Elena: Eu tenho certeza de que há uma lei que me proteja contra isso. – Disse, ofegante pelo riso. Damon parou e ela virou o rosto pro lado, encarando-o em uma indagação.

Damon: Uma lei contra mim? Sério? – Perguntou, debochado. Elena suspirou, derrotada, e ele voltou a andar, assim como ela voltou a se debater.

Elena se agarrou a Damon quando ele tentou largá-la, e os dois riam naquela breve luta corporal. Por fim ele a jogou no feno e ela se rendeu, rindo gostosamente.

Damon: Parece um bezerro desmamado. – Comentou, sobre o ataque dela.

Elena: Um bezerro. – Repetiu – Tudo bem, isso não foi galante, alteza. – Disse, se sentando. – Vamos pra dentro, está tarde. – Chamou, pegando uma mão dela. Damon ainda a observava com fascínio no olhar.

Damon: Não. – Ela o olhou, esperando – Tem uma coisa que eu tenho que fazer aqui, antes de irmos.

Elena: Tudo bem. – Disse, alheia. Verdade seja dita, depois do dia cansativo e tudo mais, estava ficando com sono. Ela tocou a capa dele, que estava estendida debaixo dela, sentindo o veludo luxuoso sob seus dedos. Olhou para ele, que continuava ali, segurando sua mão e olhando-a, e franziu o cenho – O que está esperando? Vá. – Disse, confusa. Damon sorriu, divertido – Qual a graça? – Perguntou, se enfezando.

Damon: Nenhuma. – Disse, apertando a mão dela. Ele subiu no monte de feno, ajoelhando-se entre as pernas dela, e apanhou seu rosto, beijando-a novamente.

Elena retribuiu, é claro. Não importa o que acontecesse, beijar Damon sempre seria uma das melhores sensações que ela provaria. O hálito dele, o gosto dos lábios, o contato das línguas... Ela só não entendia porque ele estava beijando-a, se tinha que fazer alguma coisa. Clique.

Elena: Ei. – Disse, desviando a boca da dele com algum esforço. Damon levou os lábios pelo frontal do pescoço dela, chegando no colo. – Aqui? – Perguntou, receosa.

Damon: Tem coragem suficiente para dançar daquele modo em frente a todos, e lhe falta coragem para isto? – Ele sentiu a pele do rosto dela esquentando em rubor, e sorriu – Aqui, meu amor. – Disse, beijando-lhe o rosto. A bochecha dela estava quente como se tivessem lhe dado uma bofetada.

Ainda receosa ela olhou em volta. Pelo menos ele tinha fechado a porta. Ele incitou ela a se deitar, levando-a com seu próprio corpo. Elena gostava disso. Desse modo como ele a comandava, a controlava. A fazia sentir segura, protegida... A excitava. Ele se deliciou na pele dela por instantes incansáveis, até que parou na blusa. Sem paciência, puxou as duas abas com tudo, rasgando-a, mas o nó o deteve.

Damon: Que diabo...? – Murmurou, erguendo o rosto para olhar o nó. Elena riu. Damon desceu as mãos até o nó apertado, desfazendo-o quase com raiva. Por fim o colo dela se desnudou e ele aproveitou, abocanhando-lhe um dos seios, fazendo-a arfar, segurando-lhe os cabelos.

Parecia faminto, e ao mesmo tempo apressado. Elena podia sentir os ardidos de onde as marcas apareceriam no dia seguinte, mas o tesão absurdo que a consumia não a deixava se importar. Ele desceu a boca, parando na barriga dela. Lhe abocanhou o umbigo, mordendo, e ela se encolheu, fazendo-o sorrir.

Passou a língua por toda a barriga dela, fazendo-a se arrepiar, e pelo umbigo, o que a fez se encolher novamente. Ele se deteve apanhando a saia dela, puxando-a e rasgando-a ao meio. Elena apenas esperava, entregando o corpo pro desfrute dele, desfrutando de suas caricias. Ele apanhou a roupa debaixo dela, fazendo pouco caso, e a rasgou também. A madrugada estava fria, o vento rugia pelas telhas do estábulo, mas parecia não haver frio ali. Damon mordeu a lateral da coxa dela, ouvindo o riso surpreso em seguida. Não podia ver tecnicamente nada ali, estava tudo escuro, a única fonte de luz que tinha vinha das tochas do castelo, mas ele fechara a porta, bloqueando-a. Enquanto mordia a coxa dela um pensamento relampejou em sua cabeça. Ela nunca tivera nenhum homem (o irritava pensar na opção), logo... Elena gemeu, surpresa, ao sentir, após uma ultima mordida dele, seus lábios encontrarem sua intimidade. Ela tinha algo pra dizer, ela não lembrava o que era... Meu Deus! A língua dele a buscava incansavelmente, como se estivesse a saborear algo que lutara muito pra conseguir... E ela estava encontrando dificuldade para respirar. Era estranho, era diferente... Era bom. Damon gostou de ouvir os gemidos que ela não conseguiu reprimir. Ele tinha uma mão na coxa dela, segurando-a, mantendo-a no lugar, enquanto sua boca a devorava.

