just one more about love Delena
70 Capitulo 70
Ainda era manhã quando Damon chegou no castelo. A dor dele se transformara em raiva, uma raiva tão absoluta quanto ele nunca sentira antes na vida. Ele subiu pro quarto em passadas largas, sem se lembrar de que havia deixado alguém lá. Elena se vestia quando ele entrou. Viu a feição do rosto dele, viu a raiva e a dor em seu rosto. Viu que ele arfava. Como ela não estava podendo usar espartilhos, usava uma bata com uma saia de cintura alta por cima. Ela estava terminando de fechar a saia quando ele entrou.
Elena: Damon? – Chamou, dando um passo hesitante em direção a ele. Ele ainda arfava, como um animal acuado. – Aconteceu algo?
Damon: Aconteceu tudo. – Rosnou, ainda preso onde estava.
Elena: O que houve? – Perguntou, preocupada.
Damon não respondeu, apenas a observou. Os cabelos soltos, caindo até o meio da cintura. A pele clara, os olhos de um castanho lindo, preocupados. Os lábios cheios, a curvatura delicada e farta do corpo...
Damon: Venha aqui. – Chamou. Elena hesitou, mas caminhou em direção a ele – Elena, venha! – Ordenou, a voz autoritária e forte fazendo-a se arrepiar. Não passou despercebido o fato de que ele ainda arfava.
Ela respirou fundo, recobrando os comandos, e foi até ele. Assim que entrou em seu campo de alcance a mão dele a apanhou pelo braço, puxando-a com força, lançando-a contra a porta, que se bateu com um baque. Elena arregalou os olhos, mas antes que pudesse protestar ele a beijou. Violentamente, agressivamente. Elena arfou, segurando-o pelos ombros. Pelo amor de Deus, o que fora aquilo? Ela ouviu a mão dele trancando a porta, atrás de si, e em seguida puxando a saia dela para cima, até suas mãos conseguiram alcançar sua coxa. As mãos dele agarraram as coxas dela com brutalidade, apalpando, apertando. Ele deixou a boca dela para descer a boca por seu pescoço, mordendo-o, chupando-o. Elena estava aturdida.
Elena: O que... – Arfou, confusa, sendo quase violada contra a porta.
Damon: Calada. – Ordenou, e ela não disse nada.
Damon passou as mãos pelas coxas dela, subindo até que encontrou o traseiro, que apertou com força e vontade contra si, diversas vezes. Depois a mão dele subiu, sem ela sentir, até seu seio. Ele encheu a mão com um dos seios dela, sob a bata, e o apertou com vigor, sentindo o mamilo já túmido. Ela reagira a ele mesmo sem entender o porque. Quando ele a apertou Elena gemeu, mas não foi dor. Gemeu em deleite. Gostava dele assim. Seu corpo todo estava quente, e ela se estreitou contra ele, sentindo o corpo forte comprimindo-a contra a madeira. Damon largou ela por um instante para as duas mãos rasgarem a roupa dela. Tudo o que estava ao alcance, as mãos dele agarraram e puxaram, levando pelo caminho. Ela passou a mão pro colete dele, desabotoando-o as pressas enquanto ele se livrava dos retalhos de sua roupa. Ele viu esse ato, o observou por um instante. Ela retirou o colete e a camisa dele as pressas, arfando, enquanto as mãos dele brincavam, perversas, pelo corpo dela. Ela ia apanhar o cinto dele quando ele apanhou seu rosto pela maxilar, com uma mão, fazendo-a encará-lo. Os olhos de ambos estavam dilatados.
Damon: Você quer transar comigo? – Perguntou, encarando-a.
Elena: Que espécie de pergunta é essa? – Perguntou, confusa, respirando aos ofegos.
Damon: Quer transar comigo ou está fazendo isso porque eu estou forçando-a? – Insistiu. Elena riu consigo mesma da pergunta idiota. – Responda. – Ordenou.
Elena: Eu creio que transar contigo é o que eu mais quero agora. – Respondeu, o rosto corando em seguida. Ele pôde ver a verdade nos olhos dela.
Damon: Era o que eu precisava saber. – Respondeu, antes de beijá-la novamente.
