Damon olhou Elena, que observava quieta, e disse um “Obrigado.”, sem som. Ela apenas sorriu. Foi um longo, longo, dia. Hope descera para o almoço, se comportando como uma perfeita dama, e conversou com as rainhas presentes educadamente. Primeiro houve um momento de surpresa, admiração, depois a comemoração, os parabéns, um champanhe foi aberto. Elena ficou a beira, primeiramente, atenta a Hope, mas Damon a surpreendeu, chamando-a. Depois do almoço, Hope ficou irredutível. Queria andar o mundo em uma tarde, e foram precisos Elena e Damon para contê-la. A noite foi pior ainda. A menina não queria dormir, por nada.

Elena: ACABOU! – Disse, exasperada. Damon e Hope olharam. Elena tentava por Hope na cama há quase duas horas, mas Damon brincando com a menina não ajudava – Já chega. Saia daqui. – Ordenou, apanhando-o pelo braço. Hope gargalhou gostosamente. – Fora. – Ela o empurrou até a porta do quarto. Ele soltou um beijinho para a filha, que retribuiu, e ela o empurrou porta a fora – Suma daqui. – E ia fechar a porta, mas ele segurou seu braço.

Damon: Estarei lhe esperando.- Disse, em tom baixo, os olhos encarando os dela. Ele sorria.

Elena: Grande novidade. – Disse, revirando os olhos, e ele riu. Ela o empurrou e fechou a porta. – Agora você, mocinha. – Disse, se virando. Hope pulou pra fora da cama, rindo, e correu pro banheiro. Elena suspirou.

Levou mais meia hora até ela conseguir pôr Hope para dormir. Por fim ela cobriu a menina, sorrindo, apagou as velas e saiu. O cansaço a apanhou logo na porta. A escadaria da torre parecia interminável, e ela considerou dormir ali. Por fim abriu a porta da torre, vendo Damon sentado na cama, sem camisa, os cabelos curtos molhados, banho recém tomado.

Damon: Você está despencando. – Lamentou, vendo as olheiras dela. Ele tentou contar o tempo desde que Elena havia dormido... Mas a lembrança dele se perdia no momento em que ele voltou a torre, após ter encontrado os restos do diário de Katherine, e a encontrou lá. Ele quase a violentara, logo depois ela fugiu, passara Deus sabe lá o que com Stefan, voltara fugida, então perdera outra noite cuidando de Hope... Ele suspirou.

Elena: Nada que um pouco de sono não resolva. – Disse, se aproximando, e ele a puxou pro seu colo. – Você viu o sorriso dela? – Perguntou, cansada, mas sorrindo. Sentiu as mãos dele começarem a puxar os cordões do vestido.

Damon: Esperei por esse momento minha vida inteira. – Disse, puxando o vestido solto pelos ombros dela, deixando-a de espartilho. Logo estava puxando os cordões do espartilho, removendo-o – Obrigado. – Disse, dando um beijinho no ombro dela ao terminar. Ela sentiu o espartilho frouxo e se recostou nele, de olhos fechados, fungando-lhe o pescoço. Damon deu um beijinho na maxilar dela.

Elena: Você cheira a sabonete. – Comentou, fungando dele novamente, que riu.

Damon: Vou te dar um banho. – Ofereceu, se levantando, e levando-a junto. Ele empurrou o vestido dela de qualquer jeito, deixando-o no chão. Elena estava quase dormindo em pé. Tropeçou alguns passos e ele a pegou no colo.

Elena: Você acabou de sair do banho. – Observou, meio aérea.

Damon: Shh. – Ela assentiu, se acomodando no peito dele. Ficou lá, quieta, até que ele a colocou de pé. Ela nem sentiu ele tirando o resto de sua roupa, então a água quente a acolheu. Ela suspirou, se prendendo a realidade.

Elena: Esse momento tinha que ser romântico. – Observou, sentindo as mãos dele subindo por seu pescoço, massageando. Ele estava sentando na borda da banheira, de bermuda.

Damon: Está sendo. – Disse, e ela deixou a cabeça cair quando ele apertou seus ombros. As mãos dele eram fortes, e seus ombros estavam tensos, doloridos.

Elena: Mentiroso. – Disse, soprando a espuma, e ele riu – Porque não entra na água comigo?

Damon: Porque... – Os dedos dele traçaram o ombro dela, apertando a pele cansada, e ela suspirou – Eu não tenho tanto controle assim. Porque se eu entrar na água vou terminar fazendo o que não devo. Porque se eu fizer amor com você, você vai entrar em coma. – Disse, beijando a testa dela, que riu. – Só quero que você descanse.

Elena: Amanhã... – Começou.

Damon: Não vai precisar nem me lembrar, eu prometo. – Ela riu do tom dele.

Damon a massageou até que ela desfaleceu, caindo no sono. Ele a ensaboou, a banhou, e se desafiou a não acordá-la. A carregou com cuidado, secando-a sutilmente, e a vestiu. A pegou no colo, levando-a para cama, e a deitou. Soltou o cabelo dela, ajeitando o travesseiro, e a cobriu. Se secou, apagou as velas e se deitou ao lado dela. Sorriu no escuro, porque assim que se deitou ela, adormecida, o abraçou, deitando a cabeça no peito dele, se estreitando, abraçando-o. Ele amava cada um desses atos. A abraçou, trazendo-a para si, e ela suspirou em seu sono.

Damon: Durma bem, meu amor. – Murmurou, beijando-lhe o cabelo em seguida.

E ela dormiu. O sono era profundo, merecido, cansado, o sono dos justos. Dormiu a noite inteira. Ela não sabia, mas o dia seguinte seria longo.

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