Verdade seja dita, ouvira falar sobre isso em sua adolescência, em uma conversa entre amigos, em uma viagem que ganhara dos pais. Nunca tentara. A única mulher que tivera em sua cama fora Katherine, e ele nunca nem pensara nisso, não o tentaria, mas Elena era diferente. Ele queria aquilo, queria o gosto dela, queria ouvi-la gemer seu nome. Durou minutos, até que ele sentiu a respiração dela se acelerar mais, o corpo ficando mais tenso, se contraindo em espasmos... E ele a deixou. Elena não teve tempo de falar, ela não conseguia apanhar o ar. Foi um instante mínimo, apenas tempo suficiente para tirar o condenado cinto e se desviar da calça. Os corpos dos dois se encaixaram com suavidade, e ele buscou a boca dela antes de começar a se mover. Se um dia Elena tivera perto de um colapso, fora aquele. Os dois se amaram com brutalidade, quase violência, um desejo desconhecido que não tinha explicação, mas parecia queimar.

Elena: Ah. – Gemeu, cravando as unhas no ombro dele. Estava vindo outra vez, ela podia sentir...

Damon: Tudo bem. – A voz dele estava baixa, rouca – Deixe vir... – Pediu, mordendo-lhe os lábios.

E ela deixou. Com um gemido cansado, extasiado, ela deixou vir, sentindo o corpo todo ficar como suspenso, anestesiado, os sentidos meio como dopados. Em seu devaneio pôde ouvir o ultimo gemido dele antes que o corpo dele caísse sob o seu, derrotado, satisfeito. Damon ofegou por instantes, desfrutando daquela sensação maravilhosa, e em seguida se deitou ao lado dela, apanhando-a em seu braço. O silencio reinou por longos minutos, enquanto ele beijava o cabelo dela, acariciando-lhe as costas, e ela tentava voltar a pensar com coerência. Não eram mais rei e criada, homem e mulher, nem nada disso... Eram amantes, apaixonados, sem se importar. Só isso.

Damon: Tive ciúmes. – Admitiu, ainda acariciando-a, e ela ergueu o rosto do peito dele, encontrando seus olhos com dificuldade na escuridão do celeiro – Medo de que um daqueles que te olhavam te agradasse, por poder te dar a vida que eu não posso. Por poder te assumir, criar uma casa, uma família. Por poder te dar paz. – Concluiu, em voz baixa.

Elena: Eu não preciso de paz. – Respondeu, se aninhando a ele – E tampouco tenha ciúmes. – Disse, acariciando o rosto dele. O coração de Damon batia descompassado – Ainda que houvessem mil como tu, ainda serias o primeiro. – Garantiu.

Damon apenas a encarou, sentindo algo violento dentro de si. Apenas um sentimento poderia roubar a paz de um homem daquele jeito.

Damon: Eu amo você. – Disse, e viu ela sorrir. Ele beijou o nariz dela, que o apertou em seu abraço, e foi só.

–--*

Os dois ficaram quietos até que as primeiras gotas da chuva caíram. Era um aviso que tinham que sair dali.

Damon: Não faço a mínima idéia de onde tenha ido parar meu cinto. – Disse, divertido – Não tem luz aqui?

Elena: Não! – Disse, segurando-o. Damon a olhou, vendo quase nada. – Não quero que me veja.

Damon: Porque? – Perguntou, confuso. Silêncio como resposta. Ele abaixou o rosto, encostando com o dela... E o rosto dela estava quente, como se ela estivesse muito tempo no sol. – Está com vergonha de mim, pequena? – Perguntou, tirando o cabelo dela do rosto. Ela seguiu calada – Não seja tola. – Ele mordeu-lhe o rosto – Foi bom, não foi? – Elena assentiu, mortificada. – Eu estou vendo você agora.

Elena: Não está, não. – Murmurou, quieta.

Damon: Estou, sim. – Ela pode ver os olhos dele quase ameaçadoramente no escuro, e se encolheu. Ele riu, selando os lábios com os dela – Continuamos isso depois, pode ser divertido. – Ele levou um tapa no escuro – Mas vai chover, precisamos ir.

Damon ajeitou a calça, fechando-a, e se levantou, tateando pelo cinto no chão. Ela se sentou e deitou de novo. Ele se virou, tentando enxergar.

Damon: Vou ter que levá-la carregada? – Perguntou, divertido.

Elena: Não, eu sei andar. – Respondeu, a voz quase perdida no escuro.

Damon: Então...?

Elena: Me responda COMO eu vou sair? – Ele recebeu um bolo de pano nos peitos. O apanhou, apalpando. Era a blusa dela.

Damon: Oh. – E ele teve um acesso de riso. As gargalhadas gostosas ecoavam pelo celeiro, sobressaltando alguns cavalos.

Elena: Eu estou rindo? Como vou voltar? Não posso ficar aqui assim, alguém pode entrar! Damon! – Exclamou, vendo que ele não parava de rir.

Damon: Seria ótimo ver alguém me confrontar. – Disse, parecendo divertido com a idéia. – Agora assim que eu achar meu cinto... – Ele levou uma cinturada leve no braço, e ouviu o riso dela. – Virou graça me bater? – Perguntou, mas sorria, apanhando o cinto e colocando-o no lugar.

Elena: É divertido. – A garoa estava engrossando. Elena se levantou, ajeitando a capa sobre si, soltando os cabelos, e apanhou os trapos da roupa dela – Venha.

Ela caminhou até a porta, sem ter a mínima idéia de onde ele estava. Quando abriu as portas do celeiro, a luz que vinha de fora a iluminou. Ela se virou e ele estava bem atrás dela, fazendo-a se sobressaltar. Ele sorria.

Damon: Está linda assim. – Disse, olhando-a de cima abaixo. A capa era grande pra ela, arrastava no chão. Os cabelos soltos caiam sob o veludo, criando a pergunta de qual dos dois seria mais suave.

Elena sorriu e ele a abraçou pelo ombro, os dois saindo sob a garoa, caminhando tranquilamente. Alguém os viu, mas isso já é história para outro dia.

–--*