just one more about love Delena
40 Capitulo 40
Na manhã seguinte... Damon acordou aos poucos, e se virou. Pela primeira vez em mais de 5 anos havia alguém na cama. O braço dele buscou o corpo frágil de Elena, abraçando-a. Ele abriu os olhos, vendo Elena dormindo do seu lado, os cabelos escuros caídos a sua volta. Ele apanhou um dos cachos, menos vivos do que costumavam ser no dedo e enrolou, tentando modelá-los... Quando soltou voltou ao normal. Ele revirou os olhos.
Klaus: Damon, trate de acordar, eu quero saber se... – Klaus entrou no quarto, e parou na porta com a cena. Elena e Damon abraçados, cobertos até a cintura, ela de espartilho, dormindo – Curioso. – Disse, prestes a cair no riso.
Damon: A porta não estava trancada? – Klaus ergueu a mão com um molho de chaves, ainda admirando a cena – Ótimo. – Damon trouxe Elena mais pra si, na defensiva. Dormindo, ela acolheu o braço dele em sua cintura, a mão o segurando suavemente.
Klaus: Pelo visto você está bem. – Disse, cruzando os braços.
Damon: Perfeitamente. Quer dar licença? – Perguntou, exasperado.
Klaus: Quem diria, vossa alteza... – Disse, os olhos claros sondando o rosto de Damon – Tu realmente te apaixonaste pela criada. – Concluiu, intrigado.
Damon: É assunto seu? – Perguntou, na defensiva, puxando ainda mais Elena pra si. Mais um pouco e desmontaria a pobre.
Klaus: Mas é claro que não. – Disse, divertido – Com sua licença. – Disse, debochado, se curvando.Damon revirou os olhos. Klaus saiu, fechando a porta, e o riso dele foi audível até dentro do quarto.
Ele olhou o rosto dela, que ainda dormia tranquilamente. Se lembrou da voz dela, afogada, gemendo seu nome, há apenas algumas horas. Ele sorriu, afundando o rosto no pescoço dela, beijando-a. Elena despertou, se espreguiçando, manhosa, e sorriu também.
Damon: Bom dia, anjo. – Murmurou, beijando o rosto dela docemente.
Elena: Bom d... Dia? – Perguntou, arregalando os olhos. Damon ergueu as sobrancelhas. Elena olhou em volta. A claridade da luz do dia entrava pela janela fechada, e o perfume de orvalho denunciava que já amanhecera.
Damon: Algo vai mal? – Perguntou, olhando pra janela, sem entender.
Elena: Claro que vai mal, como eu vou sair daqui? – Perguntou, se sentando. Ela puxou o lençol para se cobrir. Damon riu, deitando no travesseiro – Não ria! Eu deveria ter ido embora assim que você dormisse, que diabo! – Disse, aflita.
Damon: Eu tenho roupas. Posso emprestar. – Brincou, dando um beijinho no ombro dela. Então imaginou Elena vestindo suas roupas e gargalhou gostosamente, voltando ao travesseiro.
Elena: Eu pareço estar brincando? – Perguntou, ultrajada. Damon estava ficando vermelhinho pelo riso – Como vou sair daqui, Damon? Não posso simplesmente desfilar por ai de roupão! – Ele demorou um instante pra conseguir pegar fôlego.
Damon: E eu tampouco o permitiria. Só eu posso vê-la, só eu posso tocá-la... – Disse, apanhando o rosto dela com a mão. – Só eu. – Impôs, e viu o bico com que ela ficou. – Não fique assim. – Disse, beijando o bico dela. – Passará o dia aqui comigo, cuidando de mim. – Avisou.
Elena: O dia inteiro? – Perguntou, erguendo a sobrancelha.
Damon: E a noite inteira. – Disse, e ela riu. Ele a puxou deitada novamente, mordendo-lhe a orelha – Você se ofereceu para o trabalho.
Elena: Aceitaria que outra o fizesse em meu lugar? – Perguntou, afastando o rosto do dele, falsamente indignada. Ele sorriu vendo o jeito de menina dela novamente em seu rosto. Ele prontamente montou uma expressão de inocente acusado pro rosto.
Damon: Longe de mim. – Disse, e ela ergueu a sobrancelha.
Elena: Vou cuidar de ti, vá pro banho. – Disse, tentando por a cabeça em ordem – Eu vou olhar teu curat... – Ele a beijou.