Damon a apanhou no colo, e a levou até a cama. Lá ele a jogou, passando pra cima dela. Quando ele desceu a boca por seu colo, abocanhando seus seios agressivamente, uma Elena que arfava buscou o cinto dele, desafivelando-o, e em seguida abriu os botões da calça. Mesmo com a calça e a cueca por cima ela podia sentir o quanto Damon estava... Alterado. Ela empurrou a calça dele como pôde, mas parou para gemer quando a mão dele passou por suas coxas, invadindo sua intimidade impiedosamente. Ela deixou escapar um “Ah!”, aturdida, o corpo se arqueando debaixo do dele. Damon ainda a mordia, os seios dela já vermelhos, três dedos em seu interior, movendo-se com força, girando, testando. Elena desistiu da calça dele e cravou as unhas em seu braço, languida. Parecia que sentir o quanto ela estava molhada, pronta pra ele, apaziguava a alma de Damon. Ela o queria. Alguns minutos depois ele sentiu a intimidade dela começando a se contrair contra os dedos dele, e parou. Elenagemeu, frustrada, se sentindo vazia, quando a mão dele a abandonou.
Damon: Assim não. – Respondeu, a voz cortada, rouca, e ela viu ele terminar de se livrar da calça.
Damon não hesitou em possuí-la logo em seguida. Com um golpe só, com força. Elena não conseguiu conter um grito sonoro que ecoou pelo quarto. Ele gostou de ouvir. Apanhou as coxas dela, abrindo-as e acomodando-as como bem queria ao redor de sua cintura, e pôs a se movimentar. Ele segurou uma mão na cabeceira da cama, buscando ainda mais força para suas investidas. Elena não conseguia acreditar naquilo! Ele socava contra ela, sem cansar, sem perder o ritmo, um grunhido escapando de seus lábios a cada vez. Elena sentiu dor no inicio, não ia mentir, mas logo foi tomada por um prazer que parecia incendiá-la. O corpo dela se debatia, oscilava sobre a cama, a cada investida dele. Ela não conseguia segurar os gemidos, até gritos, e eles vinham de forma natural. Damon captava cada um deles. Os dois oscilaram pela cama em direção a cabeceira, que era onde a mão dele buscava força. Elena tinha certeza que se havia uma possibilidade de um corpo se desmontar, ela seria a primeira. Mas não ligava. Ela não conseguia respirar, estava tremula, mordia o ombro dele. Damon tinha os olhos abertos o tempo todo. O cenho franzido, pelo esforço da força e da rapidez de suas investidas, os nervos tensos pelo tesão, os sentidos alertas para cada reação ela. As mãos dela estavam nas costas dele, as unhas cravadas fortemente na pele dele, quase perfurando-a. O modo como ele colocara as coxas dela, em volta do seu quadril, permitia que o contato dos dois fosse ainda mais intimo: Ela o sentia melhor e ele conseguia ir ainda mais fundo. Ele a prendeu assim, sem permitir que ela o afastasse, ou reprimisse. Como se ela quisesse. Algumas vezes ela tinha a tola impressão de que ele chegava a tocar o seu útero. Mas não tinha tempo para pensar, não tinha tempo para nada. Ela ia morrer. Todo o seu corpo estava pegando fogo, e aquele prazer só fazia aumentar...
Ele tinha marcas dos arranhões dela por toda as costas, e marcas de mordidas pelo ombro e pescoço. O prazer que sentia era tão violento que quase lhe roubava os sentidos. Quase.
Elena: Meu Deus. – Gemeu, tomando ar bruscamente. Damon pegou o rosto dela com a mão livre, encarando-a. Viu que ela soava, tremula, os olhos dilatados de prazer. A velocidade dele foi parando, foi se tornando mais lento, e ela gemeu, frustrada. Estava tão bom! – Eu vou enlouquecer. – Choramingou. Damon investiu nela com força, apanhando-a de surpresa, fazendo-a gritar, cravando ainda mais as unhas nele.
Damon: Você gosta? — Perguntou, os olhos quase perfurando os dela. – Gosta de me sentir, Elena? – Perguntou, rouco. Ela não entendia o porque daquilo, mas só fazia aumentar seu tesão.
Elena: Gosto. – Disse, e sorriu, atrevida. Ele sorriu de canto, mordendo o lábio inferior dela. Investiu contra ela novamente, que grunhiu, o corpo oscilando novamente, o que fez ela prender a respiração – Gosto de cada pedaço. – Confirmou. Damon a observou por um instante.
Damon: Diga que me ama, Elena. – Pediu, e ela não entendeu a urgência no olhar dele.
