just one more about love Delena
54 Capitulo 54
Elena rodou incansavelmente. O que era pra ser a noite perfeita terminou sendo seu pior pesadelo. Era madrugada. Ela não agüentava mais. Damon viu ela encarando-o e pediu licença, se aproximando. Ele sorria. Que pena.
Elena: Damon... Ele está aqui. – Disse, a voz falha em seu pânico.
Damon: Ele quem, pequena? – Perguntou, arrumando a mascara dela.
Elena: Stefan. – A voz dela estava tão sofrida que era quase imperceptível. Quase. Ela viu ele empedrar no momento em que ela proferiu o nome.
Damon: Como pode saber? – Perguntou, a fúria substituindo a alegria que estava no rosto dele.
Elena: Eu vi. Me bati com ele. – Ela respirou fundo – Está de preto, usa uma m-mascara...
Damon: Você tem certeza? – Perguntou, sondando os olhos dela.
Elena: Absoluta. – Confirmou, se entregando aos leões – Ele está aqui.
Damon: Não vá para lugares vazios. – Ordenou e deu as costas, saindo.
Elena nem se moveu. Que Deus tivesse piedade dela. Damon subiu as escadarias a passadas largas. Foi até o canto onde Klaus, Lorenzo e Alaric estavam e disse algo rapidamente. Os olhares de alerta foram imediatos. Lrenzo perguntou algo que Elena interpretou como: “Tem certeza?”, e Damon confirmou. Lorenzo se levantou, em seguida, e foi até Madison, apanhando-a sutilmente pelo braço. Madison o olhou, indagadoramente, mas ele apenas negou com a cabeça, tirando-a dali. Depois que as rainhas foram tiradas dali, Elena viu soldados entrando discretamente no salão. Elena se abraçou, vendo todos se dispersando, procurando. Passou-se bem uma hora. Ela queria ir pra casa. Queria estar em sua cama, com Damon em seus braços, e saber que tudo estava bem. Saiu caminhando, tentando se acalmar... Sem perceber que estava se afastando. Terminou em um canto afastado, perto da saída, onde estavam as carruagens.
Stefan: Ou você é realmente corajosa, ou realmente tola. – Comentou, a voz atrás dela, e Elena franziu o cenho.
Elena: O que quer, Stefan? – Perguntou, se virando, cansada.
Stefan: Há um leque de coisas. Primeiramente eu quero que você volte para casa. Em segundo plano, quero seu namoradinho morto.
Elena: Voltarei para casa quando isso tudo acabar. – Disse, tranqüila. Não tinha mais nada que perder mesmo – Damon não irá morrer. Não tão cedo, nem por tuas mãos.
Stefan: Quem me deterá, tu? – Perguntou, debochado.
Elena: Se tentar, vou ser eu a cravar a adaga em teu coração. Eu prometo.
Stefan: Se vê que tu não é mais a menina tola que ia com a mamãe lavar roupas atrás de meu castelo. – Observou, olhando-a.
Elena: Você não me conhece. – Disse, quieta. – Vá embora. Retire suas tropas, acabe essa guerra. Deixe Damon em paz. – Stefan riu – Que inferno, você já matou a mulher dele, já aleijou a filha, o que mais você quer?
Stefan: Você não sabe da metade das estruturas dessa guerra. – Disse, divertido. Ele olhou pro chão, sorrindo. Então uma mão estava no braço de Elena, puxando-a – Mas ainda assim voltará para casa esta noite.
Elena: Já disse que voltarei para casa quanto terminar. Tire as mãos de mim! – Ela se debateu, tentando se soltar.
Stefan: Voltará para casa agora, comigo. – Corrigiu.
Elena: Tu não és homem de pisar onde é minha casa. – Debochou, sorrindo de canto, ainda se debatendo. Stefan ergueu as sobrancelhas.
Stefan: E tu, Elena, se considera mulher? Mulher o suficiente? – Perguntou, balançando a cabeça pro lado – Se eu abrir a boca e gritar tua verdade para que teu amado a ouça agora, vai continuar sendo mulher assim? Vai ser mulher quando ele a matar?
Elena: Ele sabe a verdade. – Murmurou.
Stefan: Mentira tua. – Rebateu, na mesma hora. Elena voltou a se debater.
