Ainda assim sei dançar. – Explicou. – Não se dança com essas roupas todas, elas se vestem diferente, bem menos. – Comentou.
Damon: É algo que eu quero ver. – Disse, um sorriso malicioso no rosto, imaginando.
Elena: Verá logo. – Ela selou os lábios com os deles repetidas vezes. Ele apenas sentiu.
Damon: Parece que faz tanto tempo... – Suspirou, apertando a cintura dela sutilmente – E foi ontem. – Ele riu de leve.
Klaus: Toque de recolher. – Avisou, pondo o rosto na porta.
Damon: 5 minutos. – Negociou, e Kalus assentiu, saindo. – Venha aqui. – Ele puxou ela pro seu colo, de lado, enchendo-a de beijos. Elena riu.
Elena: Estou feliz. – Disse, acariciando o rosto dele, enquanto ele colocava as pernas dela em cima da cama – Feliz, feliz, feliz! – Disse, distribuindo beijos mordidos nele, que riu – Seus pés não doem? – Perguntou, sentindo os pés latejarem, mesmo livre das sapatilhas. Damon gemeu derrotado, suspirando.
Damon: Terrivelmente. – Ela o acariciou, observando – Mas vai melhorar.
Elena assentiu e, sabendo que tinham poucos minutos, o beijou. Um beijo doce, apaixonado, calmo. Ele a apertou em seus braços, correspondendo seu beijo. Durou os poucos minutos que tinham, menosprezando a necessidade de ar. Até que ela selou os lábios dele, deixando o rosto ainda próximo.
Elena: Não sei se já disse... – Ela uniu os lábios com os dele novamente, como se provasse – Mas eu gosto quando você me beija. – Confessou. E era verdade, ela amava os beijos dele, desde o primeiro. Ele sorriu. O modo como ela pensava as coisas era fascinante. – É gostoso. – Admitiu, travessa.
Damon: É? – Perguntou, mordendo o lábio dela, que assentiu. Ele tomou os lábios dela novamente, afundando a mão nos cachos dela, que suspirou, satisfeita. Dessa vez não durou tanto, bateram na porta de novo – Inferno, Klaus. – Rosnou.
Klaus: Eu deixei o dobro do tempo. Vamos, saia daí. – Respondeu, a voz vindo do corredor.
Damon: Mais 5 minutos. – Disse, beijando-a novamente. Ela riu, enlaçando as mãos no pescoço dele.
Klaus: Eu não sou a mamãe, Damon. – Disse, debochado. Não houve resposta. Ele deu dois murros na porta, fazendo Elena e Damon se sobressaltarem – OLHA ESSE SILÊNCIO AQUI, HEIM?!
Damon:Klaus... – Suspirou. Elena jogou a cabeça pra trás, mas ria.
Klaus: Vamos, não me obriguem a entrar e me macular vendo algo que não quero ver. – Disse, debochado.
Elena: Não estamos fazendo nada! – Exclamou, exasperada.
Klaus: E as marcas em seu lindo decote apareceram por obra divina. – Debochou – VAMOS, DAMON!
Terminou que Damon teve que ir embora. Elena se presenteou com um banho de banheira, quente e demorado, tentando relaxar os pés. O dia amanheceu sem mais. No quarto dos Malarkey, Madison dormia sobre o peito do marido, quieta, ambos cobertos até a cintura. Lorezo já havia acordado, e acariciava os cabelos dela, quieto, pensando. Até o dia anterior pensara não ter medo. Nunca o sentira, nunca importara; medo era para os fracos. Então ele se fez fraco. Se fez fraco diante da possibilidade de perdê-la, sentiu medo, angustia, pavor. Encontrara sua fraqueza, talvez sua ruína: Madison.
Ele abaixou os olhos até uma das mãos dela, que estava sob sua barriga, e os pulsos dela pareciam ter um bracelete quase negro, da largura da mão dele, contrastando com a pele dela. Ele lhe beijou a testa demoradamente e ela sorriu de canto, despertando.
Madison: Bom dia. – Murmurou, ainda com o rosto no peito dele, fungando de seu cheiro.
Lorenzo: Bom dia, anjo. – Ela sorriu de canto, os olhos fechados – Mad, eu vou chamar um médico hoje. – Disse, acariciando-a.
