just one more about love Delena
55 Capitulo 55
Era manhã e fazia frio. Elena fora mandada pra casa. Tomara banho, se desarrumara, mas por fim se embolou em um lençol, jogando-o pelos ombros, e ficou olhando as nuvens pesadas de chuva no céu. Era inverno. Seu céu iria cair. Recebera a prova viva disso. Os armários estavam abertos. Quando ela chegou, desnorteada, abrira tudo como se procurasse algo. Em algumas gavetas haviam roupas debaixo e os vestidos que ela usava para trabalhar. No guarda-roupas, pendurados, estavam os inúmeros vestidos que Damon lhe dera, pendurados. O ultimo era o da festa. Em cima da cômoda, a caixa com as jóias que ele lhe dera. Ela se abraçava, segurando o lençol em volta de si, olhando tudo sem ver nada. Foi quando a voz dele veio atrás dela.
Damon: Ei, pequena. – Disse, e ela se virou – Madison me disse que aquele desgraçado estava tentando levá-la. Você está bem? – Perguntou, apanhando o rosto dela entre as mãos.
Elena: Apenas assustada. – Assustada, apavorada, com medo...
Damon: O que ele queria contigo? – Perguntou, os olhos preocupados e cansados sondando o rosto dela.
Elena: Eu não sei. Apareceu me puxando, disse que eu tinha de ir com ele, ir pra casa. – Ela respirou fundo – Srta. Madison acredita que ele quer lhe tomar todas as mulheres que você escolher para si. – O rosto de Damon se fechou com aquilo.
Damon: Eu não vou permitir. Você vai ficar bem. – Ele deu um beijo na testa dela.
Elena: Você não vai ficar? – Perguntou, decepcionada. Queria ficar abraçada a ele até que aquele pavor se esvaísse.
Damon: Não agora. O território entre a fronteira daqui e a de Stefan é neutro, logo, ambos tem passagem. Lorenzo acredita que não houve tempo para que ele tenha passado sua fronteira ainda. – Explicou.
Elena: Vão se embrenhar nas arvores atrás dele, Damon? – Perguntou, em um lamurio.
Damon: Lorenzo, Klaus, Alaric e eu. E metade de um exercito. Queremos alcançá-lo. Mas assim que voltar virei procurá-la, e o castelo poderá cair, que não a deixarei. – Prometeu, e ela sorriu.
Damon partiu minutos depois . Elena por fim se vestiu, mas não teve condições de sair. Apenas se jogou na cama e se abandonou. Damon só voltou horas depois. Frustrado, furioso. Nada. E mais nada foi dito ou feito naquele dia. Aquela noite Damon passou com Elena, mas apenas a abraçou forte, como se seu abraço fosse protegê-la de todos os males. Nenhum dos dois disse nada. Dias depois...
Damon: E então – Perguntou, sozinho com Klaus, em uma sala. Ambos sentados.
Klaus: Eles irão embora. Anunciarão a partida em breve. – Damon franziu o cenho.
Damon: O que há? Houve a ofensiva, Stefan atacou Madison diretamente, e Lorenzo vai embora? – Perguntou, indignado.
Klaus: Lorenzo está realmente irado com isso, mas o ponto fraco dele é aquela mulher. Madison não está nem um pouco amedrontada. Jenna está. Quer ir embora a qualquer custo. Se Alaric partir, Lorenzo levará Madison e voltaremos a estaca zero. – Ele respirou fundo – Damon, só você pode impedir.
Damon parou, olhando pro chão. O único modo de impedir era aceitando um novo casamento. Aceitando-o, os outros ficariam até o baile da escolha, depois até as cerimônias do matrimonio. Tempo suficiente para demove-los. Klaus esperou, calado. Quando a voz de Damon se pronunciou, foi como uma lamina cortando o vento.
Damon: Tudo bem, eu aceito. – Klaus ergueu as sobrancelhas – Peça para que mandem os convites, traga as princesas. Escolherei uma, se é tão necessário. Me caso e ponho um fim nisso. – Se resumiu, e Klaus sorriu, toda a preocupação desaparecendo de seu rosto.
Kalus: Eu sabia que tu tomarias a decisão certa. – Disse, sorrindo e dando dois tapinhas no ombro de Damon, antes de sair. Foi direto fazer a noticia correr aos quatro ventos.
