just one more about love Delena
58 Capitulo 58
A noticia de que Elena havia se recusado a Damon se espalhou mais rápido que areia no vento. Os dias que se seguiram passaram de modo lento, tortuoso, e não havia um dia em que ela não chorasse por ele. Ela não o via. Quase ninguém, exceto o conselho em si, o via. Era caótico.
Jenna: Sinceramente, nem sei o que dizer. Não esperava. – Elena, que ia servir o chá na torre, parou atrás da porta, quieta. Madison observou a porta brevemente, mas não disse nada.
Caroline: Klaus me disse que ele está abalado. Calado, sempre quieto. Só aparece quando é necessário. Eu nem imagino como deve ser. E olhe que sou mulher. – Comentou.
Jenna: O fato é: Elena o rejeitou e agora o nome dele virou motivo de piadas para todo o reino, e para todos os reinos dos quais ele rejeitou as princesas. – Assinalou.
Madison: Eu o vi. – Comentou, parada a sombra da janela – Está pálido, abatido, cheio de olheiras. A voz não tem vida. Enfim. – Elena não agüentou mais ouvir; Entrou no quarto.
Elena: Com licença, senhoras. – Disse, mas as outras continuaram conversando.
Jenna: Se pudesse fazer algo para ajudá-lo, faria. Estou com pena. – Admitiu.
Madison: Se eu tivesse um coração, ele estaria em pedaços. – Observou, olhando algo pela janela. Isso dispersou a atenção de Elena.
Elena: Desculpe. – Todas a olharam – Perdão. Mas “Se eu tivesse um coração”? – Indagou, confusa.
Madison: Eu só possuía um, e o entreguei a Lorenzo. – Se resumiu. Elena franziu o cenho mas não disse nada.
A verdade é que Elena também não estava nada bem. Não havia cor em seu rosto, nem em seus olhos. Estava quase morta. Saber do sofrimento de Damon não melhorara em nada. Naquele dia, quando anoiteceu, ela se pôs em prantos, como sempre era. Não conseguia sustentar essa situação, era impossível! Ela olhou em volta e cada pedaço do pequeno quarto trazia lembranças dele. Então ela saiu. Desceu pelo gramado, sem ter um destino, os soluços oscilando seu peito. Até que se bateu com alguém.
Jeremy: Elena. – Disse, penalizado, e a abraçou. Ela afundou a cabeça no peito dele, que precisou segurá-la para que não caísse, tão desesperado era seu choro – Tanto que eu te avisei. – Lamentou.
Elena: Eu o amo, Jeremy. – Disse, a voz cortada, abafada – Meu Deus, eu o amo.
Jeremy: Talvez... – Disse, tentando encontrar algo de consolo – Talvez quando a guerra acabar.
Elena soluçou. A guerra demoraria. Já demorara anos, talvez demorasse mais. Alguém precisava por fim nisso. Jeremy reparou quando, subitamente, o choro dela se acalmou. Ela se afastou dele, o rosto inundado em lagrimas, os olhos vermelhos, e começou a se afastar.
Jeremy: O que há? – Perguntou, confuso.
Elena: Alguém precisa acabar com a guerra. Se Stefan morrer, a guerra acaba. – Um soluço perdido escapou dela, que se afastava – Se alguém o matar, a guerra termina. – Jeremy a olhava, confuso – Eu vou matá-lo. – Concluiu.
Jeremy: Matar? Tu vais matar Stefan? – Perguntou, incrédulo – Elena, onde está indo?
Elena: Me oferecerei como bandeira de paz. – Disse, pensando alto – Ele quer me possuir, antes de me matar. Quando o tiver em meus braços o matarei. – Disse, olhando o chão – O matarei e voltarei para voltar para Damon, para lhe contar minha verdade, e se ele ainda me quiser, com a ajuda de Deus, serei feliz. Eu o matarei por Damon. – Concluiu, dando as costas.
Elena disparou correndo, mas logo foi detida. Jeremy a agarrou pelo braço, e logo ela se sacudiu, tentando se soltar, lutando violentamente.
Jeremy: Elena... Mulher, está louca? Tu vai matar Stefan? Agora? – Perguntou, debochado – Para começar, como vai matá-lo?
Elena: Atravessarei uma adaga em seu coração. – Respondeu, prontamente, ainda lutando pra se soltar.
Jeremy: Ah, ótimo. Como pretende passar da fronteira? – Insistiu.
Elena: Do mesmo modo como entrei. – Rebateu – Jeremy, só vou pedir uma vez: Me solte. – Disse, parando de se debater e encarando ele. A resolução estava pronta no olhar dela.
Jeremy: É uma missão suicida, se fosse tão fácil o próprio Damon teria feito! Tente raciocinar! – Apelou.
Elena: Stefan não quer levar Damon para cama, quer levar a mim. Essa é minha vantagem. É meu ultimo aviso: Tire as mãos de mim. – Disse, séria.
Jermey: Eu não vou permitir, é loucura, elena! – Disse, segurando os dois braços dela.
