just one more about love Delena
53 Capitulo 53
Elena fez como Damon orientou. Entrara no salão com sucesso. Era tão lindo! Enorme, teto alto, bem iluminado, com musica, mesas com aperitivos, salão de dança... Na extremidade norte havia uma escadaria que levava a uma plataforma alta, com quatro tronos. Madison usava um vestido grafite, tomara que caia e luxuoso, os cabelos em um penteado sofisticado. Jenna estava de verde musgo, metálico, e Caroline de marrom-vinho. Alaric conversava com Klaus, Jenna com Madison e Caroline. Damon e Lorenzo não estavam. Elena olhou em volta, deliciada. Passou um tempo caminhando entre as pessoas, observando. Um garçom a serviu uma taça de champagne. Tinha um gosto engraçado. Quando a musica começou, Elena se afastou, animada, vendo os casais se formando, dançando a valsa que tocava. Foi quando um homem de meia idade, se direcionou a ela.
XXXX: É a dama mais encantadora da noite, me permita dizer. – Disse, reverenciando-a. Elena empedrou. O que devia fazer? Pense, Elena. Se você fosse uma princesa, o que faria? Ela sorriu delicadamente, apanhando a aba do vestido e retribuindo a reverencia.
Elena: Obrigada.
XXXX: Posso saber seu nome, senhorita? – Perguntou, galante.
Damon: Patrick. – Disse, aparecendo atrás de Elena. O coração dela deu um pulo. Ela tomou um gole grande do champanhe para se acalmar. Ele viu o gesto e quase sorriu – Se importa?
Patrick: Ora, Damon! – Cumprimentou com a cordialidade de quem cumprimenta um superior – É claro que não, sinta-se a vontade. – Damon assentiu com a cabeça e estendeu a mão a Elena, que colocou a taça em um canto, pegando a mão dele.
Os dois caminharam até o meio do salão sob os olhares de todos. No meio do salão ele a trouxe para sua frente, encarando-a. Os dois ergueram uma das mãos, quase tocando-as, e girando no mesmo lugar.
Elena: Quem era ele? – Perguntou, encarando Damon, enquanto se movia sutilmente em torno dele.
Damon: Alguém que estava gritando pela morte. – Respondeu, tranqüilo, e ela sorriu. Os dois trocaram as mãos, girando na direção oposta – Quem a ensinou a dançar? – Ele viu o sorriso no olhar de Elena morrer – Desculpe. Não precisa responder.
Elena: Meu pai. Quando eu era pequena. – Respondeu, sorrindo de canto.
Damon: Não fique triste. Não hoje. – Pediu, apanhando-a pela cintura. Elena sorriu, assentindo, enquanto os dois valsavam. Nesse momento Klaus e Caroline desceram pro salão, se juntando a dança. – Eu estou miseravelmente com vontade de beijá-la. – Admitiu, com uma careta frustrada. Elena riu.
Elena: Não se atreva. – Alertou e ele suspirou, fazendo-a rir. Os dois rodopiavam sutilmente pelo salão, pareciam dois bonequinhos daqueles fofos que vem em caixa de som.
Damon: Você é a atração da noite. – Comentou, vendo ela arregalar os olhos – Já me pararam varias vezes, perguntando quem tu eras.
Elena: E tu? – Perguntou, observando-o. Ele girou e os cachos dela balançaram no ar, batendo na mão dele, causando uma sensação gostosa.
Damon: Não respondi. — Disse, satisfeito, e ela riu de leve. — Todos estão olhando para nós agora. E eu continuo querendo beijá-la. — Suspirou, frustrado. Elena ficou repentinamente alerta de que todas as atenções agora eram dela: Nada bom.
Mas não teve tempo de pensar. Damona rodopiou, embolando-a em seu braço, a ergueu do chão levemente, encarando-a, depois... Muito obrigado. Quando ele a pôs de volta no chão ela sorriu, momentaneamente desviada da preocupação. Como podia ser tão único? A valsa acabou e Damon a soltou, encarando-a, e se curvou perante ela, como todos os homens da pista faziam para suas damas. Elena sorriu vendo Damon se afastar, então se virou, sentindo sede. Mas algo a paralisou. Havia um homem, há alguma distancia, batendo palmas levemente. Encarando-a. Stefan. Elena recuou, apavorada, então um garçom passou por ela. Quando ela olhou novamente ele já não estava lá.