Damon ficou sozinho na sala, olhando o nada. Iria se casar. Ter uma nova esposa. Uma nova rainha... Problema seria só explicar isso a Elena.
Só que Damon não teve coragem de dizer a Elena. Esteve com ela, a noite, e tentou dizer. Mas ela, ao vê-lo tenso daquele modo, pensou que ainda era uma conseqüência pela visita indesejada de Stefan, e o beijou. Ele não a reprovou, e terminaram na cama. Foi assim pelos dias que se seguiram. Ele sempre empurrava, adiava... Nunca fora covarde, mas aquilo a magoaria, ele não sabia como fazer. Porém o diabo pode ser sujo...
Elena: They don’t know how long it takes, waiting for a love like this... – Cantarolou, entrando na cozinha – Everytime we… Tá me olhando porque, perdeu algo? – Perguntou, erguendo a sobrancelha. Rose estourou de rir. Elena esperou, aérea, mas como a outra não parava de rir ela revirou os olhos, começando a desfazer a bandeja do jantar de Hope.
Uma nota de sua autora: A energia elétrica nem sonhava em existir e Elena já estava cantando Glee Cast.
Rose: Como se sente agora, Elena? – Perguntou, ofegante em seu riso. Elena franziu o cenho, respirando fundo.
Elena: Perfeitamente bem. Você pode dizer de uma vez porque está rindo? Está começando a me irritar. – Disse, suspirando. Ela tirou a louça da bandeja, colocando-a na pia, e desmontou a bandeja. Rose se levantou, rindo, e se aproximou dela. Tinha um papel na mão.
Rose: Entao... – Ela respirou fundo – Teu conto de fadas vai ter um final feliz, ham? – Perguntou, pondo o papel na mesa, levando-o até a visão de Elena. Elena não olhou.
Elena: Pelo amor de Deus, despeito criou graça e eu não sabia? – Perguntou, suspirando.
Rose: Leia. – Pediu, divertida. Elena revirou os olhos novamente e se aproximou, olhando o papel. Era um folheto.
Um folheto que anunciava um baile. O folheto dizia que Damon iria escolher uma princesa. Que se casaria com ela. O chão de Elena sumiu aos poucos, sua audição era apenas um zumbido. Não era possível. Ele prometera que dissera aquilo só para se livrar de Klaus.
Elena: Não é possível. – Murmurou, olhando o papel. Rose pipocou rindo novamente.
Rose: Creio, pela tua reação, que a escolhida não será tu, verdade? — Elena continuou parada.
Rose só viu o olhar de Elena um instante antes de acontecer. Os olhos estavam de um castanho gelo. Então, no instante seguinte, com um golpe rápido, o braço de Rose sangrou. A morena gritou, assustada, e cambaleou. Elena a esfaqueara. Ainda tinha a faca ensangüentada nas mãos, a faca de prata do jantar de Hope, que ficara sob a mesa.
Elena: SUMA DA MINHA FRENTE! SUMA AGORA! — Gritou, fora de si, e Rose, atordoada, saiu, segurando o corte fundo do braço. Elena largou a faca que caiu no chão – Ah, não. Isso não, Damon. – Rosnou, apanhando o papel na mão e saindo desembalada pelo corredor.
Nada bom, nada bom...
Elena: SUA ALTEZA! – Disse, possessa, abrindo as duas portas do quarto dele. Damon, que saíra do banho, abotoava o punho da camisa.
Damon: Jesus, me proteja. – Murmurou para si próprio, vendo a entrada dela.
Você não está só,
Juntos permaneceremos ♫
Elena: Damon, o que é isto? – Perguntou, mostrando o folheto a ele. Damon suspirou, passando a mão no rosto. Ela o observou – Eu ainda tive esperanças de que tu o negasse, MAS OLHE ISSO! – Disse, furiosa, largando o folheto no chão.
Damon: Se acalme. – Pediu, olhando para ela.
Elena: Você me disse... Me prometeu que não se casaria. – Disse, e ofegava de raiva – Prometeu olhando nos meus olhos. Eu nem acredito nisso.
