Elena rodou incansavelmente. O que era pra ser a noite perfeita terminou sendo seu pior pesadelo. Era madrugada. Ela não agüentava mais. Damon viu ela encarando-o e pediu licença, se aproximando. Ele sorria. Que pena.

Elena: Damon... Ele está aqui. – Disse, a voz falha em seu pânico.

Damon: Ele quem, pequena? – Perguntou, arrumando a mascara dela.

Elena: Stefan. – A voz dela estava tão sofrida que era quase imperceptível. Quase. Ela viu ele empedrar no momento em que ela proferiu o nome.

Damon: Como pode saber? – Perguntou, a fúria substituindo a alegria que estava no rosto dele.

Elena: Eu vi. Me bati com ele. – Ela respirou fundo – Está de preto, usa uma m-mascara...

Damon: Você tem certeza? – Perguntou, sondando os olhos dela.

Elena: Absoluta. – Confirmou, se entregando aos leões – Ele está aqui.

Damon: Não vá para lugares vazios. – Ordenou e deu as costas, saindo.

Elena nem se moveu. Que Deus tivesse piedade dela. Damon subiu as escadarias a passadas largas. Foi até o canto onde Klaus, Lorenzo e Alaric estavam e disse algo rapidamente. Os olhares de alerta foram imediatos. Lrenzo perguntou algo que Elena interpretou como: “Tem certeza?”, e Damon confirmou. Lorenzo se levantou, em seguida, e foi até Madison, apanhando-a sutilmente pelo braço. Madison o olhou, indagadoramente, mas ele apenas negou com a cabeça, tirando-a dali. Depois que as rainhas foram tiradas dali, Elena viu soldados entrando discretamente no salão. Elena se abraçou, vendo todos se dispersando, procurando. Passou-se bem uma hora. Ela queria ir pra casa. Queria estar em sua cama, com Damon em seus braços, e saber que tudo estava bem. Saiu caminhando, tentando se acalmar... Sem perceber que estava se afastando. Terminou em um canto afastado, perto da saída, onde estavam as carruagens.

Stefan: Ou você é realmente corajosa, ou realmente tola. – Comentou, a voz atrás dela, e Elena franziu o cenho.

Elena: O que quer, Stefan? – Perguntou, se virando, cansada.

Stefan: Há um leque de coisas. Primeiramente eu quero que você volte para casa. Em segundo plano, quero seu namoradinho morto.

Elena: Voltarei para casa quando isso tudo acabar. – Disse, tranqüila. Não tinha mais nada que perder mesmo – Damon não irá morrer. Não tão cedo, nem por tuas mãos.

Stefan: Quem me deterá, tu? – Perguntou, debochado.

Elena: Se tentar, vou ser eu a cravar a adaga em teu coração. Eu prometo.

Stefan: Se vê que tu não é mais a menina tola que ia com a mamãe lavar roupas atrás de meu castelo. – Observou, olhando-a.

Elena: Você não me conhece. – Disse, quieta. – Vá embora. Retire suas tropas, acabe essa guerra. Deixe Damon em paz. – Stefan riu – Que inferno, você já matou a mulher dele, já aleijou a filha, o que mais você quer?

Stefan: Você não sabe da metade das estruturas dessa guerra. – Disse, divertido. Ele olhou pro chão, sorrindo. Então uma mão estava no braço de Elena, puxando-a – Mas ainda assim voltará para casa esta noite.

Elena: Já disse que voltarei para casa quanto terminar. Tire as mãos de mim! – Ela se debateu, tentando se soltar.

Stefan: Voltará para casa agora, comigo. – Corrigiu.

Elena: Tu não és homem de pisar onde é minha casa. – Debochou, sorrindo de canto, ainda se debatendo. Stefan ergueu as sobrancelhas.

Stefan: E tu, Elena, se considera mulher? Mulher o suficiente? – Perguntou, balançando a cabeça pro lado – Se eu abrir a boca e gritar tua verdade para que teu amado a ouça agora, vai continuar sendo mulher assim? Vai ser mulher quando ele a matar?

Elena: Ele sabe a verdade. – Murmurou.

Stefan: Mentira tua. – Rebateu, na mesma hora. Elena voltou a se debater.

