just one more about love Delena
71 Capitulo 71
Depois de toda a algazarra o corpo de Damon estava gostosamente relaxado. Ele despertou do breve sono tateando na cama, procurando ela, mas não achou. Franziu o cenho. Se levantou, preguiçosamente, depois foi para o banho. Uma vez pronto foi a procura dela.
Hope: Ela disse que o senhor ia procurar. – Disse, tranqüila – Disse que ia buscar meu remédio.
Damon: Tem certeza?- A menina assentiu. – Merda. – Rosnou, saindo do quarto.
Damon ia correr atrás dela, quando passou pela porta da sala de armas. Por instinto entrou ali. Abriu a gaveta das adagas pra gemer, passando a mão no rosto. Faltava uma. No lugar havia um bilhete: “Confie.”
Damon: Vocês sabiam? – Perguntou, passando pelos outros.
Klaus: Sabíamos de que? – Perguntou, incrédulo. Eles seguiram Damon até a porta. O cavalo dele já estava parado no gramado, esperando.
Damon: Elena foi atrás de Stefan. – Disse, antes de pular no cavalo e sumir dali. Tinha de alcançá-la, tinha de impedir.
Um silencio profundo se fez entre eles. Elena não avisou. Provavelmente sabia que Damon não permitiria. A voz de Madison veio de traz de Lorenzo tranqüila, observadora, como se ela houvesse estado ali todo o tempo.
Madison: Ele vai morrer tentando atravessar a fronteira, atrás dela. Você sabe. – Comentou, olhando Damon sumir.
Lorenzo: É, eu sei. – Ele suspirou. – EU PRECISO DE UM CAVALO! – Rugiu, descendo as escadarias. Logo um garanhão negro apareceu lá. Lorenzo montou e sumiu.
Damon nem podia acreditar. Se algo acontecesse a ela... Ele se lembrou do riso dela hoje, em seus braços. Se lembrou dos gemidos, e da voz atordoada dizendo que a amava. Se lembrou da malicia e da inocência. Ele rosnou consigo mesmo, atiçando o cavalo.
Ao chegar na fronteira fez o cavalo saltar sobre a barreira, para não perder tempo. Se embrenhou nas arvores em seguida. Ele não a perderia. Não ela, que o amava. Após quase uma hora correndo, com Lorenzo em sua cola, ele a avisou. Usava o vestido azul que ele lhe dera, o primeiro, e tinha o cabelo solto, caído as costas.
Damon: ELENA! – Rugiu, raivoso. Ela olhou para trás, sobressaltada, e seu cavalo se pôs a correr mais ainda – Inferno.
Ele tentou alcançar ela por mais um bom tempo, mas as arvores não ajudavam. O problema é que estava chegando perto da fronteira de Stefan. Da morte dele.
Elena: DAMON, PELO AMOR DE DEUS, VOLTE! — Disse, exasperada.
Damon: Não. – Rosnou, atiçando mais o cavalo.
Elena: LORENZO! – Rogou.
Damon nem viu como. Em um instante estava correndo, a alto galope, no outro o cavalo de Lorenzo havia passado na frente do seu e ele estava no chão. A pancada foi dolorosa. Damon se levantou, pronto para ir atrás dela, mas Lorenzo bloqueou sua visão.
Elena: Só uma noite. – Disse, longe, em uma promessa. Damon a encarou, seu olhar implorando para que ela não fosse. Ela murmurou um “Eu te amo”, mudo, e retomou seu caminho, logo sumindo pela arvores.
Lorenzo: Deixe ela ir. – Disse, tranqüilizando o outro.
Damon: Ela vai morrer nas mãos dele. – Disse, passando a mão no rosto.
Lorenzo: Não vai. – Intercedeu – Se você a detivesse agora, ela fugiria no meio da noite. Você não ia poder prendê-la para sempre.
Damon: Inferno. – Murmurou, consigo mesmo.
Lorenzo: Ela vai voltar. Tenha fé. – Tranqüilizou.
Damon: Você deixaria, se fosse Madison? – Perguntou, debochado.
Lorenzo: Como você acha que a mãe de Stefan morreu? Quebrando o pescoço enquanto dormia? – Perguntou, óbvio.
Damon: Eu quero lançar uma ofensiva. – Lorenzo cerrou os olhos – Atacar e ir buscá-la.
