just one more about love Delena
75 Capitulo 75
Elena se levantou, indo até os pés da cama. Apanhou um dos pés da menina com cuidado, tentou dobrar-lhe a perna, mas ela gritou. Elena respirou fundo. Ela se pôs a massagear os pés da menina, que apenas choramingou, angustiada. Damon estava atrás da porta, vendo tudo, observando tudo. Levou horas para Hope parar de chorar. Mais horas para se acalmar. Já amanhecia quando, exausta, adormeceu. Ele entrou no quarto e Elena ergueu o rosto, assentindo. Ambos estavam exaustos. Damon foi até ela, a apanhando no colo e beijando seu ombro de leve.
Damon: Acabou? – Perguntou, em tom baixo.
Elena: Não posso ter certeza, mas acho que ela ainda sentirá dor quando acordar. – Ambos suspiraram – Sinto falta da tua cama agora. – Elena estava realmente cansada. Desde a fuga ela não dormia.
Damon: Durma um pouco. Estas quase desmontando. – Disse, tirando o cabelo do rosto dela.
Elena: Dormirei quando tu fores. Estou bem. – Disse, se aconchegando no peito dele, suspirando.
Damon: Não gosto de vê-la sofrer assim. Minha função sempre foi impedir que toda e qualquer dor alcançasse Hope. – Disse, vendo a filha dormir, o rostinho ainda molhado das lagrimas.
Elena: Não poderá fazê-lo para sempre. – Disse, aspirando o perfume dele – E pense que logo ela estará correndo, para cima e para baixo. – Damon sorriu.
Damon: Teremos que trancar a porta do quarto. – Disse, divertido. Elena o beliscou, o que o fez rir.
Elena: Hum... – Ela suspirou novamente, cansada — Seria abuso meu pedir que me beijasse? – Perguntou, encolhida no peito dele, que sorriu, tocando-lhe a maçã do rosto.
Damon: Eu estava prestes a pedir. – Confessou, o que a fez sorrir. Damon abaixou o rosto, tomando os lábios dela de modo delicado, doce.
O sentimento que havia entre os dois parecia se fortalecer mais a cada minuto. Elena se perguntava se aquele frenesi nunca passaria. Só de sentir os braços dele, ou até mesmo seu perfume, ela se sentia segura, em paz, feliz. Ela o abraçou pelo pescoço, tendo cuidado para não machucá-lo com o gesso, entregando-se de boa vontade. Damon suspirou com a receptividade dela, satisfeito. Essa sim o queria, o amava. Podia ver em seus olhos, em sua voz, no modo como ela se estreitava no abraço dele, como se não quisesse mais vê-lo partir. Só que...
Hope: Nem no meu leito de morte vocês dois param com isso? – Perguntou, observando. Elena e Damon se separaram, sobressaltados, e ela sorriu.
Damon: Ela começou. – Acusou, brincando, e Elena ergueu as sobrancelhas, ultrajada. Hope riu.
Elena: Sente alguma coisa, bebê? – Perguntou, descendo do colo de Damon.
Hope: Meu pé está formigando, só, eu acho. – Disse, respirando fundo, então se tocou. Seu pé jamais formigara – Ei, olhe isso! – Disse, novamente chocada.
Damon: Fique calma. – Pediu, cauteloso.
Hope: Mas está formigando! – Repetiu, como se Damon não tivesse captado a mensagem direito.
Elena: Tente mover. Sem expectativas, só por tentar. – Hope assentiu, e haviam três pares de olhos nos pés dela: Um azul, um castanho e um castanho esverdeado.
Hope franziu o cenho delicado, olhando os pés. Aos poucos o pé direito foi se movendo, como de ela desse impulso tentando levantar a perna.
Damon: Devagar. – Orientou, mas Hope ignorou.
A menina conseguiu dobrar a perna quase até a metade então ofegou, cansada. Elena levou as mãos a perna dela, apanhando-a.
Elena: Dói? – Perguntou, flexionando o joelho da menina, dobrando a perna e desdobrando.
Hope: Formiga. Meio que arde. – Disse, parecendo sonolenta.
Damon: Será que foi pouco? – Perguntou, em um sussurro.
Elena: Creio que com mais tempo... – Respondeu, no mesmo tom, equilibrando a perna da menina com o gesso da mão – Hope, você... – Ela parou. A pequena caíra no sono outra vez. – Deixe que durma. Vai ficar bem. – Damon assentiu, preocupado. Elena apanhou duas das varias almofadas da cama de Hope, e se levantou do colo dele – Venha aqui.
