Notas iniciais
gente vou conseguir postar uns capitulos hoje,vou postar uns a mais,caso eu nao consiga algum dia dessa semana

Nós vamos derrubá-lo, ele não foi encontrado, não está por aí ♫

Todos foram embora. As chamas, antes imperiosas, agora eram só cinzas e carvão. Elena olhou a grama, esgotada, e respirou fundo, sentindo o perfume da noite. Caminhou em silencio até o celeiro. Estava alerta demais para ir se retirar, o sangue ainda corria rapidamente por suas veias. Ao chegar lá, o celeiro estava vazio e escuro. Ela passou pelos estábulos, indo pra trás do feno, onde sabia haver uma bica, de onde os criados tiravam água para os cavalos. Ela apanhou da água, lavando o rosto soado e molhando a nuca, afastando o calor. O frio em si estava voltando, o céu nublado lá fora denunciava isso. Ela secou o rosto na manga da blusa, caminhando de volta. Alguns cavalos dormiam, outros a observavam.

Elena: Ei, garotão. – Disse, passando a mão na crina do cavalo de Damon, que se destacava por ser o de maior porte e melhor cuidado. O cavalo, orgulhoso, não se derreteu pelo carinho, mas era claro que estava gostando. Ela sorria quando uma voz a apanhou, vindo bem detrás dela.

Damon: Você se expõe levianamente, perante a todos... Há explicação para isso? – Perguntou, tão perto que ela podia sentir o hálito dele em seu ouvido.

Elena se arrepiou, involuntariamente, com a presença dele ali. Ela se virou e ele a observava, os olhos azuis com um tom diferente, mais intensos. Pela falta de resposta dela ele insistiu.

Damon: E então? – Insistiu, olhando-a.

Elena: Creio que não tenho explicação para isso. – Disse, dando de ombros.

Damon: Todos os homens ali estavam olhando você. – Continuou, vendo ela se afastar – Que diabo de roupa é essa? – Elena olhou pra baixo, vendo a roupa improvisada que usava.

Elena: Estava calor. – Argumentou, e ele ergueu a sobrancelha.

Damon: Estava calor, é claro. – Repetiu, irônico – Então você se desnuda e sai dançando por ai. – Ele cruzou os braços. Ficava tão bonito quando estava emburrado!

Elena: Não estava dançando por ai, estava dançando para você. – Corrigiu, e ele ficou quieto, observando-a se aproximar, abraçando-o de lado. – Devo interpretar isso como ciúmes, alteza? – Perguntou, antes de dar um beijinho no ombro dele, coberto pela capa. Damon levou um longo instante observando-a, até responder.

Damon: Não gostei do modo como te olhavam. – Disse, ainda mordido.

Elena: Eles olham assim para qualquer uma. – Tranqüilizou, beijando-lhe novamente.

Damon: Minha mulher não é qualquer uma. – Impôs, imediatamente.

Elena: Nenhum deles nem sonha que eu sou tua mulher. – Rebateu, e viu a frustração no rosto dele por não poder dizer nada. – Não seja ciumento. Olhar não machuca.

Damon: Deveria dar ordens para furar-lhe os olhos, um por um. – Disse, enfezado.

Elena: Shhh, não diga isso. – Disse, tapando a boca dele com os dedos. Ele ergueu a sobrancelha – Eles nem se lembram mais.

Damon: Sonharão com isto essa noite. – Rebateu. Pelo tom de voz dele era claro que isso era uma ofensa grave.

Elena: Não pode controlar os sonhos das pessoas, majestade. – Ela acariciou o rosto dele, sorrindo.

Damon: Me atraso poucas horas e vê o que tu me aprontas. – Elena ergueu as sobrancelhas perante a acusação.

Elena: Não aprontei nada. – Se defendeu, imediatamente.

Damon: Ah não? – Perguntou, erguendo as sobrancelhas – Nem na mais profunda de minhas brincadeiras pareceste tanto uma cigana como hoje. – Disse, a mão tocando o rosto dela possessivamente. Ela se deleitou com o carinho.

Elena: Isso é ruim? – Perguntou, os olhos castanhos encarando-o.

Damon: De várias formas. É indecente. – Respondeu, se virando enquanto apanhava o rosto dela com a outra mão, se inclinando para beijá-la.

Não foi um beijo calmo, o que surpreendeu Elena. Estavam tendo uma conversa civilizada e agora... Santo Deus!

Ele parecia estar tentando devorar sua boca. Ela arfou, se segurando nos braços dele para não tropeçar, deliciada com tudo aquilo. Durou por instantes até que ele mordeu seu lábio inferior, puxando-o.

Damon: Não se exponha assim para outra pessoa, não gostei do modo como me fez sentir. – Disse, secando as gotas de água no rosto dela com os lábios, em beijos chupados.

Elena: Outra pessoa? – Perguntou, sorrindo, de olhos fechados. – Logo isso não o inclui.

Damon: Obviamente não. – Ela riu. – Não. – Protestou, sentindo ela afastando suas mãos, se libertando dele – Que está fazendo?

Elena não respondeu. Ela deu um passo hesitante ao redor dele... E logo outro, e outro, e rodopiou. Os protestos dele calaram ao vê-la dançar novamente. O olhar de Elena estava preso ao dele assim como estivera preso ao fogo, anteriormente.

Damon: Não vai resolver. – Disse, prendendo o sorriso. Ela sorriu, apanhando a mão dele. Damon seguiu ela, que sorria pra ele, até largá-lo sentado em um monte de feno, no fundo do estábulo – Ei!

Elena já havia se afastado. Voltara a dançar, e a encará-lo. Ele sorriu, desamarrando a capa e se amparando no joelho para olhá-la. Durou minutos. Ele nunca vira nada mais encantador... Nada mais intrigante. Por fim Elena riu, se afastando.

Damon: Porque parou? Que está fazendo? – Ela continuava a se afastar.

Elena: Eu terminei. – Disse, obvia. Damon ergueu as sobrancelhas.

Damon: Como? – Perguntou, incrédulo.

Elena: Até amanhã. – Ela soltou um beijinho pra ele e disparou correndo. Damon piscou duas vezes, atônito, e disparou atrás dela.

Elena ria. Ele sorriu vendo o esforço dela de correr, e balançou o rosto negativamente, acelerando o passo. Quando ela ia alcançar a saída do celeiro um braço forte dele passou por sua cintura, erguendo-a do chão, e ela deu um gritinho, rindo. Damon sorria enquanto fechava a porta do celeiro, impedindo a fuga dela. Ela se debateu no ar enquanto ele a levava de volta pros fundos, segurando-a tranquilamente com apenas um braço.