just one more about love Delena
81 Capitulo 81
Damon: Tudo bem? – Perguntou, a voz preocupada. A água batia no colo dela. Pareciam facas atravessando seu corpo. A respiração dos dois formava pequenas nuvens brancas a sua frente. Ela assentiu, soltando-se dele e tomando impulso novamente.
Logo os dois estavam nadando. Damon ficara pra trás propositalmente, para não perder ela de vista. Os braços de Elena pareciam se negar a se mover, os músculos quase empedrados, ma ela nadou com toda a força que conseguiu. A correnteza forte, tentando desviá-los do caminho, também não ajudou. Passaram-se minutos a fio. Quando ela achou que não ia mais conseguir, seus braços se bateram em pedras; Chegara. As mãos de Damon a apanharam por debaixo dos braços, tirando-a da água. Ai foi que o barraco desabou: Se dentro da água o frio era horrível, fora dela era excruciante. Ela ofegou, se arqueando, e ele a apanhou no colo, pondo-se a andar, sumindo nas arvores do outro lado. Dentro de minutos ela pediu para ir pro chão; andar a aqueceria.
Damon: Não falta muito. – Disse, apanhando a mão dela. Os dois voltaram a andar rapidamente. As capas pesadas de água não ajudavam.
Elena: Para onde estamos indo? – Perguntou, os dentes batendo.
Damon: Há uma cabana de caça aqui perto. – Explicou. Ela assentiu.
Dentro de alguns minutos ela viu: Uma casinha, pequena, aparentemente de um só cômodo. Ele se aproximou, então rosnou.
Damon: É claro que você não vai trazer a chave, alteza. – Disse, debochando de si próprio, e se afastou, dando um pontapé na porta que se abriu.
A cabana era no meio do nada, só haviam arvores em volta, e estava fria, mas pelo menos completamente seca. Ele a pôs pra dentro e fechou a porta, puxando uma cadeira e pondo atrás da maçaneta, como tranca.
Damon: Tem um acendedor em algum lugar aqui. – Disse, tentando se lembrar.
Elena: Me dê sua capa. – Ela passou a mão nos ombros dele, tirando-lhe a capa molhada. Só de não estar mais na chuva seus dentes pararam de ranger. Falando em chuva, o barulho dessa no telhado era alto, quase ensurdecedor.
Damon conseguiu fogo poucos minutos depois. Achara um frasco com um liquido de cheiro forte em algum lugar. Após jogá-lo na lenha da lareira, tacou fogo. Elena torcia as capas cuidadosamente, para não estragá-las, em um canto afastado. Após acender a lareira ele apanhou uma das tochas presas na parede, acendendo-a na lareira e espalhou o fogo pelo resto das tochas. Elena olhou em volta. Não havia muito ali: Uma mesa de madeira com 4 cadeiras (uma agora servia como tranca para a porta), uma cama de casal num canto, um armário com objetos que Elena não identificou, e só. Uma cabana de caça, resumidamente. Ela apanhou duas cadeiras, colocando do lado da lareira e colocou as capas nelas, deixando-as aquecer. O calor logo aqueceu os dois. Damon foi até a cama, puxando um lençol de proteção que haviam posto de cabeceira a cabeceira. Os lençóis eram brancos, simples, e havia um cobertor grosso dobrado aos pés da cama.
Elena voltou ao canto molhado e jogou os cabelos pro lado, torcendo-os. Damon voltou até o armário, fuçando algo, e apanhou duas toalhas. Entregou uma a ela.
Elena: Não está empoeirado nem nada. – Disse, olhando em volta, enquanto secava o pescoço.
Damon: Tem um criado que vem aqui periodicamente. Troca a lenha, os forros, espanta a poeira e evita que algo dê mofo, ou cupins. – Ele tirou a camisa molhada, e teve o impulso de largá-la na cama. Elena ergueu a sobrancelha e ele riu. Ela foi até ele e tomou-lhe a camisa, o que o fez rir mais ainda. Ela levou a camisa dele até o ‘canto da água’ e a torceu, colocando-a perto do fogo.
Elena: Me dê a calça. – Disse, na maior naturalidade. Ele, que a observava de braços cruzados, ergueu as sobrancelhas, mas não disse nada. Tirou a calça, ficando de cueca, e deu a ela, que repetiu o procedimento. Os olhos dele se aguçaram quando ela tirou a camisola, ficando de calcinha, os cabelos molhados caindo até o meio das costas pálidas, e a torceu, desprezando-a. Ela não viu nada, só quando ele a abraçou pelas costas.
Damon: Não tens vergonha de se desnudar na minha frente? – Perguntou, afundando o rosto no pescoço dela, beijando-a, e afastando-a das cadeiras com as roupas, e ela sorriu, pondo seus braços em cima dos dele.
Elena: Eu deveria ter? – Perguntou, deixando que ele se banqueteasse em sua pele.
Damon: Houve uma época que você corava só por me olhar nos olhos. – Lembrou, e ela riu. Ele a virou pra si, estreitando os corpos dos dois. Os seios dela se comprimiram contra o peito dele, e o frio parecia ter sumido.
Elena: Deus, como eu senti sua falta. – Disse, saudosa, tocando os lábios dele. Damon sorriu de canto, observando-a.
