just one more about love Delena
77 Capitulo 77
O dia estava frio. Todo o reino estava reunido em frente ao castelo. Um palco fora montado em frente as escadarias. Haviam 8 tronos ali. Os primeiros a chegar foram Alaric e Jenna, seguidos por Klaus e Caroline, logo por Damon, por ultimo Lorenzo e Madison. Apenas um trono ficou vazio. A cada vez que alguém chegava, todos se curvavam. Damon, sentado no trono do centro, tinha um sorriso de canto no rosto. Todos aguardavam, sem fazer idéia do porque haviam sido convocados ali. Até a guerra havia parado para esse anuncio; Apenas permaneceram guardas nas fronteiras . Damon quis o máximo de pessoas possíveis.
Hope: Estou nervosa. – Disse, passando a mão no vestido. Seu vestido era rosa, delicado, e as luvas eram de renda branca. Ela estava pálida.
Elena: Não vejo porque. Está linda. É a princesa. – Disse, dando de ombros. Hope sorriu. Elena usava seu vestido de criada, cinza e branco, e tinha os cabelos presos no tradicional rabo de cavalo baixo. Ela puxou a aba do vestido de Hope, olhando as sapatilhas brancas, delicadas – O sapato está machucando? – Perguntou, e Hope negou – Sente algo?
Hope: Fora a vontade de sair correndo? – Perguntou, apertando as mãos, e Elena sorriu, beijando-lhe a testa.
Elena : Vai ficar tudo bem. – Prometeu – Eu vou lá fora espiar pra você, certo? – Hope assentiu, ansiosa.
Elena sorriu, caminhando até a plataforma, pela lateral, espiando escondida pela sombra do trono de Jenna. Ela arregalou os olhos. Havia gente até o horizonte, de todos os lados, pessoas paradas, olhando. Ela tentou contar, mas não havia como. Até a linha do horizonte, e além, haviam pessoas. Ela respirou fundo, procurando se acalmar. O reino todo estava ali, era gente demais, não cabia no alcance dos olhos. Ela olhou para Damon, mas ele olhava para frente. Elena observou. Era a primeira vez que via Damon usando a coroa. Ela sabia que, se estivessem a sós, ela riria dele. A coroa dele era de prata, com algumas pedras que ela não podia distinguir pela distancia, envolvendo a cabeça a partir da testa. Ela olhou em volta. Todos os reis usavam coroas. Diferentes, é claro, mas todos usavam. As rainhas também. As delas eram mais delicadas, cada uma a seu formato. A de Madison tinha diamantes cravados, Elena reconhecia pela cor e pelo brilho. Se prendia na raiz dos cabelos negros, e era grande, bonita. Prendia a visão. Todos estavam muito bem vestidos. Madison de preto, como sempre. Caroline de vermelho e Jenna de azul turquesa. Os reis usavam ternos longos, negros, tudo muito luxuoso. Até que Damon se levantou. Havia uma pequena caixa preta no trono vazio ao lado dele. Elena tropeçou de volta, correndo pra Hope.
Hope: E então? – Perguntou, ansiosa.
Elena: Er... Vai ficar tudo bem. – Disse, tentando conter o rosto.
Hope: Venha comigo. – Pediu, agarrando a mão dela. Elena arregalou os olhos.
Elena: Não posso, está louca? – Perguntou, exasperada. Mas a voz de Damon soou. Silencio total se fez.
Elena olhou em direção ao “palco”. Damon estava de pé, bem na frente, com as mãos as costas, e todos observavam atentamente.
Damon: Creio que todos nós conheçamos as bases da guerra em que vivemos. – Começou, sério. – Há seis anos minha... – A boca dele amargou – Minha esposa, Katherine, foi assassinada. Minha filha sobreviveu, porém jamais pôde andar. – Todos esperavam. Todos conheciam aquela história, onde ele queria chegar? – Eu tentei de tudo, desesperadamente, e me vi como um pai frustrado. Não consegui ajudá-la. – O silencio reinou – Quando eu achei que tudo estava perdido, entretanto, um raio de luz nos alcançou. – Ele sorriu consigo mesmo – Houveram controvérsias, problemas, desentendimentos, mas não se pode tapar o sol com a mão. A luz chegou até mim, até minha vida, até meu castelo... Até minha filha. – Ele sorriu novamente, e respirou fundo – Então hoje eu os chamei aqui pois tenho considerações e apresentações a fazer.
Hope se agarrou ao braço bom de Elena, que nem sabia o que fazer. Era demais pedir a uma criança para encarar aquilo.
Damon: Em primeiro lugar, lamentavelmente com seis anos de atraso, eu quero lhes apresentar vossa princesa. – Ele se virou e franziu o cenho vendo Hope agarrada em Elena. Elena o explicou com um olhar e ele entendeu. Caminhou até a escadaria e estendeu a mão pra Hope, que não conseguiu se mover. Elena apanhou a mão dela, levando-a até o pai. Hope pegou a mão de Damon, e respirou fundo, sorrindo. Um murmúrio começava a nascer entre o povo. Damon caminhou com Hope até a beira do palco, e um silencio violento se abateu – Esta é minha filha, Hope Marie Salvatore, a princesa herdeira de meu trono. – Encerrou, e sorriu para filha.
Todos olhavam a menina de pé. Era um milagre. Então um rugido nasceu e a multidão estava gritando, batendo palmas, comemorando. Hope se assustou, mas ele a acalentou, e ela sorriu, se inclinando brevemente para agradecer os aplausos. Damon se afastou por um instante, apanhando a caixa negra e abrindo-a. Havia uma coroa ali. Pequena, delicada, mas ainda assim uma coroa. Elena observava tudo. Quando Damon se voltou para Hope, levando a coroa, todos os reis e rainhas, ainda batendo palmas, se levantaram em reverencia. Hope sentiu a coroa delicada tocando-lhe os cabelos, e sorriu para o pai. Os aplausos aumentaram. Elena batia palmas, sorrindo. Até que Damon pediu um pouco de silencio, e os aplausos cederam.