Madison: Quem está doente? – Ela franziu o cenho, sem abrir os olhos, confusa. Ele gostava do modo como ela acordava, meio alheia.
Lorenzo: Seus pulsos. Causou dano. – Explicou. Ela abriu os olhos, olhando um pulso, e gemeu.
Madison: Não preciso de um medico. Vou ficar bem. – Dispensou.
Lorenzo: Podem estar quebrados. – Insistiu.
Madison: Não... – Ela ergueu o braço e tentou dobrar o pulso. Ele observou o ato. Ela não conseguiu, e arfou – Não estão quebrados.
Lorenzo: Mad...
Madison: Shhh. – Ela ia calá-lo com o dedo, mas doía. – Ficará tudo maravilhosamente bem se você me fizer amor de novo. – Disse, manhosa, se estreitando sobre ele, que sorriu.
Lorenzo: Eu te machuquei. Não vai dizer nada? – Perguntou, tirando o cabelo dela do rosto. Cada pedaço dela o encantava.
Madison: Fazer uma cena desperdiçaria um tempo que nós podemos aproveitar muito melhor. – Ele riu da simplicidade dela – Eu errei, eu paguei, é pratico. Não sinta remorso. – Ela selou os lábios com os dele, que ria.
Lorenzo: Não torne a fazer. – Alertou, após passar os dedos sutilmente pelo rosto dela, entrando nos cabelos e puxando-s de leve pela raiz, fazendo-a inclinar o rosto. O olhar dele era sério.
Madison: Nunca mais. – Confirmou, e ele sorriu, satisfeito. Então os dois rolaram na cama, ele passando para cima dela que imediatamente o acolheu dentre as pernas, tendo sua boca assaltada pelo beijo faminto dele. Ela enlaçou os braços no pescoço dele, sabendo que não teriam lá utilidade, sendo que doíam sem ela nem tentar mexer, e os dois pulsos tinham marcas iguais. Aquele assunto estava encerrado.
Mas no final das contas...
Madison: Você sabe que isso é patético. – Disse, de cara fechada, mas abriu os lábios para que ele lhe desse mais um pedaço de fruta.
Estava tudo ótimo, mas Madison não conseguia manejar os talheres (não conseguia mover os pulsos pra nada), logo não desceu pro café e ele teve que alimentá-la na boca.
Lorenzo: Tem alguma idéia melhor? – Perguntou, espetando um pedaço de maçã com um garfo, mas era claro que estava se divertindo com a situação.
Madison: Tenho, que você me deixe em paz! Não estou com fome! – Choramingou, e ele levou um copo de suco aos lábios dela, que bebeu, sem ter alternativa – Lorenzo, eu vou estourar, já chega! – Ralhou, e ele não agüentou: Riu. Então houveram batidas na porta.
Caroline: Madison? – Chamou, a voz educada.
Lorenzo: Eu abro. – Ele pôs a bandeja de lado, se levantando.
Madison: Espere. – Ele a olhou – Abra aquela gaveta. – Ela indicou com o rosto – Há luvas ali. Apanhe as cinzas. – Obviamente para combinar com o vestido dela.
Lorenzo: Você não precisa me proteger. – Esclareceu, percebendo a intenção dela em ocultar as marcas.
Madison: Meu amor, as luvas. – Ignorou. Lorenzo sorriu de canto, buscando as luvas – Já vou, Car!
Lorenzo trouxe as luvas e ajudou a vestir. Eram da cor do vestido, e mais curtas que a da noite anterior, indo até o meio do antebraço, ocultando o que não devia ser visto. Só depois Lorenzo abriu a porta. Caroline estava lá com Jenna e Elena.
Lorenzo: Vou deixá-las a sós. – Disse, apanhando a bandeja e saindo.
Elena: Está tudo bem? – Perguntou, ao fechar a porta.
Madison: Perfeitamente. – Disse, com um sorriso impecável no rosto – Só fui preguiçosa ao não descer, foi um dia longo ontem. Como está sua mãe?
Elena: Perfeitamente bem. Nunca poderei agradecer o suficiente. – Disse, se sentando ao lado de Madison.
Madison: Foi um presente. De casamento. – Lembrou – Não precisa agradecer.
Jenna: Você quer me dizer como conseguiu fazer aquilo? – Perguntou, exasperada. Madison riu.
A conversa fluiu gostosamente. Ninguém notou nada.
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