just one more about love Delena
80 Capitulo 80
Elena: Eu realmente quero matar você agora. – Disse, ainda de olhos fechados. Ele não conseguiu não sorrir.
Damon: Em vez disso me dê um abraço. Eu senti sua falta. – Disse, acariciando o rosto dela. Ela abriu os olhos e viu a expressão dele.
Elena: O que fizeram com você? – Perguntou, se sentando. Ela acariciou o cabelo dele, vendo o cansaço em seus olhos.
Damon: Nada. Só estou cansado. – Ela o trouxe para perto, abraçando-o forte. Damon deixou a cabeça repousar no ombro dela, aspirando seu perfume.
Elena: E então? O que aconteceu lá? – Perguntou, meio que ninando-o.
Damon: O que eu disse que aconteceria. Nada. – Ele se abraçou a ela, quase esmagando-a. Elena empurrou o terno dele, feliz por se ver livre do gesso, e o trouxe para si. Ele terminou deitado em cima dela. Empurrou os sapatos de qualquer jeito, sentindo o peso do mundo nas costas.
Dentro de pouco Damon estava dormindo. Elena ninou o sono dele todo o tempo. Meia hora depois Klaus e Alaric apareceram para buscá-lo, mas ela intercedeu.
Elena: Por favor. Ele só está dormindo. – Os olhos de Klaus observaram a cena, avaliando – Só dessa vez. – Alaric assentiu e apanhou Klaus, que riu, saindo dali. Elena beijou a testa de Damon, que continuou dormindo. Nada mais foi dito ali.
Damon acordou no cair da noite. Avisou que não desceria para o jantar, e ela entendeu. Chovia furiosamente lá fora. Após se aprontar para dormir, Elena ficou perto da janela, olhando a chuva cair. Quase não se via nada lá fora, o cheiro era gostoso e o barulho era reconfortante. Ela caminhou até a porta, abrindo-a de leve... Não havia ninguém lá fora. O que não mudava o fato de que Klaus adorava aparecer do nada, no escuro. Ela fechou a porta e, descalça, saiu na ponta dos pés. Na curva do corredor não havia ninguém... E ela desatou a correr. Correu como se estivesse salvando a vida, desembalada pelos corredores desertos, os pés mal tocando o chão frio. Damon estava em seu quarto. Tinha tomado banho, se preparava para dormir... Novamente. Ele abriu uma gaveta, e procurando uma pasta terminou derrubando-a.
Damon: Que maravilha. – Murmurou consigo mesmo, se abaixando. Estava catando os papéis quando a porta se abriu com um baque, se fechando em seguida. Ele virou o rosto pra se debater com a imagem dela parada, encostada na porta, ofegando. Estava de camisola, os cabelos soltos, descalça.
Elena: Consegui. – Murmurou pra si mesma, passando a mão para trancar a porta. Ela se virou, dando de costas na porta, e viu o olhar confuso dele.
Damon: O que houve? – Perguntou, alerta.
Elena: Eu fugi. – Disse, satisfeita, com um sorriso enorme aparecendo no rosto. Damon teve que rir.
Damon: Fugiu? – Repetiu, se levantando.
Elena: Fugi. Correndo. – Ela tirou o cabelo do rosto, e ele riu mais gostosamente ainda – Eu tenho graça? – Perguntou, erguendo a sobrancelha.
Damon: Em certa parte. – Admitiu, coçando a sobrancelha. A expressão do rosto dela fez ele rir mais ainda. Ela observou por um instante, então ele viu ela abrindo a porta novamente.
Elena: Eu não mereço. – Disse pra si, abrindo a porta. Quando tomou impulso para sair, entretanto, a mão dele a puxou de volta, fechando a porta. Ela sorriu ao sentir a boca dele em seu ombro, os beijos quase fazendo a pele arder. Ele trancou a porta e tirou a chave da maçaneta, largando-a no chão.
Damon: Não conhecia esse teu lado caprichoso. – Murmurou, virando-a pra si, e viu o sorriso travesso no rosto dela.
Elena: É novo. – Provocou e ele sorriu, tomando a boca dela em seguida.
Uma coisa era certa: Ela não voltaria pro quarto aquela noite.
Ele se afastou com ela da porta, abraçando-a forte, a boca devorando a dela. A resposta estava ali, era dela que precisava para esquecer aquele dia horroroso. Elena arfou, satisfeita, e ele sorriu, mordendo os lábios dela. Apenas quando ela tombou sentada nos pés da cama dele, que se tocou de algo. Ele não entendeu porque ela o afastou.
Damon: O que há? – Perguntou, confuso. Estava começando a ficar bom e ela o afastava?
Elena: Vão vir me buscar. – Disse, frustrada – Assim que derem minha falta. – Damon olhou para a porta. A tranca não impediria Klaus de armar um pandemônio, aos risos ainda.
Damon: Temos que sair daqui. – Constatou.