Damon: É necessário. Tente entender, pequena. – Pediu, sem saber como falar.
Elena: Eu entendo. – Disse, encarando-o, e ele esperou. Ela tirou uma chave do decote, a chave do seu quarto, e atirou na direção dele, que se esquivou – Entendo completamente. Obrigada por tudo. Me esqueça. Adeus. – Disse, e deu as costas, batendo em retirada.
Damon: Nem mais um passo. – Rosnou, irritado. Damon bem tentava controlar seu temperamento perto dela, mas algumas vezes era impossível! Tipo agora. Elena respirou fundo, se virando.
Eu estarei do seu lado,
Você sabe, eu segurarei sua mão ♫
Elena: Precisa de algo, majestade? – Perguntou, formalmente.
Damon: Está sendo infantil. – Observou. A raiva dela piorou consideravelmente com isso.
Elena: Como o senhor preferir. Com licença. – E tentou sair de novo, mas...
Damon: ELENA! – Rugiu, fazendo-a parar.
Elena: NÃO GRITE COMIGO! – Rebateu, se virando. Damon ergueu as sobrancelhas.
Perdeu o juízo, mulher?
Damon: O conselho estava todo indo embora, o que queria que eu fizesse?
Elena: Não é da minha conta. Eu sou só uma criada. Meus sinceros votos de que seja feliz com a princesa que escolher, senhor. – Disse, debochada.
Damon: Eu não vou brigar com você, você está com raiva. – Agora ele também estava – Tome. – Ele catou a chave no chão – Vá para o seu quarto, e se acalme. Mais tarde conversaremos. – Para surpresa dele Elena gargalhou, a cabeça caindo para trás, segurando a barriga. Era ironia. Damon odiava ironia. Ele deu as costas a ela, se bloqueando da visão, tentando por tudo não se irritar mais...
Quando estiver frio, e parecer o fim
Não há lugar pra ir, você sabe, eu não vou ceder.
Eu não vou ceder... ♫
Elena: Que pensa, alteza? Que irá se casar, e quando tua esposa dormir tu irás escapar, em silencio pela madrugada, me procurar e que eu te aceitarei?
Damon: Tu não tens escolha. – Lembrou, em voz baixa. Ela via os ofegos de raiva dele. O peito forte subia e descia conforme ele respirava. Assustaria qualquer um. Mas não agora, ela estava com ódio demais.
Elena: Pois me deixa te dizer uma coisa, Damon. – Disse, e agora não havia ironia em tua voz. Ela falava sério, em tom baixo – A partir de hoje tu não me tocas mais. Uma vez sendo casado, esquece que um dia colocastes as mãos em mim. Aliás, guarde como uma boa lembrança: Você tirou minha pureza. Mas não se equivoque, acabou aqui. Com sua licença.
Elena ia sair, quando a mão dele apanhou os dois lados da porta, batendo-os com força. O som ecoou pela escadaria. Alguns andares abaixo, Madison, que conversava com o marido e com Alaric, ergueu os olhos delicadamente, sorrindo de leve. Damon arfava atrás de Elena(Que por sinal estava encurralada entre ele e a porta). Ela podia sentir o hálito dele em seu ouvido. A mão dele a apanhou com força pelo braço, virando-a para ele.
Damon: Não se equivoque tu ao pensar que pode me deixar. – Disse, também em tom baixo, os olhos faiscando de raiva – Isso só termina quando eu disser que acabou, Elena. Me casarei com quem bem entender e tu estará em minha cama na hora em que eu bem desejar, para satisfazer todas as minhas vontades.
Elena: Isso é o que nós vamos ver. – Debochou, atrevida.
Ela só sentiu o peso da mão dele em seu rosto. Damon a esbofeteara. O rosto dela se virou com a bofetada, os cabelos caindo por cima da pele que ardia absurdamente. No andar debaixo Madison ergueu os olhos de novo, passando a mão no próprio rosto, como se achasse graça de algo.
Continue segurando firme!
Porque você sabe que nós conseguiremos, nós conseguiremos ♫
Lorenzo: Algum problema, meu anjo? – Perguntou, apanhando a mão dela, e ela o encarou, o sorriso ainda perdido no rosto.