Elena: Tu não vais abrir a boca para gritar nada, pois é um verme. Sabe quem está aqui, e sabe que morrerá se colocarem os olhos em ti. – Debochou, com um sorriso morto no rosto. Então voltou a se debater – ME LARGUE! – Gritou, puxando o braço, mas ele a arrastava. Ela olhou para trás; Seus gritos não alcançariam Damon. Estava perdida, Stefan a levaria.
Madison: Solte-a. – Ordenou, a voz branda, vindo de trás dos dois. O coração de Elena despencou do peito, atravessando o chão. Stefan parou por um instante, virando o rosto para Madison. A morena ergueu o rosto, encarando-o com um desprezo que chegava gelar, os olhos negros feito carvão. Mas, ao contrário de Elena, não havia medo em seu rosto.
Stefan: Está falando comigo? – Perguntou, lentamente, achando graça da afronta.
Madison: Com quem mais seria? – Perguntou, educada.
Stefan: És bonita, mas não faz meu tipo. E mulheres não mandam em mim. – Debochou, puxando o braço de Elena novamente.
Madison: Se vê de longe que não sabes quem eu sou. – Comentou, mordendo o lábio. Os cabelos caiam pelos ombros até a altura da cintura, negros, sedosos. O penteado provavelmente se desfizera quando Lorenzo a levou dali as pressas. Ela passou a mão nos cabelos, tirando-os do rosto. Stefan respirou, cansado, e se virou. Elena perdera a voz.
Stefan: Eu deveria saber? – Perguntou, falsamente interessado.
Madison: Se fosse alguém inteligente saberia quem é meu marido. Mas é claro que inteligência de você seria pedir demais. – Observou – Solte-a.
Stefan: Cansei dessa brincadeira. – Suspirou – Ande, sua pequena vadia, vamos. – Rosnou, puxando Elena, que cambaleou. Madison ergueu as sobrancelhas.
Madison: Você beija sua mãe com essa boca? – Perguntou, e Stefan se virou. Madison tinha um sorriso autentico no rosto agora. Ela ergueu as sobrancelhas, fingindo surpresa – Ops. Esqueci. Não beija mais. – Disse, e abriu um sorriso faiscante.
Stefan: Quem é você? – Perguntou, agora irritado com Madison. Aquela mulher tinha dedo na morte de sua mãe.
Madison: Madison Malarkey. – Disse, tranqüila – Eu vou dizer pela ultima vez: Solte-a. Se não solta-la agora eu vou gritar, meu marido estará aqui em uma fração de segundo e tu estarás morto antes de bater no chão.
Stefan: Está blefando. – O braço de Elena doía barbaramente. Madison assentiu.
Madison: Tudo bem, vamos ver. – Ela tomou um sopro de ar – LORENZO! – Chamou, em um grito, encarando Stefan. – Experimente contar até dez. – Disse, abrindo aquele sorriso ameaçador novamente.
Stefan, desgostoso, encarou Elena. Os olhos castanhos estavam quase sem vida, de tanto medo. Por fim ele a soltou. Elena gemeu, segurando o braço. Stefan passou por Madison, encarando-a, e a outra manteve seu olhar, destemidamente. Stefan não era burro: Uma ofensiva com Lorenzo naquele momento era pedir para morrer. Uma vez que ele saiu, o olhar de Madison voltou-se para Elena.
Madison: O que ele queria com você? – Perguntou, os olhos sondando Elena.
Elena: Eu não sei. – Murmurou, quase com a certeza de que ia desmaiar. – Só me agarrou, queria me levar. Obrigada. – Madison assentiu.
Madison: Aparentemente Stefan quer realmente criar problemas com todas as mulheres de Damon. – Comentou, ainda encarando Elena.
Lorenzo: Madison? – Chamou, aparecendo ali. Incrível, levara poucos segundos.
Madison: Saiu por ali. Fugiu de mim. – Apontou. Lorenzo fez um sinal e uns 20 homens o acompanharam. Logo Elena e Madison estavam sozinhas novamente.
Madison: É bom que tu não estejas mentindo para mim, Elena. – Disse, e Elena a encarou – Se estiver mentindo e meu marido estiver defendendo a ti e a Damon debaixo de uma mentira, é comigo que tu deverás se preocupar. – Avisou, em seguida apanhando seu vestido e voltando para o salão, tranquilamente.
Elena, uma vez sozinha, se amparou em uma parede, cobrindo o rosto com as mãos. Quando esse pesadelo ia terminar?
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