Elena: Pra onde? – Perguntou, e ele se afastou um pouco dela, tentando manter o foco. Demorou. – Pare de me tratar como se eu fosse outra pessoa. – Ralhou.
Damon: Como é? – Perguntou, achando graça do biquinho dela.
Elena: Pare de pensar em mim como uma rainha. Com alguém da realeza. – Insistiu.
Damon: Mas você é alguém da realeza. – Brincou, apanhando o queixo dela com a mão e selando-lhe os lábios.
Elena: Eu sou sua mulher. – Corrigiu, e ele sorriu – Não me trate cheio de não-me-toques, eu não vou aceitar. – Damon riu. Ela se jogou de costas na cama, tapando o rosto com os braços – Ótimo. – Ela abriu os braços, deixando-os cair de lado. – Continue rindo. Não vai demorar nada e Klaus estará do outro lado da porta. – Mas Damon apenas a observava, com um sorriso de canto – O que agora?
Damon: Tem uma mulher linda se espreitando na minha frente, em minha cama. É indecente de tão tentador. – Ela sorriu com o elogio, então se sentou, puxando-o para si.
Elena Se não sairmos daqui vão me levar embora. – Lembrou. Damon se focou novamente por um instante, então se soltou dela, sumindo dentro do closet. – Então? – Perguntou, olhando na direção da porta.
Damon: Sei de um lugar. – Disse, a voz abafada dentro do closet – Mas vamos nos molhar. – Avisou, saindo de lá. Ele já tinha uma capa sobre os ombros, e trazia uma para ela. Elena sorriu.
Ele vestiu a capa nela, puxando seu capuz, e em seguida lhe deu a mão, indo pra porta. Os dois avançaram rapidamente pelo corredor da torre, descendo as escadas em silencio. Após observarem o corredor principal, saíram em disparada, porém na direção oposta a saída. Ela não questionou, apenas o seguiu; ele conhecia o castelo melhor que ela. Vários corredores e escadarias depois os dois deram nos fundos, no gramado perto da lavanderia. A chuva forte fustigou os dois, que correram até que ele ouviu o riso dela, que o fez parar, sorrindo.
Damon: O que há? – Perguntou, a voz um pouco mais alta para ela ouvir. Ele não usava capuz, os cabelos já estavam molhados, pingando.
Elena: Parecemos crianças. – Respondeu, se lançando no pescoço dele e o beijou de modo apaixonado. Ele a ergueu do chão, retribuindo seu beijo, e ela sentiu ele andando, meio que tropeçando pro lado. O gramado devia estar escorregadio, a terra fofa. Chovia tanto que quase não se podia ver, mas Elena viu de relance uma luz vindo do corredor da área de serviços. Podia ser qualquer criado... Mas podiam ser Klaus e Alaric. Ela arfou, soltando os lábios dele, que beijou-lhe o queixo, ainda erguendo-a no ar – Vem alguém. – Murmurou, os olhos azuis focalizando o corredor... Mas não dava pra ver.
Na falta de opção os dois saíram correndo novamente. Ao chegar a copa das arvores Elena ofegava, rindo, e ele apanhou a mão dela novamente, guiando-a no escuro. Ali a chuva era abafada pelas arvores, mas ainda estava muito molhado. Correram até chegar no rio. Foi então que Damon praguejou.
Elena: O que foi? – Perguntou, ofegando pela corrida.
Damon: Havia um... Umas pedras ali. – Ele apontou pra um lugar onde a água cobria. — Eu não me dei conta que a chuva faria a correnteza subir. – Elena olhou o lugar onde ele apontava. A água corria solta – Perdoe.
Elena: Vamos nadar? – Perguntou, olhando-o. Ele ergueu as sobrancelhas e riu.
Damon: Nadar? – Confirmou.
Elena: Há outro modo de atravessar? – Perguntou, e ele riu – Bom, ou nós nadamos, ou vamos terminar aqui no chão. Eu não passei por tudo isso pra voltar pra casa tão cedo. – Ele a olhava, meio fascinado.
Damon: Você realmente quer estar comigo. – Disse, ainda com aquele olhar estranho sobre ela. Damon ignorou o fato de Katherine se encontrar com Stefan ali. Rapidamente veio um flash em sua cabeça, de uma passagem do diário dela, comentando o quanto era desprezível ter que conviver com ele, quem dirá ter que tê-lo em sua cama. Mas Elena sorriu, abraçando-se a ele, selando-lhe os lábios.
Elena: Se eu não quisesse tanto não estaria nessa chuva. – Disse, passando a mão no cabelo dele. A chuva açoitava os dois sem piedade. Damon a olhou por um instante, e ela queria poder saber o que ele estava pensando.
Damon: Então nós vamos nadar. – Confirmou, apontando com a cabeça pro rio, e ela sorriu, travessa.
Elena se arrependeu da idéia na hora em que a água se fechou sobre sua cabeça. Estava tão frio que ela mal conseguiu manter o ar dentro dos pulmões. A correnteza quase a levou, mas a mão dele a agarrou pelo braço, trazendo-a de volta.
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