just one more about love Delena
59 Capitulo 59
Elena: O que está fazendo aqui? Como me alcançou? – Perguntou, gelada.
Damon: Eu conheço meu reino como a palma da minha mão. E você provavelmente estava correndo em voltas no escuro há um bom tempo. – Disse, a voz se aproximando – Você perdeu o juízo?! – Perguntou, em um silvo.
Elena: Me deixe ir. – Pediu, olhando o escuro – Me deixe acabar com isso, Damon.
Damon =: Desça daí. – A mão dele agarrou o pulso dela, trazendo-a ao chão – Primeiro não, eu não vou deixar. Segundo sou eu que vou matá-lo, não tu. Terceiro, vamos sair daqui.
Elena: Porque está me arrastando? – Perguntou, indignada. Elena sentiu a mão dele apanhando a adaga em seu decote, desarmando-a.
Damon: Porque isso aqui é terra de ninguém, pequena. Porque eu não estou enxergando direito e porque podem nos atacar. Brigarei com você assim que pisarmos no castelo. – Elena sentiu-se ser erguida pela cintura, e estava em cima do cavalo.
Elena: O cavalo...
Damon: Ele nos seguirá. – Disse, e ela sentiu ele montando no cavalo a sua frente – Não caia. – Advertiu.
Então o cavalo saiu a galope. Elena viu seu plano, sua resolução, tudo caindo por água abaixo. Damon, por fim, sentiu ela se abraçando ao peito dele, o rosto de afundando em suas costas, mas não disse nada. Passaram pela fronteira direto, só parando ao pisar no castelo. Damon ordenou que elena não mexesse um músculo de onde estava (Uma das salas de reunião), enquanto ele ia avisar a Jeremy e aos outros que estava tudo bem. Foi nesses poucos minutos que a resolução veio a Elena: Ela encararia a morte. Tendo tido ele em seus braços novamente, sentido sua pele, sua pulsação, seu perfume, ela soube que a vida não teria sentido longe dele. Damon voltou em breve, já pronto para brigar com ela.
Damon: Eu nem sei por onde começar. – Disse, parado a porta. Uma vez na claridade ela podia ver a incredulidade no olhar dele. – Você está louca? Iria tentar furar a fronteira dele, invadir o castelo, matá-lo e voltar apenas com uma adaga na mão? O que passa na sua cabeça? Aliás, porque acha que conseguiria?
Elena: Porque eles iriam me deixar passar pela fronteira. – Disse, quieta. Sua voz não tinha emoção, não tinha nada. – Eu caminharia pelas ruas e entraria no castelo com facilidade. – Continuou. Damon a observava, confusa – O mataria pois ele me quer em sua cama.
Damon: Que diabo está dizendo? – Perguntou, confuso – Ele tentou assediá-la no baile? – Perguntou, o ódio subindo a boca.
Elena: Não. Ele tentou me assediar antes de eu vir para cá. – Continuou, com aquele tom de voz estranho, sem emoção – Aliás, este foi o motivo por eu ter vindo.
Damon: Eu não estou entendendo. – Observou, totalmente perdido.
Elena: Minha família sempre foi muito unida. – Disse, o olhar perdido – Éramos eu, meu pai e minha mãe. Nós nos amávamos e sempre vivemos em paz. – Damon continuou confuso, cada vez mais. A família dela não havia posto ela para fora? – Meus pais me amavam mais que tudo no mundo. Quando a guerra estourou eu era uma menina ainda. – Continuou – Porém com o passar do tempo eu cresci, virei uma mulher... – Ela olhou o próprio corpo – E isso chamou a atenção de Stefan. Atraiu os olhos dele para mim.
Damon: Você tem noção de que o que está dizendo não faz o menor sentido? – Perguntou, lentamente. elena sorriu de leve, sem alegria.