Elena suspirou e aceitou o beijo dele. Em poucos instantes Damon, se amparando no braço e ignorando bravamente a dor, passou pra cima dela. Elena deixou a boca dele, segurando seu rosto.
Elena: O que eu faço com você? – Perguntou, encarando-o. Damon se acomodou de modo em que a fisgada da linha no ferimento parou.
Damon: Apenas me ame. – Disse, passando a mão no rosto dela, tirando os cabelos – Me ame e todo resto será relevante. – Concluiu.
Elena: Eu amo. – Disse, encarando-o.
Damon: É só do que eu preciso. – Disse, antes de beijá-la novamente. Ela retribuiu, novamente... Era tudo o que sabia fazer. Mas ele interrompeu o beijo – Antes... Algo que está me incomodando. – Ela franziu o cenho, sem entender.
Entendeu quando ele apanhou seu corpete pelo decote com uma mão, puxando-o, e conseqüentemente rasgando-o. Damon se divertiu removendo aquela peça como um cachorro se diverte ao encontrar um osso. Por fim ele, satisfeito, a beijou novamente. Ela retribuiu o beijo, enlaçando as mãos no pescoço dele, entregando-lhe o corpo e a alma. Logo não havia mais nada pra ser dito.
Dias depois...
Klaus: Perdemos poucos homens. – Encerrou, largando o papel com a lista dos mortos na batalha.
Damon: Ainda assim foi um desperdício, tanto de vida quanto de armas. – Elena colocou o copo de suco na mesa, na frente dele. Damon a encarou, exasperado. Ela o fazia comer algo o tempo todo! Ela ergueu a sobrancelha, repreendendo-o, e ele bebeu, derrotado. Klaus disfarçou o riso com um tossido. Mas...
Caroline: Bom dia. – Disse, entrando na sala – Por favor, não se levantem. – Disse, dispensando, quando Elena se curvou e Kalus e Damon iam levantar. – Klaus... Há alguma novidade sobre Stefan? – Perguntou, levemente interessada.
Klaus: Não que eu saiba. – Disse, estranhando – Porque?
Caroline: Carta de Madison. Acabaram de me entregar. – Disse, passando o papel que tinha na mão pro marido.
Klaus olhou. A caligrafia era fina, firme e delicada. Ele passou o trecho em que Madison falava de outras coisas até o ponto em que Caroline indicou.
Klaus: “Já chegou ao meu conhecimento a sujeira na batalha em Willow Creek. Lamento que tenham se envolvido, e espero que todos estejam bem. Algo que não me agrada é desonestidade. Se tu entras em uma briga, ganhe ou perca, mas saia de cabeça erguida. Este ato não foi honesto. Logo... Estou enviando uma espécie de “presente”. Há algo que eu aprendi ao longo dos anos: Introduza um pouco de anarquia, quebre a ordem vigente e tudo se torna caos. Sabe qual a chave para o caos? Medo. Ódio também funciona muito bem. E é exatamente disso que vocês precisam... Um pouco de caos. Do lado dele, é claro. Soube há um tempo que Stefan se enfureceu porque uma concubina dele fugiu, provavelmente se infiltrando onde vocês estão. Isso já causa raiva, é um começo. Somando com o que estou enviando será significativo. Enfim, aguardem por noticias. Quando chegar até vocês, saberão que foi um presente meu. Esperando que estejam bem, Madison Malarkey.” – Klaus abaixou o papel. – O que ela quer dizer com isso?
Damon: Uma concubina dele? Aqui? – Perguntou, incrédulo. Elena estava branca feito papel.
Elena: Tu não estás bebendo. – Disse, tentando controlar o tremor nas mãos. Damon revirou os olhos e tomou o resto do suco, encarando-a. Ela assentiu em aprovação, e ele sorriu.
Klaus: Isso é o de mínimo, o que ela quis dizer sobre “um presente”? – Perguntou, intrigado.
Caroline: Era o que eu queria saber quando lhe perguntei se sabia algo. – Disse, apanhando a carta de volta e dobrando-a.
Damon e Klaus deram a ordem. Imediatamente o boato correu: Todos queriam saber o que estava acontecendo do outro lado da fronteira. A noticia chegou mais rápido do que esperavam.
Criado: A mãe de Stefan faleceu, senhores. – Informou. Elena quase gemeu. Com certeza isso traria uma resposta; Stefan não se casara, era apegado a mãe mais que a qualquer outra coisa.
