Stefan: Me demorei? – Perguntou, irônico. Elena escondeu a adaga debaixo do vestido, no espartilho. Ela nem o olhou. Estremeceu quando o corpo dele se juntou ao dela.

Elena: Reconsiderou em sua resposta? – Perguntou, os olhos fixados na janela. Stefan farejou o pescoço dela, aspirando seu perfume, e ela sentiu a primeira ânsia vindo. Damon, eu amo você...

Stefan: Por suposto que não. – Ela sentiu os cordões do vestido serem desamarrados, seu corpo se balançando com as puxadas, e franziu o cenho.

Elena: Tire as mãos de mim, Stefan. – Alertou. Ele riu, e a virou de frente pra si. Não conseguira se desfazer totalmente dos cordões; o vestido de Damon a protegeu.

Stefan: Senão o que? – Perguntou, debochado.

Elena: Veja. – As mãos dela subiram pelo peito dele. Seu estomago se rebelava completamente contra isso – Você vai morrer. Aceitando minha proposta vive, e ainda me leva como bônus.

Stefan: E, eu aceitando, o que você pretende fazer com as flores que acabou de roubar do meu jardim? – Perguntou, debochado. A mascara de Elena quase caiu.

Elena: Aquilo é para o caso de você não aceitar. – Disse, sorrindo. Cada pedaço do corpo dela emanava sedução, mesmo ela estando a ponto de vomitar.

Stefan carregou Elena. Uma ânsia forte veio até ela, mas ela se conteve, mantendo o olhar dele. Os dois desmontaram na cama, e ele já atacava o corpo dela, a boca maculando as marcas deixadas por Damon. A mão dele puxou o decote do vestido, na intenção de rasgá-lo, e Elena permitiu. Queria ele distraído. Stefan mordeu o decote do espartilho dela, apanhando uma porção de seu seio na boca, como se provasse. Meu Deus, por favor, que eu não vomite. Não agora. Elena se moveu cuidadosamente. A adaga estava em sua mão. Ela ergueu o braço, como se fosse abraçá-lo, tomou o impulso para cravar a adaga e... Do nada a mão dele estava segurando seu punho. Ele ria. A mão dele apertou o punho dela até que ela não agüentou a dor e soltou a adaga, que ele apanhou e jogou longe, caindo no chão do quarto.

Stefan: Tão fácil assim, minha pombinha? – Perguntou, debochado. Agora Elena estava com medo. Muito medo. – Vamos ver até onde vai sua ousadia, uma vez desarmada.

E ele partiu pra cima dela outra vez. Agora ela estava perdida.

Elena: Não! – Grunhiu, empurrando-o – Saia de cima de mim! SOCORRO! – Gritou, em pânico. Ele era consideravelmente mais forte. Stefan riu da tentativa dela.

E pra desespero de Elena ele tentou beijá-la. Ela trancou os lábios com toda a força que tinha, forçando os dentes uns contra os outros, mas isso não parava os lábios dele, que estavam sobre os seus. Elena tinha nojo. Ela se lembrou do toque de Damon e se resetou ainda mais, estapeando-o, arranhando-o. Ele baixou a boca pro pescoço dela, deixando beijos pegados por onde passava. Uma ânsia de vomito veio a garganta de Elena, mas ela a deteve. Continuou resistindo. Não permitiria, nem que morresse no intento. Seu desespero piorou quando sentiu suas pernas descobertas (ele puxara o vestido para cima), e as mãos dele apanhando as pernas dela. Ela trancou as pernas, empurrando-o, se debatendo, mas Stefan parecia estar se divertindo. Então, do nada, se lembrou da voz de Klaus, distante, dizendo que um golpe em um certo local machucava miseravelmente um homem, quase imobilizando-o...


Stefan: Puta! – Exclamou, momentaneamente paralisado, após receber uma joelhada entre as pernas com toda a força que podia reunir. Ele se encolheu, cego pela dor, e ela escorregou, ofegante. Mas ao se levantar ele a puxou de volta – Você não vai embora, sua vadia. – Rosnou, puxando-a.

Mas Elena estava de pé, e ele, caído, ainda retardado pela dor. Ela tentou se soltar e ele puxou o vestido dela, rasgando-o, deixando o espartilho dela exposto. Elena o empurrou, desesperada, e não sabia como, mas conseguiu pegar o atiçador da lareira do quarto. Queria tanto estar com a adaga agora! Ela tentou golpeá-lo com o atiçador, mas não era afiado o suficiente e ele estava se recuperando.