Elena: Durante muito tempo ele me assediou. Me queria como sua amasia. Eu sempre me neguei. Sonhava me casar pura, e me entregar apenas para o homem que eu amasse. – Continuou – Meu pai me defendeu com unhas e dentes. Minha mãe tinha medo. Até que um dia a paciência de Stefan acabou. Ele decidiu que me levaria embora a força, me possuiria e mataria em seguida. Então eu fugi. Vim para cá. – Damon estava calado. Seus ouvidos não queriam ouvir aquilo – Era o único lugar onde ele não me alcançaria: Em teu castelo, pois tu o mataria se conseguisse pôr os olhos nele. Ele não se atreveria a vir até aqui, a passar a fronteira... Mas eu tive. Eu passei. Aqui estou.
Houve um silencio pesado na sala. Damon a encarava, o azul dos olhos conturbados pela verdade. Quando ele falou, sua voz era irreconhecível.
Damon: Mentiu para mim todo este tempo? – Perguntou, em um silvo furioso. Não, não era fúria, era ódio. E estava acabado para Elena.
Elena: Na verdade eu não menti em quase nada. Eu só não te disse de onde tinha vindo. – Observou – Jurei para mim mesma que começaria uma vida nova aqui, livre, então conheci você. – Ela sorriu – No dia em que você me viu chorando... Quando meu pai morreu... Stefan o matou. Procurou por mim por todo o reino, não encontrou, então confrontou meu pai que passou a verdade na cara dele. – Ela riu de leve – Agora veja só, eu estou me entregando a morte só por amor a você. Como isso é absurdo! – Disse, quieta.
Damon: Eu-eu nem acredito nisso. Eu te dei o mundo, eu te confiei minha filha, eu te amei e você mentiu para mim! – Disse, incrédulo, tremulo. Ele ofegava de ódio. – Estava aqui a mando dele, para me fazer mal!
Elena: Isso não. Isso nunca. – Disse, observando-o. Damon passou a mão no rosto, ainda ofegando – Damon, se eu pretendesse lhe fazer algum mal, teria feito a inicio. Perdi a conta de quantas vezes o tive adormecido, indefeso, em meus braços. Estive sozinha com Hope inúmeras vezes. Eu os amo, não lhes faria mal.
Damon: Eu não conheço você. – Murmurou, os olhos duros encarando-a – GUARDAS! – Rugiu, tremulo, abrindo a porta.
Elena: Damon. – Sussurrou, derrotada, fechando os olhos.
Ela nem viu. Só sentiu duas mãos se fecharem em volta de seus braços. Não abriu os olhos, não queria ver o olhar dele daquele jeito sob si. Só queria se lembrar do olhar dele ao dizer que a amava.
Kalus: Damon, que alvoroço é esse? O que está fazendo? – Perguntou, olhando a cena. Alaric entrou atrás – Você não pode prendê-la por tentar terminar a guerra, seja racional.
Damon: Ela é a espiã. – Acusou, tremulo.
Epa.
Elena: Não! Não, isso não! – Ela abriu os olhos, erguendo o rosto – Menti, sim, mas menti para salvar minha vida! Uma vez aqui não sai do castelo sozinha! Não sou a espiã, e nem faço idéia de quem seja, Damon, eu ajudei vocês! – Lembrou, incrédula.
Damon: Matem-na. – Ordenou, virando o rosto. Não queria ver.
Ouvir a ordem fez Elena se calar. Klaus não se impôs. Elena sentiu uma mão subir por sua nuca: Iriam quebrar seu pescoço. Pelo menos seria rápido, pensou. Um instante antes...
Lorenzo: Vocês são burros? – Perguntou, aparecendo parado na porta. Todos o olharam. – Se essa mulher é a espiã vocês vão matá-la antes de tirar dela tudo o que ela sabe? Ninguém pensa aqui? – Perguntou, cansado.
Damon: Eu a quero morta. – Rosnou, raivoso.
Alaric: Lorenzo tem razão. – Assinalou.
Kalus: Prendam-na. Precisamos dela viva por enquanto. – Ordenou, e a mão deixou os cabelos de Elena, libertando sua nuca. Então ela foi levada.
