just one more about love Delena
57 Capitulo 57
Elena afastou esse pensamento de sua cabeça durante o resto da noite. Nem podia acreditar que ele estava lá, abraçando-a na frente de todos, que ele queria se casar com ela! A felicidade era tanta que parecia poder se materializar. Por fim ela foi embora com ele, em sua carruagem, os dois aos beijos e carinhos. Ao chegarem ao castelo todos ainda estavam acordados demais, excitados demais com a reviravolta, para dormirem. Prolongaram a festa na sala de jantar, com um bom vinho. Elena não viu sentido em se trocar agora; Damon a escolhera rainha do jeito que ela estava. Klaus ainda fazia piadas sobre as caras das princesas ao serem preteridas por uma criada.
Lorenzo: Mas fico feliz por você. Muitos não sabem o quanto demora até encontrar o amor. E nem sempre ele vem em cascas adequadas. – Comentou, tranqüilo.
Alaric: Tu me diz isso? Onde está Madison? – Kalus gargalhou.
Madison: Me chamou, Alaric? – Perguntou, divertida, repentinamente atrás do outro. Elena se sobressaltou; Alaric não. Apenas riu.
Lorenzo: Te digo isso pois já havia escolhido outra princesa, antes de Madison. Meus pais me pressionaram, era hora de assumir o trono, e eu escolhi. – Deu de ombros – Então viajei com meu pai, para fazer uma sociedade com o pai dela. Quando eu a vi soube que apenas ela serviria. – Ele sorriu pra a esposa – O que não muda o fato de que eu estive perto de cometer um erro irreversível.
Caroline: E a outra princesa? – Perguntou, tranqüila. Elena apenas observava, abraçada a Damon.
Lorenzo: Não sei que fim tomou. Não podia me casar com ela uma vez tendo posto os olhos em Madison. Vi ela pela primeira vez no jantar, e avisei a meu pai que a queria antes de ir dormir. Foi uma confusão. – Disse, revirando os olhos.
Jenna: Você não a viu em seu baile?
Lorenzo: Não. Ela não foi. – Disse, debochado consigo mesmo. Madison riu.- No final eu nem me lembro qual era o nome da outra princesa. Pobre coitada. Ser escolhida e em seguida rejeitada por um rei era a ruína para uma princesa. Ocorria muito raramente.
Klaus: Como era o nome dela? – Perguntou, descarado. Seria como falar mal da pobre coitada revelar seu nome.
Caroline: Klaus! – Reprimiu. Elena sorriu, quieta.
Lorenzo: Como disse, não me lembro. – Disse, tranqüilo.
Madison: Rebeka. – Entregou, se aproximando para sentar-se ao lado do marido.
Lorenzo: Madison!!! – Repreendeu, os olhos focados nos dela. Mas ela sorriu docemente. Klaus gargalhou.
Madison: Eu apenas me lembro. – Disse, falsamente inocente, se sentando ao lado dele, que a abraçou.
Caroline: Você está bêbado? – Perguntou, sondando o rosto de Klaus, que ria.
Alaric: Então, para quando é o casamento? – Perguntou, puxando conversa.
Damon: O mais rápido possível. – Respondeu, virando o rosto para encarar Elena. Ela nunca tinha visto esse tom de felicidade nos olhos dele.
Lorenzo: Então é bom começar logo. Há muito que se fazer. – Observou, tomando um gole de seu vinho.
Damon: Eu sei. Amanhã mesmo mandarei enviados até as igrejas, a família dela, os sacerdotes, e todo o resto. Com sorte em dois meses estaremos com tudo pronto. – Disse, tranqüilo. Elena empedrou. A família dela. – Tu podes começar a planejar teu vestido amanhã mesmo. – Disse, feliz. Mas ela já não sorria. – Precisarei que me dê o endereço de tua casa, pequena. – Disse, agora em particular – Sei que tu não fala com eles e farei o máximo para que não tenha contato, mas precisarei de algumas assinaturas, coisas de praxe. Mas não fique assim. – Disse, interpretando mal a expressão dela – Deve se preocupar apenas em estar linda quando for me dizer sim. – Elena sorriu de canto.
Jenna: Se precisar de ajuda com alguma coisa, Elena, não receie em me procurar. – Se ofereceu, e Alaric lhe beijou a têmpora, sorrindo.