A paz e a felicidade que habitavam em Elena foram substituídas por um pânico sem precedentes. Ela procurou, e procurou, e não encontrou. Não era alucinação, ela tinha visto. A situação piorou quando Lorenzo tirou Madison para dançar: As pessoas que estavam no salão de dança saíram, sentando-se em seus lugares, e Elena não podia ficar de pé, dando bandeira, em frente a todos. Ela se viu Lorenzo oferecer a mão a esposa que sorriu, apanhando a mão dele. Viu os dois descerem a escadaria, se posicionando um em frente ao outro no meio do salão. Então se sentou, o coração em duras marteladas. Iria morrer. Iria morrer essa noite. Ela viu Lorenzo e Madison começarem a valsar elegantemente no meio do salão, e sua visão se desviou até Damon. Este estava sentado em seu trono, conversando algo com Klaus tranquilamente. Quando, por fim, a valsa de Lorenzo e Madison terminou, o barulho ensurdecedor das palmas assustou Elena a ponto de quase fazê-la pular. Os dois sorriram um pro outro e voltaram pra plataforma. Aos poucos tudo voltou ao seu lugar e Elena voltou a procurar. Passou-se uma hora assim. Ela achava que ia desmaiar. Se amparou em uma mesa, em um canto, respirando fundo. Pânico nunca resolvera nada. Quando por fim, aparentemente se regularizara, se virou... Para dar de cara com quem procurava.
Stefan: Tenho a impressão de que está procurando por alguém. – Comentou, tranqüilo, de braços cruzados frente a ela. Os olhos de Elena entraram em choque. Estava mesmo ali, em frente a ela, falando com ela. Ela ia morrer. Mas como tudo que está ruim pode piorar...
XXXX: E agora a corte real! – Anunciou em voz alta.
Damon: Elena! – Chamou, a voz se aproximando. Stefan sorriu vendo o desespero no rosto de Elena– Venha, dance comigo. – Disse, se aproximando, e pegando o braço dela.
As vezes a sorte gosta de pregar peças. Damon estava tão distraído que não viu que Elena conversava com um homem. Não viu quem era o homem.
Damon: pequena, está gelada. – Comentou, estranhando – O que há? – Perguntou, olhando o rosto dela, preocupado. Stefan sorria, debochado, de braços cruzados. Elena ia ter uma sincope. Se Damon se virasse, se olhasse para trás, se visse de relance...
Elena: Acho que foi o champanhe. – Mentiu, montando um sorriso no rosto.
Damon: Está se sentindo mal? – Perguntou, ainda mais preocupado. Damon zelava por Elena como a se próprio, talvez mais. – Há uma sala nos fundos, posso ficar com você até que melhore. – Stefan ergueu as sobrancelhas, ainda sorrindo.
Elena: Não. Vamos... Vamos dançar. – Disse, apontando pra corte que se formava. Damon a encarou, sondando-a. Havia algo errado. – Venha. – E ela puxou ele, fazendo-o sair dali sem olhar pra trás. Por sorte.
Damon pegou a mão de Elena, guiando-a. Eles passaram por toda a corte, se posicionando a sua frente. Eram quarto casais: Alaric e Jenna na ponta esquerda, Elena e Damon, Lorenzo e Madison, Klaus e Caroline fechando na ponta direita. A musica começou a tocar, assim como todos a dançar. Era uma espécie de quadrilha, os movimentos de todos eram iguais, nada muito diferente. De vez em quando os casais se trocavam. Quando Elena foi parar nos braços de Klaus, este ria.
Elena: Qual a graça? – Perguntou, hesitante. Os dois dançavam sutilmente, seguindo os outros. Rodopiaram por Damon e Caroline, que dançavam com cortesia.
Klaus: Fora tu estares da temperatura de Madison? – Perguntou, e Elena esperou – Nada. Só que ele deve gostar muito de ti para trazê-la aqui. – Elena sorriu, quieta – Está passando mal? – Perguntou, franzindo o cenho.
Elena: Não é nada demais. – Tranqüilizou, e ele assentiu. Então os casais se destrocaram e ela voltou para os braços de Damon– Acha que vai demorar muito para acabar?
Damon: É o primeiro baile ao qual tu vens? – Elena assentiu. Costumavam haver bailes na época de Dulce, por isso a pergunta – Em geral levam até o amanhecer, pequena. – Respondeu, e Elena sentiu o estomago embrulhar. Não passava da meia noite. – Ainda se sente mal?
Elena: Vai passar. – Respondeu, e graças aos céus nessa hora as damas da pista giraram, rodopiando, o que evitou que Damon visse os olhos dela. O som das abas dos vestidos rodopiando abafou o soluço seco que ela emitiu.
Enfim a quadrilha terminou. Os casais, na posição inicial, se inclinaram, agradecendo os aplausos. Elena se perguntava se entregar-se e morrer logo não seria melhor que essa agonia. Talvez fosse.
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