Elena: Tu não vais abrir a boca para gritar nada, pois é um verme. Sabe quem está aqui, e sabe que morrerá se colocarem os olhos em ti. – Debochou, com um sorriso morto no rosto. Então voltou a se debater – ME LARGUE! – Gritou, puxando o braço, mas ele a arrastava. Ela olhou para trás; Seus gritos não alcançariam Damon. Estava perdida, Stefan a levaria.

Madison: Solte-a. – Ordenou, a voz branda, vindo de trás dos dois. O coração de Elena despencou do peito, atravessando o chão. Stefan parou por um instante, virando o rosto para Madison. A morena ergueu o rosto, encarando-o com um desprezo que chegava gelar, os olhos negros feito carvão. Mas, ao contrário de Elena, não havia medo em seu rosto.

Stefan: Está falando comigo? – Perguntou, lentamente, achando graça da afronta.

Madison: Com quem mais seria? – Perguntou, educada.

Stefan: És bonita, mas não faz meu tipo. E mulheres não mandam em mim. – Debochou, puxando o braço de Elena novamente.

Madison: Se vê de longe que não sabes quem eu sou. – Comentou, mordendo o lábio. Os cabelos caiam pelos ombros até a altura da cintura, negros, sedosos. O penteado provavelmente se desfizera quando Lorenzo a levou dali as pressas. Ela passou a mão nos cabelos, tirando-os do rosto. Stefan respirou, cansado, e se virou. Elena perdera a voz.

Stefan: Eu deveria saber? – Perguntou, falsamente interessado.

Madison: Se fosse alguém inteligente saberia quem é meu marido. Mas é claro que inteligência de você seria pedir demais. – Observou – Solte-a.

Stefan: Cansei dessa brincadeira. – Suspirou – Ande, sua pequena vadia, vamos. – Rosnou, puxando Elena, que cambaleou. Madison ergueu as sobrancelhas.

Madison: Você beija sua mãe com essa boca? – Perguntou, e Stefan se virou. Madison tinha um sorriso autentico no rosto agora. Ela ergueu as sobrancelhas, fingindo surpresa – Ops. Esqueci. Não beija mais. – Disse, e abriu um sorriso faiscante.

Stefan: Quem é você? – Perguntou, agora irritado com Madison. Aquela mulher tinha dedo na morte de sua mãe.

Madison: Madison Malarkey. – Disse, tranqüila – Eu vou dizer pela ultima vez: Solte-a. Se não solta-la agora eu vou gritar, meu marido estará aqui em uma fração de segundo e tu estarás morto antes de bater no chão.

Stefan: Está blefando. – O braço de Elena doía barbaramente. Madison assentiu.

Madison: Tudo bem, vamos ver. – Ela tomou um sopro de ar – LORENZO! – Chamou, em um grito, encarando Stefan. – Experimente contar até dez. – Disse, abrindo aquele sorriso ameaçador novamente.

Stefan, desgostoso, encarou Elena. Os olhos castanhos estavam quase sem vida, de tanto medo. Por fim ele a soltou. Elena gemeu, segurando o braço. Stefan passou por Madison, encarando-a, e a outra manteve seu olhar, destemidamente. Stefan não era burro: Uma ofensiva com Lorenzo naquele momento era pedir para morrer. Uma vez que ele saiu, o olhar de Madison voltou-se para Elena.

Madison: O que ele queria com você? – Perguntou, os olhos sondando Elena.

Elena: Eu não sei. – Murmurou, quase com a certeza de que ia desmaiar. – Só me agarrou, queria me levar. Obrigada. – Madison assentiu.

Madison: Aparentemente Stefan quer realmente criar problemas com todas as mulheres de Damon. – Comentou, ainda encarando Elena.

Lorenzo: Madison? – Chamou, aparecendo ali. Incrível, levara poucos segundos.


Madison: Saiu por ali. Fugiu de mim. – Apontou. Lorenzo fez um sinal e uns 20 homens o acompanharam. Logo Elena e Madison estavam sozinhas novamente.

Madison: É bom que tu não estejas mentindo para mim, Elena. – Disse, e Elena a encarou – Se estiver mentindo e meu marido estiver defendendo a ti e a Damon debaixo de uma mentira, é comigo que tu deverás se preocupar. – Avisou, em seguida apanhando seu vestido e voltando para o salão, tranquilamente.

Elena, uma vez sozinha, se amparou em uma parede, cobrindo o rosto com as mãos. Quando esse pesadelo ia terminar?

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