Damon: Por ultimo, mas não menos importante, eu quero lhes apresentar a luz. – Disse, sorrindo. Ele se virou e viu Elena com os olhos arregalados, já com um passo atrás pra correr. Ele ergueu a sobrancelha pra ela – Minha noiva, futura esposa, e vossa futura rainha: Elena Gilbert. – Ele estendeu a mão para ela. Elena estava branca – Elena, por favor. – Chamou. Elena nem sentia as pernas, pra começar. Como aquilo havia ocorrido?
Elena apanhou a mão dele, e se viu ser levada até a frente do palco. Estava gelada. Ele apanhou um anel delicado na caixa onde estivera a coroa. Havia um diamante cravado nele. Ele apanhou a mão direita dela, sorrindo de canto.
Damon: Você me prometeu uma vez que quando a guerra acabasse, se eu te repetisse esse pedido, você me diria sim. – Disse, e ela o encarou – Bom, nossa guerra acabou. – Disse, dando ênfase ao “nossa” – Case-se comigo, Elena. – Pediu.
Ela o encarou por um instante, tendo mil coisas pra falar e não dizendo nada. Então apenas sorriu. Ele entendeu e a aliança fria deslizou pelo dedo dela. Damon beijou a mão dela, em seguida se afastando, segurando-a na palma da mão.
Damon: Vossa futura rainha. – Repetiu, mostrando a aliança recém colocada.
Houve um instante de murmúrio, então aos poucos todos se curvaram. Não perante a presença opressora de Madison e Lorenzo, nem a de Damon; Se curvaram perante Elena. Ela nem acreditava em tudo aquilo, mas o encarou e ele sorria. Hope, radiante, apanhou a outra mão dela, sorrindo. Parecia impossível, mas acontecera.
Naquele dia, mais tarde...
Todos haviam comemorado o dia inteiro, com direito a muito vinho e champanhe. Hope adormecera há uma hora, cansada. Uma criada a levou para cama.
Elena: Podemos subir? – Perguntou, aninhada no abraço de Damon. Ele a olhou, acariciando-lhe o cabelo, e assentiu.
Damon: Bom, com a licença de vocês. – Começou – Eu vou me retirar. Foi um longo dia.
Klaus: É claro. – Disse, vendo Elena se levantar com Damon. Parecia achar graça em algo.
Alaric: Boa noite. – Disse, e uma mão fria apanhou Elena pelo braço, afastando-a de Damon. Não se soube qual foi o olhar mais indignado: O dele ou o dela.
Damon: O que está fazendo? – Perguntou, erguendo a sobrancelha.
Alaric: Você disse que ia dormir. – Lembrou. Lorenzo riu gostosamente, pondo a mão na barriga.
Elena: Eu... – Ela hesitou. Falar diretamente com um rei era uma completa novidade. – Eu vou com ele.
Damon: Pois é, ela vem comigo. – Disse, debochado.
Klaus: Não, eu acho que não. – Disse, prendendo o riso.
Madison: Vamos, não torne isso tão obsceno. – Disse, enquanto Lorenzo brincava com sua mão.
Damon: Eu não estou entendendo a piada. – Disse, se irritando. Tentou apanhar Elena, mas Alaric a tirou do alcance rapidamente.
Jenna: Ela é sua noiva agora, não sua esposa. – Lembrou.
Damon: E...?
Caroline: E... Que sendo sua noiva ela não pode estar em seus aposentos com você. – Disse, como o marido, prendendo o riso – Não até ser sua esposa.
Damon: Isso é brincadeira, não é? – Perguntou, lentamente.
Madison: Como eu disse, não torne isso tão obsceno. – Disse, sorrindo.
Lorenzo: Vá dormir, Damon. – Aconselhou, tranqüilo.
Damon encarou Elena, exasperado, mas ela piscou pra ele, muito timidamente. Ele se despediu de todos e saiu. Uma hora depois Elena estava em seu quarto, não o de empregada, o outro, em seu banho. Ainda sentia o perfume dele, o calor de sua pele... E ela se aprontou, pondo a camisola e um hobbie. Apagou as velas, e saiu descalça, na ponta dos pés e rapidamente. Mas na curva do corredor...
Klaus: Cuidado com a pressa. – Disse, parado, encostado na parede. Estava encostado preguiçosamente na parede – Pode cair em um corredor escuro. – Ele riu levemente – Evite acidentes, vá para o seu quarto, Elena.
Elena: Klaus... – Apelou.
Klaus: Nanana. Não no meu posto, nem no meu plantão. – Elena suspirou – Farei um favor, mandarei avisar a ele que você não vai. Viu? Eu sou um anjo.
Elena: ARGH! – Disse, e Klaus gargalhou. Ela correu. Colocou tanta força que suas pernas doeram... Mas ele então, do nada, ele estava parado a sua frente, trancando o corredor. Ela ofegou pela breve corrida, derrotada – Estou indo, estou indo. – Disse, voltando pro quarto.
Ele não poderia ficar lá a noite toda; era um rei. Elena esperou até a madrugada. Klaus foi embora... Mas deixou um guarda. Não tinha jeito de sair. Ela olhou pela janela, mas era alto demais para pular. Damon quase matou a criada que foi lhe mandar o recado de Klaus. Desceu para ir buscá-la, chegou a dispensar o guarda, mas Alaric apareceu, e o levou. Por fim os dois dormiram, sozinhos e separados. Era o inferno.
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