just one more about love Delena
45 Capitulo 45
Horas depois, em um lugar muito, muito longe dali...
O chão era branco, alvo, incomum para os daquela época, que em geral eram de madeira escura. Um sapato preto, lustrado, caminhou por ali. Era um quarto. Tudo ali era claro, tudo muito refinado. A cama king size tinha vários travesseiros, era acolchoada. O quarto em si era enorme, haviam vários espelhos, várias poltronas, cômodas, uma saída pra um banheiro e uma pra um guarda-roupas. Na cama havia uma mulher sentada. Usava um vestido luxuoso, vermelho vinho. Sua pele era assustadoramente branca, e os cabelos tão escuros quanto podiam ser. Ela penteava os cabelos levianamente, por fazer. O homem, cujos sapatos foram citados primeiramente, se aproximou da cama.
Lorenzo: Eu não tenho uma negação razoável para isso. Você tem, vossa alteza? – Brincou, erguendo a mão. Havia uma carta e um cartão em sua mão.
A mulher se virou, olhando o marido. Os olhos dela eram de um castanho suave. As maçãs do rosto eram pálidas, mas os lábios eram corados. Ela sorriu ao visualizar o marido; gostava do que via. Ele sorriu de volta, parecendo tão encantado quanto ela. Ela ergueu a mão, tão branca quanto o resto, que carregava uma aliança dourada, e apanhou o papel, lendo-o. Era um convite para um baile.
Madison: São mais inteligentes do que eu supus. Os subestimei. – Disse, ainda lendo o papel – Não, querido. Eu não tenho uma negação para isso. – Disse, abaixando o papel para encarar o marido.
Na falta de objeção, algo era certo: Eles iriam.
–--*
No dia seguinte...
Elena acordou... Dolorida, cansada e confusa. Parecia que todos os seus ossos haviam se soltado das juntas, mas a dor era gostosa. Ela se virou, se espreguiçando, e deu com o rosto no peito de Damon. Ela afundou o rosto no peito dele, aspirando seu perfume, e ele suspirou, o braço forte abraçando-a, esmagando-a contra seu peito. Ela riu.
Elena: Não. – Disse, tentando se soltar. Quanto mais ela tentava, mais ele a apertava, o músculo do braço rígido.
Damon: Hum... – Brincou, e sorriu com o gritinho que ela deu. Ele se virou, ficando em cima dela, prendendo-a com seu peso – Bom dia.
Elena: Nem pensar. – Disse, acariciando o cabelo dele.
Damon: Ia me deixar só de novo. – Acusou, os olhos fechados, a cabeça repousada no colo dela.
Elena: Eu preciso trabalhar. – Lembrou.
Damon: Não precisa, não. – Dispensou, apertando-a mais contra si. Elena arregalou os olhos, apanhando ar.
Elena: Não posso respirar. – Ela ouviu o riso rouco dele, que afrouxou o abraço – Preciso ir.
Damon: Se eu digo que não precisa, não precisa. – Disse, prático.
Elena: Volte a dormir, alteza. – Mimou, acariciando o cabelo dele levemente.
Damon: Posso fazer isso. – Respondeu, satisfeito.
Elena: Não em cima de mim. – Reprovou, rindo de leve.
Damon: Se eu deixar você vai embora. – Resmungou.
Elena: Não irei longe. – Disse, descendo as mãos pelo pescoço dele, e lhe acariciando os ombros em seguida. Sentiu os músculos dele se resetarem ao seu toque.
Damon: Não irá a lugar algum. – Rebateu, e ela sentiu os lábios dele em seu colo, passando só por passar.
Elena: Não comece... – Os lábios dele se fecharam, nada sonolentos, sob um dos mamilos dela, detendo-os de forma mordida – Damon! – Reprovou, mas ele viu a pele dela se arrepiando. Ele abocanhou o seio dela, quase inteiro, mordendo-o de modo faminto. Ela suspirou, momentaneamente sem fala.
Damon: Shhh. – Disse, puxando-a para baixo, modelando os corpos dos dois.
Elena: Vou me atrasar. – Conseguiu dizer antes que ele a beijasse. Ela não correspondeu. Tinha coisas demais para fazer, ao contrário dele. Ela abaixou o rosto, ocultando o rosto no peito dele, se encolhendo para se esquivar dele.