Elena: Eu amo. – Disse, acariciando o rosto dele – O amo tanto que morreria por você, sem pensar duas vezes. O amo mais que a minha vida, Damon. – Disse, encarando-o. Damon investiu contra ela de novo, quase tomando o ar de seus pulmões. Uma vez, outra...
Damon: Repita. – Ordenou – Eu preciso ouvir. – Disse, com a cabeça afundada no ombro dela. Ele estava começando a ganhar velocidade novamente, junto com a força.
Elena: Eu amo você. – Repetiu – O amo, Damon. – A voz dela falhou no final.
Logo não conseguia mais falar nada. Voltaram ao ritmo inicial, e tudo o que ela conseguia fazer era gemer. Quando estava prestes a terminar, ela conseguiu falar...
Elena: Damon... – Chamou, se agarrando mais a ele. Estava vindo, ela sentia... Ele também.
Damon: Eu sei. – Disse, satisfeito – Deixe vir. – Disse, tomando a boca dela em um beijo sedento. Ambos soavam.
E ela deixou. O orgasmo dela foi tão forte, um misto tão poderoso entre dor e um prazer absoluto que ela gritou. Ele deixou os lábios dela, satisfeito, apenas para ouvir seu grito. A exasperação dela morreu aos pontos, e ele se agarrou a ela, investindo ainda com mais força, se é que era possível. Estava quase, tão perto... E ele não conseguia.
Damon: Inferno. – Murmurou, soltando a cabeceira da cama para agarrar os quadris dela. Elena estava sem fôlego outra vez. Já havia perdido as contas de quantas vezes havia gozado ali, mas ele nunca se satisfazia. – Não consigo. – Disse, desgostoso.
Elena se ajustou a ele, incentivando-o, tentando... Mas depois de tudo o que ele tinha visto antes de ir pra lá não conseguia e ponto. Tudo o que ele sabia sobre si havia desmoronado, e o orgasmo se negou a vir. Ao contrário dele, o corpo de Elena logo se contraiu de novo e ela gemeu, fraca. Até que uma idéia riscou sua cabeça.
Elena: Me deixe tentar algo. – Pediu, vendo o rosto angustiado dele. Aquilo estava começando a doer. Tanto tesão, tanta vontade acumulada, e nada. Ele a encarou, confuso, e viu ela empurrando-o.
Damon: Que está fazendo? – Perguntou, atordoado, vendo ela sair debaixo de si.
Elena: Shhh. Feche os olhos. – Damon ergueu as sobrancelhas. Ela o deitou de barriga para cima, sem tocá-lo – Confie em mim. – Pediu. Damon não queria, mas não sabia o que fazer. Ele confiava nela. Fechou os olhos.
Ele ficou alguns segundos no escuro, de olhos fechados. Estava impossível. O orgasmo dele estava por vir, ele podia senti-lo, e... A boca dela cobriu o membro dele. Os pensamentos de Damon se cortaram com aquilo. Ele abriu os olhos, e se deparou novamente com a Elena inocente que conhecera. Sobre aquilo ela não sabia absolutamente nada. Passou a língua na cabeça do membro dele, provando, procurando algum gosto. Nada. O fez novamente, como quem prova um doce, mas não tinha gosto. Estranho. Damon agarrou o lençol, franzindo o cenho. Ela o levou a boca novamente, os lábios passando por toda a extremidade. Damon fizera isso com ela e dera certo. Tinha que dar certo com ele também. Damon já havia passado por isso com uma prostituta que pagara, em suas viagens de adolescente, mas nada comparado a isso. Novamente a inocência dela o intrigava. Excitava. Elena tateou o membro dele com os dedos. Estava totalmente rígido, duro feito pedra. Ela observava tudo com um olhar interessado, alheia do olhar dele sobre si. Desistindo de encontrar gosto ou qualquer coisa, se lembrando da noite do celeiro, ela o levou quase todo até a boca, permitindo que fosse até a garganta, e ele gemeu, cerrando os olhos. Logo ela havia pego movimento, as mãos brincando com o que a boca não alcançava, a língua acariciando-o sem pudor algum. Ela estava satisfeita por ouvir os gemidos dele. Se ele gemia era porque estava dando certo. Tomando cuidado com os dentes, se divertiu ali. Era diferente. Damon estava com um pé na insanidade e...