Elena: SOCORRO! – Gritou, sua voz ecoando pela grama, entrando os corredores do castelo. Jeremy arregalou os olhos – ME LARGUE! ALGUÉM ME AJUDE, SOCORRO!
Jeremy: O que está fazendo? – Perguntou, confuso.
Elena: SOCORRO! – Insistiu, se debatendo. Logo dois guardas apareceram.
Guarda: O que há aqui? – Perguntou, olhando a cena.
Elena: Ele está tentando me agarrar a força. – Disse, virando os olhos lacrimosos para o guarda. Todos sabiam quem era Elena: Era a mulher que havia rejeitado o rei. Se algo acontecesse a ela a fúria de Damon podia ser cruel.
Guarda: Solte a moça! – Ordenou, se aproximando.
Jeremy: Mas... Elena! – Exclamou, exasperado.
Elena: Tirem ele de perto de mim. – Disse, com a expressão assustada. Resultou que os dois guardas apanhando Jeremy , um por cada braço, e arrastando-o. elena se abraçou, fingindo-se de machucada.
Guarda: Você está bem? – Elena assentiu.
Elena: Estou. Apenas... Tirem ele de perto de mim. – Pediu, com a voz quebrada.
Os guardas assentiram e rebocaram Jeremy dali. Ele observou Elena o tempo todo, enquanto caminhava, em um pedido mudo de que ela não fizesse aquilo. Ela, por sua vez, apenas disse um: “Me perdoe.”, mudo, e deu as costas, sumindo rapidamente por uma das portas do castelo. Ninguém a deteria.
Jeremy gritou por horas. Esbravejou, apanhou, gritou mais ainda. Exigia ver Damon. Gritou até não poder gritar mais, então continuou gritando.
Guarda: Senhores, licença. – Pediu. Lorenzo, Alaric, Klaus e Damon olharam. O guarda explicou a situação rapidamente.
Alaric: Bata nele. – Ordenou, sem entender.
Guarda: Já o fiz, senhor. Ele continua gritando. Parece estar possuído. – Disse, quieto.
Klaus: Dê-lhe uma pancada, faça-o desmaiar. – Disse, franzindo o cenho.
Guarda: Já fizemos, senhor. E ele acorda já aos gritos novamente. – Respondeu.
Lorenzo: Quebre-lhe os dentes. – Propôs.
Damon: Não, tudo bem. – Disse, quieto. Até a voz de Damon mudara, estava mais morta. – Eu vou ver o que é. Com licença. – E ele se levantou, saindo.
Caminhando pelo corredor Damon se perguntou brevemente o que esse homem teria de tão importante para fazer tal escândalo. Mas nem a curiosidade mais ele conseguia manter, todos os sentimentos eram muito passageiros.
Guarda: É ele, senhor. – Apontou para Jeremy, que estava amarrado na cadeira. Jeremy ergueu o rosto, inchado, com o nariz partido, e cuspiu um tantinho de sangue que estava em sua boca.
Jeremy: Damon! – Disse, aliviado. Damon ergueu as sobrancelhas – Digo, alteza. O senhor tem que impedi-la. Ela está indo para a morte. – Agora que conseguira falar com Damon, Jeremy tecnicamente entrara em pânico. Já se passara tempo demais.
Damon: Quem está indo para a morte? – Perguntou, franzindo o cenho.
Jeremy: Elena. – As feições de Damon repentinamente estavam alertas – Ela está indo atrás de Stefan. Quer apunhalá-lo, matá-lo, para acabar com a guerra, voltar e poder casar-se com o senhor. – Ele respirou fundo – Diz que vai matá-lo em seu nome. – Damon era a incredulidade viva – Se Stefan pôr as mãos nela, sabendo que o senhor a ama, vai matá-la.
Mas Damon já havia saído batido dali. Elena era louca! Ele partiu direto para a sala onde ficavam as armas. Se Elena disse que ia matar Stefan em seu nome, precisaria se armar ali. Dito e feito, em um faqueiro, onde costumavam haver 48 adagas, haviam 47 e um bilhete. Jeremy entrou logo atrás e viu Damon lendo o bilhete. Era curto, apressado, e estava amassado.
Dizia apenas poucas frases: "Vou matá-lo, Jeremy. Vou matá-lo em nome de Damon. Isso tudo acaba hoje. Se eu não voltar... Conte a verdade a Damon e diga que eu o amei mais que a minha vida. Elena." Bastou para Damon sair correndo de novo. Por favor, que não seja tarde...
Enquanto isso, na floresta... Elena passara da fronteira alegando estar levando lenha. Ninguém nem ligou. Ao se afastar ela soltou o cavalo da carroça, montando-o, e saiu a galope. Não sabia ao certo quanto tempo cavalgara, mas não podia mais ver o topo da torre do castelo de Damon, então devia estar longe. Mas estava escuro. Não havia lua e as arvores eram altas. Ela parou o cavalo, com medo de tombar com uma arvore, e tentou enxergar uma trilha no escuro. Foi então que uma voz cortante chegou até ela, fazendo-a estremecer, e assustando o cavalo.
XXXX: Procurando por alguém, Elena? – Perguntou a voz, malevolamente divertida e debochada.
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