Damon: Não sente mais? – Perguntou, os olhos sondando-a, e ela sorriu, se esticando para beijá-lo.
Damon a tomou nos braços, retribuindo seu beijo. Elena enfrentara a chuva, a floresta e o rio só para estar nos braços dele, e isso o fascinara. Ele a ergueu do chão, caminhando até a cama, onde a deitou, atravessada. A cama apesar de simples era enorme. Ela mal havia deitado e ele já estava por cima dela, ela sorriu, saudosa, o acolhendo dentre as pernas. Ele apanhou os pulsos dela, prendendo-os do lado do corpo. Sentira falta do peso dele roubando-lhe o ar. Quando Damon deixou os lábios dela, eles tinham a tonalidade vermelho sangue. Os beijos dele desceram pela frontal do pescoço dela, mordiscando-a, provando-a. Elena apenas acariciava perna com a ponta do pé, uma vez que estava presa.
Damon: Senti falta de cada pedaço. – Murmurou, antes de morder a lateral do seio dela. Ela gemeu, surpresa, quando ele abocanhou um seio seu, sugando-o na boca, como se quisesse guardar o gosto. – Principalmente do som dos seus gemidos. – Assinalou, e ela corou, se arrepiando. Ele viu e sorriu – Tão minha, Elena. – Disse, antes de mergulhar o rosto no colo dela, descendo até os seios como uma criança faminta. Elena arfou, languida, e os beijos dele continuaram. Depois de marcar a pele alva dos seios inteira ele mordeu a barriga dela, torturando-a em seu umbigo, fazendo-a se encolher e rir. Logo o corpo dela tinha marca de mordidas por toda a parte.
Mas havia desejo demais acumulado. Minutos depois ele se desfez do que sobrara de roupa e a possuiu com um movimento brusco. Elena cravou as unhas na mão dele que prendia seu pulso, respirando fundo para conseguir aceitar a invasão. Ele se deteve por um instante, o rosto afundado no pescoço dela, respirando por arfadas, para desfrutar da sensação do corpo dela acolhendo-o novamente, aceitando, se adequando. Elena não teve certeza de como não desmontara aquela noite. Ele pôs a se mover sobre ela furiosamente, incansavelmente, parecia que o tempo tinha resultado nisso. Ela mal conseguia respirar. Tinha as unhas tão cravadas na mão dele que quase o fazia sangrar. Os gemidos dela chegavam ao ouvido dele como musica, e parecia servir de combustível. Cada vez mais forte, cada vez mais fundo. Ele parecia ter perdido o controle; apenas sentia.
Elena: Me solte. – Choramingou, e por um breve instante ele pensou tê-la machucado. Mas eram apenas seus pulsos, presos do lado do rosto.
Damon a soltou e ela o abraçou pelas costas, as unhas logo deixando um traço vermelho por ali e enlaçou as pernas na cintura dele. Ele apanhou os quadris dela com as mãos, prendendo-a no lugar, e retomou seu ritmo. Elena gemeu abafado no ombro dele com isso. Meu Deus! O prazer chegava a se formar dor em alguns pontos, mas ela não se importava. Ela o queria, cada pedaço, cada aspecto. As costas dele logo estavam decoradas com marcas de unhas, cada vez mais vermelhas. Então chegou o ponto em que o prazer se fez insuportável... E Elena abafou seu grito final no ombro dele. Após alguns instantes dele se agarrou a ela, gemendo abafado, e o silencio reinou, só perdendo pro barulho da chuva. Os dois ficaram quietos até que ela acariciar as costas dele, acarinhando. Ele se acomodou no colo dela, quieto, até que ela sentiu a pele dele esfriar. Apesar das tochas e da lareira ainda chovia lá fora.
Elena: Venha. – Chamou, e ele foi com ela, ambos deitando-se direito na cama, enquanto ela puxava o cobertor pra cima dos dois. Uma vez aquecidos ele a puxou pra si, os dois ficando de conchinha.
Damon: Eu amo você. – Sussurrou, perto do ouvido dela, que sorriu, se aninhando nos braços dele. Uma resposta não era necessária.
Os dois ficaram quietos por vários minutos; ela acariciando os braços dele e ele beijando-lhe o ombro carinhosamente, até que caíram em um sono tranqüilo. Pro inferno com o temporal, o rio frio, com Stefan ou com a guerra. Nada importava ali.
Não se sabe ao certo quanto tempo se passou, mas ainda era madrugada, ainda chovia e as chamas da lareira ainda ardiam a pleno vapor. Elena e Damon ainda estavam juntos... E completamente acordados. Ele estava recostado nos travesseiros, e ela deitada em cima dele. Era a terceira vez que transavam desde que chegaram ali. Mas dessa vez havia calma, carinho, sem afobação ou agressividade. Ainda era ele que a guiava, como sempre, mas os movimentos eram leves, tranqüilos, os beijos eram doces, lentos. Quando por fim acabou ela continuou por cima dele, quieta, o cobertor tendo escorregado até as cinturas dos dois, e ele acariciava as costas dela, após ter afastado o cabelo já seco. Damon tinha o corpo gostosamente relaxado, mas seus olhos estavam fixos em algum ponto da parede.
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