Damon: Que está fazendo? – Perguntou, frustrado. Elena riu do tom de voz dele, ainda escondida.
Elena: Não é não. Você nunca se cansa? – Perguntou, exasperada. Ele era forte. Se conseguisse beijá-la, a resistência dela não duraria nada.
Damon: Você disse que me amava. – Lembrou, tentando tirá-la de debaixo de si. Podia fazer isso com facilidade, mas Elena era tão frágil! Ela suspirou. Chantagem já era demais.
Elena: E eu amo. – Respondeu, beijando o peito dele sem perceber o que fazia.
Damon: Quanto? – Insistiu, desvencilhando ela, beijando-lhe a testa demoradamente.
Elena: Mais que tudo no mundo. – Murmurou. Ela estava perdendo a luta antes mesmo de começar.
Damon: Então? – Perguntou, a voz tão doce que parecia embriagá-la, conseguindo soltá-la de seu peito.
Elena: Inferno. – Murmurou, buscando os lábios dele em um beijo. Damon sorriu, vitorioso, abraçando-a pela cintura, e não foi dito mais nada.
Elena realmente se atrasou. Muito. Damon dormia novamente, satisfeito, quando ela se aprontou. Ela ajeitou as cortinas, ocultando a claridade do lado de fora. Chovia muito, o frio ardia no nariz. Ela apanhou um cobertor mais no guarda-roupa, cobrindo-o. Ela se despediu com um beijinho no queixo dele, que continuou dormindo, cansado. Foi direto até o quarto de Hope, mas a menina já havia tomado café. Ela recolheu as roupas da menina para lavar e a deixou com um livro de colorir. Levou tudo pra lavanderia, deixando lá. Voltou e foi até seu antigo quarto, para recolher os lençóis. Havia tempo que não usava, e não queria que nada pegasse mofo. Estava terminando quando houveram batidinhas na porta. Era Jeremy. Com tudo o que vinha acontecendo, Elena se revezava entre Damon e Hope, logo não tivera muito tempo para conversar. Ele observou ela espanar tudo, afastando a poeira, e os dois conversaram e riram. Era bom conversar com Jeremy. Só que...
Jeremy: O que é isto? –Perguntou, apontando para a cadeira.
Elena virou os olhos, seguindo o olhar dele. Ele olhava para a cadeira, no canto do quarto. Na noite anterior, quando voltara, parara ali e pegara uma camisola para vestir. Deixara a capa de Damo ali, e a esquecera (Ele, resmungão, a carregara e levara, debaixo de beijos e mordidas). Lá estava a capa, o veludo de um negro luxuoso, pesado... E agora tinha feno em alguns pontos. Jeremy apanhou a capa antes que ela pudesse detê-lo, abrindo-a. O perfume de Damo logo se espalhou no quarto pequeno. Elena ficou momentaneamente sem reação.
Jeremy: Isso é de Damon. – Disse, virando a capa – Eu o vi saindo com isso ontem, juntamente com Klaus. Como isso veio parar aqui?
Elena: Eu apanhei para lavar. – Justificou.
Jeremy: E trouxe para cá? – Perguntou, debochado. Elena tentou apanhar a capa, mas ele desviou. Nisso um pouco de feno se soltou, caindo pelo ar. Jeremy olhou a capa. Havia feno em vários pontos. – Você não voltou para cá ontem, conosco. Ficou sozinha lá fora. – Ele olhou a capa novamente – Para onde foi, Elena?
Elena: A lugar algum. – Disse, mortificada. Uma coisa era as pessoas suporem; outra era Jeremy descobrir.
Jeremy: Eu não acredito nisso. – Disse, encarando-a.
Elena: Jeremy... – Interrompida.
Jeremy: Todos sempre comentaram, e eu nunca acreditei. Eu não queria acreditar.
Elena: As pessoas são maldosas. – Interpôs.
Jeremy: Sim, elas são, por isso eu sempre ignorei. Sempre a defendi. Mas isso... – Ele olhou a capa – Ele protege você. Ele lhe confiou Hope. Você tem um quarto novo, afastado dos empregados... Há ouro em seu pescoço. – O escapulário que Damon lhe dera pareceu pesar 5 quilos no pescoço dela agora – Ele lhe deu. Ninguém pode falar de você, ou olhar para você, sem correr o risco de ser mandado para a morte por ele. – Agora que os olhos dele estavam aguçados ele podia ver a pele do pescoço dela irritada, vermelha. Os lábios inchados e algumas marcas fracas pelo colo e braços. — Você é a amasia dele. – Concluiu.