Elenanão sabia quanto tempo havia se passado. Podiam ser dias, horas, minutos... Ela perdeu a noção do tempo a partir de um ponto. Só havia dor. Estava presa, amarrada, e cada pedaço do seu corpo estava doendo. Pela temperatura fria, úmida, ela tinha certeza de que haviam levado ela para as masmorras. Estava em pé, amarrada em uma pilastra de concreto pelos braços, cintura perna. Não conseguia enxergar. Já haviam batido tanto nela, mas tanto, que ela se perguntava como não havia morrido ainda. Sentia dor, sede, fome, cansaço, seus braços doíam, seu corpo gritava para ser desamarrado dali. Havia sangue em seu rosto, em seus braços, seu vestido, que já começava a ceder. Ela contava o tempo por respirações. Respirava pela boca, pois o sangue seco obstruíra seu nariz. Então eles voltavam e faziam perguntas. Ela não sabia responder, então apanhava novamente. Eles achavam que sob dor ela diria a verdade. O inferno é que ela não sabia a verdade, ela não era a espiã. Os momentos de paz eram quando havia silencio. Ela ficava quieta, de olhos fechados, analisando cada aspecto da dor. Hope, por outro lado, estava revoltada.
Hope: Papai... – Disse, com um sorriso angelical. Angelical demais – Eu NÃO vou comer, eu NÃO vou brincar, eu NÃO vou tomar banho, eu NÃO vou tomar meus remédios, — Damon revirou os olhos – Eu NÃO vou fazer NADA até Elena voltar. E é minha palavra final. – Disse, tranqüila. A menina trancava a boca sempre que tentavam lhe dar de comer, ou os remédios, ou qualquer coisa. Mordera e arranhara uma criada que tentara lhe dar banho. Passava o tempo de braços cruzados, olhando pra cima.
Damon: Pois tu não fará mais nada nunca então, ela não vai voltar. – Disse, sem paciência, se levantando.
Hope: Eu te odeio. – Murmurou, olhando o pai com desprezo. Damon olhou a menina, incrédulo. Era a primeira vez que ela dizia isso.
Damon: Como?
Hope: O odeio. – Repetiu, erguendo o rosto para ele – Apenas uma pessoa no mundo gostou de mim de verdade, sem me tratar com pena ou por obrigação, apenas uma pessoa me amou de verdade, mesmo eu sendo a aberração que sou, e o senhor a toma de mim. Eu o odeio. – Disse, a voz carregada de magoa.
Damon: Hope, Elena não foi a única pessoa que a amou, não diga tolices. – Pediu, passando a mão no cabelo. Sabia lidar com tudo, mas sua filha dizendo que o odiava era algo fora de seu alcance.
Hope: É mesmo? Quem mais? Mamãe? Tu? Pelo amor de Deus. – Ela virou o rosto.
Damon: Hope, não fale assim de tua mãe. – Ordenou, severo.
Hope: Elena me amava. Gostava de ficar comigo, de brincar comigo, mesmo do jeito que eu sou. Queria me ver feliz, não por eu ser tua filha, mas porque gostava de mim. – Continuou – Ela gostava de ti também.
Damon: Era mentira. – Alegou, respirando fundo.
Hope: Não era não. Ela nunca me disse, mas eu sempre vi o modo como ela ficava quando o senhor se aproximava. Ela corava, ficava sem jeito, as vezes sorria, os olhos brilhavam. – Damon não queria ouvir – A perguntei se ela queria ficar com o senhor e ser minha mãe, mas ela disse que não podia, pois minha mãe havia morrido. Mas ela queria ser minha amiga. E gostava do senhor. Todos que eu vejo te olharem tem medo, ou respeito, mas ela te olhava e gostava do que via. Não do rei, mas da pessoa. Eu sou uma criança e entendo isso, e tu que é rei não? – Não perca a paciência, Katherine morreu por ela... – O que fez com ela, papai?
Damon: Não vou discutir. – Encerrou, dando as costas.
Hope: Eu tampouco. – Disse, se afundando nos travesseiros novamente. Damon saiu, batendo a porta, e nada foi dito.
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