Ela o puxou pro chão. Damon achou graça; Ela sempre o surpreendia. Se ajoelhou, desabotoando o colete e os pulsos da camisa dele, e lhe tirou os sapatos. Ele observou ela desamarrar seu cinto, divertido.
Damon: Posso tirar sua roupa também? – Propôs, e Elena revirou os olhos.
Elena: Não seja tolo. – Ela o empurrou, fazendo-o cair deitado, com a cabeça no travesseiro. Ele riu. Ela empurrou as sapatilhas de qualquer jeito, e ia deitar, mas ele a deteve – O que?
Damon: As costelas. – Lembrou, severo. Elena revirou os olhos – Você não está em condição de reclamar. Ainda estou pensando se devo enforcar você por ter fugido ou não. – Disse, severo, e se sentou. Ela deu as costas, deixando ele afrouxar os cordões do vestido e do espartilho, se era o que queria – Elena...
Elena: Hum? – Respondeu, cansada.
Damon: Uma de minhas adagas sumiu. – Disse, e ela franziu o cenho. Isso era encrenca – Quer explicar?
Elena: Queria que eu fosse desarmada? – Perguntou, o corpo oscilando pelas puxadas dele.
Damon: Não queria que você fosse. – Corrigiu. Houve um instante de silencio – Onde está? – Elena não respondeu. Estava perdida em algum lugar naquele quarto medonho. Damon interpretou o silencio dela de modo errado – Elena, você o atacou! – Disse, exasperado.
Elena: Ele me atacou. – Corrigiu – Tentou me violentar. – Isso desarmou Damon, o deu nojo – Eu tentei me defender, mas escapuliu da minha mão. A perdi. Terminei usando uma espátula da lareira pra me defender, afinal. – Disse, se virando para olhá-lo. Damon parecia meio verde. Só a possibilidade de Stefan ter posto a mão nela, os lábios forçando sua pele...
Damon: Maldito seja. – Rosnou, enraivecido.
Elena: Dei na cabeça dele até que desmaiasse. Ele precisava aprender que o único que pode me tocar és tu. – Disse, beijando-lhe sutilmente.Ele sorriu de canto com carinho dela.
Damon: Venha. – Ele se deitou, puxando-a para o seu peito. Ele observou o modo como ela se agarrou a ele, se acomodando. Gostava disso.
Os dois adormeceram dentro em breve. Perderam a noção do tempo perante o cansaço, até que...
Hope: Ei. – Disse, cutucando o pai – Vocês dois. Pelo amor de Deus, acordem. – Disse, impaciente.
Damon: Está sentindo al... – Os olhos sonolentos se abriram em placas – Elena. – Chamou, cutucando a outra. Elena suspirou, abrindo os olhos novamente, depois arregalando-os.
Elena: Ah, meu Deus. – Exclamou, quase engolindo a voz.
A menina estava de pé do lado da cama, diante deles, olhando-os com um sorriso radiante no rosto.
Damon: Você está vendo isso também? – Perguntou, olhando a filha, mas agarrado no braço de Elena.
Elena: Deu certo. – Murmurou, maravilhada. – Damon, você vai quebrar meu gesso. – Avisou, olhando a menina, mas se referindo ao braço que ele segurava. Ele a soltou.
Hope: Porque vocês estão sem roupa no meu quarto? – Perguntou, erguendo a sobrancelha.
Elena: Não é do que quero falar agora. – Disse, se sentando. O vestido frouxo não aderiu ao seu corpo, quase levando-a de volta ao chão. Damon a amparou, por reflexo, ainda olhando a filha. Estava branco. – Sente algo?
Hope: Na verdade, não. – Disse, o rosto ansioso, quase saltitando. – Eu acordei e vocês estavam dormindo. Eu levantei, depois me lembrei que não podia levantar, ia gritar, mas desisti. – Contou – Olhe isso! – Ela caminhou em direção a eles perfeitamente, orgulhosa. Damon agarrou Elena novamente. – Eu posso andar!
Houve um momento de silencio entre os três, até que Elena (se libertando do apertão que tomava), se levantou, abraçando a menina, que riu gostosamente, comemorando. Damon continuou estático. Nem acreditava que aquele pesadelo finalmente havia acabado. Hope o olhou, como se esperasse aprovação, mas ele não conseguiu falar. Estendeu a mão para ela, que caminhou até ele, pegando-a, e a abraçou forte. Elena sorriu vendo a expressão dele sob o ombro da menina.
Damon: Meu bebê. – Murmurou, rouco. Hope se agarrara ao ombro do pai, quietinha – Estou tão orgulhoso de você. – Completou, dando um beijinho no cabelo dela.
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