just one more about love Delena
82 Capitulo 82
Damon: Há algo que eu não lhe contei. – Disse, sem precisar alterar a voz porque sua boca estava do lado do ouvido dela. Elena abriu os olhos castanhos, o rosto deitado no peito dele, olhando-o – No dia em que te apanharam no castelo... Que você acordou caída na floresta da divisa. – Elena assentiu – Bom... Eu menti sobre aquele dia. – Elena franziu o cenho – Quando eu cheguei você realmente já estava caída... – Disse, lembrando – Mas algo me golpeou e eu cai. Quando despertei você continuava desmaiada... Mas Stefan estava lá. – Completou. Elena ergueu o rosto, apoiando o queixo no peito dele para olhá-lo.
Elena: Porque escondeu isso? – Perguntou, tocando uma marca de unha mal posicionada, que ficara na curva da maxilar, provavelmente da segunda transa.
Damon: Porque eu ainda não estava pronto para falar sobre o que ouvi. Ainda não estou, mas não quero ter segredos com você. – Ela sorriu de canto e ele lhe beijou o nariz.
Elena: O que ele te disse? – Damon hesitou, e ela viu – Se não quiser falar disso eu vou entender. Não me importa, não é da minha conta. – Então ela franziu o cenho – Mas se foi algo sobre mim, é mentira. – Alegou, e ele até saiu das lembranças ruins, rindo de leve.
Damon: Não, não foi sobre você. – Disse, ainda sorrindo de canto, acariciando o rosto dela – Foi sobre... Foi sobre Katherine. – Um breve silencio se instalou ali. – Elena... Katherine foi amante de Stefan. O tempo todo. Desde antes de nosso casamento até o momento de sua morte. Ela nunca me amou. – Começou, e ia continuar, explicar até que ela entendesse, mas...
Elena: Eu sabia. – Damon a encarou, erguendo a sobrancelha – Desde que fui buscar a flor para Hope, desde meu encontro com Stefan... Eu o confrontei e ele me contou.
Damon: Porque você não me disse nada? – Perguntou, encarando-a.
Elena: Porque nada que vá te machucar, ou te causar dano, é do meu interesse. Se você não sabia, se aquilo não o havia alcançado, eu não diria. Morreria comigo. – Damon a observava – Não valia a pena machucá-lo, não fazia sentido. Eu só quis protegê-lo.
Damon: O que ele te disse? – Perguntou, colocando o cabelo dela atrás da orelha.
Elena: Não me lembro em palavras, foi uma noite horrorosa. – Os olhos dela se desfocaram do olhar dele enquanto ela tentava lembrar – Ele me disse que a namorava, porém não pediu sua mão, pois não era de maior. Que então você a tomou em casamento, mas que ela ainda o amava, e que teve um caso com ele durante... Durante todo o tempo. Que ele iria fugir com ela, largar o trono, quando ela engravidou. Por o filho ser seu ela não podia fugir, então eles esperariam o bebê nascer... Mas ela jamais pôde fugir.
Damon: O que você disse a ele? – Perguntou, observando-a.
Elena: Que ela tinha mal gosto. – Respondeu, imediatamente. Disso ela lembrava. Damon riu, surpreso.
Damon: Como? – Perguntou, sorrindo para ela.
Elena: Que ela tinha mal gosto. E tinha. – Disse, indignada com o riso dele – Ele é bonito, mas não chega aos teus pés em nada. – Ela lhe deu um selinho.
Damon: Acha ele bonito? – Perguntou, erguendo a sobrancelha. Elena arregalou os olhos.
Elena: Ah, não. Esqueça que eu disse isso. – Damon ainda a encarava, ultrajado – Certo, escute. As mulheres tem como mania dividir os homens em categorias: Bonitos, simpáticos e feios. – Damon parecia ter levado uma bolacha – Mas isso é pelo físico, e não é tudo o que importa. Nós não procuramos saber o interior a principio, nós olhamos um homem e pelo físico determinamos onde ele fica. Desculpe, amor. – Disse, beijando o queixo dele.