Lorenzo: Os homens de Alaric ainda não chegaram, e eu quero atacar com toda a potencia. – Ele respirou fundo – Damon, se acalme. Ela vai voltar. – Prometeu – Perdoe pelo tombo. – Disse, apontando o cavalo de Damon, que esperava – Vamos voltar, não é seguro aqui.
Damon foi. Montou no cavalo e deu as costas, indo embora. Deixou seu coração lá, esperando a volta dela, mas foi.
–--*
Elena suspirou aliviada quando percebeu que Lorenzo havia interceptado Damon. Ele estava em segurança. Pelo menos ele. Ao chegar na fronteira, os guardas pararam para ver Elena. Não havia ninguém no reino de Stefan que não soubesse quem ela era. Ela não disse nada, apenas passou pela fronteira, ciente de que em minutos Stefan saberia que ela estava lá. Mas antes ela precisava fazer algo.
Mary: Já vai! – Exclamou, tirando o avental, pondo-o na bancada. Era uma senhora, magra, dos cabelos louro claro e os olhos castanhos. Ao abrir a porta, o choque. – Senhor Jesus. Elena! – Exclamou, puxando a filha em um abraço. Elena já chorava abertamente.
Elena: Mamãe. – Disse, rouca, abraçando a mãe com força.
Ela percebeu que tudo que precisara todo esse tempo fora disso: Sua mãe. Que lhe abraçasse, lhe passasse conforto, alguém que não a machucaria, nem a faria mal. Todo o peso de tudo que havia acontecido desde sua partida pareceu cair sobre suas costas e Elena se apertou mais a mãe, chorando desconsoladamente. Mary fechou a porta, já também ás lagrimas, sem soltar o abraço de Elena, como se temesse que aquilo fosse um sonho.
Mary: Meu anjo, olhe só para você. – Disse, pegando o rosto de Elena entre as mãos, olhando-a – É uma mulher agora, minha bonequinha. – Disse, o rosto cansado coberto pelas lagrimas. Elena soluçou em seu choro, sorrindo.
Elena: Senti tanto sua falta, mãe, precisei tanto de ti! – Disse, e abraçou a mãe novamente.
Demorou bastante tempo para as duas se acalmarem. Por fim Mary passou um café e tortinhas de chocolate para as duas.
Mary: Sente-se, vamos conversar. – Disse, ainda saudosa. Não desgrudava os olhos de Elena.
Elena olhou o banco alto, e olhou para baixo. Estava dolorida dos pés até a cabeça. Sentar já estava impossível depois da manhã inteira com Damon, e ela ainda teve que cavalgar.
Mary: Lena? – Chamou, confusa.
Elena: Estou bem em pé, mamãe. – Disse, sorrindo de canto.
Mary: Não seja tola, esta é sua casa. Sente-se. – Disse, ainda sorrindo. Elena olhou o banco alto de madeira novamente.
Elena: Tudo bem. – Disse, respirando fundo.
Elena tentou sentar, mas o banco era alto. Sem alternativa bateu a mão na xícara de café, derramando-a. Mary se virou imediatamente para apanhar um pano e Elena subiu no banco, com uma careta de dor.
Elena: Ai. – Gemeu, mordendo a boca.
Mary: Está tudo bem, meu anjo. – Disse, alvoroçada pela presença da filha, enquanto limpava tudo – Sempre atrapalhada. – Disse, sorrindo consigo própria. Elena ainda tinha uma careta no rosto. Então Mary parou – O que está fazendo aqui, elena?
Elena: Eu precisei... – Santo Deus, aquilo estava impossível! Ela quase podia ver Damon rindo da cara dela agora – Preciso resolver algo aqui, mamãe. Mas antes precisei vir vê-la. – Disse, tomando do café para ver se conseguia se distrair da dor. Não podia ser um sofá? Uma almofada? Porque o banco, além de ser alto, tinha que ser de madeira?
Mary: Do que... – Interrompida.
Elena: Mamãe! – Exclamou, descendo do banco, abafando um gemido. Mary franziu o cenho – Vamos para a sala.
Mary: Porque? – Perguntou, confusa.
Elena: Senti saudade de casa. – Mentira, é porque tinha um sofá, e ele era baixo.
Mary assentiu, e apanhou uma bandeja para pôr as coisas. Elena passou na frente, indo para a sala. O sofá com certeza seria melhor.
Elena: Maldito seja, Damon. – Rosnou, consigo própria, e sentou devagar no sofá. Era desagradável, mas bem melhor que o banco.
