just one more about love Delena
68 Capitulo 68
Lorenzo: Você sabe que isso é uma armadilha. – Ressaltou, vendo Damon montar no cavalo. Nem a armadura colocara, apenas apanhara a espada.
Damon: Sei. Escutem. – Alaric,Klaus e Lorenzo observavam – Eu não posso deixá-la lá. Não posso permitir que chegue as mãos dele. Eu... Eu não sou capaz. – Ele respirou fundo – Se eu não voltar, cuidem de Hope. Cuidem para que Stefan não tome conta do meu reino. Honrem meu nome.
Alaric: Boa sorte. – Damon assentiu e puxou as rédeas do cavalo, saindo a galope.
Damon atravessou a cidade como um raio. Todos saiam do caminho. Em sua cabeça só havia algo: Stefan havia pego Elena. Sua Elena. Ah, ele preferia morrer a permitir isso. Ao chegar na fronteira alguns soldados se olharam, confusos, mas Damon fez o cavalo saltar sobre a barreira, sumindo dentro das arvores. Encontrá-la ali seria impossível. Ultrapassar a fronteira de Stefan seria impossível; Ele seria alvejado só ao ser visto. Cavalgou por minutos a fio, desviando de arvores. Ao chegar em uma pequena clareira avistou algo caído no chão, mas não teve tempo de identificar o que era: Algo pesado atingiu sua cabeça, na região da nuca, causando uma dor insuportável e aguda, e ele caiu do cavalo. Quando chegou ao chão já havia desmaiado.
Damon não sabia quanto tempo havia se passado. Ele despertou sabendo que tinha algo urgente a fazer, mas não sabia o que era. O tempo estava tão frio, ventava tanto! Havia o cheiro das arvores e da grama molhada. Algumas gotas caiam do céu. Elena! Ele abriu os olhos, olhando em volta. Sua cabeça doía barbaramente. Ele olhou em volta, a clareira estava vazia, a não ser...
Damon: Elena. – Murmurou, vendo que o vulto caído era ela. Ele procurou forças, mas não achou. Se arrastou um instante, logo engatinhando em direção a ela. Mesmo engatinhando as vezes ele tropeçava, caindo de novo. A alcançou e a apanhou no colo, pegando seu rosto – Ei, acorde. – Chamou, tonto.
Stefan: Ora, ora, ora. – Disse, se desencostando de uma arvore, se aproximando – O nobre Damon, de uma linhagem unicamente de sangue puro, se curvando e se arrastando por uma plebéia. – Disse, cruel. Damon tateou a bainha a procura da pistola, ou da espada, mas nada – Não seja tolo.
Damon: Vá para o inferno. – Rosnou
Stefan: Estou nele. – Respondeu, caminhando, tranqüilo.
Damon: Porque não a deixa em paz? – Perguntou, raivoso, puxando a Elena ainda desfalecida mais para si.
Stefan: Ela? – Perguntou, com descaso – É só um brinquedo que você me tomou. Em geral quando eu enjôo, jogo meus brinquedos fora. Mas não foi por isso que eu o trouxe aqui. – Disse, de braços cruzados. – Temos uma conversa pendente, antes que a guerra possa seguir.
Damon: Não tenho nada para conversar com você. – Rosnou, raivoso. A presença de Stefan o enojava.
Stefan: Percebi que tu estas mantendo essa guerra sob os pilares errados. Você precisa entender, para então eu poder matá-lo. – Damon riu, debochado – Precisa entender o que eu fiz, e porque eu o fiz. Precisa entender porque eu declarei guerra contra você partindo do nada. Nós temos um assunto em comum, Damon. – Disse, e havia um sentimento estranho em seus olhos. Parecia ódio, fúria.
Damon: Não tenho nada em comum contigo. – Rosnou.
Stefan: Temos Katherine.
Damon: Não... Pronuncie... – Damon estava possesso – Não diga o nome dela. Não se ouse. Não você.
Stefan: Porque? Porque eu a matei? – Perguntou, debochado – Não, tu a mataste. E veja, tu o sabes. Tu não devias pronunciar o nome dela, não eu.
Damon: Culpa tua. Tudo foi culpa tua. – Disse, a boca amarga.
Stefan: KATHERINE NÃO O AMAVA! NUNCA AMOU! – Rugiu, furioso, mas respirou fundo – Ela era minha. Minha, Damon, MINHA!
Damon: Você enlouqueceu. – Disse, confuso com aquilo – Katherine era minha esposa.
Stefan: Porque eu era jovem. – Rebateu – Ela tinha a mesma idade que eu, mas eu não podia desposá-la porque não havia alcançado a maioridade. Então tu passaste na minha frente. – Disse, com nojo – Eu estava apenas a esperava. Nós já namorávamos. Nos amávamos. Então você surgiu, e a levou.
Damon: Está louco, Stefan. – Murmurou, observando o outro.
Stefan: Ela nunca foi feliz ao teu lado! Nunca quis ir a lugar algum, quase nunca sorria, porque não o amava! Não o procurava na cama, não sentia prazer com você, sentia nojo do seu corpo, do seu toque, dos seus beijos! Ela me disse isso em palavras, seu grande idiota! Se lamentou dezenas de vezes por saber que a noite você a procuraria novamente, e ela não teria como se negar! – Continuou – Mas um caso comigo durante todo o tempo. No fundo de teu castelo corre um rio, sabe, Damon? Ela disse a você que tinha nojo daquele lugar. Mentira, ela o achava lindo, mas ela queria que tu acreditasse que ela se enojava. Então nos encontrávamos ali. Perdi as contas de quantas vezes eu lhe fiz amor naquele lugar, e você nem desconfiava.