Elena: Jeremy... – Ela não tinha o que dizer.
Jeremy: Você nunca soube mentir direito. Me encare, olhe nos meus olhos e me diga que não é. Me diga que nunca teve nada com ele. Diga que nunca se entregou a ele. – Propôs.
Elena: JEREMY! – Exclamou, meio tremula. Ela tomou a capa dele.
JEREMY: EU NÃO ACREDITO NISSO! Depois de tudo que foi feito, depois de todo o risco que passamos, depois de todo o esforço para encobrir o teu segredo você vai parar na cama dele, PELO AMOR DE DEUS! – Ele estava nervoso. Iriam descobri-la. Elena era tola, mas não merecia morrer.
Elena: Ele me ama. – Murmurou, acuada. Não havia como negar.
JEremy: Ele vai matá-la. – Rebateu. Doeu em Elena como uma bofetada, porque era verdade.
Elena: Não vai. – A voz dela era só um fio. Ela queria acreditar naquilo... Mas não acreditava.
Jeremy: Você realmente está cega a ponto de acreditar nisso ou é só para se desviar de mim? – Perguntou, incrédulo – Se não vai porque você não vai até lá agora e conta a ele a verdade. Suponho que você não contou, não é? – Elena ficou calada – Vai matá-la, maldito seja. – Disse, passando as mãos nos cabelos.
Elena: Não o amaldiçoe. – Defendeu. Algo a mordia por ver alguém insultando Damon. Jeremy a encarou, incrédulo – Eu estou mentindo, não ele. Amaldiçoe a mim, se lhe apraz, mas ele não.
Jeremy: Está cega de amor, Deus a ajude. – Disse, e havia angustia nos olhos dele – Elena, Damon ama Katherine. Ele sempre a amou, desde o dia em que a viu até depois de sua morte. Ele declarou guerra pela morte dela. Ele já matou inocentes em nome dela. Assim como matará você. Não o vê?
Anahí: Eu prefiro a morte em si do que ser obrigada a viver sem ele agora.- Admitiu, agarrada a capa em perceber.
Jeremy: Afaste-se dele. Ponha fim nisso enquanto é tempo. – Propôs, e viu o choque nos olhos dela. – Antes que seja tarde demais. Elena, me ouça. Quando for tarde eu não vou poder proteger você, não vou poder ajudar.
Elena: Nem se eu quisesse, nem se eu pudesse... Ele não aceitaria. Ele me ama, Jeremy. Ele me diz isso e há verdade em seus olhos. Acredite em mim.
Jeremy: Ainda que a ame ele é um rei, e você é uma mulher de Stefan. – Jogou, e ela franziu o cenho.
Elena: Não sou uma mulher de Stefan, nunca fui, você sabe disso! – Se defendeu.
Jeremy: Nasceu lá, viveu lá, fugiu de lá. O fato de que não foi para a cama com ele de nada adiantará. – O rosto de Elena estava vermelho, quente. – Suponhamos que seja inteligente. Há alguém de Stefan aqui dentro, e Klaus tem sede pelo sangue dessa pessoa. O amor de Damon vai defendê-la quando ele souber a verdade? Quando pensar que a espiã é você?
Elena: Cale a boca. – Ela estava a beira de lágrimas.
JEremy: Termine com ele. Se afaste, volte para cá. Volte a sua vida normal. Salve sua vida, Elena. – Pediu. A angustia de Jeremy a estava deixando nervosa.
Elena: Ele não vai me deixar partir!
Jeremy: Diga que não o ama! – Ele viu o choque transpassar o rosto dela só pela idéia – Diga que não o ama mais. Diga que há outro. – Elena levou um instante até responder.
Elena: Eu opto por morrer. – Disse, séria, os olhos sem emoção.
Jeremy: É sua palavra final? – Perguntou, cansado.
Elena: É. – Disse, decidida.
Jeremy: Seu destino será triste, e não há de demorar agora. Eu realmente sinto muito. Você não merece o final que vai ter. – Disse, mortificado.
Elena: Já basta.
Jeremy: Você é diferente do que eu pensava. É uma pena teu pai ter morrido por uma causa tão pequena. – Disse, abrindo a porta. Ele saiu, batendo a porta com força.
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