Damon: Elena! – Chamou, exasperado, a voz cortada. – Saia! – Ordenou, e ela não entendeu porque. Mas se ela saísse ele não conseguiria. Então ela não saiu.
Elena ignorou o alerta dele. Ele procurou a força dos braços para puxá-la, mas não encontrou. Ela brincava consigo própria, se desafiando até onde conseguia levá-lo, descendo por sua garganta. Então com um gemido longo, algo com um gosto azedo parou na garganta dela, em breves jatos. Muitas mulheres teriam nojo, ou pudor, mas Elena ficou feliz. Só teve cuidado para engolir, e não engasgar. Satisfeita por tê-lo feito conseguir, por satisfazê-lo, ela deu um beijinho na barriga dele, que ainda tinha os olhos fechados. Damon sorriu instantes depois, mas quando ele ia olhá-la, ela lhe tapou os olhos.
Damon: O que?
Elena: Não quero que me olhe. – Disse, envergonhada. Ele riu.
Damon: Mas eu gostei. – Disse, apanhando uma das mãos dela e mordendo-a – Gostei demais. – Disse, tirando-lhe o cabelo do rosto. Ela estava vermelha. – Porque fez isso?
Elena: Porque você não conseguia... Eu pensei que talvez se eu... Bom, no dia do celeiro você... – Ele ia acompanhando o raciocínio dela, mesmo que ela não terminava o que ia dizer.
Damon: Não teve nojo? – Perguntou, tocando a maçã do rosto dela, tentando espalhar o sangue que se acumulara ali.
Elena: Eu deveria ter? – Perguntou, confusa. Ele sorriu.
Damon: Eu amo você. – Disse, acariciando-lhe o rosto – Perdoe se sou agressivo as vezes, mas te amo.
Elena: Eu gosto da sua agressividade. – Acrescentou, e ele ergueu as sobrancelhas, admirado – Era pra mentir? – Perguntou, exasperada, e ele riu gostosamente. Até se esquecera de todo o resto. – Que absurdo! – Ela estapeou o peito dele, se amparando para se levantar, mas ele a manteve pelos pulsos, mordendo –lhe o pescoço enquanto ria, fazendo-lhe cócegas. – Não quero mais brincar. – Impôs. Damon riu mais gostosamente ainda.
Damon: O bebê não quer brincar mais? – Perguntou, fazendo bico pra ela, mas rindo.
Elena: Não ria de mim! – Exclamou, exasperada – Não quero. E nem faço mais... – Ele ergueu a sobrancelha, esperando, mas ela não conseguiu terminar – Você sabe o que. Não faço mais nada.
Damon: Não seja rebelde. – Disse, passando pra cima dela – Eu gosto de brincar com você. – Disse, rindo em seguida pelo termo “brincar”.
Elena: Não quero saber. Saia de cima de mim, Alteza. – Alfinetou, e Damon sorriu – Não! – Disse, mas riu quando ele começou a mordiscá-la – Eu também gosto de brincar. Mas não vou mais. – Impôs. Ele apanhou um seio dela nos lábios, passando-os por cima das marcas roxas que começavam a brotar. Ela se arrepiou.
Damon: Eu acho que você vai. – Contrapôs, se sentando e puxando ela pro seu colo, ajeitando as pernas dela em volta da sua cintura – Te marquei inteira. – Observou, satisfeito, as manchas vermelhas e roxas aparecendo pelo corpo dela.
Elena: Eu te perdôo. – Disse, passando as mãos nos cabelos dele. – Tu tens algum compromisso hoje?
Damon: Não que eu me lembre. – Disse, beijando o ombro dela – Porque?
Damon se surpreendeu quando ela uniu os corpos dos dois novamente. Ele não estava totalmente pronto, mas já estava acordado. Ele a encarou, surpreso. Ela suspirou brevemente. Estava sensível, dolorida, mas nada que não pudesse contornar.
Elena: Porque eu queria brincar. – Respondeu, travessa, e ele sorriu, apanhando-a em um beijo. Ele a abraçou pela costas, mantendo-a e guiando seus movimentos, e ela enlaçou as mãos em seu ombro, apaixonada, dando o corpo por presente.
Aquilo continuaria por horas. Acabando, recomeçando, acabando, recomeçando. Mas infelizmente o dia ainda seria longo, e não seria só aquilo, como Damon logo viria a descobrir.
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