Damon: Muito bem. Eu vou ignorar essa parte. – Ela riu de leve – Foi só isso que ele lhe disse? – Ela assentiu – Bom, a mim teve mais uma coisa... Ele me disse onde encontrar o diário de Katherine. Em uma pedra, na beira do rio. Eles se encontravam lá, o diário dela ficou lá. Eu o encontrei no dia em que você fugiu. Estava danificado, molhado e desgastado, mas eu consegui ver algumas paginas. – Elena esperou, mas ele não encontrou palavras.
Elena: Não precisa me dizer nada disso, você sabe.
Damon: Mas eu quero dizer. Você é minha mulher, e eu quero que saiba tudo sobre mim. – Ela sorriu – O diário dela... Bom, Katherine me odiava. Ela realmente tinha nojo de mim, sentia raiva o tempo todo por ter que conviver comigo. Dizia que meu toque lhe causava náuseas, uma vez até ânsias. – Elena ergueu as sobrancelhas – Ela odiava tudo, minha voz, meu cheiro, meu toque, meu castelo, meu reino... Tudo que tivesse relação comigo. Quando engravidou, passou a odiar a criança também, porque era um pedaço meu. Praguejava Hope dia após dia, e após algum tempo passou a dizer que a entregaria a Stefan antes de fugir. Que deixaria que matassem, só por ter lhe “deformado” o corpo.
Elena: Isso é absurdo. – Disse, chocada. Ela pensou em Hope, agora curada, e nesse momento dormindo, feliz, em seu quarto, no castelo.
Damon: Em seu leito de morte ela me implorou que salvasse o bebê. – Lembrou – Suplicou. Ela não sabia o que tinha tomado, acho que a gravidez a estava matando. Me implorou varias vezes. – Ele respirou fundo – Eu pensei que fosse por amor! Depois de sua morte, por dias eu não pude olhar para Hope, eu a repugnava. Mas no final ela só queria que eu salvasse o bebê para que Stefan viesse e a matasse. Creio que ele nunca tentou porque eu declarei guerra logo após a morte dela. – Encerrou.
Elena: Incrível... É mais burra do que eu pensava. – Disse, e Damon ergueu as sobrancelhas. O modo como Elena via as coisas era subjetivamente hilário. – Não, é sério. Perdoe se ainda o ofende, mas ela teve o final que mereceu.
Damon: Não ofende. – Disse, suspirando – É por isso que as vezes eu me paro e te pergunto se você realmente quer estar comigo, se eu não a estaria forçando. No inicio cheguei a pensar que uma mulher não poderia se aproximar de mim por livre vontade, e que tu só estavas comigo, que só se submetia em minha cama porque eu a obrigava. – Elena esperou por um instante.
Elena: Está me chamando de burra? – Perguntou, erguendo as sobrancelhas, e ele riu gostosamente.
Damon: Longe de mim. – Ele beijou o bico que ela fez – Agora você sabe tudo. – Elena deitou o rosto no peito dele de novo. Passaram-se alguns instantes até ele falar novamente – Já pensou que um dia podemos ter bebês?
Elena: Penso sempre. – Disse, sorrindo – Bebês turrões como tu. – Brincou, e ele a pegou pela cintura, pondo-a pra baixo, e a encheu de mordidas. Elena gritou, rindo em seguida pelas cócegas.
Damon: Não sou turrão. – Elena fez um “aham” debochado, que fez ele mordê-la mais ainda. Ela gritou novamente, se encolhendo debaixo dele – Você acha... Acha que o que eu fiz antes nos prejudicou? – Perguntou, o rosto sério. Ela sabia do que ele estava falando. Já pensara nisso.
Elena: Não. Só não chegou o momento certo ainda. – Damon ergueu a sobrancelha – Damon, eu conheço aquela erva. Ouvi minha mãe comentando sobre ela várias vezes. Não causa dano. Não chegou o momento ainda – O rosto dele ficou menos tenso – O que significa que nós temos que continuar tentando. – Sussurrou, atrevida. Ele ergueu as sobrancelhas, sorrindo, e viu que ela sorria, travessa, mordendo o lábio.
Damon: Feiticeira. – Acusou, tomando-a no braço e ela riu, mas não durou muito porque ele a beijou, fazendo-a suspirar, satisfeita. Ela o acolheu dentre as pernas, as mãos passeando pelas costas (machucadas de unha) dele, enquanto os lábios se consumiam.
E aquilo levaria a noite toda.
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