Madison: Faz tempo que eu não penso em uma festa de casamento, mas me tem a disposição também. – Caroline concordou. Elena assentiu.
Elena: Eu... Eu estou exausta. Vou me retirar. Me dêem licença. – Pediu, se levantando. Todos assentiram e ela saiu.
Elena bateu em retirada, correndo, até seu quarto. O que faria agora, meu Deus? Ela estava tão feliz com aquele casamento, ela o queria tanto! Mas mais uma vez a vida lhe passava a perna. Toda a felicidade foi substituída por tristeza quando ela entendeu o que precisava fazer. Minutos depois a porta se abriu e Damon entrou.
Damon: pequena, porque veio para este quarto? – Perguntou, fechando a porta. – Está sentindo algo?
Elena: Damon... Eu não posso me casar com você. – Disse, em voz baixa. Viu o rosto dele se fechar, incrédulo – Minha resposta é não. – Concluiu.
Damon: Como? – Perguntou, incrédulo – Mas porque?
elena: Eu não quero. Não posso. Me perdoe. – Disse, quieta.
Damon: Você tem noção do que eu terei que enfrentar por ter escolhido você? E você me diz não? – Perguntou, exasperado – Há outro?
Elena: Não! – Disse, na mesma hora – Nunca houve outro, nem vai haver. Eu amo você. Só você.
Damon: Eu não consigo entender, se me ama porque está me dizendo não? – Perguntou, incrédulo.
Elena: Porque eu tenho medo. – Disse, em um murmúrio.
E ela sabia que este era o único modo de fazê-lo aceitar a negativa: Machucando-o. Estava matando-a por dentro, lenta e dolorosamente, mas ela precisava fazer.
Damon: Medo? Medo de que, em nome de Deus?
Elena: Medo de aceitar ser sua rainha e terminar como Katherine terminou. – Jogou. Um silencio pesado se sobrepôs ali. Ela pode ver a dor cruzando os olhos dele.
Damon: Elena, eu vou morrer antes de permitir que algum mal lhe atinja. Eu prometo. – Disse, a voz séria, encarando-a. Ele interpretou a dor nos olhos dela como medo, e isso o machucou mais.
Elena: Prometeu isso a Katherine também, não prometeu? – Ela queria chorar. Queria morrer, queria sumir. Estava machucando-o, rasgando as feridas dele, podia ver. – Entretanto não conseguiu protegê-la da morte. – Ela precisou se virar, dando-lhe as costas.
Damon: Porque está fazendo isso comigo, Elena? – Perguntou, e sua voz era baixa, sem o tom energético da objeção. — Eu te ofereci o meu amor, minha confiança, minha fidelidade, meu reino... Eu te ofereci minha vida. Porque está fazendo isso?
Elena: Uma coisa é ser sua amasia, outra bem diferente é dar a cara ao mundo e assumir que sou sua mulher. Sua esposa. Sua rainha. – A primeira lagrima desceu pelo rosto dela. Como ela estava de costas, ele não viu – A ultima mulher que teve coragem de fazer isso, a essa altura, já se decompôs em seu tumulo. Eu não tenho coragem. Me perdoe. – O choro estava subindo. Ela secou o rosto, respirando fundo.
Damon: Sua resposta final é não? – Perguntou, parecendo tão abatido quanto podia estar.
Elena: Não. – Disse, se virando – Quando a guerra acabar... Quando isso tudo terminar, se você ainda me quiser, eu vou ser sua até que meu tempo expire. Se voltar a me fazer esse pedido, direi sim antes que termine de fazê-lo. Mas agora não posso. Eu amo você, Damon. Mas não posso. – Disse, encarando-o – Eu sinto muito.
Damon a encarou por longos instantes. Estava machucado, magoado, destruído. Esperara tudo menos isso. Quando viu que ela não ia voltar atrás, deu as costas e saiu. Assim que a porta bateu Elena desmoronou no chão, o choro vindo a tona, os soluços de dor saindo livremente. Ela queria ir atrás dele, abraçá-lo, dizer que o amava e que o queria, e apagar aquela dor do olhar dele. Mas se aceitasse se casar morreria, e conquistaria o ódio dele. Porque a vida precisava ser tão cruel? O que ela havia feito para merecer tudo isso?
–--*
Fale com o autor