Elena então bateu nele com o pedaço de ferro, na cabeça, com toda a força que tinha. Ela perdeu a conta de quantas vezes, até que ele caiu. Desesperada, e ainda ofegante, com a roupa rasgada, Elena apanhou o envelope e disparou correndo porta a fora com toda a velocidade que conseguia atingir. Tropeçou nos degraus da escadaria, nos últimos, caindo na grama, mas se levantou imediatamente. Por sorte ainda não haviam retirado seu cavalo dali. Ela montou e saiu, ofegando, parecendo um borrão. As pessoas paravam para olhar ela passando. Era como uma alarme. Problema foi quando chegou a fronteira. Stefan havia dado ordens para que ela não passasse.

Elena: Por favor. – Implorou, quase as lagrimas – Pelo amor de Deus, me deixem ir. – Nenhum dos guardas se moveu.

Uma multidão se formou ali, e Elena presa contra a fronteira. As pessoas a olhavam, especulando. Lá estava ela, os cabelos alvoroçados, a roupa rasgada, soando, ofegando. Era uma proscrita. Elena não soube porque, mas se sentiu na obrigação de fazer o que fez.

Elena: ESCUTEM TODOS! – As pessoas olharam para ela, os murmúrios parando – A filha do rei Damon sobreviveu. Tem 6 anos recém completados, e é uma criança absolutamente saudável. – Disse, olhando de rosto em rosto – Stefan mentiu. Mentiu o tempo inteiro. Mentiu para todos vocês, levando seus maridos e filhos para morrer em seu nome no campo de batalha apenas porque perdeu a mulher que queria para um homem melhor que ele! – O cavalo oscilava no lugar – Damon tem o apoio do rei Lorenzo, do rei Alaric, e do rei Klaus. Nossa potencia de ataque é a maior possível. Quando ocorrer, quem se opor morrerá.

As pessoas cochichavam entre si, assustadas, sem saber se acreditavam ou não. Algumas assustadas, outras receosas. Como assim a filha de Damon sobrevivera? Stefan mentira?


Elena: No reino de Damon há paz, mesmo em guerra. Não há fome, não há dor, há respeito e compreensão. – Continuou – Fugi daqui para escapar de Stefan, e ele me acolheu. Soube da minha verdade, e ainda assim não me matou. – Os cochichos aumentaram – Aqui está a prova. – Ela puxou o vestido – Stefan tornou a me atacar hoje, mas antes dele me rasgar as vestes esse vestido era lindo, e foi Damon quem me presenteou com ele. Ele escuta as pessoas antes de matá-la, e nunca mata ninguém por capricho. – Ela respirou fundo, se segurando no cavalo – Sim, senhores. Eu sou a amásia dele, como correm os boatos. Tenho orgulho disso.

O alvoroço foi total. Elena estava causando um motim mesmo sem saber.

Elena: Damon não pretende matar NINGUÉM por ser daqui. Pelo contrário, ele vai abrigá-los, assim que esta maldita guerra acabar. As famílias poderão se unir novamente, essa fronteira já não vai existir. – Ela respirou fundo. Uma voz veio dentre a multidão, questionando-a do porque voltara – Voltei porque precisava disso. – Ela estendeu a mão, mostrando o envelope – São oleandros. A filha de Damon, a princesa Hope, precisa disso para voltar a andar. – Respondeu, então se virou para os guardas novamente – Então por favor. Por. Favor. Me deixem ir antes que Stefan me alcance novamente.

Porém os guardas foram impassíveis. Tinham ordens, e as cumpririam. Duas lagrimas caíram pelo rosto de Elena. Tudo isso e morreria na maldita fronteira. Até que houve um alvoroço entre a multidão.


XXXX: Deixe que ela passe! – Exclamou uma voz de homem. Elena não reconhecia.

Aos poucos o caos reinou. A multidão se lançou contra os guardas, causando um alvoroço. Elena se viu obrigada a recuar. Esperara tudo, menos aquilo. Apenas alguns homens brigavam, os outros ainda observavam, com as mulheres e crianças.


Elena: A PRINCESA VIVE! – Incentivou – CHEGA DE MENTIRAS, JÁ BASTA! A OFENSIVA ESTÁ POR VIR, ESSE INFERNO VAI ACABAR! – De repente todos gritavam em aprovação. Elena sorriu e atiçou seu cavalo, passando pela multidão em luta, passado a fronteira e sumindo dentre as arvores.