Madison: Apenas me distrai. Perdoem. – Disse, mas ainda sorria, como se quisesse rir. Alaric a encarou por um instante, procurando algo que ele tivesse perdido, mas ela negou com a cabeça.
Elena parou, ofegando, olhando o chão, considerando a idéia de passar sua verdade na cara dele agora, só para ver a convicção dele se desfazer, mas seria tolice. Antes que ela pudesse se recompor ele apanhou o rosto dela pela maxilar, fazendo-a encará-lo.
Damon: Já o disse, não se equivoque, carinho. Tu pertences a mim, não importa a circunstancia. – Elena apenas o encarava com um ódio que não podia ser descrito.
Elena: Me force. – Desafiou, os olhos fixados aos dele. Vou perguntar de novo: Perdeu o juízo, mulher?
Só seja forte!
Porque você sabe, eu estou aqui por você, eu estou aqui por você ♫
Damon: Sabe que eu posso fazê-lo. Quantas vezes me der vontade. – Assinalou.
Elena: Pois faça. Me obrigue. É o único modo de me ter em sua cama agora, querido. – Disse, parecendo subitamente tranqüila. Apenas seus olhos e a cor pálida (exceto a marca vermelho sangue da bofetada) de seu rosto denunciavam seu ódio. Damon sorriu de canto, e ela esperou.
Damon: Posso forçá-la a inicio. Mas me rejeitar nunca foi uma capacidade sua, não é? – Brincou, malévolo, e ela aguardou – Por fim estará se espreitando por mim, feito uma gata.
Elena: Me force, Damon. – Repetiu.
Não há nada que possamos dizer!
Não há nada que possamos fazer!
Não há outro modo quando se trata da verdade... ♫
Damon a observou por um instante, a raiva pulsando em seu sangue, então ele a beijou. Elena franziu o cenho, travando os lábios e o empurrando. Ela estava blefando, ele iria mesmo forçá-la? Pode isso, produção? As mãos dela não eram ofensa pra ele, nem de longe ela tinha força para reprimi-lo. Apanhando-a de surpresa Damon mordeu os lábios dela, que perdeu um instante em sua resistência. Instante esse em que ele conseguiu a passagem que procurava: A beijou.
Klaus: Que diabo, onde está Damon? – Perguntou, entrando na sala.
Madison: Está em seu quarto, brigando com a amásia dele. – Disse, tranqüila, abraçada ao marido, que lhe acariciava o braço.
Klaus: Brigando porque? – Perguntou, incrédulo. Em geral Elena e Damon faziam de tudo... Menos brigar.
Madison: Aparentemente ela descobriu que ele ia casar, e foi tomar satisfações. Eles gritaram por um bom tempo, ele esbofeteou ela, os dois brigaram mais, e eu parei de ouvir porque não é da minha conta. – Resumiu – A propósito... Tem alguém sangrando gravemente aqui por perto. – Observou.
Caroline: Como pode saber? – Perguntou, atrás de Klaus. Klaus, Madison e Alaric riram.
Madison: Alguns de nós tem a audição aguçada. – Disse, reservada. Alaric riu.
Lorenzo: Você é um pequeno demônio. – Brincou, sorrindo, e beijou o rosto dela, levemente.
Voltando a torre... Mesmo tentada pelo gosto dele, o ciúme por saber que teria que partilhá-lo e o ódio porque isso seria pela vontade dele venceram. Ela o empurrou, o esmurrou, até que devolveu na mesma moeda: O mordeu. O gosto do sangue dele veio na boca dela, mas ele não se demoveu. Ela continuou. Tinha os dentes cravados no lábio dele, que parecia nem se importar. Ele parou na tentativa, mas não pela dor, pois não se afastou. Apenas a encarou, observando-a. Elena queria machucá-lo. Ela só parou instantes depois, os lábios cobertos de sangue, e ele continuou observando-a. Ela o encarou por bem um minuto. O sangue descia pelo queixo dele, pingando na camisa, mas ele nem estava ligando. Parecia procurar algo nos olhos dela. Por fim ela se soltou dele, saindo correndo. Damon respirou fundo, pensativo. Dor física era algo muito fútil. Se ele quisesse tê-la forçado, assim o seria. Mas ele a amava demais para isso. Pena que ela não parecia entender.
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