Mary: Aqui. – Disse, pondo a bandeja. Elena pegou um bolinho. – Pode começar a falar. – Disse, autoritária.
Elena: Preciso falar com Stefan. – Disse, de boca cheia. Mary engasgou.
Mary: Enlouqueceu? – Perguntou, escandalizada.
Elena: Não, eu... Mamãe. – Mary esperou – A senhora, por acaso, teria uma muda de Oleandro aqui?
Mary: É claro que não. Tenho pavor daquela flor. Porque?
Elena: Por nada. – Disse, tomando mais do café.
Mary: Meu amor, como você cresceu! Está mais bonita, mais madura. – Elena sorriu.
A mãe de Elena contemplava a filha até que chegou no decote do vestido. Haviam marcas de mordidas, chupões, marcas de dedos, vermelhas e roxas, por toda a parte. Ela olhou o vestido. Era de um tecido luxuoso, caro. Estranho.
Mary: Bebê, você se casou? – Perguntou, olhando-a. Elena seguiu o olhar da mãe.
Epa.
Elena: Na verdade, não. – Disse, completamente sem jeito.
Mary: Quem te fez isso? – Perguntou, ainda confusa, meio indignada.
Elena: Da... O rei Damon, mamãe. – Disse, passando a mão no cabelo. Não fazia sentido algum esconder.
Mary: Oh, meu anjo. – Ela estava penalizada – Ele forçou você? – Perguntou, acariciando o rosto de Elena.
Elena: Ahn... Não. – Disse, e estava vermelha. A mãe dela a olhou, esperando – Eu estou apaixonada, mamãe. – Admitiu.
Mary: Pelo rei? – Perguntou, lentamente.
Elena: Ele me ama. Juro que ama. Ele que me deu esse vestido. – Disse, apontando pro vestido – Ele me dá tudo o que eu quero. Ultimamente tenho dormido no quarto dele. – A mãe de elena estava branca, cor de papel. – Ele me deu isso, veja. – Ela puxou o escapulário de dentro do decote mostrando a mãe. A insígnia real estava cravada no ouro.
Mary: Elena , você enlouqueceu?! Quando ele descobrir a verdade...
Elena: Ele sabe. – Interrompeu. A mãe dela ergueu as sobrancelhas – Ele me pediu em casamento, mãe. – Disse, sorrindo – Então eu contei a verdade. – Mary parecia ter engolido a voz – Ele não aceitou a inicio... – A voz dela abaixou, se lembrando dos dias na masmorra, da dor e da certeza da morte iminente – Mas agora ele sabe.
Mary: Se ele a amasse não deixaria que você tivesse vindo até aqui! – Disse, preocupada. Elena sorriu.
Elena: Ele não deixou. Eu fugi. – Explicou. – Preciso de algo. Algo que está no castelo de stefan, tenho que ir até lá buscar. – Ela respirou fundo – Ele me prometeu que dentro em breve virá levá-la daqui. Para ficar comigo. – Contou, e Mary sorriu da felicidade da filha – Eu o amo tanto, mãe. – Disse, abaixando a cabeça.
Mary: O que quer que você tenha para fazer no castelo de Stefan não vale a pena. – Alertou – A esta altura ele já sabe que tu estas aqui. Fuja, Elena.
Elena: A filha de Damon sobreviveu, mamãe. – Contou, e Mary perdeu as palavras – Ao contrario do que acreditamos, está viva. Eu preciso de uma muda fresca da flor, para curá-la. É uma menina encantadora. Eu só volto quando tiver o que vim buscar. – Ela respirou fundo – Preciso ir, mamãe. – Disse, grunhindo consigo mesma, ao se levantar.
Mary: Lena, por favor, não vá até lá. – Intercedeu, os olhos castanhos tingidos de preocupação.
Elena: Voltarei em breve para buscá-la. Se cuide, fique bem, até que eu volte. – Disse, abraçando a mãe novamente – Eu amo você, mamãe. – Murmurou.
Mary: Eu também, meu anjo. Eu também. – Disse, acariciando os cabelos da filha.
Após a despedida Elena saiu. Subir no cavalo foi outra tormenta. Da primeira vez ela fez as pressas, só se lembrou da dor quando ela veio, mas agora não. Por fim montou, e seguiu seu caminho. Várias pessoas na rua apontavam para ela, cochichavam, mas ela já tinha seu destino certo.
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