Klaus: Morreu? Como morreu? – Perguntou, confuso.
Criado: Pelo que dizem, quebrou o pescoço. – Informou, reservado.
Damon: Caiu de uma escada? – Perguntou, tentando informar.
Criado: Isso é o confuso: Morreu dormindo, em seus aposentos. –Klaus gargalhou gostosamente. Caroline pôs a mão na boca e Damon arregalou os olhos.
Caroline: Ela... Ela quebrou o pescoço da...? Meu Deus. – Disse, exasperada.
Klaus: Madison, bem como eu a imaginei. – Disse, satisfeito.
Damon: Como ela conseguiu adentrar o reino e o castelo dele assim? – Perguntou, ainda em choque.
Klaus: Dizem que ela é como o vento, pela noite. Incontrolável. Entrar no castelo deve ter sido fácil. – Respondeu a pergunta de Damon.
Caroline: O que significaria que ela está por perto? – Perguntou, olhando a carta.
Elena: O que significa que eles estão se envolvendo na briga. – Disse, concluindo o raciocínio. Damon,Klaus e Caroline a encararam.
Klaus: Eu não havia pensado por esse modo.Damon, se Madison matou a mãe de Stefan é porque esteve com raiva, se esteve com raiva está tomando nosso partido. – Disse, se animando.
Criado: Senhores, outro fato: O olheiro realmente viu Stefan vindo, em Willow Creek. – Damon e Klaus olharam, confusos.
Damon: Ele não estava lá. – Contrapôs na hora.
Criado: Não, senhor. Pelo que o olheiro diz ele vinha, com os arqueiros e a cavalaria, então alguém intercedeu e disse algo que o fez retroceder. O olheiro acredita que a informação de que sua alteza estava no campo de batalha vazou, e o fez recuar. – Concluiu.
Damon: Vazou? – Repetiu, irônico.
Klaus: Informações não “vazam”, são passadas. – Disse, virando rosto para Damon – Há alguém dele aqui dentro, Damon. Eu venho lhe dizendo isto há meses, e tu não o crês. Agora isso. O que mais quer de prova? – Perguntou, e Damon não respondeu – Há alguém aqui, alguém que soube que iríamos no contra ataque e mandou avisarem com antecedência, para que ele pudesse recuar!
Elena: Posso me retirar? – Perguntou, em tom baixo. Estava nervosa demais.
Damon: Estou com fome. – Disse, na mesma hora, erguendo o rosto. Elena o encarou, em um misto de incredulidade e graça na voz. Ele sempre dizia que estava com fome quando queria que ela ficasse perto; Ela o alimentava.
Elena: É claro que está. – Murmurou pra si própria, e ele sorriu – Eu já volto. – E saiu.
Elena parou na cozinha vazia e se amparou na mesa, ofegando, tremula. Como Madison fora saber disso? Ter a verdade tão perto de Damon a desestabilizou, ela estava branca, fria, tremia.
Damon: Elena? – Que diabo, ele viera atrás?! – Elena respirou fundo, se recompondo. Ele apareceu no portal da cozinha – Passa algo? –Elena negou com a cabeça, com medo da voz traí-la – Porque saiu daquele modo?
Elena: Por nada. Eu só pensei que estava sendo inútil ali, eu não faço parte disso. – Disse, se resumindo. Pro pânico dela ele se aproximou, puxando-a pro seu abraço.
Damon: Não diga tolices, tu nunca és inútil. – Disse, beijando-lhe a testa – Está fria. – Disse, estranhando.
Elena: Não é nada, só uma tontura. – Mentiu. Então a voz de Klaus veio do corredor.
Klaus: Damon! – Chamou, a voz forte, fazendo Elena estremecer.
Elena: Eu vou pro meu quarto só um instante, sim? – Pediu, e ele pensou que era porque ela realmente não estava se sentindo bem.
Damon: A encontro em um minuto, só o tempo de mandar Klaus ir pro inferno. – Prometeu, e ela sorriu. Ele selou os lábios dela e saiu, ainda mancando um pouco, ao encontro de Klaus. Elena, longe dele, deixou o rosto cair de novo.
Não suportaria. Não suportaria que ele descobrisse, que ele a deixasse. Ela preferia morrer do que sobreviver perante o desamor dele. Ela encararia a morte com um sorriso no rosto. Deus, me ajude...
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