Damon: Eu vou mesmo matar você. – Disse, em tom baixo.
Stefan: Lembra-se dos passeios da tarde dela? Aqueles em que ela não o deixava ir? Ela ia se encontrar comigo. – Disse, com um sorriso de canto – Passávamos a tarde juntos, todas as tardes, todos os dias.
Damon: Dizendo que eu acredite nesse absurdo. Você a amava e a matou? – Perguntou, debochado.
Stefan: Nosso relacionamento ia muito bem. Eu havia planejado tudo: Iria roubá-la. Então, maldição, ela estava GRÁVIDA! – Gritou, furioso. – Meu Deus do Céu, como eu quis que aquele filho fosse meu! Eu rezei tanto! Mas não. – Ele respirou fundo – Ela me garantiu que suas regras haviam vindo depois da ultima vez em que estive com ela. O bastardo era seu. – Ele parou consigo mesmo. Damon parecia enjoado com aquilo. Tudo se encaixava, mas ele se recusava a aceitar – Ela disse que não fugiria. Que não lhe roubaria o filho que era seu. Então eu a envenenei. – Disse, os olhos distantes – Mas não ela, ela nunca! Era pro bastardo morrer! Uma vez livre dele ela fugiria comigo!
Damon: Cale a boca. – Ordenou, nauseado.
Stefan: Mas como sempre VOCÊ tinha que interferir! A MATOU E ACABOU COM TUDO POR CAUSA DA MALDITA CRIANÇA! QUE SENTIDO ISSO FAZ? – Perguntou, furioso. – VOCÊ A TOMOU DE MIM ATÉ MATÁ-LA!
Damon: Eu não tinha como saber. Eu pensei que ela estava morta, ela me implorou para salvar a criança. – Ele falava consigo próprio. Cada vez que a dor do remorso o atingia ele se cobria repetindo isso.
Stefan: Estava viva, meu Deus, ESTAVA VIVA! – Havia dor no rosto de Stefan – Quando ela abortasse aquela aberração eu a levaria para longe. Abandonaria o trono, iria embora. Mas você entra e a mata.
Damon: Cale essa maldita boca. – Rosnou, se tornando furioso.
Stefan: Pois que fique claro o motivo dessa guerra: Você tomou Katherine de mim. Se casou com ela. Nós tínhamos um caso, debaixo do teu nariz. Ela engravidou de você, e eu tentei matar a monstruosidade que habitava em seu ventre. Tu a mataste. – Disse, duro – Eu amei Katherine, Damon. Eu a amei tanto que nem posso explicar em palavras. A amava em cada respiração. E acredite em mim, ela retribuía. Esse é o propósito desta guerra: Você matou a mulher que e amava. Minha vida nunca mais teve sentido desde que eu soube que ela estava morta. As cores sumiram, tudo o que vejo é cinza.
Damon: Saia daqui. – Elena continuava mais pra lá que pra cá.
Stefan: É por isso que eu não vou desistir. Por isso que eu posso morrer no processo. – Ele respirou fundo – Eu quero matá-lo agora, mas não haveria glória nisso. Tu me enfrentarás no campo de batalha. Lá sim. Posso morrer, mas é o único que posso fazer. Minha vida não tem mais nenhum propósito, eu nunca mais consegui amar ninguém, isso tudo por culpa sua. Porque você tomou a mulher que eu amava.
Damon: Você é doente. – Desprezou, encarando-o. Cada palavra de Stefan ecoava em sua cabeça.
Stefan: Vá até a beira o rio. Há uma pedra grande, antiga, com uma estrela arranhada nela. Debaixo da pedra encontrará o diário dela, e sua gargantilha. Ela enterrou lá, quando pensou estar só, depois de saber da gravidez. Está lá ainda. Se precisa de uma prova do que estou dizendo, sabe onde encontrar. – Disse, com descaso — Tua arma e tua espada estão na copa de uma arvore, na borda da clareira. Teu cavalo fugiu. – Disse, saindo dali – No campo de batalha, quando chegar a hora, Damon. Mas agora você já sabe. Você precisava saber. – Disse, olhando Damon sentado com a cabeça de Elena no colo como se fosse um animal, nojento, desprezível.
Stefan saiu dali, indo na direção de seu reino. Logo se ouviu o relinchar de um cavalo, e as patadas no chão, então havia sumido. Damon olhou Elena em seu colo. Desmaiada, desacordada, como ele queria estar. Ele se levantou, procurando nas arvores, até que achou suas armas. Deu três tiros pro ar, e soube que logo a ajuda viria. Voltou ao chão, a Elena. Ela sempre lhe fora fiel. Sempre lhe amara.
Deus, como Katherine fora capaz?! Stefan dissera coisas que ele nem tinha como saber, e a verdade estava nos olhos dele. Katherine não o amava. O traíra o tempo todo. Damon não sabia o que estava sentindo naquele momento. Ele colocou a cabeça de Elena no colo e se deitou na grama, afundado seu rosto ali, sem querer pensar, sem querer existir.
Fale com o autor